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Inanimalia: “A Message”

Publicado: 27/04/2018 por Pedro Mello em News, Resenhas CD's, Uncategorized
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Formada em Ribeirão Preto, São Paulo. A banda Inanimalia, lançou seu EP de estréia em Novembro de 2016, mas devido a contratempos diversos, só agora iniciou a divulgação de seu material.

O trabalho, intitulado, “A Message”, foi mixado e masterizado no KamikazEstudio. Originalmente as gravações foram feitas separadas, sendo as cordas gravadas em um home studio no Rio de Janeiro e a bateria e voz gravadas em Ribeirão Preto. A banda conta com Alessandra Lodoli (Vocal), Rafael Cazuza (Guitarra), Thales Carosia (Baixo), e Vagner Venâncio (Bateria).

Com quase 12 minutos de duração, “A Message”, traz um Death Metal vigoroso e sem frescuras. O registro abre com, ‘The Strain’. Após uma breve intro, a audição do ouvinte é inundada por riffs certeiros e cozinha rítmica avassaladora. Convite certo ao “banging”.

‘Spectre Of a Human Mind’ vem na sequência e mantém a pegada. A faixa conta com um clip bem interessante e pode ser achado facilmente no Youtube. ‘The Messenger’ fecha este excelente debut e mostra que a banda está preparada para voos mais altos.

Após a audição desta pérola, quem poderia imaginar que Alessandra é uma cantora lírica que estuda na Faculdade de Música da USP-RP? Devido aos vocais femininos e ao tipo de sonoridade é difícil não compararmos o Inanimalia com a atual fase do Torture Squad, porém a banda soa um pouco mais crua, o que não desmerece em nada a banda, apenas demonstra a personalidade que ela quer imprimir. Agradará facilmente aos fãs de música extrema.

Se quiser conferir o material acesse: https://www.youtube.com/watch?v=zEe9210Smzw. Confira o EP e aguarde, pois o full lenght deverá sair em breve.  Extremamente recomendado. Nota: 10

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Lançado pela Heavy Metal Rock, “Pest’ Ology” é o primeiro álbum da banda Somberland, formada em Criciúma, Santa Catarina. O álbum traz 9 faixas, sendo que 3 figuraram na demo, “Dark Silence Of Death” (2016).

A banda é formada por Diavolus (Guitarras), Dmortest (Guitarras), E. Nargoth (Vocais/Baixo) e W.A.G. (Bateria) e leva aos ouvintes, 40 minutos de destruição sonora. Assinando a arte da capa, temos o brasileiro Marcelo Vasco, que já contribuiu com nomes como Slayer, Kreator, entre outros. Já pela produção, os responsáveis foram a própria banda.

Somberland, mescla com maestria elementos clássicos do Black Metal a elementos do Death e passagens mais modernas em seu som. Isso faz com que as músicas possuam uma atmosfera sombria em seu decorrer.

Os destaques ficam para a faixa de abertura, ‘Pest’ Ology, ‘Dark Silence Of Death’ e ‘Into The Front’, que inclusive possui clip. Banda bem desenvolta e de excelente qualidade, produção limpa e de alto nível. Nota: 09.

Adquira em: https://hmrock.com.br/

 

Faixas:

01- Pest’ Ology
02- Fallen Angel
03- Forever Dark Wood
04- Dark Silence Of Death
05- Wrath Of The Tyrant
06- Into The Front
07- Sadistic Instincts Arise
08- … When The Future No Matter

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Mais um lançamento da Heavy Metal Rock, Motherwood é o auto-intitulado debut álbum da dupla formada por Guilherme Malosso, responsável pelos vocais e todos os instrumentos da banda, e Yuri Camargo, a cargo dos sintetizadores, sons ambientes e quaisquer outros ruídos encontrados nas músicas.

Além da dupla tocar, escrever e desenvolver todo o conceito por trás da banda, a mesma é também responsável pela gravação, masterização e mixagem do álbum. O que deixou o produto final minuciosamente primoroso.

O álbum se inicia com ‘Sadness’ e como o próprio nome sugere, o som é denso, melancólico e soturno. Melodias arrastadas com alguns toques de modernidade e Doom Metal. ‘Despair’ vem na contramão da faixa de abertura, rápida, com uma pegada que remete a urgência, vocais rasgados e uma bateria destruidora. 

A atmosférica, ‘Solitude’, vem na sequência, a faixa lembra um pouco a sonoridade de bandas como Satyricon (NOR), pesada e envolvente. ‘Coldness’ retoma a velocidade, mesmo com momentos mais cadenciados, a música é uma verdadeira britadeira em seus tímpanos, que linha de baixo. 

‘Trauma’ mantém a linha de ‘Coldness’ e conta com inserções minuciosas de teclado para criar o clima perfeito para a música. ‘Faithlessness’ tem início um pouco mais cru,  mas que logo desencadeia em uma mistura homogênea de peso e melodia, muito bem produzida. ‘Fear’ é uma faixa instrumental, completamente atmosférica que fecha o álbum magistralmente como uma moldura que realça e conecta todo o conceito do álbum.

A simplicidade em nomear as músicas com nomes de sentimentos fora genial, assim como o trabalho gráfico realizado por Pablo Ardito. Simples, direto e eficaz. Incrível como cada nome se conecta a sonoridade apresentada em cada uma das faixas. São pouco mais de 40 minutos de Black Metal embebidos em sentimentos e inspirações diversas que tornam tudo uma grande ode a escuridão. Nota: 09.

Adquira em: https://hmrock.com.br/

 

Faixas:

1- Sadness
2- Despair
3- Solitude
4- Coldness
5- Trauma
6- Faithlessness
7- Fear

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“Keep On Naked” é o EP, lançado em 2017, da banda Threesome. O quinteto de Campinas (SP) traz em seu segundo trabalho três canções com elementos que vão desde o Rock 60 ao Indie Rock.

O registro foi lançado após três anos desde o lançamento do debut da banda, “Get Naked”, e traz em suas fileiras Juh Leidl (Vocais), Fred Leidl (Guitarra/Piano), Bruno Manfrinato (Guitarra), Bob Rocha (Baixo) e Henrique Matos (Bateria). O EP foi lançado em paper sleeve e assim como no álbum de estréia, traz arte da própria Juh Leidl.

A masterização e mixagem ficaram a cargo de Maurício Cajueiro, que entre outros artistas, já trabalhou com Steve Vai, Gene Simmons e Glenn Hughes.

Se você fez alguma relação com o nome da banda ao termo usado em ambientes mais, digamos, sexuais, você está redondamente correto. A banda trata de assuntos ligados a sexualidade, mas não soa suja, muito pelo contrário, letras e músicas são de extremo bom gosto.

O álbum abre com a rocker ‘Sweet Anger’ e mostra grande performance de Juh, a levada da música é um convite ao ouvinte se levantar e dançar, curtição garantida.

‘My Eyes’ traz Fred aos microfones, o guitarrista canta vocais maliciosos, enquanto o instrumental mantém a pegada impressa pela banda. Já ‘ERW’, vem com um início mais demorado, com um toque mais Bluesy, Juh está de volta aos vocais e a cozinha rítmica faz com que  a música tenha o movimento correto.

“Keep On Naked” soa coeso, a produção de Cajueiro ficou excepcional e enalteceu todas as qualidades da banda, tudo soa com muita perfeição e ao mesmo tempo muito orgânico. Som pra curtir, só peca por ter apenas 11 minutos de duração. Nota: 08.

Para conhecer mais a banda, acesse: www.3somerock.com ou http://www.somdodarma.com.br/ .

Faixas:

1- Sweet Anger

2- My Eyes

3- ERW

 

 

 

Matakabra: “Prole”

Publicado: 20/11/2017 por Pedro Mello em News, Resenhas CD's, Uncategorized
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Já contando com uma certa fama no underground nordestino, os pernambucanos do Matakabra, apresentam neste curto EP, “Prole” (2016), um som agressivo, tendo como base elementos do Death, Black Metal com flertes ao Hardcore.

Tendo passado por alguns momentos estressantes na gravação de seu primeiro EP, os músicos Rodrigo Costa (Vocal), Bloco Paiva (Guitarra), Fernando Marques (Guitarra), Rafael Coutinho (Baixo) e Theo Espíndola (Bateria), optaram por serem os responsáveis por toda produção do registro.

“Prole”, traz três faixas que totalizam pouco mais de onze minutos. O trabalho traz arte de Felipe Vaz Luza, que sintetiza em uma única imagem as três faixas. A banda ainda conta com a participação de Bruno Saraiva nos teclados.

A primeira faixa é ‘Executa’, que abre o trabalho de forma agressiva, tendo como tema, o Estado e as políticas negligentes. O som é pesado, com vários elementos, mas com gravação limpa e acima da média.

‘Pesadelo’ é a segunda música do registro e mantém a sonoridade de ‘Executado’, a faixa fala dos perigos da vida em sociedade. A cadência da música é perfeita para ser executada ao vivo. Uma verdadeira “quebra pescoço”.

Fechando o registro temos a faixa título, ‘Prole’. Com um inicio um pouco mais melódico que acaba desencadeando na porradaria sonora do Matakabra.

Faixas com teor político social, que exprimem os sentimentos da maioria dos brasileiros, aliados a guitarras afiadas e bateria insana. Altamente recomendado. Nota: 08.

Faixas:

01. Executado
02. Pesadelo
03. Prole

Affront: “Angry Voices”

Publicado: 18/10/2017 por Pedro Mello em News, Resenhas CD's, Uncategorized
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A banda carioca Affront é formada por dois ex-integrantes da lendária banda de Black Metal carioca, Unearthly: Marcelo Mictian (Vocal / Baixo) e Rafael Rassan (Guitarra), a bateria na gravação do álbum ficou a cargo de Jedy Nassay, que fora substituído por Thiago Caneda.

Não se apegando a comodidade, Mictian e Rassan, abordam em “Angry Voices”, primeiro trabalho da banda, uma sonoridade baseada no Death Metal com elementos de Thrash, bem diferente do que a dupla fazia no já citado Unearthly.

Com a bagagem dos músicos envolvidos, era certo de que o álbum soasse bem arrumado dentro da proposta da banda, a dupla Mictian e Rassan assina a produção e o trabalho gráfico ficou a cargo do experiente Marcelo Vasco, que trabalhou com bandas do porte de Slayer, Borknagar, Machine Head e outros. O álbum apresenta doze faixas, chegando aos 35 minutos de duração.

‘Scum Of The World’ é uma excelente faixa de abertura, foi o cartão de visitas da banda, sendo o primeiro lyric vídeo disponibilizado nas redes sociais, pesada, veloz e situa bem o ouvinte a sonoridade da banda, o solo limpo de guitarra é um dos destaques, ‘Angry Voices’, mantém o peso, seguida por ‘Affront’ e ‘Conflicts’.

As quatro primeiras faixas, mostram Mictian muito a vontade nos vocais com linhas precisas de baixo, Rassan com riffs inspirados e Nassay com uma bateria que mais parece uma britadeira. A temática da banda até o momento se baseia nas mazelas políticas que o povo brasileiro sofre.

‘Terra Sem Males’ é a primeira faixa instrumental do álbum, soa como um momento de calmaria antes da tempestade. Com vários instrumentos de percussão indígena, todos executados por Mictian, a faixa tem como inspiração a escravização imposta à tribo dos índios Guaranis, escravizados após a guerra entre Brasil e Paraguai. ‘Mestre Barro’, traz elementos regionais nordestinos aliados ao peso do Death Metal, é uma homenagem ao artista Mestre Vitalino. Vitalino é um grande escultor nordestino, que tinha o barro como matéria prima de suas obras, hoje espalhadas e reverenciadas ao redor do mundo em lugares como Viena, Paris e Áustria, além do Brasil.

‘Religions Cancer’, não precisamos falar do que se trata, é auto-explicativo, ‘Under Siege’ é um pouco mais direta, com elementos de Thrash mais aparentes e é um dos carros chefes do registro. ‘Carved In Stone’ tem uma sonoridade um pouco mais lenta do que as demais, a letra é bem particular para Marcelo Mictiane, fala sobre o recomeço da banda, os novos desafios a serem enfrentados. Os solos melódicos de Rassan acrescentam muito a música.

‘Wartime Conspiracy’ segue a proposta imposta pela banda, ‘Echoes Of Insanity’ é mais uma faixa instrumental, bem curta, o dedilhado de violão prende o ouvinte. A última faixa do registro trata-se da “repetição” de ‘Under Siege’, com uma adição, Marcelo Pompeu (Korzus) se une a Mictian nas linhas vocais, engrandecendo mais ainda a força do trabalho.

“Angry Voices” é indicado para os apreciadores de um Thrash / Death pesado, bem trabalhado e matador e atual. Longa vida a Affront. Nota: 09.

 

Faixas:

01. Scum Of The World
02. Angry Voices
03. Affront
04. Conflicts
05. Terra Sem Males (Guerra Guaranítica)
06. Mestre Barro
07. Religions Cancer
08. Under Siege
09. Carved In Stone
10. WarTime Conspiracy
11. Echoes Of The Insanity
12. Under Siege (Participação Especial: Marcelo Pompeu)

 

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É muito legal ver boas e promissoras bandas surgindo de cada Estado do Brasil. Desta vez, vamos falar um pouco da banda Heavenless, a banda vem do Rio Grande do Norte e apresenta seu primeiro álbum, “Whocantbenamed” ou “Who Can’t Be Named”.

O álbum chama a atenção pela arte sombria exposta na capa, que já indica o que estamos prestes a ouvir, peso, muito peso. A banda é formada por Kalyl Lamarc (Vocal / Baixo), Vinicius Martins (Guitarra) e Vicente (Bateria).

‘Enter Hades’, abre as portas do Inferno para o ouvinte, som pesado, sem firulas ou rodeios, direto e certeiro. Uma perfeita união entre o Death e o Thrash Metal. Já posso imaginar rodas e rodas se abrindo com a execução dessa música. Sem tempo para respirar, ‘Hopeless’, mantém o atropelo iniciado em ‘Enter Hades’, a faixa é o segundo single do álbum e ganhou um vídeo bastante reflexivo, é só procurar no Youtube.

“The Reclaim’ é uma faixa mais cadenciada e chega a flertar com o Doom Metal, som arrastado e obscuro, dando continuidade temos ‘Hatred’, o primeiro single apresentado pela banda, e ‘Soothsayer’, ambas apresentam o som pesado característico do Heavenless, como nas primeiras faixas.

O registro segue com ‘Odium’, mais uma que deve funcionar bem ao vivo e massacrar o pescoço do ouvinte. ‘Deceiver’ e ‘Point-Blank’ encerram o álbum mantendo a agressividade imposta pelo trio.

Produção primorosa, músicos e execução bem acima da média, com certeza a banda tem tudo para trilhar um caminho bem sucedido, vocais agressivos, cozinha marcante e riffs pesados, mistura certeira para um trabalho de qualidade. Nota 09.

 

Faixas:

01. Enter Hades
02. Hopeless
03. The Reclaim
04. Hatred
05. Soothsayer
06. Odium
07. Uncorrupted
08. Deceiver
09. Point-Blank