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Aske: “Broken Vow”

Publicado: 17/07/2018 por Pedro Mello em News, Resenhas CD's, Uncategorized
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Recebemos de nossos parceiros da Sangue Frio Produções, o EP, “Broken Vow”, da banda Aske. A banda traz um Death/Black Metal animal, produto da mente de dois jovens que atendem por: Filipe Salvini (Vocais / Baixo) e Lucas Duarte (Guitarra). 

Pesado, com passagens bem desenvolvidas e apostando em um vasto leque de opções, a banda trânsita entre várias influências, transformando tudo em um EP conciso, que peca apenas pelo fato de ter pouco mais do que 18 minutos.

O trabalho é feito com muito esmero e agradará fácil aos amantes da música extrema. “Broken Vows” consiste em um conjunto de quatro músicas autorais e o excepcional, e aditivado, cover para ‘Broken Vows’, música gravada pela lenda do Doom Metal, Pentagram no álbum, “Day of Reckoning”, gravado em 1987.

Contribuindo junto a Filipe e Lucas, temos os músicos convidados, Luciano Galhardo (Guitarras), Wesley Nascimento (Bateria), Paulo Roberto (Vocais em Übermensch), Eugenio Stefane (Guitarras em Übermensch) e Luciano Matuck (Bateria em Übermensch).

O material foi mixado e masterizado por Eugenio Stefane do 1979 Estúdio, com exceção de Übermensch. A arte da capa ficou a cargo de Filipe Salvini e Ayla de Lilith. Altamente recomendado para os amantes da música extrema. Nota 10.

Para mais detalhes: http://www.sanguefrioproducoes.com/bandas/ASKE/27

 

Faixas:

01 – Meadows in Shade
02 – Menschwerdung
03 – Broken Vows (Pentagram Cover)
04 – Mardi Gras
05 – Übermensch

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Após o lançamento de um full lenght, “Metal Is Invincible” em 2013 e uma vasta gama de EPs e Split Albums, os paranaenses da Axecuter, agora lançam seu primeiro registro ao vivo, “A Night Of Axecution”.

A banda formada por Danmented (Guitarra / Vocal), Rascal (Baixo) e Verdani (Bateria) levam ao ouvinte o show realizado no 92º The Underground Pub.

Já pela bela capa, a banda entrega sua proposta ao ouvinte e o que ele pode esperar deste trio, o mais autêntico Heavy Metal tradicional. O trabalho consiste em 8 faixas, que totalizam pouco mais de 37 minutos de amor incondicional pelo Heavy Metal em sua forma mais orgânica e pura, com guitarras afiadas, vocais matadores e uma cozinha rítmica de fazer sua cabeça não parar de bangear. 

“A Night Of Axecution”, traz uma pequena intro, seis músicas autorais da carreira da Axecuter, onde fica impossível destacar alguma em específico, pois todas soam muito bem ao vivo. Já a última faixa, que podemos considerar como um bônus, trata-se de um cover para, ‘Missão Fatal’. Música gravada originalmente pelos cariocas do Flageladör no álbum, “Assalto da Motoserra” de 2014.

O registro é muito bem gravado, produção primorosa e amor garantido a primeira audição. A faixa, ‘Creatures in Disguise’, ganhou um Official Live Video, onde podemos conferir toda a competência da banda no palco. Acesse aqui e confira.  Nota: 09.

Para saber mais do trabalho da banda, acesse: https://www.sanguefrioproducoes.com/bandas/Axecuter/24

Faixas:

01. Intro
02. Attack
03. Raise the Axe
04. Creatures in Disguise
05. The Axecuter
06. No God, No Devil (Worship Metal)
07. Bangers Prevail
08. Missão Metal (Flageladör cover)

Centrate: “Ritual”

Publicado: 25/01/2018 por Pedro Mello em News, Uncategorized
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Centrate - Ritual

Após um EP lançado em 2015, “Tiger Force”, os alemães do Centrate, chegam ao Brasil via Heavy Metal Rock, com seu debut álbum, “Ritual”.

A capa foge um pouco da proposta sonora da banda, quando olhei a primeira vez, achei que fosse algo voltado mais para o Black Metal, mas o som apresentado por Marcel Dippel (Baixo), Manuel Ernst (Bateria), Chris Wömpner (Guitarras), Niklas Keul (Vocais / Guitarra) e Tobias Diehl (Guitarras) se mostra na verdade um malicioso Thrash old-school.

O material, no formato digipack, traz 11 músicas, tendo, como base a escola germânica de Thrash. A centrate faz um som contagiante, com algumas passagens tangenciando o Death Metal. A produção é bem polida e nada soa datado. Tudo feito sob medida.

Já na faixa de abertura, ‘Doom’, podemos notar a versatilidade dos músicos, os solos de guitarra são melódicos, mas alinhados com o peso da banda. Destaques também para ‘Soul Collector’, trazendo uma pegada um pouco mais tradicional e ‘Old Man’s Table’.

A cozinha rítmica merece menção honrosa, pois não deixam em momento algum a banda desalinhar, ouça porradaria que é ‘Infected’. Excelente trabalho que fará com que muitos bangers compareçam ao ortopedista. Nota 08.

 

Faixas:

01- Doom
02- Voodoo
03- In the Face of Death
04- Forever Mine
05- Soul Collector
06- Old Man’s Table
07- Infected
08- Kill till Death
09- Revenge
10- Ritual
11- Exorcism

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Lançado pela Heavy Metal Rock, “Pest’ Ology” é o primeiro álbum da banda Somberland, formada em Criciúma, Santa Catarina. O álbum traz 9 faixas, sendo que 3 figuraram na demo, “Dark Silence Of Death” (2016).

A banda é formada por Diavolus (Guitarras), Dmortest (Guitarras), E. Nargoth (Vocais/Baixo) e W.A.G. (Bateria) e leva aos ouvintes, 40 minutos de destruição sonora. Assinando a arte da capa, temos o brasileiro Marcelo Vasco, que já contribuiu com nomes como Slayer, Kreator, entre outros. Já pela produção, os responsáveis foram a própria banda.

Somberland, mescla com maestria elementos clássicos do Black Metal a elementos do Death e passagens mais modernas em seu som. Isso faz com que as músicas possuam uma atmosfera sombria em seu decorrer.

Os destaques ficam para a faixa de abertura, ‘Pest’ Ology, ‘Dark Silence Of Death’ e ‘Into The Front’, que inclusive possui clip. Banda bem desenvolta e de excelente qualidade, produção limpa e de alto nível. Nota: 09.

Adquira em: https://hmrock.com.br/

 

Faixas:

01- Pest’ Ology
02- Fallen Angel
03- Forever Dark Wood
04- Dark Silence Of Death
05- Wrath Of The Tyrant
06- Into The Front
07- Sadistic Instincts Arise
08- … When The Future No Matter

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Mais um lançamento da Heavy Metal Rock, Motherwood é o auto-intitulado debut álbum da dupla formada por Guilherme Malosso, responsável pelos vocais e todos os instrumentos da banda, e Yuri Camargo, a cargo dos sintetizadores, sons ambientes e quaisquer outros ruídos encontrados nas músicas.

Além da dupla tocar, escrever e desenvolver todo o conceito por trás da banda, a mesma é também responsável pela gravação, masterização e mixagem do álbum. O que deixou o produto final minuciosamente primoroso.

O álbum se inicia com ‘Sadness’ e como o próprio nome sugere, o som é denso, melancólico e soturno. Melodias arrastadas com alguns toques de modernidade e Doom Metal. ‘Despair’ vem na contramão da faixa de abertura, rápida, com uma pegada que remete a urgência, vocais rasgados e uma bateria destruidora. 

A atmosférica, ‘Solitude’, vem na sequência, a faixa lembra um pouco a sonoridade de bandas como Satyricon (NOR), pesada e envolvente. ‘Coldness’ retoma a velocidade, mesmo com momentos mais cadenciados, a música é uma verdadeira britadeira em seus tímpanos, que linha de baixo. 

‘Trauma’ mantém a linha de ‘Coldness’ e conta com inserções minuciosas de teclado para criar o clima perfeito para a música. ‘Faithlessness’ tem início um pouco mais cru,  mas que logo desencadeia em uma mistura homogênea de peso e melodia, muito bem produzida. ‘Fear’ é uma faixa instrumental, completamente atmosférica que fecha o álbum magistralmente como uma moldura que realça e conecta todo o conceito do álbum.

A simplicidade em nomear as músicas com nomes de sentimentos fora genial, assim como o trabalho gráfico realizado por Pablo Ardito. Simples, direto e eficaz. Incrível como cada nome se conecta a sonoridade apresentada em cada uma das faixas. São pouco mais de 40 minutos de Black Metal embebidos em sentimentos e inspirações diversas que tornam tudo uma grande ode a escuridão. Nota: 09.

Adquira em: https://hmrock.com.br/

 

Faixas:

1- Sadness
2- Despair
3- Solitude
4- Coldness
5- Trauma
6- Faithlessness
7- Fear

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“Keep On Naked” é o EP, lançado em 2017, da banda Threesome. O quinteto de Campinas (SP) traz em seu segundo trabalho três canções com elementos que vão desde o Rock 60 ao Indie Rock.

O registro foi lançado após três anos desde o lançamento do debut da banda, “Get Naked”, e traz em suas fileiras Juh Leidl (Vocais), Fred Leidl (Guitarra/Piano), Bruno Manfrinato (Guitarra), Bob Rocha (Baixo) e Henrique Matos (Bateria). O EP foi lançado em paper sleeve e assim como no álbum de estréia, traz arte da própria Juh Leidl.

A masterização e mixagem ficaram a cargo de Maurício Cajueiro, que entre outros artistas, já trabalhou com Steve Vai, Gene Simmons e Glenn Hughes.

Se você fez alguma relação com o nome da banda ao termo usado em ambientes mais, digamos, sexuais, você está redondamente correto. A banda trata de assuntos ligados a sexualidade, mas não soa suja, muito pelo contrário, letras e músicas são de extremo bom gosto.

O álbum abre com a rocker ‘Sweet Anger’ e mostra grande performance de Juh, a levada da música é um convite ao ouvinte se levantar e dançar, curtição garantida.

‘My Eyes’ traz Fred aos microfones, o guitarrista canta vocais maliciosos, enquanto o instrumental mantém a pegada impressa pela banda. Já ‘ERW’, vem com um início mais demorado, com um toque mais Bluesy, Juh está de volta aos vocais e a cozinha rítmica faz com que  a música tenha o movimento correto.

“Keep On Naked” soa coeso, a produção de Cajueiro ficou excepcional e enalteceu todas as qualidades da banda, tudo soa com muita perfeição e ao mesmo tempo muito orgânico. Som pra curtir, só peca por ter apenas 11 minutos de duração. Nota: 08.

Para conhecer mais a banda, acesse: www.3somerock.com ou http://www.somdodarma.com.br/ .

Faixas:

1- Sweet Anger

2- My Eyes

3- ERW

 

 

 

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Enviado pela Heavy Metal Rock, nossa mais nova parceira, recebemos esta semana o álbum “Lucifer Prometheus – Sun In Aries 0º 0′ 0″ Equinox”, da Lord Blasphemate. Mais uma promissora banda do Nordeste brasileiro.

“Lucifer Prometheus…” é o quarto trabalho da banda e traz um Black Metal bem trabalhado, sem soar maçante ou enjoativo. O trabalho é primoroso, e os responsáveis por esta bela obra são os músicos Znameni (Baixo), Hellhammer (Guitarras) e Nyarlathotep (Vocais). 

O trabalho foi lançado no modelo digipack e traz na capa, brilhante por sinal, arte de Alcides Burn, representando bem o conceito do título do álbum, uma co-relação entre os mitos de Lúcifer e Prometheus, assim como, a conceitualização da liberdade em suas histórias.

No campo da música, são 8 pérolas que totalizam 62 minutos de duração. A mistura de peso e riffs melódicos por parte das guitarras são animais, em alguns momentos podemos perceber até algumas nuances do que poderíamos chamar de “progressivo”.

O registro é pesado e por vezes complexo, os destaques ficam para ‘Heptarchia Mystica – The Enochians Slaves Angelicae’, que ainda ganha uma belíssima versão orquestrada ao fim do álbum, a cadenciada ‘The Magician Hierophant of Hadit in Equinox’ e a balada intimista, se podemos chamar assim, ‘Draco Estelar Ophidian Ignea’.

Neste trabalho, o Lord Blasphemate, deixa claro para os ouvintes, que é um grande nome do Metal Extremo brasileiro, não devendo nada a nomes como Behemoth, Satyricon ou Rotting Christ. Black Metal refinado e muito bem feito, como poucos. Altamente recomendado. Nota: 10.

Adquira em: https://hmrock.com.br/

Faixas:

1 – Lucifer Prometheus Sun in Aries 0°0’0″ – Equinox
2 – Heptarchia Mystica – The Enochians Slaves Angelicae
3 – The Magician Hierophant of Hadit in Equinox
4 – The Paroketh Veil 0 The Sun of Tipharet
5 – Draco Estelar Ophidian Ignea
6 – In Astral Journey Through of Kingdom of the Quliphots
7 – Le Messe Noir – Le Psychodrame Original
8 – Heptarquia Mystica – The Enochians Slaves Angelicae (Orchestral Version)

Sabaton: Grande Noite no Rio de Janeiro

Publicado: 26/09/2014 por Pedro Mello em News, Resenhas Shows
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Uma das mais aguardadas atrações da nova safra do metal aporta no Teatro Rival, os suecos do Sabaton.

O Sabaton é uma banda relativamente nova, visto que seu primeiro álbum de estúdio foi lançado no ano de 2005, e que vem conquistando e ampliando seu espaço turnê após turnê, álbum após álbum.

Com temáticas bélicas, pequenas aulas da história mundial podem ser ouvidas nas canções do Sabaton, recentemente a banda lançou o álbum “Heroes” que se baseia em histórias heróicas da 2ª Guerra Mundial.

Uma curiosidade interessante, e porque não gratificante?, foi o fato da banda destinar uma de suas músicas à FEB (Força Expedicionária Brasileira), com refrão cantado em português e lembrando heróis nacionais esquecidos pela maior parte da população.

Outro fato a destacar é que o Teatro Rival fica bem próximo ao museu de ex-combatentes das Forças Armadas (Rua das Marrecas). Fica aqui a dica para vocês.

Sabaton e seus fãs no Teatro Rival.

Voltando ao show. A introdução para a entrada da banda foi com “The Final Countdown” da banda Europe,cantada por todos os presentes, seguida pela introdução, “The March To War”.

Para um show realizado em um dia de semana, e por ser uma banda nova, o público foi excelente. Mostrando que o power metal ainda carrega fãs aonde quer que passe e que o Sabaton já possui sua leva de fãs brasileiros e que serão sempre bem vindos em nosso solo.

Próximo ao fim da música de introdução a banda sobe ao palco e logo Hannes Van Dahl assume seu lugar na bateria e incita os presentes, assim como Pär Sundström (Baixo), Thobbe Englund e Chris Rörland (Guitarras).

O último a entrar no palco foi o vocalista Joakim Brodén. A primeira da noite foi “Ghost Division” (The Art Of War, 2008), a banda se mostrava empolgada e estava bem animada no palco.

Contando com sete álbuns de estúdio já lançados, o Sabaton tentou mesclar um pouco de tudo em sua primeira apresentação no Rio de Janeiro, o fato de que o público cantou todas as músicas, desde as mais antigas até as mais novas, deve tê-los surpreendido.

Seguindo tivemos a nova “To Hell And Back” e uma das clássicas da banda, Carolus Rex (homônimo de 2012), a banda se mostrou bem a vontade no palco. Os integrantes ocupam bem os espaços e circulam a todo momento pelo palco.

As faixas seguem com algumas pausas para Joakim conversar com o público, contando histórias e casos desta passagem pelo Brasil, menções ao calor da cidade, belezas típicas e inclusive piadas sobre o zíper de sua calça estar com mal funcionamento foram bem recebidas pelos presentes.

O trio de cordas: Thobbe, Pär e Chris

Surpreendendo a banda, o público cantou junto a música “Gott Mit Uns” em sueco, uma prova de que o Sabaton está crescendo bem fora da Europa. 

Além da simpatia dos músicos, outro fato que marcou a apresentação foi o fato de que Pär, Thobbe e Chris conseguem realizar de maneira perfeita as partes das músicas com vocais dobrados e coros, assim, pôde-se ouvir tudo como está no álbum.

O ritmo não caiu em momento algum no show, músicas rápidas e pesadas, sem espaço para baladas, deixaram o público se movimentando do início ao fim, uma aula de power metal.

“Attero Dominatus” (homônimo de 2006), “Resistand and Bite” (Heroes, 2014), “The Art Of War” (homônimo de 2008), “Primo Victoria” (homônimo de 2005) e a homenagem já comentada a FEB, a música “Smoking Snakes” (mais uma do novo álbum Heroes) podem ser citadas como destaques da apresentação.

Um set curto, porém enérgico, de uma banda nova. Uma excelente receptividade dos fãs cariocas e que deixou aquele famoso gostinho de “quero mais”, que retornem o mais breve possível aos palcos do Rio.

Joakim.

 

Sabaton Setlist: Europe – The Final Countdown (Intro) /The March To War / Ghost Division / To Hell and Back / Carolus Rex / Gott Mit Uns (Swedish Version) / Uprising / Attero Dominatus / Resist and Bite / The Art of War / Far from the Fame / Soldier of 3 Armies / Swedish Pagans / Bis: Night Witches / Smoking Snakes / Primo Victoria / Metal Crüe / Dead Soldier’s Waltz – Masters of the World.

Quatro anos se passaram desde “The Formation Of Damnation” (2008), dos thrashers do Testament, agora a banda surpreende os fãs com “Dark Roots Of Earth”.

 Sucesso em vendas logo em sua primeira semana de venda o novo álbum traz mudanças na formação, sai o experiente baterista Paul Bostaph (conhecido por seu trabalho ao lado da banda Exodus e que está lesionado) e entra o absurdo chamado Gene Hoglan, o resto do line-up vocês conhecem: Chuck Billy (Vocals), Greg Christian (Bass), Alex Skolnick (Guitars), e Eric Peterson (Guitars).

 O trabalho conta com vários formatos disponíveis, CD Jewel Case (caixa de acrílico), Cd Digipack, LP, Limited Edition (com DVD e 4 faixas bônus), para variar um pouco, a edição japonesa traz uma faixa bônus: “Practice What You Preach (2012 Version])” e a Nuclear Blast lançará também uma Box. Ufa!!! Sofrei Colecionadores.

 Bem, vamos nos prender neste momento a versão em Digipack que traz 13 faixas e o DVD que dará um panorama completo do novo trabalho dos caras.

 Como é de praxe, falemos do trabalho gráfico, a capa está belíssima, um excelente trabalho de Eliran Kantor que retrata bem a atmosfera do disco, as fotos e todo encarte estão muito bem elaborados e trazem um trabalho elaborado para os fãs.

 Mas o que falar do Testament? Uma banda que soube como levar 30 anos de carreira de forma linear, sabendo alternar as sonoridades sem se distanciar de suas raízes como outras fizeram e “Dark Roots Of Earth” não foge a regra.

 Diferente do trabalho anterior o destaque fica para Gene Hoglan que adicionou uma batida mais pesada a banda lembrando os tempos de “Demonic” (1997), não que Paul Bostaph seja fraco, mas é unânime que Hoglan é um monstro em seu instrumento de trabalho.

O álbum se inicia com “Rise Up” e seguida por “Native Blood” e a faixa título “Dark Roots Of Earth”, cadência e peso nas medidas certas, destas três iniciais, as três já estão sendo executadas ao vivo na recente turnê, assim como “True American Hate”.

Inegável é química dos guitarristas Alex Skplnick e Eric Peterson, riffs e solos matadores do início ao fim do álbum. “A Day In The Death” segue dando tom ao álbum, a balada “Cold Embrace” tem passagens que nos remetem a algumas músicas da década de 80, um belo presente aos fãs.

Chuck Billy está fiado e “Man Kills Mankind” é responsável pela volta do peso e agressividade, possuindo um refrão pegajoso, “Man Kills Mankind”  e “Throne Of Thorns” poderiam ser incluídas nos shows, possuem um excelente refrão e soam muito bem. O álbum fecha com “Last Stand For Independence”, mais uma que cairá no gosto dos fãs do Testament.

No fim parece que Greg Christian e Gene Hoglan tocam juntos a décadas, tão qual é o entrosamento dos dois músicos. Vamos aos bônus, as versões de Queen, Scorpions e Iron Maiden ganharam uma roupagem pesada, mas sem fugir de suas origens, algo iteressante de se ouvir.

O DVD bônus traz “Making Of” das gravações do álbum, algumas músicas ao vivo (“Disciples Of The Watch”, Practice What You Preach”, “Over The Wall”, “Souls Of Black”), além de um “passeio” com os guitarristas Eric Peterson e Alex Skolnick.

Sem dúvidas um grande trabalho e que com certeza figurará entre os melhores de 2012.

 

“Dark Roots Of Earth”  Set – List:

 01- Rise Up

02- Native Blood

03- Dark Roots of Earth

04- True American Hate

05- A Day in the Death

06- Cold Embrace

07- Man Kills Mankind

08- Throne of Thorns

09- Last Stand For Independence

10- Dragon Attack (Bônus – Queen Cover)

11- Animal Magnetism (Bônus – Scorpions Cover)

12- Powerslave (Bônus – Iron Maiden Cover)

13- Throne of Thorns (Bônus)

O Box da nuclear Blast.

Sexta-feira, 16 de Março de 2012 e rumamos para o Rio Rock & Blues Bar, localizado na Lapa, Centro do Rio de Janeiro. A casa conta com vários ambientes. Com uma decoração bem organizada e aconchegante, foi o palco da apresentação do vocalista Zak Stevens, ex-Savatage e líder da Circle II Circle.

Nesta sua mais recente passagem pelo país, Zak, optou por um formato acústico, o que transformou a apresentação em algo emotivo e intimista.

O público presente era de mais ou menos cento e cinquenta pessoas, dados não oficiais. Em um pequeno palco, Zak, acompanhado pelos músicos Maurício Del Bianco e Paul Michael Stewart (Circle II Circle), iniciou a apresentação praticamente as 22:00 hs e a abertura se deu com “The Ocean” e “Welcome”, do álbum Wake Of Magellan lançado em 1997 pelo Savatage, último registro com Zak a frente do Savatage, nada mais oportuno para dar as boas vindas aos presentes.

O show prosseguiu com “Take Back Yesterday”, a primeira do Circle II Circle a ser apresentada na noite, “Watching Your Fall” do álbum Handful Of Rain de 1994, seguida por “Believe” da banda Trans Siberian Orchestra, projeto capitaneado pelo líder do Savatage, Jon Oliva,  e “All That I Bleed” do álbum Edge Of  Thorns, entoadas por todos os presentes.

Os músicos se mostraram simpáticos e pareciam apreciar a recepção dos fãs, com muita interação e talvez o momento que todos esperavam, veio a execução de “Edge Of Thorns”, clássico do álbum homônimo de 1993, lançado pelo Savatage e que levou os presentes ao delírio.

“Handful Of Rain” de 1994, seguida por “Into The Wind” e “Watching In Silence, ambas presentes em Watching In Silence, primeiro álbum da Circle II Circle lançado em 2003, dando seqüência ao show, foram executadas “Desiree”, “Alone You Breathe” mais uma presente no álbum Handful Of Rain, um dos momentos mais emocionantes foi a execução de “Gutter Ballet”, música que Zak ofereceu ao guitarrista Criss Oliva, fechando o set principal.

Obviamente a banda voltaria para um bis, com todos os presentes gritand0 “Zak, Zak, Zak…” a banda retorna para a execução de  “Sleep”, faixa bõnus de Edge Of Thorns, “Sarajevo” e  “This Is The Time” do álbum Dead Winter Dead de 1995 fecharam a noite. Talvez a única coisa que ficou meio estranha foi quando Zak disse que sabia que a cena Heavy Metal no Rio de Janeiro estava crescendo.

No fim, a banda atendeu a todos os presentes, batendo papo, tirando fotos e autografando itens, sempre com um sorriso no rosto e com disposição todos os músicos causaram uma ótima impressão aos fãs. Saldo Final: uma saraivada de clássicos do Savatage, excelentes músicas das bandas que Zak Stevens atua e com o fechamento do show com a música “This Is The Time” fica clara que é a hora do Savatage retornar a ativa e presentear os fãs.