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Noturnall: “9”

Publicado: 08/08/2017 por Pedro Mello em News, Resenhas CD's, Uncategorized
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Noturnall 9

O mais novo lançamento da banda Noturnall, foi envolto em uma imensa divulgação nas redes sociais, contando com palestras, jogos, promoções, liberação de todo o álbum para audição e download, chegando ao ápice com um show transmitido ao vivo pela Internet.

Com o singelo título, “9”, sujeito a várias especulações, o álbum ainda marca o retorno do guitarrista Leo Mancini ao lado de seus companheiros Thiago Bianchi (Vocal), Fernando Quesada (Baixo), Junior Carelli (Teclado) e Aquiles Priester (Bateria).

A arte da capa traz a “rainha zumbi”, mascote adotada pela banda e seus fãs, em um trono com diversas referências aos integrantes, a frente de um cenário pós apocalíptico. Arte complexa, com muitos detalhes, que ficará excelente em uma edição em LP do álbum.

Sugestivamente, o álbum possui nove faixas e traz pouco mais de 40 minutos de música. O álbum abre com “Hey!”, e logo na primeira faixa já percebemos uma maior maturidade da banda. Se nos álbuns anteriores, houve uma certa queixa devido o volume dos instrumentos e algumas partes parecerem confusas, em “9”, tudo soa sem exageros.

“Change” é uma excelente composição com alguns momentos progressivos bem legais, “Wake Up!” traz um trabalho bacana de voz de Thiago Bianchi, que me surpreendeu na forma que está interpretando as músicas ao longo do trabalho ouvimos.  Linhas limpas e melódicas, que deu destaque a sua voz.

“Moving On” possui momentos inspirados de teclados, seguida por “Mysterious” trazendo um lado mais épico a sonoridade da banda. “Hearts As One” é uma belíssima balada, com caráter beneficente de apoio a GRAACC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer), o trabalho de cordas de Leo e Quesada soa com muita coerência e lembra um pouco o que Carelli e Quesada fizeram juntos com o projeto A.N.I.E. Vale lembrar também que a renda dos views no vídeo clip da música é revertida para a associação mencionada. Destaco também os apoiadores desta empreitada: Edifier Brasil , Eagle Instrumentos Musicais, EM&T Escola de Música e Tecnologia, Foggy Filmes, Estúdio Fusão e ONErpm. Clique e confira (https://youtu.be/-eW7ilUhas0).

O álbum recupera o peso com “What You Waiting For”, riff matador, com a bateria marcante de Aquiles Priester, o disco segue com “Shadows” e “Pain”, mantendo a integridade do material.

“9”, correspondeu as minhas expectativas quando falamos de músicos muito acima da média. Mesmo tendo gostado, mas nem tanto, dos álbuns anteriores, em minha singela opinião, este é o melhor trabalho da banda até o momento. Nota: 09 (juro que é mera coincidência).

Faixas:

1. Hey!
2. Change
3. Wake Up!
4. Moving On
5. Mysterious
6. Hearts As One
7. What You Waiting For
8. Shadows
9. Pain

 

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A banda Adrenaline Mob, recentemente passou por um fatídico acidente com o transporte da turnê, que vitimou o baixista Dave Z., lembrando que a banda perdeu o baterista AJ Pero em 2015, vítima de um ataque cardíaco. Felizmente, Russell Allen (Vocais), Mike Orlando (Guitarra) e Jordan Cannata (Bateria) escaparam ilesos.

Bem, depois desta triste atualização sobre a banda, vamos falar de coisa boa. “We The People” é o terceiro lançamento dos norte-americanos. O álbum foi lançado pela Century Media e no mercado brasileiro pela Hellion Records. O álbum traz 13 faixas, totalizando pouco mais de uma hora de música.

Em comparação aos outros trabalhos, “We The People” é o mais politizado deles, tratando de alguns temas atuais, como podemos notar pela arte da capa. A sonoridade não traz muitas novidades em relação ao ritmo já imposto pela banda. Não que isso seja ruim, um excelente e contagiante Hard N’ Heavy. Tudo bem acomodado, no bom sentido, por músicos excepcionais.

‘King Of The Ring’, abre o registro com uma pegada forte e a sonoridade clássica da banda, na sequência temos a faixa título, ‘We The People’, que mantém a levada e o ritmo contagiante. ‘The Killer’s Inside’ é mais cadenciada e tem um bom trabalho de bateria, além de Orlando sobrando no solo.

‘Bleeding Hands’ é a primeira balada do álbum, coisa que Allen tem feito com maestria a algum tempo. Isqueiros guardados, ‘Chasing Dragons’ retoma a cadência e traz uma bela levada rítmica e uma ponte para o refrão que certamente será cantada por todos se apresentada ao vivo. Em ‘Til The Head Explodes’, os vocais ganham alguns momentos mais rasgados e as vezes até meio funkeados.

What You’re Made Of ‘, é mais uma faixa tradicional da banda, assim como as seguintes: ‘Raise ‘Em Up’ e a pesada ‘Ignorance & Greed’. ‘Blind Leading the Blind’ é uma bela balada, bem emotiva. ‘Lords Of Thunder’ retoma a pegada da banda.

A última faixa do registro é um cover para a icônica “Rebel Yell”, originalmente gravada por Billy Idol, é a última gravação do baterista AJ Pero com a banda. Versão matadora.

Resumidamente, “We The people”, é um álbum bem acima da média, faixas com uma ótima cozinha rítmica, muito bem balanceada e audível, riffs e solos matadores de Orlando e os vocais precisos de Allen. Heavy, Hard, Prog, Baladas, tem para todos os gostos. Pode adquirir sem medo. Nota: 08,5

Faixas:

1. King of the Ring
2. We the People
3. The Killer’s Inside
4. Bleeding Hands
5. Chasing Dragons
6. Til the Head Explodes
7. What You’re Made Of 
8. Raise ‘Em Up
9. Ignorance & Greed
10. Blind Leading the Blind
11. Violent State of Mind
12. Lords of Thunder
13. Rebel Yell (Billy Idol Cover)

 

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30 anos separam o último lançamento de inéditas da banda Rock Goddess, com este EP. O núcleo da banda permanece com as irmãs Jody e Julie Turner, guitarras e vocais principais e bateria respectivamente, no baixo tivemos a substituição de Dee O’Malley por Tracey Lamb (ex-Girlschool).

O primeiro registro (single) da banda, foi lançado em 1982, o que faz com que as moças sejam uma das primeiras bandas de Heavy/Rock formada exclusivamente por mulheres.

O tempo não abrandou a sonoridade da banda. A sonoridade apresentada é um Heavy/Rock visceral pra marmanjo nenhum colocar defeito. São três músicas apenas, infelizmente, que não chegam aos 15 minutos.

O álbum abre com a faixa título ‘It’s More Than Rock and Roll’, e tem tudo para ser um hino de ode ao Rock, bem cadenciada e com refrão marcante, ‘Back Off’ se inicia com um riff marcante, aquele tipo de som que você vai ouvir, em casa, no celular, no show, em bares com temática rock e bangear sem perceber, simplesmente contagiante.

O curto registro fecha com ‘We’re All Metal’, mais cadenciada do que as anteriores mas mantendo aquela chama do verdadeiro Rock pesado, matadora e que vai fazer a alegria de quem for aos shows. O único defeito deste registro é o curto tempo, que deixa o ouvinte com aquela sensação de “quero mais”, se o full lenght trilhar pelo mesmo caminho, com certeza já terei um dos meus favoritos na lista de álbuns internacionais do ano. Nota: 10.

Faixas:

1. It’s More Than Rock and Roll
2. Back Off
3. We’re All Metal

 

Soulspell-The-Second-Big-Bang

E a saga iniciada em 2006, pelo baterista Heleno Vale, chega ao seu quarto registro. Mais uma vez, reunindo uma constelação de talentos nacionais e internacionais, o Soulspell, traz ao ouvinte um Power Metal, mesclando-se com o Melódico e o Épico, tudo feito com muito esmero para não cair nos clichês, as vezes maçantes, inerentes ao estilo.

O álbum já atraía a atenção conforme seus singles foram disponibilizados, a saber: ‘Dungeons And Dragons’, ‘Horus’s Eyes’ e ‘Father And Son’. Tanto o material gráfico quanto a sonoridade das músicas mostravam o quão grande seria o produto final.

Os membros regulares do projeto, além do citado Heleno Vale, são Jefferson Albert (Vocal), Daisa Munhoz (Vocal), Pedro Campos (Vocal), Victor Emeka (Vocal), Talita Quintano (Vocal), Daniel Guirado (Vocal/Baixo), Leandro Erba (Guitarra), Sérgio Pusep (Guitarra) e Rodrigo Boechat (Teclados). Na lista de convidados temos: Andre Matos (Vocal), Arjen Lucassen (Vocal), Blaze Bayley (Vocal), Dani Nolden (Vocal), Eduardo Ardanuy (Guitarra), Fábio Laguna (Teclados), Fabio Lione (Vocal), Frank Tischer (Teclados), Jani Liimatainen (Guitarra), Kiko Loureiro (Guitarra), Markus Grösskopf (Baixo), Oliver Hartmann (Vocal), Ralf Scheepers (Vocal), Tim “Ripper” Owens (Vocal), Timo Kotipelto (Vocal), Tito Falaschi (Baixo/Guitarra), as gêmeas Cammile e Kennerly (Harpas).

Pelo nível dos envolvidos, você já pode notar a dificuldade em destacar pontos específicos, pois todos são extremamente competentes. Mesmo com a dificuldade, cito as contribuições de Jefferson Albert e Andre Mattos em ‘The Second Big Bang’, Ralph Scheepers e  Dani Nolden em ‘Horus’s Eye’, Timo Kotipelto e Daísa Munhoz, em ‘The End You’ll Only Know At The End’ como os momentos que mais me agradaram. No instrumental, foi bom ouvir algo novo de mestres como Eduardo Ardanuy, Jani Liimatainen e Fábio Laguna. Obviamente não posso deixar de enaltecer o autor das músicas, Heleno Vale.

O registro traz aquela aura épica dos subsequentes álbuns do Soulspell, e a impressão é que o tempo passa bem rápido ao longo dos pouco mais de 60 minutos de gravação. Além de dez músicas inéditas, “The Second Big Bang”, ainda traz duas releituras para músicas do primeiro álbum, “A Legacy Of Honor” (2008), ‘Soulspell’ e ‘Alexandria’. Um produto nacional, que não deve nada as “Metal Opera” gringas, com certeza figurará como um dos destaques do metal nacional em pesquisas nas mídias especializadas.  Nota: 09.

The Second Big Band Track List:

1. Time to Set You Free
2. The Second Big Bang
3. The End You’ll Only Know at the End
4. Dungeons and Dragons
5. Horus’s Eye
6. Father and Son
7. White Lion of Goldah
8. Game of Hours
9. Super Black Hole
10. Sound of Rain
11. Soulspell (Apocalypse version)
12. Alexandria (Apocalypse version)

Hellish War: “Defender Of Metal”

Publicado: 23/06/2017 por Pedro Mello em News, Resenhas CD's, Uncategorized
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Em 2001, a banda Hellish War, Campinas – SP, lançava seu primeiro álbum, “Defender Of Metal”. Após 15 anos, a banda relança o petardo e mostra o porque de estar na ativa até os dias atuais, quando muitas pararam pelo meio do caminho.

O álbum traz uma capa bem orgânica, nos remetendo a essência da NWOBHM, e sinceramente, pra mim isso é ótimo, pois já mostra que a intenção da banda era levantar e defender a bandeira do Metal tradicional. São 11 faixas, totalizando mais de uma hora de som.

O álbum abre com ‘Into The Battle’, uma introdução que nos leva para um ambiente pré batalha, que vem com o início de ‘Hellish War’, o som rápido e cavalgado nos leva aos tempos áureos do Heavy Metal, ‘We Are living For The Metal’ possui refrão marcante e que funciona muito bem ao vivo. 

‘Defender Of Metal’ é um pouco mais cadenciada do que as anteriores, assim como a épica ‘The Sign’. Como destaques ainda temos ‘Gladiator’, ‘Sacred Sword’ e ‘The Law Of The Blade’. Cada uma com uma característica bem próprias mas calcadas no bom Heavy Metal. 

O trabalho traz uma banda madura artisticamente, que logo em seu primeiro álbum, conseguiu sintetizar a essência do Heavy Metal. As músicas são bem formuladas, sem excessos, e que contagiam do início ao fim. O álbum foi sucesso de críticas no Japão e Europa. Após o segundo álbum, “Heroes Of Tomorrow”, a banda gravou um álbum ao vivo decorrente de um show na Alemanha durante o Razorblade Festival, mas isto são assuntos as próximas resenhas.

A gravação de “Defender Of Metal” contou com Roger Hammer (Vocais), Vulcano (Guitarra), Daniel Job (Guitarra), Gustavo Gostautas (Baixo) e Jayr Costa (Bateria). Hoje a banda está reformulada e além dos remanescentes Vulcano e Daniel Job, contam com Bil Martins (Vocais), Daniel Person (Bateria) e JR (Baixo) seguindo com a bandeira do Heavy Metal tradicional hasteada, com novos lançamentos e shows. Nota: 09

 

Tracklist:

01 – Into The Battle
02 – Hellish War
03 – We Are Living For The Metal
04 – Defender Of Metal
05 – The Sign
06 – Gladiator
07 – Into The Valhalla
08 – Sacred Sword
09 – Memories Of A Metal
10 – Feeling Of Warriors
11 – The Law Of The Blade

Terrorsphere: “Blood Path”

Publicado: 23/05/2017 por Pedro Mello em News, Resenhas CD's, Uncategorized
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O Terrorsphere vem de São Paulo e traz o mais puro Death Metal. Cru, violento, denso, sem rodeios, estes são adjetivos fáceis de se pronunciar ao ouvir a banda. “Blood Path”, já chama a atenção pela capa, digna de um pôster de filme de terror.

São cinco faixas, todas elas brutais, somando algo em torno de 22 minutos de destruição sonora e os responsáveis por isso são: Werner Lauer (Vocais / Baixo), Udo Lauer (Guitarra), Francisco Neves (Guitarra) e Victor Oliveira (Bateria).

O registro se inicia com ‘Assassinos’, a única faixa cantada em português, seguida por ‘War Curse’ e ‘Terror Squad’, apesar da selvageria imprimida pela banda, o som do Terrorsphere é muito bem feito, riffs e solos de guitarra se destacam, além de uma cozinha rítmica bem alinhada.

‘Blood Path’ e ‘Mind Control’ fecham o álbum mantendo a mesma urgência de como ele se iniciou. Inúmeras rodas se abrirão ao som do Terrorsphere, não será difícil a banda começar a despontar em shows no Brasil e alçar voos maiores. Nota: 09.

Tracklist

1. Assassinos
2. War Curse
3. Terror Squad
4. Blood Path
5. Mind Control

Dr. Kong: “Protagonista”

Publicado: 22/05/2017 por Pedro Mello em News, Resenhas CD's, Uncategorized
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Dr. Kong capa

Nunca julgue um CD pela capa. Você pode até achar que se trata de um álbum de música eletrônica ou dance, mas a proposta do Dr. Kong é resgatar a essência do Rock 80 nacional.

O trabalho é muito bem produzido e uma coisa que percebo a cada material que recebemos é que a cada dia que passa, as bandas vêm evoluindo, apostando em seus trabalhos, fazendo com que estes tenham um alto nível de produção e profissionalismo.

A banda é formada por Flávio de Carvalho (Vocal), Eliel Carvalho (Guitarra), Gustavo de Carvalho (Guitarra); Gustavo Silva (Baixo) e Wagner Arruda (Bateria) e mescla elementos de Rock e Blues, muito semelhante ao praticado por Frejat e o Barão Vermelho.

As faixas são inteligentes e de fácil assimilação. São 13 faixas, em um total de 49 minutos, que tratam de assuntos como civilidade, a essência humana, sociedade, emoções e comportamento. ‘Honoráveis Primatas’, ‘Indignação’ e ‘Rarefeito’ são exemplos claros disto.

O Dr. Kong é uma banda que facilmente conseguiria colocar um pouco de informação nas rádios FM, os fãs da finada cena da década de 80 e tudo o que ela representou, ficarão felizes em ouvir o Dr. Kong. Nota: 08.

Tracklist:
01 – Protagonista
02 – Fale Tudo
03 – Honoráveis Primatas
05 – Consciência
06 – Superficial
07 – Indignação
08 – Não Perca o Humor
09 – Rarefeito
10 – Passos
11 – Me Chame Essa Noite
12 – Por Sorte
13 – Metânoia