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Poucos dias antes do fim de ano e temos nossa última jornada ao Circo Voador em 2019.

Para fechar o ano de forma magistral, tivemos a oportunidade de presenciar o show de 25 anos de uma das bandas mais icônicas da década de 90 no Brasil, os Raimundos.

Juntos nesta noite ainda tivemos a abertura da banda Meu Funeral, composta por Dan Menezes (Baixo), Pepe (Guitarra) e Lucas Araújo (Vocal), a banda apresenta uma saudável e bem humorada mescla entre Punk, Ska e Hardcore.

Canções como Queimando a Mufa, Meu Funeral, Ninguém Mais Ouve Ska e Punkoxinha animaram os presentes para as bandas que viriam a seguir.

AZ-125Contando com um público mais robusto, tivemos a apresentação do projeto unindo Jimmy London, ex-vocalista do Matanza a banda folk, Rats. A união das duas, hã… “bandas” resultou em um produto diferenciado e acima da média. 

Mesclando o que há de melhor entre os dois mundos, o projeto executou clássicos do Matanza como Tempo Ruim, Ela Roubou Meu Caminhão e músicas dos Rats como Lobo do Mar e Naufrágio. Tudo com muita vibe folk que levou os presentes a loucura.

Vi numa entrevista recentemente que Jimmy tem como ídolo pessoal Dee Snider, vocalista do Twisted Sister, e que seguindo a concepção de Dee, se você termina um show e ainda tem força pra festejar depois, você não fez um bom trabalho. E vamos admtir o gigante gentil Jimmy London possui as melhores qualidades de um frontman, carisma e presença de palco.

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Após a grande apresentação de Jimmy & Rats, era hora do Circo Voador comemorar os 25 anos dos brasilienses do Raimundos. Com uma trajetória repleta de sucessos e uma conturbada mudança de formação, a banda seguiu em frente sem abaixar a cabeça e mostrou que ainda tem muita lenha pra queimar.

A banda hoje conta com os membros fundadores, Digão (guitarra e vocal), Canisso (baixo), acrescidos de Marquim (Guitarra) e Caio (Bateria), a comemoração ainda contou com o baterista Fred, mais um membro fundador da banda. E sim, é isso que estão pensando, a banda tocou com duas baterias no palco.

Nega Jurema, Palhas do Coqueiro, Puteiro em João Pessoa, entre outras foram recebidas com rodas de mosh e muitos outros loucos praticando o stage dive.

O Circo Voador virou um imenso caldeirão enquanto Eu Quero é ver o Oco estava sendo executado. A banda ainda contou com a participação do humorista e ator, Eduardo Sterblitch na execução de Mulher de Fases.

Uma noite memorável para ser lembrada por fãs e bandas. Que venham mais 25 anos.

 

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Thiago Bianchi (Noturnall)

No último dia 08 de Novembro subimos a serra carioca, mais precisamente para o município de Nova Friburgo, local onde aconteceria a segunda edição do Friburgo Rock Festival.

Com 201 anos, a cidade é conhecida por seu potencial têxtil e clima ameno, atraindo diversos turistas. Sendo composto por onze etnias diferentes, a cidade é um enorme poço de hospitalidade e simpatia.

O evento aconteceu no Teatro Municipal Laércio Rangel Ventura, nome que homenageia o ex-diretor do Jornal A Voz da Serra, falecido em 2013. O teatro possui uma estrutura esplendorosa e conta com um palco fechado e um anfiteatro a céu aberto, onde a grande atração da noite, a banda Noturnall, acompanhada da lenda da bateria Mike Portnoy (Transatlantic Orchestra, ex-Adrenaline Mob, ex-Dream Theater), gravaria a apresentação para um DVD futuro.

Assim que chegamos fomos recepcionados pelos responsáveis pelo evento: Guilherme Braune, Maurício, Marcelo Braune e Bruno Eller. Marcelo nos levou para um tour pelas instalações do teatro e nos contou que o voto final para a escolha do local do evento teria sido de Mike Portnoy, que se encantou com a estrutura do anfiteatro. Infelizmente, o evento contou com um atraso considerável devido a chuva que caíra na manhã/tarde do evento, pelo menos na hora da apresentação o clima se manteve estável e não tivemos maiores problemas.

Devido ao atraso, aproveitamos para conhecer um pouco das cervejas artesanais da cidade, olhar o merchandising das bandas e do próprio festival, tudo a um preço bem convidativo diga-se de passagem.

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Hammathaz

A primeira banda a subir no palco fora a Hammathaz, banda de Sorocaba que apresenta um som agressivo, mesclando o Metalcore ao Death. Os integrantes Thiago Pasqualini (Vocal), Thales Stat (Guitarra), Rodrigo Marietto (Guitarra), Anderson Andrade (Baixo) e Lucas Santos (Bateria) fizeram o público agitar ao som de músicas autorais, ótimo aquecimento para a noite.

A banda possui várias demos e dois EPs, os últimos estão disponíveis para download no facebook da banda, deixaremos os links no final, o primeiro full lenght está previsto para o ano que vem e contará com a produção de Thiago Bianchi.

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Bruthus

A segunda banda da noite foi a Bruthus, a banda estava literalmente em casa e jogou/tocou com o público todo a seu favor. Músicas rápidas com uma pegada Punk e a descontração do Hardcore com momentos Thrash, adicionadas a letras em português, carisma e bom humor, a banda é a única que participou das duas edições do Friburgo Rock Festival.

Brown (Vocal), Eduardo Peixe (Guitarra), Gustavo Zebs (Baixo) e Alexandre Sorin (Bateria) quase fizeram a grade ir abaixo com a empolgação da galera. A banda também se apresentou em outras cidades durante a Redemption Tour ao lado da Noturnall. Mais do que merecido.

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Cleber Krichinak (Attrachta)

A terceira banda a se apresentar foi a paulista, Attrachta. Devido ao atraso anteriormente citado, a banda acabou sendo prejudicada em seu tempo no palco, mas nem por isso Cleber Krichinak (Vocal), Ricardo Oliveira (Guitarra), Guilherme Momesso (Baixo) e Humberto Zambrin (Bateria) deixaram a poeira assentar e executaram um Heavy Metal com elementos de Prog e Melódico.

A banda possui um EP, lançado em 2013 e o debut, lançado em 2016, “No Face To Fear What’s Buried Inside You”.

Após as três promissoras bandas, a Noturnall sobe ao palco embalada ao som de Nocturnal Human Side, música presente no primeiro álbum da banda, seguida por Wake Up, presente do irretocável “9”, terceiro álbum da banda, o segundo e último com a formação original da Noturnall.

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Bianchi e Orlando (Noturnall)

Hoje em sua formação, a Noturnall conta com Thiago Bianchi (Vocal), Henrique Pucci (Bateria), Mike Orlando (Guitarra) e Saulo Xakol (Baixo). 

O som é pesado e podemos perceber um diferencial nos vocais de Thiago Bianchi. Acredito que o músico amadureceu e partiu para vocalizações mais viscerais e agressivas, deixando alguns excessos de lado, aprovadíssimo.

Após mais algumas músicas da Noturnall, era a hora do primeiro convidado da noite, Edu Falaschi subir ao palco e fazer um pequeno set acústico, logo, a Noturnall com o aréscimo de Mike Portnoy sobem ao palco para a execução de The Silent Man, música do clássico Awake.

Com a mesma formação e dividindo os vocais com Thiago Bianchi, Edu e os músicos da Noturnall prestam homenagem a Andre Matos, falecido no último mês de Junho. Coincidência, ou não, Thiago sucedeu Andre no Shaman e Edu se tornou vocalista do Angra após a saída de Andre.

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Edu Falaschi

Com uma imagem de Andre como fundo, a banda parte para a execução de Carry On, imortalizada na voz de Andre ao lado do Angra.

Edu ainda participa da execução de As I Am, música de Train Of Thought, um dos álbuns mais pesados do Dream Theater. 

Relembrando a época em que tocaram juntos, Portnoy e Orlando puxaram uma trinca da banda Adrenaline Mob, simplesmente fenomenal, Hit The Wall, Indifferent e Undaunted foram executadas com uma pegada furiosa.

O final ficou por conta de Scream For Me! nova música da Noturnall que conta com Mike Portnoy e que ganhou clipe no Youtube. Saldo da noite, um público serrano satisfeito e entusiasmado por música de qualidade, uma super estrutura, bandas afiadas, e o futuro da Noturnall sendo bem definido por Thiago Bianchi.

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Mike Portnoy

Thiago soube escolher bem seus companheiros, Henrique Pucci (ex-Project 46) é um baterista ágil e que sabe tocar pesado, Xakol se apresenta com muita segurança no baixo, técnico. Mike Orlando… bem… simplesmente o cara é um monstro ma guitarra e o palco é seu habitat natural.

Que venham o próximo álbum da Noturnall, a terceira edição do festival e os álbuns das bandas de abertura, que esbanjaram qualidade. Matador.

Noturnall Setlist: Nocturnal Human Side / Wake Up / No Turn At All / Fight the System / Shadows / Cosmic Redemption // Edu Falaschi Setlist: Rebirth (Acoustic Angra Cover) / The Silent Man (Dream Theater Cover) / Pegasus Fantasy / Wishing Well (Acoustic Angra Cover) / Nova Era (Acoustic Angra Cover) /  Henrique Pucci Drum Solo / Carry On (Angra cover com Thiago Bianchi) // Mike Portnoy Setlist: As I Am (Dream Theater Cover com Edu Falschi nos vocais) / Under a Glass Moon (Dream Theater Cover) Hit the Wall (Adrenaline Mob Cover) / Indifferent (Adrenaline Mob Cover) / Undaunted (Adrenaline Mob Cover) / Take the Time (Dream Theater Cover) / Bis: Cowboys From Hell (Pantera Cover) / Scream for Me!

Hammathaz Setlist: So It Comes / Devil In My Shoulder / From The Grave / The End Complete / New Blood / Farewell / Bringing Hell.

Bruthus Setlist: Forca / Sem Noção / Humanos Direitos / Dança / Festa de Maluco / Comigo Não / Fumada / Bruthus.

Attrachta Setlist: Bleeding In Silence / 231 / Mistakes And Scars / Victorious / Payback Time.

Links:

Hammathaz – https://www.facebook.com/hammathaz/

Bruthus – https://www.facebook.com/Bruthus-banda-155553955245615/

Attrachta – https://www.facebook.com/AttracthA/

 

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Palco do Rockfest (Scorpions)

Um dos eventos mais empolgantes do ano aconteceu no último sábado 21 de Setembro no Allianz Parque em São Paulo, o Rockfest.

Um tiro certeiro da Mercury Concerts, que levou quatro dos grandes nomes mundiais do Rock/Metal ao estádio do time do Palmeiras. Com uma estrutura bem montada e uma boa logística, mais de 40.000 pessoas puderam se divertir e curtir ao som de Europe, Helloween, Whitesnake e Scorpions.

Primeiramente anunciado com o Megadeth fazendo parte do cast, a banda teve que ser substituída pelos alemães do Helloween devido as condições de saúde de Dave Mustaine, vocalista e guitarrista do Megadeth. Uma excelente escolha já que o Power Metal do Helloween faz levantar qualquer um.

Seguindo a risca o horário, o Armored Dawn abriu a tarde de Sábado e conseguiu empolgar o público com suas músicas densas e vocal arrastado. A banda também homenageou o eterno maestro do Heavy Metal nacional, André Matos.

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Joey Tempest (Europe)

A primeira grande atração da noite foi o Europe, a banda composta por Joey Tempest (Vocal), John Norum (Guitarra), John Levén (Baixo), Mic Michaeli (Teclado) e Ian Haugland (Bateria), deu uma aula de Hard Rock ao público que já ocupava boa parte do estádio.

Com muita disposição, a banda iniciou seu set Walk The Earth e The Siege, ambas de “Walk The Earth” (2017), último de inéditas da banda. Público conquistado, era hora de uma das mais clássicas e contagiantes canções da banda, Rock The Night.

Sem deixar a poeira baixar, Tempest e companhia emendavam música atrás de música e na reta final não restou pedra sobre pedra com a sequência: Carrie, Superstitious, Cherokee e é claro, a atemporal, The Final Countdown. Antes do fim do show, Joey Tempest ainda deu uma volta no meio do público, impressionante como essa geração de bandas marcou e ainda marca tanto o público.

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Gerstner, Hansen e Weikath (Helloween)

Os próximos a subirem ao palco, foram os alemães do Helloween, que deixaram a produção de seu novo álbum para virem ao Brasil substituindo o Megadeth no Rockfest e Rock In Rio. Com um line-up dos sonhos para qualquer fã de Power Metal, a banda segue com a mesma estrutura da Reunion Tour, isto é, além de Andi Deris (Vocal), Sascha Gerster (Guitarra), Michael Weikath (Guitarra), Dani Loble (Bateria) e Markus Grosskopf, a banda continuará tendo em suas frentes a presença de Kai Hansen (Vocal / Guitarra) e Michael Kiske (Vocal).

Alguns ajustes no palco, uma rápida movimentação de equipamento e estava tudo pronto para a imensa festa, I’m Alive do icônico “Keeper Of The Seven Keys Part. 1”, foi o cartão de entrada seguida por Dr. Stein (“Keeper Of The Seven Keys Part. 2”), as músicas fizeram a cabeça dos presentes que agitaram do início ao fim, inclusive com as já tradicionais bolas laranjas, ou abóboras, como queiram, agitadas ao som da banda.

Deris e Kiske dividiam os vocais nas músicas, sempre brincando um com o outro e incitando a platéia, se mostravam bem a vontade com o grande público, aliás, a banda toda parecia estar se divertindo muito.

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Andi Deris (Helloween)

O quarteto de cordas estava afiado e com frequência iam pela passarela ao meio da platéia agitando ainda mais os presentes. Kai Hansen assumiu os vocais de Ride The Sky, assim como Deris em Power e Kiske em Future World.

Grandes bolas laranjas e pretas foram jogadas para o público que as devolviam vezes para o palco, vezes para as outras pistas fazendo com que todos participassem desta grande festa, nota máxima para o Helloween, que encerrou o show com I Want Out.

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David Coverdale (Whitesnake)

A noite já tinha se estabelecido quando o Whitesnake subiu ao palco ao som de Bad Boys (álbum, 1987), na véspera do aniversário de David Coverdale (Vocal), a banda se mostrou audaciosa e fez um set mesclando músicas novas as mais clássicas.

Acompanhando Coverdale, temos Reb Beach  (Guitarra), Joel Hoekstra (Guitarra), Michael Devin (Baixo), Tommy Aldridge (Bateria) e Michele Luppi (Teclado), os caras são mestres em seus instrumentos, além de conseguirem fazer uma enorme cama vocal para que Coverdale não caia em alguma armadilha.

Das novas canções fico com Shut Up & Kiss Me, que ganhou clip no lançamento do álbum “Flesh and Blood” (2019), maliciosa, com aquela pegada AOR que esperamos ver e ouvir do Whitesnake.

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Tommy Aldridge (Whitesnake)

Claro, os clássicos não faltaram, Love Ain’t No Stranger , Is This Love, Here I Go Again e Still of the Night estiveram presentes no set. O público curtiu e as luzes dos celulares foram acesas e levantadas a cada balada. Mágico.

Encerrando a apresentação, Burn, música inquestionável de Coverdale em seus tempos de Deep Purple. Era a cereja no bolo para uma grande apresentação que ainda teve um solo/duelo de guitarra e um solo de bateria de Tommy Aldridge que o termina com as mãos, surrando seu kit. Aí vem o lado fã falando mais alto, poderiam ter colocado mais 2 músicas e tirado os solos. Ok, lá vem pedra!

Fechando a noite, a instituição conhecida por Scorpions. Uma verdadeira lenda do Rock/Metal. Rudolf Schenker (Guitarra), Klaus Meine (Vocal), Matthias Jabs (Guitarra), Pawel Maciwoda (Baixo) e Mikkey Dee (Bateria), já estão quase empatados com Ozzy Osbourne em suas tentativas de aposentadoria. Sinônimo do que a banda representa aos fãs.

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Pawel, Rudolf, Mathias e Klaus (Scorpions)

Com um pano encobrindo o palco e uma animação nos telões, os dinossauros do rock entraram no palco… antes que alguém se ofenda, eu gosto de dinossauros, ao som de Going Out With a Bang, a banda mostrou disposição e não se fez de rogada ao ir direto para a galera.

Um momento marcante, ainda mais se tratando de antigos fãs, é o medley com músicas do início de carreira, muito rock n’ roll com doses de psicodelia e leve teor de crueza. As animações dos telões seguiam a vibe das músicas. Não tem como não balançar a cabeça ao som de Steamrock Fever, Speedy’s Coming e Catch Your Train.

Uma das coisas mais fantásticas de se ver é o “garoto” Mikkey Dee tocando bateria ao vivo, parece que pra ele o tempo não fez sentido, Mikkey ainda espanca como poucos seu kit, preciso e direto.

Mathias, Rudolf e Pawel correm e animam os presentes enquanto Klaus se esforça para atingir as notas altas. Momento ternura da noite, a execução acústica de Send Me An Angel, no mínimo promoveu arrepios, lágrimas e beijos.

Fechando a apresentação, tivemos o bis com o sucesso absoluto do Scorpions, Still Loving You com um pequeno flerte com a canção Holliday, com a emoção a flor da pele, era chegada a hora do golpe final, Rock You Like a Hurricane. O Allianz veio abaixo, apesar do set curto, o sentimento de êxtase era notado no rosto de cada pessoa presente.

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Klaus Meine (Scorpions)

Uma noite inesquecível para os fãs da boa música, é impressionante ver e ouvir um estádio inteiro cantando essas canções que sobrevivem ao tempo em um mundo em que hoje tudo é descartável. A organização com os acessos, estandes de camisas, funcionários educados, mantenimento do horário programado, iluminação e som, tudo bem redondo e preciso. Uma pena apenas os produtos com a marca Rockfest terem acabado tão rápido.

Que venha a próxima edição!

 

Europe Setlist: Walk the Earth / The Siege / Rock the Night / Scream of Anger / Last Look at Eden / Ready or Not / War of Kings / Hole in My Pocket / Carrie / Superstitious / Cherokee / The Final Countdown.

Helloween Setlist: I’m Alive / Dr. Stein / Eagle Fly Free / Perfect / Ride the Sky / A Tale That Wasn’t Right / Power / How Many Tears / Future World / I Want Out.

Whitesnake Setlist: Bad Boys / Slide It In / Love Ain’t No Stranger / Hey You (You Make Me Rock) / Slow an’ Easy / Trouble Is Your Middle Name / Guitar Duel / Shut Up & Kiss Me / Drum Solo / Is This Love / Give Me All Your Love / Here I Go Again / Still of the Night / Burn (Deep Purple Cover).

Scorpions Setlist: Going Out With a Bang / Make It Real / The Zoo / Coast to Coast / Top of the Bill / Steamrock Fever / Speedy’s Coming / Catch Your Train / We Built This House / Send Me an Angel (Acoustic) / Wind of Change / Tease Me Please Me / Drum Solo / Blackout / Big City Nights / Encore: Still Loving You (with “Holiday” snippet) / Rock You Like a Hurricane.

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Cellar Darling no palco do Kubrick

Um ano após sua primeira passagem pelo Brasil, os suíços do Cellar Darling retornam ao Rio de Janeiro. Desta vez a banda veio para um show completo e divulgar o recém lançado álbum, “Spell”.

Com dois álbuns no currículo e sem se prender ao passado em seus tempos de Eluveitie, Anna Murphy (Vocals, Flautas, Teclados e Hurdy Gurdy), Merlin Sutter (Bateria), Ivo Henzi (Guitarras) e o baixista de apoio, Nicolas Winter, subiram com um belíssimo atraso ao palco do Kubrick, nova alcunha do Teatro Odisséia, agora sob nova direção.

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Merlin Sutter

A justificativa para o atraso foi dada pela produtora nas redes sociais e pela própria banda já no palco, um acidente de trânsito no domingo chuvoso.

Já que comentamos da chuva, o muitíssimo obrigado aos gestores da casa que abrigaram todos que estavam na fila no mezanino. Com os fãs sedentos por boa música, nem o atraso e a chuva foram motivos de desânimo.

A sonoridade do Cellar Darling remete um pouco a banda antecessora de seus integrantes, porém, a parte folk ganha mais destaque do que o peso, lógico que ele está lá, as vezes de maneira tímida, mas está.

A abertura do show coube a “Pain”, faixa que também abre o álbum de 2019, o já citado “The Spell”, as músicas são longas e apesar do set list ser um tanto quanto curto em número de músicas, não podemos falar o mesmo quanto aos ponteiros dos relógios.

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Ivo Henzi

Anna muito simpática com os fãs, exibindo grande carisma, conversou um pouco com o público e diversas vezes se mostrou intimidada com o calor dos fãs cariocas. O set seguiu com mais 5 músicas novas, acompanhadas pela maioria dos presentes, tirando sorrisos até do concentrado Ivo Henzi, que ainda deu apoio aos teclados.

Com muitos aplausos e cantoria, o pequeno público se mostrou enorme diante a banda, que embalou ainda Black Moon e Starcrusher, ambas do primeiro álbum lançado em 2017, “This Is The Sound”, seguidas por Fire, Wind & Earth, Challenge e Redemption, fechando assim o set regular.

A banda sai ovacionada pelos fãs e volta aos palcos para a execução de Six Days e a já clássica, Avalanche, a música que deve se tornar a eterna referência ao som dos suíços.

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Anna Murphy

Após a excepcional apresentação, completamente alinhada, com uma banda entrosada e muito certa do que quer fazer, os músicos ainda atenderam aos fãs que permaneceram no Kubrick com fotos e autógrafos. Prometeram voltar em breve e brincaram com o inverno do Rio. Uma aula de humildade de quem quer ir muito além.

 

 

 

Cellar Darling Setlist: Pain / Death / Love / The Spell / Insomnia / Freeze / Black Moon / Starcrusher / Fire, Wind & Earth / Challenge / Redemption / Six Days / Avalanche.

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Living Colour ao vivo no Circo Voador

Existem bandas que são tão envolventes e peculiares que ficam difíceis de você rotular, achar um nicho em que se enquadrem… com certeza este é o caso dos norte-americanos do Living Colour.

A banda que traz em sua música diversos elementos do Rock, Soul, Metal e tantas outras particularidades sonoras, veio ao Rio de Janeiro celebrando os 30 anos de seu primeiro álbum, Vivid. Na verdade os 30 anos foram registrados em 2018, mas a turnê continua para o nosso bem.

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Doug Wimbish

O excepcional trabalho composto por Vernon Reid (Guitarra), Will Calhoun (Bateria), Corey Glove (Vocal) e Muzz Skillings (Baixo), que após sua saída em 1992, cedeu sua posição a Doug Wimbish (Baixo), foi sucesso assim que lançado, entrando em posições altas nos charts americanos e lembrado em diversas listas de melhores álbuns desde seu lançamento. 

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Will Calhoun

Com um pequeno atraso, nada anormal, a banda subiu ao palco e foi ovacionada por um Circo Voador com público respeitável. Para aquecer os presentes, a banda executou dois covers, Preachin’ Blues, mostrando toda a malícia e desenvoltura instrumental da banda, e Who Shoy Ya?, músicas gravadas originalmente por Robert Johnson e Notorious B.I.G, o que dá uma noção ao leitor a diversidade que permeia o Living Colour.

Então veio Cult Of Personality, faixa de abertura de Vivid, uma das faixas mais marcantes da banda e uma das responsáveis pelo Living Colour estourar nas rádios. O set continuou com I Want To Know e Middle Man.

O público estava ensandecido, os músicos possuem muito tempo de estrada e ainda mantém a energia e a pegada jovial. Solos, riffs, cadência, tudo tão perfeito e encaixado, mesmo em momentos onde pareciam improvisos, parecia que estávamos ouvindo um álbum gravado, tamanha a perfeição sonora. Vernon e Doug sobravam em seus instrumentos encantando os ouvintes. Will Calhoun fez uma apresentação segura, sem se comprometer, inclusive no modesto solo, já Corey mostrou que ainda possui a potência vocal intacta desde o início da banda.

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Corey Glove

O quarteto fazia tudo parecer uma enorme brincadeira e estava bem a vontade no palco instigando os presentes. Obviamente um dos momentos mais marcantes e eletrizantes, foi a execução do sucesso, Glamour Boys, fazendo o Circo tremer. A surpresa do show, ficou por conta de Love Rears Its Ugly Head, faixa do álbum Time’s Up (1990). Fechando o show, tivemos mais duas do álbum Time’s Up: Elvis Is Dead e Type, será que já preparam uma turnê de aniversário para o álbum?

Que show! Tiro certo da On Stage que proporcionou a todos os presentes este magnífico espetáculo, simplesmente surpreendente e memorável. Uma noite mágica.

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Vernon Reid

Living Colour Setlist: Preachin’ Blues (Robert Johnson Cover) / Who Shot Ya? (The Notorious B.I.G. Cover) / Cult of Personality / I Want to Know / Middle Man / Desperate People / Open Letter (To a Landlord) / Funny Vibe / Memories Can’t Wait (Talking Heads Cover) / Broken Hearts / Glamour Boys / What’s Your Favorite Color? / Which Way to America? / Drum Solo / Love Rears Its Ugly Head / Bis: Elvis Is Dead / Type.

Michale Graves e banda

Cerca de 400 pessoas estiveram no Circo Voador no último dia 21 para acompanhar a performance do vocalista Michale Graves.

Michale é conhecido mundialmente por sua performance a frente da banda Misfits, tendo gravado os icônicos American Psycho (1997) e Famous Monsters (1999). O vocalista veio a América Latina celebrar estes álbuns, com a execução de ambos na íntegra.

Precisamente as 21 horas, Michale e os músicos, Adam Parent (Bateria), Loki Bones (Guitarra) e Howie Wowie (Baixo) iniciaram os trabalhos.

Michale Graves

Os álbuns do Misfits da era Graves são os mais cultuados entre os fãs da banda e por isso, a recepção foi muito bem calorosa, já víamos a entrega do público logo no início do show com a execução de American Psycho.

Os músicos estavam bem a vontade e Michael Graves caracterizado como em seus momentos de Misfits, com uma caveira pintada no rosto acrescido de um chapéu e camisa de força.

Conforme a empolgação ia crescendo, o número de stage dives crescia na mesma proporção, algumas pessoas tiravam selfies, bangeavam, bebericavam uma cerveja, que rendeu ao cidadao uma pequena chamada da banda (em outro momento a repôs, fazendo as pazes com os músicos), ou simplesmente pulavam insanamente do palco.

Graves se mostrava um pouco assustado com o assédio e com os saltos. Em determinado momento pediu para que os fãs tomassem cuidado e o guitarrista Loki pediu para que o tempo de permanência no palco dos fãs fosse menor. Muito trabalho para o manager Arturo Ponciani que convidava os mais afetuosos a descer.

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Michale Graves

O show correu bem, com músicas curtas, potentes e animadas inerentes ao estilo. A galera cantou junto às músicas e nos clássicos como Speak Of The Devil, Dig Up Her Bones, Dust to Dust, Scream!, Saturday Night e Descending Angel foram a loucura.

O interessante também foi notar que a faixa etária dos presentes era relativamente baixa, o que mostra que uma possível renovação de público esteja acontecendo. Pelo menos nesse tipo de segmento musical.

Tudo bem, vão falar que não é preciso ser um grande músico para tocar estas músicas, mas vamos tirar o chapéu para os caras, fizeram um grande show. Empolgante e instigante do início ao fim, apenas Graves que embora estivesse cantando muito bem, nos pareceu um pouco parado no palco, mas nada que tire a satisfação da noite.

Conversando com Michale e Arturo ao final do show, prometeram voltar ano que vem. Mas isso foi antes dos recentes acontecimentos relacionados a sua “fuga” do Brasil, deixando shows e fãs para trás. Apresentação memorável com um final de tour deplorável.

Michale Graves Setlist: Abominable Dr. Phibes / American Psycho / Speak of the Devil / Walk Among Us / The Hunger / From Hell They Came / Dig Up Her Bones / Black Light / Resurrection / This Island Earth / Crimson Ghost / Day of the Dead / The Haunting / Mars Attacks / Hate the Living, Love the Dead / Shining / Don’t Open ‘Til Doomsday / Hell Night / Kong at the Gates / The Forbidden Zone / Lost in Space / Dust to Dust / Crawling Eye / Witch Hunt / Scream! / Saturday Night / Pumpkin Head / Scarecrow Man / Die Monster Die / Living Hell / Descending Angel / Them / Fiend Club / Hunting Humans / Helena / I Don’t Wanna Be (A Superhero) / Kong Unleashed.

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Leather Leone

Noite de Heavy Metal clássico no Rio de Janeiro. Mais uma vez a Be Magic se uniu a Scelza Produções e trouxeram ao Rock Experience, duas lendas do Heavy Metal tradicional: Leather Leone e Raven.

 

As duas bandas voltam ao Rio de Janeiro pela segunda vez e atraíram a atenção dos verdadeiros bangers.

Iniciando a noite, tivemos a apresentação da Melyra. Banda carioca formada por mulheres e que vem conquistando importante espaço na cena. Elas divulgam o álbum “Saving You From Reality”, sucessor do EP, “Catch Me If You Can”.

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Thiago Velasquez

Com uma banda bem entrosada, composta pelos brasileiros, Vinnie Tex (Guitarra), Thiago Velasquez (Baixo), Braulio Azambuja (Bateria) e Kiko Shred (Guitarra), que substitui Daemon Ross, a norte -americana Leather Leone sobe ao palco mostrando vigor e disposição.

 

Inicialmente mesmo com o som do microfone não chegando ao fundo do Rock Experience, a vocalista se mostrava bem a vontade e abriu o show com a potente Juggernaut, música do álbum II, lançado em 2018.

Com uma performance solta de toda banda, incluindo o exímio guitarrista Kiko Shred, que teve que tocar com a guitarra emprestada da guitarrista Melyra, devido ao rompimento de uma das cordas de seu instrumento. O set contou com músicas da carreira solo de Leather, que conta com dois registros, Shock Waves (1989) e II (2018), e sua outra banda, a Chastain, nesta, Leather faz parceria com o guitarrista David T. Chastain, a nada mais, nada menos, do que 35 anos e juntos já gravaram 10 registros.

O set de pouco mais de uma hora deixou o sedento público extasiado, todos os presentes cantavam cada nota junto a Leather e deliravam com as músicas apresentadas. Porém, o set se mostrou pequeno para repassar toda a carreira de Leather. Dizem pelos corredores, que a banda já prepara material novo. Com uma vocalista em grande forma e uma banda tão coordenada, não espero nada menos do que um clássico. Aguardamos ansiosos.

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John Gallagher

Fechando a noite, tivemos os ingleses do Raven, banda famosa por ter criado o termo Athletic Metal e que conta como pilares fundamentais os irmãso John (Baixo / Vocal) e Mark Gallagher (Guitarra). Nesta recente passagem no Brasil, a novidade maior fica por conta da entrada do baterista Mike Heller, substituindo a lenda, Joe Hasselvander.

O show começou animado como todo show do Raven, com a presença de palco matadora dos irmãos e um potente Mike Heller surrando seu kit de bateria como se não houvesse um amanhã.

Os presentes mantinham o ânimo desde a apresentação anterior e continuaram a bangear como loucos. Mark, mesmo já com seus 59 anos e alguns quilos a mais desde o início da banda, apresenta uma condição física invejável e se movimenta por todo o tempo de show. Seu irmão, John, que conta com um ano a mais de vida, é um verdadeiro monstro no baixo, e ainda apresenta um padrão vocal excepcional para o estilo.

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Mark Gallagher

A banda conta com uma intensa história e seus maiores momentos foram relembrados nesta apresentação. Músicas como All For One, Rock Until You Drop e Than The Speed Of light não foram esquecidas. Já as mais recentes, Destroy All Monsters e Tank Treads, ambas de ExtermiNation (2015), são exemplos de que o Metal tradicional da banda continua vivo e empolgante. As músicas mantém a mesma pegada que deu certa fama a banda e funcionam muito bem ao vivo.

Falando em coisas que funcionam ao vivo, os irmãos sabem fazer seus momentos de solo valerem a pena. Sem soar como aquela coisa entediante e técnica, os Gallagher deram pequenas aulas, cada um a sua maneira, de seus instrumentos, demonstrando vigor e técnica impecáveis.

Uma noite clássica, algo que só a a assinatura da dobradinha Be Magic-Scelza, duas bandas clássicas, que fizeram a história do Heavy Metal e ainda carregam sua bandeira mundo afora. Um show com a verdadeira essência desta fantástica música que nos une e move.

Leather Setlist: Juggernaut / Outsider / Lost At Midnite / We Bleed Metal / Black Smoke / Angel of Mercy / Hidden In The Dark / Let Me Kneel / For Those Who Dare / Shock Waves / Voice of the Cult.

Raven Setlist: Take Control / Destroy All Monsters / Hell Patrol / All for One / Hung, Drawn & Quartered / Top of the Mountain / Rock Until You Drop / Solo Mark / Faster Than The Speed of Light / Tank Treads (The Blood Runs Red) / Mind Over Metal / On and On / Solo John / Break the Chain / Crash Bang Wallop.

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Edu Falaschi e banda no Circo Voador

2019, o ano em que um dos maiores clássicos do Power Metal nacional completa seus 15 anos de lançamento. Falamos de Temple Of Shadows, segundo disco do Angra após a reformulação de seu clássico line-up. 

O álbum, uma obra conceitual, idealizada pelo guitarrista Rafael Bittencourt, conta a história de um cavaleiro e sua jornada pessoal enquanto serve a igreja católica durante a época das primeiras cruzadas.

Musicalmente o álbum se destacava, na verdade ainda se destaca, pelo instrumental bem elaborado e técnico, o uso de orquestras e uma vocalização simplesmente memorável de Edu Falaschi. Anos depois, soubemos o quanto este álbum afetou o a saúde vocal do cantor.

Após sua saída do Angra, Edu se dedicou a banda Almah. A alguns anos no entanto, o vocalista se apresenta usando apenas o seu nome e acompanhado de excepcionais músicos vem celebrando seus grandes momentos no Angra.

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Diogo Mafra

A proposta do show era a execução completa do álbum e mais alguns, digamos… bônus. Um pouco após o horário anunciado, a introdução Deus Le Volt! prontamente incendiou os presentes no Circo Voador. Era a deixa para que a banda subisse ao palco e despejasse clássicos nos ouvidos da platéia.

Nesta empreitada com Edu, estão os seus antigos companheiros de Angra, Aquiles Priester (Bateria), e Fábio Laguna (Teclados), além de seus companheiros de Almah, Raphael Dafras (Baixo), Diogo Mafra (Guitarra) e Roberto Barros (Guitarra).

Com a potente Spread Your Fire, Edu tirou qualquer dúvida que poderia haver sobre sua saúde vocal e a potência de sua voz. O som parecia um pouco embolado durante a a execução de Angels And Demons, mas logo se estabilizou.

Como o álbum conta com vários personagens e participações especiais, Edu contou com o guitarrista Mike Orlando (Adrenaline Mob), o vocalista Thiago Bianchi e Júnior Carelli (A.N.I.E) durante a execução da música Shadow Hunter. Outro detalhe, era a presença do quarteto de cordas que acompanha a banda nesta turnê, apelidados de Quartet Of Shadows, os músicos receberam muitos elogios e foram ovacionados pelos presentes.

O público estava completamente tomado pela emoção de ouvir esses grandes clássicos. A turnê também visava promover novos talentos e por todas as cidades em que a banda tocou, eram convocados nomes para subir ao palco e fazer duetos com Edu. No Rio não fora diferente, Daniela Moreira (Armonya) e Jorge Luciano (War Society) foram os escolhidos para cantarem No Pain For The Dead e Winds Of Destination respectivamente. Os dois mostraram muita técnica e paixão durante a execução das músicas.

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Fábio Laguna

Falando em paixão, era notável a alegria e a entrega dos músicos na execução das músicas. Todos executando magistralmente estas eternas canções. Após a conclusão da execução do álbum Temple Of Shadows na íntegra, Edu canta Pegasus Fantasy, música de abertura do anime Cavalheiros do Zodíaco, gravada por Edu. Na sequência, as novas Streets Of Florence e The Glory Of The Sacred Truth, com boa aceitação e retorno do público.

Durante a apresentação, Edu e Aquiles falaram sobre as dificuldades da turnê, os problemas judiciais, barreiras impostas por antigos colegas de banda, o momento delicado pelo qual Edu passou e seu retorno aos palcos em grande estilo. Fechando a memorável noite, não poderiam faltar dois dos grandes clássicos já gravados por Edu, registrados em seu primeiro álbum com o Angra, a faixa título Rebirth e Nova Era.

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Aquiles Priester

Uma noite de celebração ao Heavy Metal nacional com uma das maiores vozes que já tivemos representando este estilo. Parabéns a todos os envolvidos por este grandioso momento, músicos, equipe técnica, Circo Voador e a produtora On Stage. Simplesmente, mágico!

 

 

 

 

Edu Falaschi Setlist: Deus Le Volt! / Spread Your Fire / Angels And Demons / Waiting Silence / Wishing Well / The Temple Of Hate / The Shadow Hunter / No Pain For The Dead / Winds Of Destination / Sprouts Of Time / Morning Star / Late Redemption / Live And Learn / Pegasus Fantasy / Streets Of Florence / The Glory Of The Sacred Truth / Rebirth / Nova Era.

 

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Jeff Scott Soto

Quando recebemos a notícia do show da banda S.O.T.O, trazido ao Rio pela On Stage, a única palavra que veio a cabeça sobre um evento contendo o frontman Jeff Scott Soto foi: “Espetáculo!”

Com uma carreira insana, tendo se saído muito bem nas bandas e projetos em que passou, Jeff é um cara absurdamente fora da curva. Vocês podem achar que estou enchendo muito a bola do cara, mas vamos a um pequeno apanhado de suas peripécias.

O cara gravou os dois primeiros álbuns do sueco Yngwie Malmsteen, passou cinco anos ao lado da banda de Axel Rudi Pell, onde gravou quatro álbuns de estúdio e um registro ao vivo, gravou o único registro da banda Thrash, Bakteria, gravou dois álbuns com a Trans Siberian Orchestra, projeto de Jon Oliva (Savatage), foi um dos fundadores da banda Talisman, ao lado de Marcel Jacob, e sem falar das passagens nas bandas: Mars, Panther, Eyes, Takara, Humaninal, Human Clay, Soul Circus, Boogie Nights, as mais recentes, W.E.T, Sons Of Apollo, os projetos solos de Frank Banali e Joel Hoekstra, além da banda que leva seu próprio nome e a novíssima, S.O.T.O.

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BJ

Promovendo seu mais novo trabalho, Origami, ainda não lançado no Brasil, a banda chegou no Teatro Odisséia para seu penúltimo show no Brasil. Com um público intimista mas bem caloroso, Jeff não deixou a bola baixar e mostrou porque é um dos maiores frontmans da atualidade. O cara subiu no palco e pôs a casa abaixo.

Acompanhado pelos exímios músicos BJ (Guitarra / Teclado), Edu Cominato (Bateria), Jorge Salan (Guitarra) e Tony Dickinson (Baixo), Jeff esbanjou energia e carisma.

Como um caminhão desgovernado, Jeff atropelou o público com sua potente voz e presença de palco. As novas “BeLie” e “Origami”, soaram bem ao vivo e foram bem recepcionadas pelos presentes. Mas obviamente além da inquestionável qualidade do novo material, a maior parte do público estava ali para ouvir antigos clássicos, claro que as músicas novas terão em breve este peso, mas nada como um medley de músicas do Talisman: Break Your Chains / Day By Day / Give Me a Sign / Colour My XTC / Dangerous / Just Between Us / Mysterious para deixar os presentes em extase.

Como citado anteriormente, Jeff é um cara multi facetado, tendo as mais diversas inspirações, e isso ficou claro com os covers de Michael Jackson (Give In To Me), Madonna (Frozen), Seal (Crazy) e Queen (We Will Rock You).

Se não bastasse esse turbilhão de emoções, o guitarrista Jorge Salan, ainda mostrou sua música solo, Risk, deixando os presentes bem entusiasmados. E já que falamos de Salan, vale citar a empolgação e qualidade técnica dos brasileiros BJ, que canta, toca guitarra, teclado e “otras cositas mas” e o baterista, Edu Cominato, que se mostrou técnico e preciso, levando a banda a navegar com segurança por mares revoltos.

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Tony Dickson & Jorge Salan

Já o baixista Tony Dickson, parecia curtir cada momento do show. Sempre com um enorme sorriso e empolgação. O baixista substitui David Z, baixista original da banda e da Adrenaline Mob, falecido em um acidente de trânsito em 2017.

Jeff falou um pouco de David Z durante a apresentação e dedicou Soul Divine a sua memória.

No dia seguinte era a vez de São Paulo receber a banda no Carioca Club, mostrando a mesma intensidade do Rio, a banda fez mais uma apresentação memorável. Alguns ilustres estavam por lá, como Kai Hansen e Michael Vescera.

Acho que nunca usei tantos adjetivos positivos em um só texto, e isso só demonstra o quão grande foi a qualidade da apresentação desta verdadeira lenda do Rock / Metal. Longa vida ao S.O.T.O.

S.O.T.O Setlist: Hypermania / Freakshow / 21st Century (Jeff Scott Soto Cover) / Drowning / (Jeff Scott Soto Cover) / Wrath / Weight of the World / Soul Divine
(Jeff Scott Soto Cover) / The Fall / Watch the Fire / Learn to Live Again / One Love (W.E.T. Cover) / Origami / Eyes of Love (Jeff Scott Soto Cover) / Rosanna (Toto Cover) / Give in to Me (Michael Jackson Cover) / Cyber Masquerade / Livin’ the Life (Steel Dragon Cover) / Risk (Jorge Salán Cover) / Talisman Medley (Break Your Chains / Day By Day / Give Me a Sign / Colour My XTC / Dangerous / Just Between Us / Mysterious) / Frozen (Madonna Cover) / Crazy (Seal Cover) / I’ll Be Waiting (Talisman Cover) / Bis: We Will Rock You (Queen Cover) / Stand Up And Shout (Steel Dragon Cover) /Community Property (Steel Panther Cover).

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Chris Boltendahl

Quatro anos após a última passagem pelo Rio de Janeiro, os alemães do Grave Digger retornam ao Teatro Odisséia com algumas novidades. A primeira delas logicamente é a presença de músicas do mais novo álbum da banda, The Living Dead (2018). A segunda é a ausência do baterista Stefan Arnold, que saiu da banda após a gravação do álbum.

Sendo assim, a responsabilidade das baquetas ficou a cargo do tecladista, Marcus Kniep, que acompanha a banda já a algum tempo. Já o citado teclado, bem… este fora substituído por um sampler. O restante do time continua o mesmo, a voz inigualável de Chris Boltendahl, o baixo de Jens Becker, e a guitarra de Axel Ritt.

Precisamente no horário marcado, 21:00 Hs, a banda sobe ao palco. Com um bom público presente, a banda mostra que o Power Metal ainda respira e que não precisa de ajuda de aparelhos.

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Axel Ritt

Ovacionada pelos presentes, a banda iniciou o set com a nova composição, Fear Of The Living Dead, também faixa de abertura do novo álbum. A composição funcionou bem diante ao público. A banda apresenta uma trajetória bastante linear. O Grave Digger seguiu o show mesclando músicas de toda a sua carreira, arrancando coros do público presente.

Clássicos como Lionheart, Rebellion, Excalibur, e The Bruce foram entoadas por todos os presentes tirando vários sorrisos de Chris Boltendahl, que se mostrava um tanto quanto orgulhoso. As composições mais recentes mostram sua força e possuem total condição de serem consideradas como clássicos daqui a alguns anos, a única música que soou meio estranha, mas que para o público foi um grande momento de diversão foi Zombie Dance, é para se amar, ou odiar.

Fechando a noite, claro, não poderia faltar o hino, Heavy Metal Breakdown, música que nomeia o primeiro álbum dos alemães, lançado em 1984 e até hoje um dos maiores sucessos da banda.

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Chris Boltendahl

Agora vamos aos detalhes técnicos, visivelmente Marcus Kniep precisa de mais tempo de estrada se realmente quiser assumir de vez o banquinho da bateria, apesar de algum tempo na banda, 10 anos para sermos exatos, o exímio showman Axel Ritt, ainda insiste em tentar mudar, ou talvez ele simplesmente não consiga executar, alguns solos de músicas mais antigas. Jens e Chris já possuem tempo suficiente de estrada e entrosamento para que alguma falha ocorra por conta deles.

Grande parte do público foi embora satisfeita, digo grande, porque com uma carreira tão extensa, fica difícil a banda conciliar tantos clássicos com os sons novos, completamente plausível. Mais uma daquelas noites em que os ponteiros do relógio deveriam correr mais devagar. Hail!!!

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Jens Becker

Setlist: Fear of The Living Dead / Tattooed Rider / The Clans Will Rise Again / Lionheart / Blade of The Immortal / Lawbreaker / The Bruce (The Lion King) / The Dark of the Sun / Call For War / The Curse of Jacques / War God / Season of the Witch / Highland Farewell / Circle of Witches / Excalibur / Rebellion (The Clans Are Marching) / Bis: Healed By Metal / Zombie Dance / The Last Supper / Heavy Metal Breakdown.