Posts com Tag ‘Resenhas Shows’

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Os irmãos Cavalera celebrando com o Circo Voador

Celebrando dois dos maiores clássicos do Sepultura, “Beneath The Remains” e “Arise”, os irmãos Cavalera, Max e Iggor, chegam ao Rio de Janeiro com a turnê, ’89 – 91 ERA’.

Esses álbuns representaram a solidificação do nome Sepultura mundialmente, culminando posteriormente nos álbuns “Chaos A.D” e “Roots”. Fechando assim a primeira grande fase da banda mineira.

Não vou gastar tempo falando da saída dos irmãos da banda, isso foi amplamente noticiado e todo headbanger que se preze já ouviu essas histórias milhões de veze assim como a troca de farpas entre os irmãos e seus antigos companheiros. Vamos falar de algo que realmente importa, a música.

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Mike Leon

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Marc Rizzo

Praticamente no horário marcado pela produção, 22:30, Iggor Cavalera, Marc Rizzo, Mike Leon e Max Cavalera sobem ao palco do Circo Voador. Ovacionados pelo bom público, a banda já começa o set com  ‘Beneath The Remains’, uma grande roda tomou conta do Circo Voador e não houve piedade para quem estava dentro do turbilhão humano.

Sem tempo para pensar, eram desferidos sons pesados e clássicos, fazendo a cabeça dos que estavam presentes, ‘Inner Self’, ‘Mass Hypnosis’, ‘Arise’, ‘Dead Embryonic Cells’ entre outras fizeram com que a roda fosse constante durante o show.

Vários fãs aproveitaram para praticar ‘stage dive’, subindo ao palco e se atirando contra a platéia depois. A banda estava curtindo o momento, uma verdadeira viagem no tempo aos gloriosos anos de Sepultura. Max não escondia o sorriso e dividiu o microfone com os fãs. O mesmo inclusive realizou seu próprio ‘stage dive’ na galera. 

Yggor, apesar de aparentar um certo cansaço, ainda espanca sua bateria como um animal. Mike Leon é um insano no baixo e o cara curte cada momento, já Rizzo é um pouco mais contido, mas uma máquina nas guitarras.

Um momento dedicado a Lemmy Kilmister do Motorhead fora anunciado por Max e era a hora das imortais ‘Orgasmatron’ e ‘Ace Of Spades’. O Circo veio abaixo. O turbilhão ganhara força e o bicho pegou.

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Os irmãos, Iggor e Max Cavalera

Para encerrar ainda tivemos de “bônus”, ‘Refuse Resist’ e ‘Roots’. Noite inesquecível para os fãs, saudosistas ou não, um show de Metal como deve ser. Grande aula.

Max & Iggor Cavalera Setlist: Beneath the Remains / Inner Self / Stronger Than Hate / Mass Hypnosis / Slaves of Pain / Primitive Future / Arise / Dead Embryonic Cells / 
Desperate Cry / Altered State / Orgasmatron (Motörhead Cover) / Ace of Spades (Motörhead Cover) / Troops of Doom / Refuse-Resist / Roots Bloody Roots / 
Beneath the Remains – Arise

 

Instagram: instagram.com/pedrohmello

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Daniel revelando talentos em meio ao público

06-05 – Daniel Cavanagh

O inglês, Daniel Cavanagh, conhecido por seu trabalho junto ao Anathema, passou pelo Brasil promovendo seu mais novo álbum solo, “Monochrome”. O show do Rio foi trazido pela parceria da MGB Produções com a No Class Agency, uma dobradinha que tem dado muito certo em terras cariocas.

Mesmo com disco novo, Daniel trouxe aos fãs mais fervorosos um show repleto de canções que fizeram sucesso em seu período com o Anathema e alguns covers. De “Monochrome”, apenas fora executada ‘The Exorcist’, uma das mais legais do novo material do vocalista e guitarrista.

O público era pequeno mas caloroso, só não entendi o porque de Daniel não utilizar nada que deixasse seu sampler com melhor acesso, ao invés disso, o músico preferiu se exercitar em uma série de agachamentos a meu ver, desnecessários.

Um show intimista onde não faltaram clássicos como: ‘Springfield’, ‘Fragile Dreams’, ‘Anathema’ e as duas partes de ‘Untouchable’. E os covers para ‘Enjoy The Silence’ do Depeche Mode, ‘Another Brick In The Wall – Part 2’ e ‘High Hopes’ do Pink Floyd. Os fãs curtiram e saíram felizes.

 

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Ozzy em sua despedida

20-05 – Ozzy

E o Mestre das Trevas comedor de morcegos anuncia sua aposentadoria. Ok, ok, não é a primeira vez. E os fãs já foram avisados de que é a última turnê mundial e que Ozzy ainda permanecerá no mundo da música, fazendo eventos especiais.

A Jeunnese Arena estava com um excelente público para receber Ozzy e sua trupe. Com músicos experientes ao seu lado, o inveterado Madman contou com nomes bem conhecidos no cenário da música pesada, Zakk Wylde retorna as guitarras, Rob “Blasko” Nicholson no baixo, Tommy Clufetos na bateria e Adam Wakeman, filho de Rick Wakeman, nos teclados e guitarras adicionais.

Ozzy estava completamente solto no palco e junto com a banda tomaram conta e incendiaram o grande público. Os efeitos visuais das telas que compunham o background do palco eram um show a parte.

O show foi intenso e lógico, com o tempo de estrada de Ozzy, era impossível termos todas as canções no set, mas mesmo assim, foi um belo apanhado da carreira solo de Ozzy. Mas tivemos canções icônicas como ‘Bark At The Moon’, ‘No More Tears’, ‘Mr. Crowley’, ‘Suicide Solution’ entre outras.

Mas o maior pecado da noite foram ter executado apenas a introdução de ‘Perry Mason’, em um medley instrumental onde Zakk passeou pelo pit debulhando sua guitarra.

Despedida bem mais animada do que a do Sabbath.

 

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Carl Palmer mantendo o legado do ELP no Vivo Rio

25-05 – Carl Palmer

Ícone do Rock Progressivo, Carl Palmer, lendário baterista do trio, Emerson, Lake & Palmer, se apresentou no Rio de Janeiro no final do mês de Maio.

O baterista veio promover um show ao lado dos excepcionais, Paul Bielatowicz (Guitarra) e Simon Fitzpatrick (Baixo), comemorando e celebrando sua carreira junto ao trio que levara seu nome. Palmer é o único membro ainda vivo da banda, Greg Lake e Keith Emerson vieram a óbito no ano de 2016. O primeiro,vítima de um câncer, e o segundo, cometendo suicídio em sua casa, Keith apresentava um quadro de depressão devido a um problema grave em um nervo em sua mão direita que limitava suas performances, o músico não suportou ao se ver limitado e sendo constantemente criticado por suas finais apresentações.

Bem, voltemos a falar de coisas boas agora. Carl Palmer está em plena forma, aos 68 anos de idade, o britânico ainda demonstra um vigor invejável enquanto surra suas peles e pratos, já a escolha dos músicos que o acompanham, não poderia ser mais acertada, Simon e Paul são dois prodígios das cordas e fizeram uma exemplar apresentação.

A apresentação ainda contou com Ritchie, sim, aquele de ‘Menina Veneno’, nos vocais de ‘Lucky Man’ e Tony Platão em ‘C’est la vie’. Os caras mandaram bem.

Palmer estava feliz em estar ali, celebrando o ELP com seus amigos. Como backdrop, várias ilustrações criadas por Palmer, muitas delas, usadas pelo ELP, como Tarkus e Manticore. Uma apresentação cheia de nuances delicadas, detalhes apoteóticos, simplesmente de tirar o fôlego.

 

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Angra, lançando 0mni no Circo Voador

31-05 – Angra

Com nova formação, o Angra retorna ao Circo Voador para o lançamento do álbum 0mni.

Rafael Bittencourt (Guitarra), Felipe Andreoli (Baixo), Bruno Valverde (Bateria) e Fabio Lione (Vocal), agora contam com Marcelo Barbosa (Guitarra), assumindo a posição anteriormente ocupada por Kiko Loureiro.

A alteração não foi nenhuma grande surpresa, Marcelo já substituíra Kiko em algumas ocasiões, sem comprometer a banda, o que fez com que sua escolha para o cargo fosse mais que acertada. Para quem não lembra, Kiko agora faz parte do Megadeth. 

A banda estava empolgada, e parece que depois de alguns altos e baixos na carreira da banda, os fãs voltaram a apoiá-los. 0mni é o primeiro álbum sem Kiko, na verdade ele aparece com uma pequena participação, no solo de ‘War Horns’. Outras participações no disco são a cantora Sandy, sim, aquela que cantava com o irmão Júnior, e a vocalista do Arch Enemy, Alissa White-Gluz, ambas na faixa ‘Black Widow’s Web’.

O set focou bem as músicas desta nova fase com Lione, mostrando que aos poucos, a banda vai adquirindo uma nova identidade. Praticamente 50% de novas composições e 50% de clássicos.

Com uma bela iluminação e muita garra, a banda subiu ao palco animada. Andreoli, para mim, continua sendo o músico mais técnico da banda,o cara é realmente um monstro.

Entre as novas, destaque para, ‘Black Widow’s Web’, ‘Insania’, ‘Travelers of Time’, ‘Newborn Me’ e ‘Storm of Emotions’, já para as viúvas de plantão, destacamos, ‘Holy Land’,  ‘Nothing to Say’, ‘Rebirth’, ‘Running Alone’ e ‘Angels and Demons’.

Apesar do público estar ansioso, e a banda empolgada, algumas falhas no som da casa tiraram a paciência de Fabio Lione, sua voz não saiu em vários momentos, e a banda não obtinha retorno em algumas ocasiões. Lione fazia caras bravas e cobrava respostas da produção, culminando ao término do show com o italiano arremessando o microfone na parede.

Claro, o público cantou tudo e mesmo com as falhas, não deixou em nenhum momento, a moral da banda cair. Noite um pouco tumultuada, mas com sorrisos ao fim da noite.

 

 

 

 

 

 

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Kotipelto & Liimatainen

16-04 – Blackoustic

A MGB Entertainment trouxe ao Rio de Janeiro o projeto finlandês, Blackoustic. O projeto é formado por dois grandes nomes do Metal Melódico, Timo Kotipelto, vocalista do Stratovarius, e Jani Liimatainen, mais conhecido por ser o ex-guitarrista do Sonata Arctica.

No show com formato, “um banquinho e um violão”, a dupla tocou alguns clássicos de suas antigas bandas, carreiras solo, da banda Cain’s Offering, no qual Jani e Timo possuem parceria e alguns covers. Com um público bem razoável, mas bem barulhento, os finlandeses fizeram questão de tornar a noite especial e não faltaram interações com o público. Simpatia e esforço, nota 10.

O set foi um dos mais compridos da turnê e contou com 21 músicas. Destaques para ‘My Selene’ (Sonata Arctica), ‘Two Minutes To Midnight’ (Iron Maiden), ‘Out In The Fields’ (Gary Moore) e ‘Black Diamond’ (Stratovarius).

Abrindo a noite especial, tivemos a banda Syren, que adaptou seu Heavy Metal a roupagem acústica. Nem preciso falar da qualidade dos caras, são monstros. A banda sobrou no palco do Teatro Odisséia e fizeram um excelente trabalho. Com certeza o leque de fãs abriu satisfatoriamente. A apresentação ainda contou com participação do vocalista Rod Rossi e deixou um gosto de ‘quero mais’ nos ouvintes.

 

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Premiata Forneria Marconi no palco do Vivo Rio

21-04 – Premiata Forneria Marconi

A Top Cat Produções, em parceria com o Vivo Rio, tem promovido alguns concertos de bandas clássicas do Rock 70 no Rio de Janeiro. Após shows brilhantes de Renaissance, Steve Hackett (Genesis), entre outros, era a hora de uma das mais importantes bandas do Rock Progressivo italiano, a Premiata Forneria Marconi.

O septeto composto por Franz Di Cioccio (único membro fundador da banda até os dias atuais, vocalista e baterista), Patrick Djivas (baixo), Roberto Gualdi (bateria), Alessandro Scaglione (teclado), Lucio Fabbri (violino), Marco Sfogli (guitarra) e Alberto Bravin (teclado), aproveitou a vinda para promover o álbum, Emotional Tattoos, e encantou o público presente com sua música de qualidade.

Com uma disposição de deixar alguns na casa dos 30, 40 anos, boquiabertos, o septuagenário, Di Cioccio, corre, faz ‘air drummer’, canta como um garoto e ainda divide a bateria com Roberto Gualdi.

Músicas ricas em detalhes, com momentos tendendo ao peso, em outros tendendo a técnica e atmosfera. As camadas de teclado juntamente com a “cama” construída pela uma afiada guitarra e um excepcional violino, prenderam a atenção dos presentes fazendo com que ao final a banda fosse merecidamente aplaudida de pé.

 

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Fernando Ribeiro no comando do Moonspell

25-04 – Moonspell

Anunciada a praticamente 2 anos atrás e após uma longa jornada, a MGB Entertainment traz de volta ao Rio de Janeiro, a banda portuguesa Moonspell. A banda conhecida pela mistura de Gótico e Doom, chega em terras cariocas promovendo o aclamado álbum conceitual, “1755”. 

Com o som alto e nítido, apoiado por um belo esquema de luzes, o Moonspell fez uma apresentação memorável que levou o bom público a cantar todas as músicas em alto e bom som.

Mesclando músicas já consagradas aos novos petardos de “1755”, a banda tomou de assalto o Teatro Odisséia e a apresentação facilmente será mencionada como um das melhores do ano.

 

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Pain Of Salvation

26-04 – Pain Of Salvation

O Teatro Rival foi o palco escolhido para a apresentação dos suecos do Pain Of Salvation. A banda veio ao Brasil divulgando o aclamado álbum, “The Passing Light of Day”. Mais uma atração trazida pela MGB Entertainment.

O show contou com um bom público, visto que a banda possui uma vasta gama de fãs. A abertura ficou a cargo dos cariocas da Reckoning Hour. A banda não deixou pedra sobre pedra e fez os presentes agitarem com seu Death Metal Melódico.

A Pain Of Salvation subiu ao palco bem a vontade e deu ênfase ao novo álbum. Metade do set foi composto por músicas de “The Passing Light of Day”. O álbum traz uma perspectiva particular do líder da banda, Daniel Gildenlow que passou por momentos delicados durante uma grave infecção.

Obviamente devido ao fato ocorrido, já era de se esperar que o tom das músicas ficasse um pouco mais dark, aliado a veia progressiva da banda, alguns elementos eletrônicos e doses de peso, o Pain Of Salvation deu aos fãs uma noite memorável.

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Glenn Hughes no Circo Voador

29-04 – Glenn Hughes

Com um concerto baseado em sua experiência junto ao Deep Purple, tendo gravado os espetaculares álbuns, “Burn”, “Stormbringer” e “Come Taste The Band”, o lendário baixista/vocalista fechou o mês de Abril dos cariocas com uma grande apresentação no Circo Voador.

Com um palco iluminado e com uma voz invejável, Hughes, já iniciou o show com a pedrada, ‘Stormbringer’ e desfilou por canções como ‘Sail Away’, ‘You Fool No One’, ‘You Keep On Moving’ e as eternas ‘Smoke On The Water’, ‘Burn’ e ‘Highway Star’.

Contando com uma banda jovem e bem coesa, “The Voice Of Rock”, cantou e tocou como se não houvesse um amanhã. Carismático e com um discurso pacifista, a banda levou o Circo Voador abaixo e emocionou os presentes.

A sensação de se estar dentro de um autêntico show dos anos 70 era inegável, apesar do set aparentemente curto, os momentos de improvisação preencheram os espaços de forma inteligente e arrancaram gritos dos presentes.

Um dos melhores eventos já promovidos pela EV7 no Rio de Janeiro. Produção grandiosa.

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Andre Matos

12 anos.

Este foi o período de tempo em que Andre Matos (Vocais), Luis Mariutti (Baixo), Hugo Mariutti (Guitarra) e Ricardo Confessori (Bateria), a formação fundadora do Shaman, não se encontravam juntos em um palco.

O retorno foi marcado para o Audio Club (SP), no dia 22/09, e teve os ingressos esgotados rapidamente, o que fez com que a produção colocasse uma data extra no domingo (23/09). O Shaman, a título de curiosidade, surgiu após a saída de Andre, Luis e Ricardo do Angra. Acrescidos de Hugo, irmão de Luis, nas guitarras.

A banda fez um sucesso estrondoso com o lançamento dos álbuns Ritual (2002) e Reason (2005). Em 2006, a banda rompeu. Ricardo seguiu sozinho com o nome da banda, e renovou o line-up, essa nova formação gravou os álbuns Immortal (2007) e Origins (2010).

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Ricardo Confessori

Com a casa tomada, segundo informações o Audio Club tem capacidade para 3.000 pessoas, a banda subiu ao palco por voltas das 21:00 hs, e começou o set com a execução do álbum Reason na íntegra.

Com um telão de fundo, ótima iluminação e som limpo, o Shaman estava oficialmente de volta. Platéia comovida a primeira nota. O olhar de felicidade compartilhado entre os presentes dizia tudo, músicas sendo cantadas em uníssono e algumas lágrimas puderam ser vistas.

Hugo Mariutti estava solto no palco, convidando o público para perto da banda, que o atendia prontamente, o sempre sério Luis, por várias vezes esbanjava um largo sorriso, mostrando o que aquela noite representava.

Pausa para a banda recuperar o gás, o público pôde ver alguns vídeos dos ensaios e gravações dos álbuns gravados, interessante para uns, desnecessário para outros. Eu particularmente curti ver o ambiente de trabalho e elaboração de dois fantásticos álbuns.

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Luis Mariutti

A banda volta ao palco para a execução do álbum “Ritual”. Com um, Andre Matos, cantando bem acima da média, calando a boca dos céticos, a banda dava início a segunda parte do show. Agora, tocando o primeiro álbum da banda na íntegra.

Indescritível ouvir esses clássicos do Metal nacional serem interpretados ao vivo mais uma vez. Acompanhando a banda no palco tivemos a ilustre presença do tecladista Fábio Ribeiro, que agitou muito durante a apresentação.

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Hugo Mariutti

Fechando a apresentação tivemos, “Pride”, última faixa do álbum Ritual e uma das músicas mais pesadas registradas pela banda. Originalmente, a banda teve como convidado o alemão Tobias Sammet, que dispensa apresentações, porém nesta noite, tivemos o vocalista Bruno Sutter fazendo os duetos com Andre Matos.

Uma noite mágica para os fãs. Se você estava indeciso, na dúvida se vale ou não a pena assistir a essa turnê, siga minha sugestão…VÁ! 

Setlist: Intro / Turn Away / Reason / More (The Sisters Of Mercy Cover) / Innocence / Scarred Forever / In the Night / Rough Stone / Iron Soul / Trail of Tears / Born to Be / Intermission / Ritual / Ancient Winds / Here I Am / Distant Thunder / For Tomorrow / Time Will Come / Over Your Head / Piano Solo (Andre Matos) / Fairy Tale / Blind Spell / Ritual / Pride.

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Tarja Turunen no palco do Circo Voador

Após 04 anos, a primeira dama do Heavy Metal finlandês, Tarja Turunen, retorna ao Rio de Janeiro em apresentação trazida pela Ev7 Live. Tarja que alcançou projeção mundial como vocalista da banda Nightwish, na década de 90, volta ao Brasil com a apresentação, “Act II”, nome de seu mais recente álbum ao vivo.

Abrindo a noite quente, tivemos a honra de receber pela primeira vez no Rio de Janeiro a banda Soulspell. Liderada pelo baterista Heleno Vale, a banda gravou seu primeiro Dvd no último dia 8 de Julho e trouxe para os cariocas um rápido e versátil apanhado de sua história.

Divulgando o álbum “Second Big Bang” (2017), repleto de estrelas nacionais e internacionais, a banda com o line composto pelo já citado Heleno Vale (bateria), ainda traz, Daniel Guirado (baixo), Sérgio Pusep (Guitarra), Leandro Erba (Guitarra), e os vocalistas, Daísa Munhoz, Talita Quintano, Pedro Campos, Victor Emeka, Edney Marques e Jefferson Albert. A banda levantou os fãs com músicas excepcionais, técnicas, apoteóticas e claro, pesadas, demonstrando que o Soulspell pode ser considerado uma das grandes potências no que se conveniou chamar de Metal Opera.

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Tarja Turunen

Após um set primoroso do Soulspell, Tarja e cia entraram no palco com muita disposição. Aclamados por um Circo Voador visivelmente com bom público, a banda iniciou o set com ‘No Bitter End’, música do álbum, “The Shadow Self”, lançado em 2016.

Acompanhando a diva finlandesa, temos uma banda composta pelo violoncelista Max Lilja, o baixista Martin Chown, o guitarrista Alex Scholpp, o tecladista Christian Kretschmar e o baterista Timm Schreiner.

Público e banda estavam devidamente alinhados e a troca de energia era sentida em todos os lugares do Circo Voador. Com muita disposição e sorriso marcante, a banda demonstrou que estava a vontade, mesmo com o forte calor, que fazia na cidade.

Mesmo com carreira solo consolidada, Tarja não poderia deixar sua história com o Nightwish de fora da apresentação, a banda apresentou um medley com as músicas Tutankhamen, Ever Dream, The Riddler e Slaying the Dreamer, levantando de vez os presentes.

Após o entusiasmado medley, era hora do set acústico, onde a vocalista passeou por algumas canções solo, o cover de House Of Wax de Paul McCartney e a execução pela primeira vez, com a ajuda de uma pequena cola, de Lanterna dos Afogados, clássico do Rock nacional gravado pelo grupo, Os Paralamas do Sucesso.

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Tarja e banda durante set acústico

Bem, a execução gerou algumas reações bem contraditórias, mas só pelo esforço da finlandesa cantar a música em português para o público brasileiro, é algo digno de honrarias.

A banda volta ao formato elétrico e desfere mais sete canções, mantendo a empolgação do início da apresentação. Neste bloco do show, duas das mais conhecidas músicas da finlandesa, ‘I Walk Alone’ e ‘Innocence’.

Ao fim da apresentação, a diva finlandesa ainda ficou um bom tempo no palco trocando sorrisos com o público e curtindo um som eletrônico. Uma noite memorável para os fãs.

 

Tarja Setlist: No Bitter End / 500 Letters / Demons in You / Little Lies / Diva (Live premiere) / Calling from the Wild / Supremacy (Muse Cover) / Tutankhamen – Ever Dream – The Riddler – Slaying the Dreamer (Nightwish Medley Cover) / Acoustic: Until Silence / The Reign / Mystique Voyage / House of Wax (Paul McCartney Cover) / Lanterna Dos Afogados (Os Paralamas do Sucesso Cover) / Undertaker / Love to Hate / Victim of Ritual / I Walk Alone / Innocence / Die Alive / Until My Last Breath.

Soulspell Setlist: The Entrance / Labyrinth of Truths / The End You’ll Only Know at the End / Troy / Into the Arc of Time (Haamiah’s Fall) / Father and Son / Dungeons and Dragons / Time to Set You Free / The Second Big Bang / A Secret Compartment.

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Annie Haslam

Com quase 50 anos de carreira, 16 álbuns de estúdio gravados e 5 registros ao vivo, o conjunto Prog, Renaissance, aporta pela primeira vez no Brasil. A banda que conta hoje com Annie Haslam (Vocal), Rave Tesar (Teclados), Tom Brislin (Teclados / Vocal), Mark Lambert (Guitarra / Vocal) , Frank Pagano (Bateria / Percusão / Vocal) e Leo Traversa (Baixo / Vocal) fez o terceiro show da turnê “Songs For All Times” no Vivo Rio.

O responsável pela brilhante iniciativa de trazer a banda foram os produtores da Top Cat Produções, em parceria com o próprio Vivo Rio. As duas entidades planejam trazer uma série de shows memoráveis a cidade e recuperar o sorriso do carioca em poder assistir belas apresentações.

A banda subiu ao palco com um pequeno atraso e sem produção de palco, desnecessária se formos levar em consideração o talento dos músicos. Ovacionados pelos presentes, a banda iniciou seu set com ‘Carpet Of The Sun’, música presente no clássico álbum “Ashes Are Burning” (1973). Na sequência mais um clássico, ‘Ocean Gypsy’ (“Scheherazade And Other Stories” – 1975), e as novas, ‘Grandine Il Vento’ e ‘Symphony Of Light’ do álbum de mesmo nome lançado em 2013.

A banda estava bem animada, Annie muito comunicativa, conversando várias vezes com os presentes. Os destaques do set ficam para as excepcionais: ‘Mother Russia’ (“Turn Of The Cards, 1974), ‘A Song For All Seasons’ (Homônimo de 1978) e ‘The Mystic And The Muse’ (“Sheherazade And Other Stories”).

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Com exceção da bateria, todos os outros instrumentistas tiveram tempo para seus solos, com muita elegância, a banda se divertia. Engraçado foi o fato do guitarrista Mark Lambert só empunhar uma guitarra apenas no momento de seu solo, já que o músico se apresentou o tempo todo acompanhado por um violão. E fez bonito.

Homenageando o país, a banda executou ‘Quiet Nights Of Quiet Stars’, versão em inglês para a música ‘Corcovado’, composta por Tom Jobim.Estava indo tudo muito bem, a emoção tomava conta dos presentes, quando repentinamente um tumulto se formara no meio das cadeiras dispostas no Vivo Rio, dois distintos cavalheiros, completamente embriagados, começaram a se digladiar no início de ‘Ashes Are Burning’. Na confusão, três pessoas foram retiradas do local, mas mesmo com a banda voltando a tocar, o sentimento de tristeza e vergonha já estava instaurado.

Após o incidente, finalmente ‘Ashes Are Burning’ fora tocada. Talvez, o maior clássico do Renaissance e acompanhada pela voz de quase todos os presentes.

Com performance fenomenal, o Renaissance, em pouco mais de uma hora e quarenta de show, descontando o momento vergonhoso,  se despede do Rio de Janeiro. Claro que os músicos envolvidos possuem  uma qualidade muito acima da média, mas não podemos deixar de enaltecer a performance de Annie Haslam, que com seus 69 anos, ainda canta como se estivesse em início de carreira. Se Deus fosse mulher e necessitasse de uma voz, seria a voz de Annie Haslam.

Renaissance Setlist: Prologue / Carpet of the Sun / Ocean Gypsy / Grandine Il Vento / Symphony of Light / Let It Grow / Mother Russia / The Mystic and the Muse / Sounds of the Sea / A Song for All Seasons / Bis: Quiet Nights Of Quiet Stars (Tom Jobim Cover) / Ashes Are Burning.

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Em um dia turbulento, com crise política se agravando, e levando a economia para o mesmo buraco, entre suspeitas de renúncia, não renúncia e manifestações nas ruas do Centro do Rio de Janeiro, os finlandeses do Sonata Arctica retornam ao Circo Voador com a turnê ‘The Ninth Hour Tour’.

Chegando ao local do evento, uma notícia preocupante para os fãs da banda, o vocalista Tony Kakko, teve um breve problema de saúde após o show na cidade de Juiz de Fora – MG. O show no Rio de Janeiro foi a oitava data no calendário de shows no Brasil, em um total de dez apresentações agendadas.

Insta-1-71Insta-4-7Após alguns sustos com barulhos de bombas do lado de fora do Circo Voador e um intenso cheiro de queimado que pegou a todos de surpresa, a banda subiu ao palco no horário pré estabelecido. As 21 horas, Tommy Portimo (Bateria), Pasi Kauppinen (Baixo), Henrik Klingenberg (Teclado), Elias Viljanen (Guitarra) e Tony Kakko (Vocal), subiram ao palco ao som de ‘We Are What We Are (Just The Beginning)’ seguida por ‘Closer To An Animal’, faixa que abre o novo álbum da banda “The Ninth Hour”.

A faixa ganhou velocidade ao vivo e foi muito bem aceita pelo público presente, que aproveitando o gancho, não foi dos maiores, mas também não passou vergonha. Tony conversa rapidamente com o público e ‘The Wolves Die Young’ foi a segunda música a ser tocada. Como de hábito a banda deu ênfase em promover seu novo álbum e intercalou alguns clássicos da banda com o material mais recente.

Tony parecia não sentir mais o mal que lhe acometeu durante o dia e se mostrava bastante empolgado no palco, o vocalista corria e tomava conta do palco. O público estava a mercê da banda e músicas como ‘Tallulah’, e um dos maiores clássicos da banda, ‘Fullmoon’, foram entoadas em uníssono pelo público presente.

Insta-5-4.jpgA banda estava em ritmo acelerado e dava pra sentir a pressão do braço de Tommi Portimo em seu kit de bateria. Elias, mesmo com um curto solo entes da execução de ‘Life’, e Pasi pareciam estar a vontade, enquanto o tecladista Henrik, diferente das outras apresentações no Rio, se mostrou um pouco mais contido.

As músicas do recente álbum, ‘Among The Shooting Stars’, ‘Fairytale’ e ‘We Are What We Are’, assim como as já citadas, ‘Closer To An Animal’ e ‘Life’ soaram agradáveis ao vivo, grande parte do público sabia as letras e cantou junto com a banda. Encerrando o show tivemos, ‘I Have A Right’ (“Stones Grow Her Name”, 2012), a pedrada ‘Don’t Say A Word’ (“Reckoning Night”, 2004) e a festiva ‘Vodka’.Insta-7-4.jpg

Após a apresentação, de quase uma hora e meia, sem percalços, a banda se despediu e foi se preparar para atender a vários fãs no ‘meet and greet’. Comunicativos e bem receptivos, a banda conversou e tirou fotos com os que estavam ali para vê-los.

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Sonata Arctica Setlist: We Are What We Are (Just The Beginning) / Closer To An Animal / The Wolves Die Young / In Black And White / Tallulah / Fairytale / Misplaced / FullMoon / Among The Shooting Stars / No More Silence / Gravenimage (Intro) / Abandoned, Pleased, Brainwashed, Exploited / Intermission / We Are What We Are / Life / Bis: The Power Of One / I Have A Right / Don’t Say A Word / Vodka.