Arquivo da categoria ‘Resenhas Shows’

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Annie Haslam

Com quase 50 anos de carreira, 16 álbuns de estúdio gravados e 5 registros ao vivo, o conjunto Prog, Renaissance, aporta pela primeira vez no Brasil. A banda que conta hoje com Annie Haslam (Vocal), Rave Tesar (Teclados), Tom Brislin (Teclados / Vocal), Mark Lambert (Guitarra / Vocal) , Frank Pagano (Bateria / Percusão / Vocal) e Leo Traversa (Baixo / Vocal) fez o terceiro show da turnê “Songs For All Times” no Vivo Rio.

O responsável pela brilhante iniciativa de trazer a banda foram os produtores da Top Cat Produções, em parceria com o próprio Vivo Rio. As duas entidades planejam trazer uma série de shows memoráveis a cidade e recuperar o sorriso do carioca em poder assistir belas apresentações.

A banda subiu ao palco com um pequeno atraso e sem produção de palco, desnecessária se formos levar em consideração o talento dos músicos. Ovacionados pelos presentes, a banda iniciou seu set com ‘Carpet Of The Sun’, música presente no clássico álbum “Ashes Are Burning” (1973). Na sequência mais um clássico, ‘Ocean Gypsy’ (“Scheherazade And Other Stories” – 1975), e as novas, ‘Grandine Il Vento’ e ‘Symphony Of Light’ do álbum de mesmo nome lançado em 2013.

A banda estava bem animada, Annie muito comunicativa, conversando várias vezes com os presentes. Os destaques do set ficam para as excepcionais: ‘Mother Russia’ (“Turn Of The Cards, 1974), ‘A Song For All Seasons’ (Homônimo de 1978) e ‘The Mystic And The Muse’ (“Sheherazade And Other Stories”).

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Com exceção da bateria, todos os outros instrumentistas tiveram tempo para seus solos, com muita elegância, a banda se divertia. Engraçado foi o fato do guitarrista Mark Lambert só empunhar uma guitarra apenas no momento de seu solo, já que o músico se apresentou o tempo todo acompanhado por um violão. E fez bonito.

Homenageando o país, a banda executou ‘Quiet Nights Of Quiet Stars’, versão em inglês para a música ‘Corcovado’, composta por Tom Jobim.Estava indo tudo muito bem, a emoção tomava conta dos presentes, quando repentinamente um tumulto se formara no meio das cadeiras dispostas no Vivo Rio, dois distintos cavalheiros, completamente embriagados, começaram a se digladiar no início de ‘Ashes Are Burning’. Na confusão, três pessoas foram retiradas do local, mas mesmo com a banda voltando a tocar, o sentimento de tristeza e vergonha já estava instaurado.

Após o incidente, finalmente ‘Ashes Are Burning’ fora tocada. Talvez, o maior clássico do Renaissance e acompanhada pela voz de quase todos os presentes.

Com performance fenomenal, o Renaissance, em pouco mais de uma hora e quarenta de show, descontando o momento vergonhoso,  se despede do Rio de Janeiro. Claro que os músicos envolvidos possuem  uma qualidade muito acima da média, mas não podemos deixar de enaltecer a performance de Annie Haslam, que com seus 69 anos, ainda canta como se estivesse em início de carreira. Se Deus fosse mulher e necessitasse de uma voz, seria a voz de Annie Haslam.

Renaissance Setlist: Prologue / Carpet of the Sun / Ocean Gypsy / Grandine Il Vento / Symphony of Light / Let It Grow / Mother Russia / The Mystic and the Muse / Sounds of the Sea / A Song for All Seasons / Bis: Quiet Nights Of Quiet Stars (Tom Jobim Cover) / Ashes Are Burning.

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Em um dia turbulento, com crise política se agravando, e levando a economia para o mesmo buraco, entre suspeitas de renúncia, não renúncia e manifestações nas ruas do Centro do Rio de Janeiro, os finlandeses do Sonata Arctica retornam ao Circo Voador com a turnê ‘The Ninth Hour Tour’.

Chegando ao local do evento, uma notícia preocupante para os fãs da banda, o vocalista Tony Kakko, teve um breve problema de saúde após o show na cidade de Juiz de Fora – MG. O show no Rio de Janeiro foi a oitava data no calendário de shows no Brasil, em um total de dez apresentações agendadas.

Insta-1-71Insta-4-7Após alguns sustos com barulhos de bombas do lado de fora do Circo Voador e um intenso cheiro de queimado que pegou a todos de surpresa, a banda subiu ao palco no horário pré estabelecido. As 21 horas, Tommy Portimo (Bateria), Pasi Kauppinen (Baixo), Henrik Klingenberg (Teclado), Elias Viljanen (Guitarra) e Tony Kakko (Vocal), subiram ao palco ao som de ‘We Are What We Are (Just The Beginning)’ seguida por ‘Closer To An Animal’, faixa que abre o novo álbum da banda “The Ninth Hour”.

A faixa ganhou velocidade ao vivo e foi muito bem aceita pelo público presente, que aproveitando o gancho, não foi dos maiores, mas também não passou vergonha. Tony conversa rapidamente com o público e ‘The Wolves Die Young’ foi a segunda música a ser tocada. Como de hábito a banda deu ênfase em promover seu novo álbum e intercalou alguns clássicos da banda com o material mais recente.

Tony parecia não sentir mais o mal que lhe acometeu durante o dia e se mostrava bastante empolgado no palco, o vocalista corria e tomava conta do palco. O público estava a mercê da banda e músicas como ‘Tallulah’, e um dos maiores clássicos da banda, ‘Fullmoon’, foram entoadas em uníssono pelo público presente.

Insta-5-4.jpgA banda estava em ritmo acelerado e dava pra sentir a pressão do braço de Tommi Portimo em seu kit de bateria. Elias, mesmo com um curto solo entes da execução de ‘Life’, e Pasi pareciam estar a vontade, enquanto o tecladista Henrik, diferente das outras apresentações no Rio, se mostrou um pouco mais contido.

As músicas do recente álbum, ‘Among The Shooting Stars’, ‘Fairytale’ e ‘We Are What We Are’, assim como as já citadas, ‘Closer To An Animal’ e ‘Life’ soaram agradáveis ao vivo, grande parte do público sabia as letras e cantou junto com a banda. Encerrando o show tivemos, ‘I Have A Right’ (“Stones Grow Her Name”, 2012), a pedrada ‘Don’t Say A Word’ (“Reckoning Night”, 2004) e a festiva ‘Vodka’.Insta-7-4.jpg

Após a apresentação, de quase uma hora e meia, sem percalços, a banda se despediu e foi se preparar para atender a vários fãs no ‘meet and greet’. Comunicativos e bem receptivos, a banda conversou e tirou fotos com os que estavam ali para vê-los.

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Sonata Arctica Setlist: We Are What We Are (Just The Beginning) / Closer To An Animal / The Wolves Die Young / In Black And White / Tallulah / Fairytale / Misplaced / FullMoon / Among The Shooting Stars / No More Silence / Gravenimage (Intro) / Abandoned, Pleased, Brainwashed, Exploited / Intermission / We Are What We Are / Life / Bis: The Power Of One / I Have A Right / Don’t Say A Word / Vodka.

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Em noite véspera de feriado e um VivoRio lotado, Andy Summers, guitarrista da icônica banda The Police se apresentou no Rio de Janeiro acompanhado por Rodrigo Santos (Vocal / Baixo – Barão Vermelho) e João Barone (Bateria – Os Paralamas do Sucesso).

A presença do público foi surpreendente, ainda mais quando víamos a média de idade das pessoas nas mesas, sim, o show teve sua platéia sentada, mas que não tirou o brilho da apresentação. Diferentemente do show ocorrido em 2015, o set list não contou com músicas do Barão Vermelho e foi como ouvir um ‘Greatest Hits’ do The Police.

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Rodrigo Santos

O espetáculo, achei que chamar de show seria pouco, começou com uma das grandes obras do The Police, ‘Synchronicity II’, faixa do último álbum de inéditas da banda, “Synchronicity”, lançado em 1983.  Os músicos visivelmente felizes por estarem no palco, com a casa sold out, emendaram com ‘Walking On The Moon’ (Reggatta de Blanc – 1979).

Andy Summers sobrava no palco, a mistura de rock e reggae deixava espaço para improvisos, que os três músicos souberam aproveitar com maestria. Rodrigo Santos deixou claro nos momentos de comunicação com o público, o quanto estavam emocionados.

Músicas como: ‘Tea In The Saara’, ‘So Lonely’, ‘Roxanne’, ‘Every Breath You Take’ e ‘Message In A Bottle’, foram entoadas por quase todos na platéia. João Barone com um grande kit de bateria deixou a sonoridade redonda, lembrando que o The Police, é uma das maiores, se não a maior, influência do início de carreira da banda Os Paralamas do Sucesso.

Rodrigo Santos por sua vez, exibia um timbre bem parecido com o vocalista original do The Police, Sting. Mesmo que algumas músicas estivessem um, ou meio tom abaixo das originais, não foi algo que comprometesse a execução e a alegria dos presentes e músicos.

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João Barone

Já no meio do show, várias pessoas já se juntavam nas laterais da casa para curtir de pé e agitando ao som de Andy Summers, mas foi na hora de aplaudir o término do set que principal, que todos se levantaram para aplaudir e permanecer de pé durante a execução de Can’t Stand Losing You e Every Little Thing She Does Is Magic.

O The Police possui uma discografia moderada, contando com 5 álbuns de estúdio, a saber: Outlandos d’Amour (1978), Reggatta de Blanc (1979), Zenyattà Mondatta (1980), Ghost in the Machine (1981) e Synchronicity (1983). É claro que todos queriam mais, porém os fãs só serão saciados em uma próxima visita do projeto.

Call The Police Setlist: Synchronicity II / Walking on the Moon / Driven to Tears / Spirits in the Material World / Hole in My Life / Invisible Sun / Tea in the Sahara / So Lonely / Next to You / Roxanne / Every Breath You Take /Message in a Bottle / Bis:
Can’t Stand Losing You – Reggatta de Blanc / Every Little Thing She Does Is Magic.

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7Peles

Domingão, dia de Fla-Flu e véspera de feriado. Rumamos para o Casarão Ameno Resedá no Catete – RJ. A casa que conta com uma boa infra-estrutura, som, iluminação, bares e uma pista espaçosa, recebeu a primeira edição do No Class Festival: Brutal Edition.

O evento que tinha em seu cast inicial a banda norte-americana Angel Corpse, cancelada devido a problemas com os vistos, além da substituição das bandas Woslom (SP) e Cauterization (SP), atraiu um bom público ao segundo ambiente do Casarão.

Devido as baixas sofridas no cast inicial do evento, coube aos cariocas da banda 7 Peles o início dos trabalhos neste domingo negro. A banda é composta por figuras tarimbadas no underground carioca, mas não sou eu quem vai estragar o que envolve a banda, então como eles mesmo se apresentaram, na bateria temos Sete Peles, na guitarra, Sete peles, no baixo, Sete Peles e nos vocais, Sete Peles, todos irmãos, filhos do mesmo pai, Caim.

Apesar de contar com uma bagagem anterior, por parte de seus integrantes, a banda optou por utilizar músicas novas e próprias. Hinos como “Qayin”, “Heylel” e “Abaddon” foram entoados e deram uma mostra do que esperar do 7Peles: um som brutal, conceitual e primoroso.

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Vorgok

A segunda banda a subir no palco foi a Vorgok, a banda conta com Edu Lopez (Vocais / Guitarra), João Wilson (Baixo), Bruno Tavares (Guitarra), Jean Falcão (Baterista da banda Dark Tower) e tem o som calcado no Thrash Metal tradicional.

A banda trata de temas bem interessantes em suas letras. Assuntos como extermínio de espécies, educação e opressão são alguns dos temas abordados, segundo a própria apresentação da banda em seu perfil, Vorgok é  “a coleção de todos os males praticados pela humanidade, passados, presentes e futuros”. A banda divulga seu primeiro álbum “Assorted Evils”, lançado em 2016. Uma banda coesa, que sabe se portar muito bem no palco.

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D.I.E.

O céu já estava escurecendo quando os paulistas do D.I.E. subiram ao palco, bem humorados e com sangue nos olhos, os caras fizeram um Hardcore pesado e com muita atitude. Charles Guerreiro (Vocais), Hell Hound (Guitarra), Roger Vorhees (Baixo) e Mortiz Carrasco (Bateria) não deixaram o cansaço abater, já que a banda vinha de uma apresentação na noite anterior realizada em Petrópolis. Os caras agitaram bastante e mostraram que estão no caminho certo.

Após os paulistas do D.I.E., subiram ao palco, os cariocas do Forceps. A banda contava já com um maior número de pessoas no Casarão e soube aproveitar bem isto a seu favor. A banda desferiu músicas pesadas e foi responsável pelas primeiras rodas da noite.

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Forceps

A banda vem divulgado seu mais recente álbum, “Mastering Extinction” (2017), e conta com um grande prestígio no underground. Doug Murdoch é um vocalista insano e dando vazão a insanidade apresentada por ele, temos o baterista Emmanuel Iván, o guitarrista Bruno Tavares e o baixista Thiago Barbosa.

A banda possui carisma e um público cativo bem forte. A Forceps estava bem a vontade no palco e mostra que tem um caminho de sucesso a trilhar pela frente.

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Funeratus

13 anos. Este era o tempo que o Funeratus não se apresentava no Rio de Janeiro. O trio subiu ao palco e desferiu todo seu Black Metal diante de uma público completamente entregue. A banda conta com André Nálio (Guitarra), Fernando (Vocais / Baixo) e Guru Reis (Bateria). Um show denso, pesado e técnico. 

Após a paulada do Funeratus, tivemos os donos da festa, a LAC. A Lacerated And Carbonized realizava o primeiro show da turnê de divulgação do álbum Narcohell.

Contando com três álbuns de estúdio e muita bagagem, a banda formada por Paulo Doc (Baixo), Caio Mendonça (Guitarra), Jonathan Cruz (Vocais) e Victor Mendonça (Bateria) fizeram uma apresentação contagiante. Os caras souberam usar bem os espaços do palco. Jonathan interagia muito com o público, enquanto Paulo e Caio se revezavam cruzando todo o espaço.

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Lacerated And Carbnized

Apresentação matadora de um dos maiores nomes do underground carioca. Thrash / Death de alto nível.

Com a ausência da banda Angel Corpse, como já citado anteriormente, coube ao Rebaellium encerrar o No Class Festival. A banda estava parada por um hiato de muitos anos e voltara a ativa recentemente.

Lohy Fabiano (Vocais / Baixo), Fabiano Penna (Guitarra) e Sandro Moreira (Bateria) iniciaram o set com um clássico do Morbid Angel, ‘Deception In Disguise’, e depois foram só pedradas autorais da banda. Um verdadeiro massacre sonoro. O público se aproximou do palco para ouvir os gaúchos e não parou de agitar um minuto sequer.

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Rebaellium

Resumo do grande dia: Excelentes bandas nacionais, som pesado, alto e claro, casa com uma infra-estrutura exemplar, local de fácil acesso, bandas bem dispostas, clima bem tranquilo entre os presentes. Aula de civilidade e amor ao verdadeiro metal. Parabéns a todos os envolvidos.

 

7Peles Setlist: Qayin / Heylel / Abaddon.

Vorgok Setlist: Deception in Disguise / Last Nail in Our Coffin / Headless Children / Man Wolf to Man / Hell’s Portrait / Kill Them Dead / Hunger.

D.I.E. Setlist: O Tédio, o Ódio, o Ócio e a Reflexão / Truth like Yourself / Predicted
Religion / Tit for tat / Die / Space / Lost.

Forceps Setlist: Mastering Extinction / Transdiferrentiated Nano-cells / Human Cryptobiosis / Processing Human Brains / Transmutation of Internal Organs / Atrocities.

Funeratus Setlist: Intro / Indian Healing / Storm of Vengeance / Chaos and Death / Echoes in Eternity / Accept the Death  / Asphalt Eaters.

Lacerated And Carbonized Setlist: L.A.C. / Third World Slavery / Spawned in Rage / NarcoHell  / Awake the Thirst / O Ódio e o Caos / Blooddawn / Bangu 3 / Severed Nation / Seeds of Hate / System Torn Apart / Mundane Curse.

Rebaelliun Setlist: Day of Suffering (Morbid Angel Cover) / Affronting the Gods / Legion / Dawn of Mayhem / Crush the Cross / Anarchy / Spawning the Rebellion / Fire and Brimstone / Rebellion / The Path of the Wolf / Unborn Consecration / Killing for the Domain / The Legacy of Eternal Wrath / At War.

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The Pretty Reckless no palco do VivoRio.

Cinco anos após sua primeira passagem pelo Brasil, a banda norte-americana The Pretty Reckless retorna para quatro shows no país. A banda capitaneada pela atriz, modelo e cantora Taylor Michel Momsen, acompanhada pelo guitarrista Ben Phillips, o baixista Mark Damon e o exímio baterista Jamie Perkins, se apresentou no VivoRio no último dia 09 de Março.

O The Pretty Reckless subiu ao palco pontualmente as 21:30 e foi ovacionado logo de cara pelo bom público presente. Este composto em sua grande maioria por cidadãos com faixa etária abaixo dos 25 anos. ‘Follow Me Down’ foi a escolhida para abrir o show, a música também abre o álbum “Going To Hell”, lançado em 2014, seguida por “Since You’re Gone”, presente no debut, “Light Me Up” (2010).

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Taylor passa segurança no palco e o ocupa como poucos. Para os que ainda não estão muito acostumados com o som da banda, o som mescla doses de grunge, punk e um hard rock visceral. O público, talvez pela maioria ser de meninas, não apresentavam cenários de “empurra-empurra” durante as músicas, algumas transmitiram sua agressividade sem blusas e fitas isolantes cobrindo os mamilos.

Um dos pontos altos do show foi a execução de ‘Make Me Wanna Die’, hit da banda desde 2010 e que fora cantada praticamente a capela pelo público presente. Pelas feições de Ben Phillips e Jamie Perkins, a banda ficou realmente surpresa com tamanho retorno.

Além das músicas antigas, músicas novas, como ‘Oh My God’, ‘The Walls Are Closing In / Hangman’, ‘Prisoner’ e ‘Who You Selling For’, todas integrantes do álbum “Who You Selling For”, lançado em 2016, foram cantadas por todos os presentes.

O The Pretty Reckless tem mostrado uma grande evolução desde seu primeiro lançamento em 2010. Se no início da banda, além das músicas, a banda era lembrada pela performance sensual da vocalista Taylor Momsen, podemos dizer que a moça está muito mais comedida e ainda continua fazendo uma grande apresentação.

Outros destaques ficam para ‘Zombie’ e ‘Goin’ Down’ (fechando a apresentação), pedidas em uníssono pelo público. Uma apresentação correta, de uma banda competente e coesa com uma figura central marcante, que teve em uma hora e meia de show toda a platéia em suas mãos. Com certeza uma grande apresentação da The Pretty Reckless.

 

The Pretty Reckless Set List: Follow Me Down / Since You’re Gone / Oh My God / The Walls Are Closing In-Hangman / Make Me Wanna Die / My Medicine / Prisoner / Sweet Things / Light Me Up / Who You Selling For / Just Tonight / Zombie / Heaven Knows / Going to Hell / Take Me Down / Bis: Goin’ Down.

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Night Demon no Estúdio Hanói

Mais uma sexta-feira de calor no Rio de Janeiro e rumamos para o Estúdio Hanói em Botafogo para acompanhar a primeira apresentação dos californianos da Night Demon no Rio de Janeiro. Mais um grande evento da No Class Agency.

A apresentação aconteceria na Planet Music em Cascadura, mas devido a alguns problemas com a casa, o evento foi transferido para o Hanói. Como dissemos anteriormente, o Hanói é um estúdio e o espaço para o público acabou limitando a presença de 60 sortudos para ver a apresentação das bandas. Por outro lado, o pequeno espaço fez com que as apresentações ganhassem um clima intimista e deram um charme a mais.

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Unnature

A primeira banda a se apresentar foi a Unnature. A banda carioca que conta com Carina Pontes (Vocais), Rafael Luís (Guitarra), Ricardo Mariani (Guitarra), Thiago Amorim (Baixo) e Renato Larsen (Bateria), já possui um debut lançado, “Synthetic Nature” (2016).

Com um excepcional material em seu debut, nada mais justo do que a banda concentrar sua apresentação em cima das faixas contidas em “Synthetic Nature”, aliás, o álbum foi quase que tocado na íntegra, a única que ficou de fora foi ‘Miles Away’, substituída por um medley englobando vários momentos da carreira de Ronnie James Dio.

A banda é muito coesa e faltou um pouco de espaço para todos no “palco” improvisado, mas a coisa fluiu muito bem, as guitarras estavam bem alinhadas, assim como a cozinha rítmica. Os vocais rasgados de Carina mesclados a algumas linhas mais limpas são um grande atrativo. 

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Syren

A segunda banda a subir no “palco” foi a Syren. A banda capitaneada pelo vocalista Luiz Syren e que conta com Alirio Solano (Guitarra), Mauricio Martins (Baixo) e Julio Martins (Bateria), já possui dois registros gravados, “Heavy Metal” (2011), “Motordevil” (2015), e prepara um terceiro lançamento para breve.

A banda chegou com vontade e despejou seu Heavy Metal clássico em cima dos presentes. A locomotiva desgovernada tomou a todos de assalto, o timbre de Luiz Syren é bem peculiar e tem bastante personalidade, apesar de lembrar um bocado um certo vocalista inglês. A presença de palco do mesmo também é um fator positivo a ser considerado.

Alirio e Mauricio soam bem precisos nas cordas enquanto Julio agride as peles com um semblante de alegria estampado. Mauricio também é o responsável por algumas partes mais guturais em músicas como ‘Scourge Of Time’.  

Apesar da exemplar apresentação da banda, uma figurinha ilustre roubou a cena por alguns instantes, Ana Chamarelli de 5 anos de idade, filha do produtor Eduardo Chamarelli (THC Produções), se esbaldava de dançar na frente do “palco”. A pequena elogiou a banda e demonstrou que o Rock / Metal se aprende desde o berço, em casa. Parabéns ao paizão coruja! Outra figura ilustre no evento foi Rafael Rassan, guitarrista da Affront, o cara é uma figuraça, a personificação do bom humor.

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Jarvis Leatherby

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Armand John Anthony

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“Drink From The Callice, The Unholy Grail…”

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Dustin Squires

Término da apresentação da Syren, e era hora da debandada por algum líquido gelado para amenizar o calor, em poucos minutos fomos avisados que a Night Demon já começaria sua apresentação. E foi nesse momento, onde se juntaram um pouco mais de 60 pessoas na área do estúdio que o ar condicionado do lugar resolve parar.

Mas enfim, foda-se. Ainda era um show de Metal e apesar da caldeira, a maior parte não se importou, outros saíam, tomavam um ar e voltavam. Os californianos sentiram na pele não só o calor do público mas o calor do Rio de Janeiro de uma forma geral.

O trio composto por Dustin Squires (Bateria), Armand John Anthony (Guitarra) e Jarvis Leatherby (Baixo) mescla algumas doses de Punk ao Heavy Metal fazendo um som empolgante que nos remete aos tempos da NWOBHM. A banda conta com dois registros oficialmente lançados, o EP homônimo (2012) e o álbum “Curse of the Damned” (2015).

Se utilizando de músicas dos dois lançamentos, a banda abusou de músicas rápidas e incendiou o local. Não puderam faltar sons como: ‘Ritual’, ‘Night Demon’, ‘Satan’, ‘Screams In The Night’, ‘Full Speed Ahead’, ‘Heavy Metal Heat’, ‘Curse Of The Damned’.

‘The Chalice’ contou com a presença de um ceifador(!?) que oferecia seu cálice, fazendo alusão ao refrão da música. A icônica figura foi erguida e celebrada pelos presentes, a banda comentou que era a primeira vez do personagem em seu show. Com certeza eles nunca viram ou verão algo assim de novo.

A banda também aproveitou a ocasião para tocar uma música inédita, ‘Life On The Run’, que fará parte do próximo álbum da banda.

Como normalmente ocorre em seus shows, a Night Demon prestou homenagem a algumas bandas clássicas de Heavy Metal, não será difícil você achar eles tocando algo de Diamond Head ou Riot no Youtube, entre outros. Para o show do Rio foram desferidas ‘The Ripper’ do Judas Priest e fechando a noite ‘Wasted Years’ do Iron Maiden.

O público delirava e não era devido ao calor. Jarvis Leatherby é um vocalista insano e agitava sem parar, o pescoço do cara deve ter um sistema de suspensão automotivo embutido. O baixo cavalgava e apoiava a guitarra afiada de John Anthony que parecia bem animado interagindo com os presentes. Dustin foi preciso e mesmo com o desgaste típico, não se deixou abater e surrou as peles.

As bandas, muito acessíveis, ficaram a disposição dos presentes e não se importaram em tirar fotos, distribuir autógrafos e conversar com o público. Mais uma aula de harmonia no Metal. Parabéns ao público, bandas e a No Class!

 

Unnature Setlist: The End Is Here / Here’s My F* Hell /Aesthetics Of Arrogance / So Close / Shades Of Hate / Medley Dio / Hellucination / Death’s Commander / Death Machine.

Syren Setlist: Rebellion / Fighter / Eyes Of Anger / My Shadow / Heavy Metal / Motordevil / The End / Die In Paradise.

Night Demon Setlist: Screams In The Night / Curse Of The Damned / Satan / Full Speed Ahead / The Howling Man / Heavy Metal Heat / Mastermind / Lightning To The Nations / Life On The Run / The Chalice / Night Demon / The Ritual  / Wasted Years (Iron Maiden Cover).

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Uma semana após o grandioso Hell In Rio, era a vez de São Paulo homenagear o Heavy Metal nacional. Após 10 anos, o BMU (Brasil Metal Union) retorna com a mesma grandiosidade que sempre ostentou. A edição de 2016 contou com 10 bandas nacionais oriundas de várias partes do Brasil. A iniciativa de Richard Navarro, desde a primeira edição do BMU, é a de incentivar, divulgar e valorizar o cenário brasileiro.

A edição 2016 do BMU aconteceu no Tropical Butantã. Uma casa dotada de uma bela estrutura. Banheiros, bares, camarotes, um amplo espaço físico, telão que cobre toda a extensão do palco, excelente iluminação e sistema de som.

A abertura da casa aconteceu pontualmente as 12:00 hs. Os primeiros que chegaram foram contemplados com um CD do festival contendo uma música de cada banda que ia se apresentar. Com a primeira banda marcada para entrar no palco as 13:00 hs, o público pôde assistir ao show “Super Peso Brasil” no telão do Tropical Butantã.

Após a execução do Hino Nacional e a bandeira do BMU hasteada como backdrop, o Soulspell foi a primeira banda a subir no palco. A banda é formada por uma constelação de artistas e tem em seus álbuns uma temática fantasiosa nos moldes de uma Ópera Metal. A banda aproveitou a oportunidade para pré-lançar seu quarto álbum de estúdio, “The Second Big Bang”.

A programação do BMU seguiria então da seguinte forma, cada banda tocaria um set de 40 minutos e após o encerramento da apresentação, o público teria 20 minutos de clips, apenas de bandas nacionais, até a próxima apresentação. Com este planejamento, a cada hora redonda tínhamos uma nova banda no palco. Lembrando que eram 10 bandas, a primeira tocou as 13:00 hs, agora é só fazer as contas. Isso mesmo 10 horas de evento.

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A segunda banda da noite a se apresentar foi uma das lendas da coletânea “S.P Metal” , lançada no ano de 1984, o Salário Mínimo. China Lee  (Vocal) e Junior Muzilli (Guitarra), membros originais da banda continuam com a chama do Metal ainda acesa e anunciaram que estão preparando um novo álbum do Salário Mínimo, o sucessor de “Simplesmente Rock” de 2009. Completam a banda o insano baixista Diego Lessa, Daniel Beretta (Guitarra) e Marcelo Campos (Bateria). Um dos momentos mais marcantes da apresentação foi quando os irmãos Paulo (o Paul X do Monster) e Carlos Anhaia subiram ao palco e China Lee dedicou a música ‘Cabeça Metal’ ao pai dos irmãos.

CG-11.jpgO Cangaço, trio formado por Magno Barbosa Lima (Vocal / Baixo), Rafael Cadena (Vocal / Guitarra) e Mek Natividade (Bateria) levou uma interessante mescla de Death Metal a sons nordestinos ao palco do BMU. Os recifenses contam com um álbum lançado, “Rastros” (2013) e fizeram uma apresentação bem coesa ao longo do set. Uma das gratas surpresas ficou por conta do cover de ‘Cavalos do Cão’, música de Zé Ramalho.

A quarta banda a subir no palco foi a Semblant. Recém contratados pelo selo de David Ellefson, baixista do Megadeth, a banda de Curitiba apresentou seu intrincado Gothic Metal. A banda contou com a performance de duas dançarinas em alguns momentos do show, mas nem precisava tanto para prender a atenção do público.SB-21.jpg

A banda conta com dois álbuns, “Last Night of Mortality” (2010) e “Lunar Manifesto” (2014) que traz como carro chefe a música ‘What Lies Ahead’, atingindo mais de 7 milhões visualizações no Youtube. O contraste das vocalizações entre Sergio Mazul e Mizuho Lin funcionam muito bem. Belíssima apresentação.

Bruno Sutter foi a atração seguinte do BMU, o músico apresentou material de seu disco solo, auto intitulado, lançado em 2015 e para muitos foi uma das surpresas do festival. Deixando o baixo por conta de ninguém mais, ninguém menos, do que Luís Mariutti (ex-Angra, Shama, atual About 2 Crash), Bruno teve maior liberdade para utilizar o palco. Bruno ainda conta em sua banda com os competentes Christian Oliveira (Bateria), Guilherme Mateus e Attilio Negri (Guitarra). 

Vindos da Bahia, o Headhunter D.C., subiu ao palco do BMU para celebrar os 30 anos da banda. A mesma promoveu um verdadeiro massacre sonoro e um verdadeiro culto ao Death Metal. O vocalista Sérgio Baloff exaltava o já consagrado 666 e pedia para que o público levantasse as mãos fazendo os chifres do Metal.

Relançando o álbum “In Unholy Mourning”, originalmente lançado em 2012, a apresentação contou com letras profanas, pesadas e que conseguiram prender bastante o público.

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20 minutos para colocar os pescoços no lugar, comprar algum merchandising, que aliás foram sumindo rapidamente das banquinhas das bandas, e aguardar o retorno de uma grande banda nacional, falamos da banda Monster, que estava inerte a 8 anos.

Adentrando ao palco com camisas de futebol americano, Paulo Anhaia ou Paul X (Vocal / Baixo), E.V. Sword (Bateria) e Daniel Iasbeck (Guitarra) fizeram um belo apanhado dos três álbuns lançados pela banda. Como a ocasião era especial, a banda ainda recebeu Alexandre Grunheidt (Ancesttral) e Carlinhos Anhaia no palco.MN-20.jpg

Emocionante apresentação do início ao fim. Ao término da última música do set, ‘Monster’, os presentes clamaram em uníssono por um retorno definitivo da banda. Bastante emocionado Paulo disse o quanto estava emocionado e que daquele jeito dava até vontade de tocar mais, vamos ver o que o futuro reserva.

NV-17.jpgAs thrashers da banda Nervosa subiram ao palco com a pegada habitual, sons fortes, rápidos e com muito peso. Acompanhando Fernanda Lira (Vocal / Baixo) e Prika Amaral (Guitarra) estava a baterista “estagiária” Luana. As meninas foram responsáveis pelas rodas mais intensas de mosh do festival. Fernanda quando subiu ao palco, disse que iriam causar e realmente causaram. O set foi todo em cima dos dois álbuns da banda: Agony (2016) e Victim of Yourself (2014). As meninas ficaram após o show atendendo aos fãs, que não foram poucos, na sua banquinha de merchandising, simpáticas e bem humoradas, deram atenção a todos.

Aliás, esse foi um ponto bacana do festival, a maior parte das bandas ficaram a disposição dos fãs para autógrafos e fotos, o respeito e admiração eram mútuos entre quem estava assistindo e aos que estavam em cima do palco.

A penúltima banda a se apresentar foi a gaúcha Hibria. A banda tinha tocado no fim de semana anterior no Rio de Janeiro e manteve a pegada em São Paulo. A banda já consagrada no cenário nacional e internacional veio com seu técnico Power Metal e encantou os fãs.

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O vocalista Iuri Sanson é uma figura única, o cara parece estar ligado em alta voltagem a todo momento, corre, salta, se mistura aos fãs, o cara é realmente um grande frontman. Aliados a esta potente presença de palco temos os precisos Ivan Beck (Baixo), Abel Camargo (Guitarra), Renato Osório (Guitarra) e o animal, no bom sentido, Eduardo Baldo (Bateria). A apresentação ainda contou com a participação do vocalista Mario Pastore. Show perfeito.

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Os mineiros do Tuatha de Danaan fecharam o BMU como sendo a banda que mais se apresentou no festival até hoje. Das sete edições, contando com esta, os caras apenas não tocaram na edição de 2005.

As músicas do Tuatha são um pouco longas e um atraso na entrada da banda fez com que seu set fosse um pouco mais curto. Bruno Maia interagiu bastante com os presentes e o Folk Metal rolou solto.

O BMU então chegava ao fim da edição 2016. Um dos festivais referência para as bandas nacionais e para o público brasileiro, um verdadeiro marco para a história do Heavy Metal nacional. Que a semente plantada e cultivada com tanto respeito e carinho por Richard Navarro possa ainda nos render bons frutos.

 

Soulspell Setlist: The Entrance / Labyrinth / Troy / Adrift / Dead Tree / Age Of Silence / A Secret Compartment.

Salário Mínimo Setlist: Delírio Estelar / Beijo Fatal / Anjo Da Escuridão / Dama Da Noite / Noite De Rock / Jogos De Guerra / Cabeça Metal.

Cangaço Setlist: Nação / Arcabuzado / Al Rasif / Rondon / Arretado / Bombardeio / Corpus / Cavalos do Cão / Cantar Às Excelências das Armas Brancas.

Semblant Setlist: Dark Of The Day / Mists Over The Future / Ode To Rejection / The Shrine / What Lies Ahead / Bursting Open / Incinerate.

Bruno Sutter: My Boss Is A Corpse / GrAttitude / Stalker / Socorro / Provoke Yourself / Haters Gonna Hate / Best Singer In The World / Galopeira.

Headhunter D.C.: Intro / Death Of Heresy / Stillborn Messiah / …And The Sky Turns To Black… / Am I Crazy? / Death Vomit / God’s Spreading Cancer / Hail The Metal Of Death.

Monster Setlist: Why Don’t You Wake Up / If You Can’t Trust Me / Fire (Burn) / At Last
The Show Is Not Over / Shut The Fuck Up / Monster.

Nervosa Setlist: Hypocrisy / Arrogance / Death! / Surrounded By Serpents / Intolerance  / Means War / Masked Betrayer / Hostages / Theory Of Conspiracy / Into Moshpit.

Hibria Setlist: Silent Revenge / Lonely Fight / Steel Lord On Wheels / Blinded By Faith / Leading Lady / Pain / Shoot Me Down / Tiger Punch.

Tuatha de Danann: We’re Back / Rhymes Against… / Land Of Youth / Tanpingaratan / The Brave / Dance Of The Little Ones / US.