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12.jpgA Free Pass Entretenimento confirmou a tour da banda alemã de heavy metal ACCEPT no Brasil para Novembro de 2017. 

Os shows fazem parte da turnê “The Rise of Chaos World Tour 2017/18”, e passará por seis capitais brasileiras: 

São Paulo – 9 de Novembro, Quinta-feira, no Tom Brasil (c/ Anthrax) 
Fortaleza – 10 de Novembro, Sexta-feira, na Barraca Biruta 
Rio de Janeiro – 11 de Novembro, Sábado, no Teatro Rival Petrobras 
Belo Horizonte – 12 de Novembro, Domingo, no Music Hall 
Curitiba – 14 de Novembro, Terça-feira, na Ópera de Arame 
Florianópolis – 15 de Novembro, Quarta-feira, no Teatro CIC 

Formada atualmente por Mark Tornilo (vocal), Wolf Hoffmann (guitarra), Uwe Lulis (guitarra), Peter Baltes (baixo) e Christopher Williams (bateria), o grupo alemão promete tocar seus maiores clássicos, além de algumas surpresas. 

Mais em: 
http://www.acceptworldwide.com 

Informações sobre ingressos, locais, horários e demais em http://freepass.art.br/shows/accept-no-brasil-2017/ 

Fonte: Free Pass Entretenimento

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O ano de 2016 será um ano para os bangers cariocas guardarem na memória. Se antes havia a reclamação de que eventos não eram realizados na cidade, 2016 mostrou o potencial para o Rock e suas vertentes. Nomes consagrados, bandas clássicas, novos nomes emergentes, bandas cariocas de qualidade surgindo, tudo isso abrilhantou o ano.

Mas a chamada “cereja do bolo” ainda está por vir. No mês de Novembro (dias 05 e 06), acontecerá o Rio Rock Festival: Hell In Rio. O Terreirão do Samba (Centro-RJ) será invadido pelo bloco da “camisa preta” e consolidará que o Rio, é sim, uma cidade Rock.

Conversamos com o produtor Eduardo Chamarelli sobre a confecção do evento, atrações e lógico… o cast matador do evento. Confira a mais esta exclusiva.

Bem, o Hell In Rio provavelmente é o maior festival dedicado ao Rock pesado e Heavy Metal que a cidade já abrigou. Como foi o desenvolvimento dessa idéia?

Se considerarmos um festival desse porte com bandas nacionais, sem dúvida este é um dos maiores do Brasil. A ideia nasceu da vontade de mudar a cara das coisas. Hoje está tudo com o mesmo formato, as mesmas bandas, o mesmo preço, os mesmos locais, o mesmo público.  Ou são shows nas casas já tradicionais ou festivais gigantes, caros, que não tem o metal nacional como foco. Queríamos mudar isso, tirar a galera da zona de conforto, levar o rock para lugares onde o público não está acostumado.

Outra vontade era de que os fãs produzissem o festival junto com a gente. Fizemos uma consulta na página da rede social do evento onde mais de 20 mil pessoas sugeriram mais de 200 bandas. Dessas sugestões saiu nosso Line Up. Perguntamos ainda qual seria o valor justo para o ingresso de um grande festival, e o menor preço sugerido no período da pesquisa foi R$ 80. Lutamos muito para poder manter este valor, ajustando à ideia da meia social, com doação de 1kg de alimento. Mesmo assim, querendo melhorar, estamos vendendo o passaporte para os 2 dias a R$ 120,00 no primeiro lote.

Existiram muitos entraves burocráticos?

O mais difícil foi conseguir um local para o evento na data que queríamos por conta do calendário olímpico na cidade. Isso acabou jogando o festival mais para o final do ano.

Mas a ajuda da RioTur e da Associação dos Barraqueiros do Terreirão do Samba foi fantástica. Mesmo com a olimpíada vimos muita boa vontade deles em ajudar o evento a acontecer.

Serão dois dias de música no Terreirão do Samba. Como se deu a escolha do local, visto que é uma área historicamente voltada a outros estilos musicais e eventos?

Um dos shows mais famosos que produzimos foi o Kreator, em 92, na quadra da Estácio de Sá, e foi uma experiência que entrou para a história do RJ. No Rio aconteceram shows fantásticos em locais inusitados. Daí a ideia do Terreirão do Samba, que é um lugar fantástico e com uma estrutura maravilhosa, cravado no centro do Rio de Janeiro. Com acesso fácil vindo de qualquer lugar do mundo! Vemos muitos eventos grandes em São Paulo com este formato em lugares como o Sambódromo de lá.

Fugindo de qualquer tendência mais comercial, o cast do Hell In Rio só contará com bandas nacionais. Como chegaram a esta decisão?

Primeiro que o Rio Rock Festival – HELL IN RIO não nasceu para ser apenas um festival, mas para definir um novo conceito. Queremos incentivar as bandas, cariocas e de outros estados, a fazer rock. Movimentar e fomentar a cena cultural. Isso aconteceu muito bem na época de nascimento do Circo Voador. Todo mundo queria tocar ali.  Acreditamos nisso e queremos valorizar de fato o que temos de bom no país. Este cast que montamos conta com as melhores bandas do país na atualidade e ainda abriu espaço para grandes revelações.  A nova geração sofre com um paradoxo que é ter informação em excesso, mas buscar de forma cada vez mais superficial se aprofundar nas coisas. Queremos envolver esse público, faze-los participar e se envolverem com a cena. Quanto às bandas gringas todo mundo adora, chama a atenção para o evento, mas não era a nossa prioridade neste projeto. Nossa prioridade é mostrar que podemos fazer um festival gigante sem nenhum nome de fora, mostrar que temos nomes tão grandes quantos os das bandas gringas. E acredito que temos até melhores!!!

Quanto a ir contra as tendências comerciais isso não se resume só com o line up. O preço do ingresso se fosse pra ser “comercial” seria, no mínimo, o dobro. Implantamos o ingresso social onde a pessoa doa 1 kh de alimento e paga meia entrada. A bebida será tabelada com valor baixo, nada de preço desses grandes festivais que cobram uma fortuna por cerveja e água.

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Paulo Motta (Garibaldi Produções), Cristina (THC Produções), Flavio Pascarillo (HR Estúdio), Themys Barros (THC Produções), Felipe Barcelos (Barcelos Produções), Eduardo Chamarelli (THC Produções) e Marcio Barroso (THC Produções).

 

Um outro ponto interessante é a variedade de estilos das bandas que estão sendo escaladas no cast do festival. Temos bandas de Rock/Blues a bandas de Thrash/Death. Como foram escolhidas as atrações do Hell In Rio? Pelo que vi no cast apresentado, houve uma preocupação em unir novos nomes as bandas mais clássicas. Estou certo?

Exato. Queríamos unir o atual com o consagrado. Misturar estilos. A galera está muito segmentada. O rock tem várias vertentes e todas são muito legais. Não tem limitação nenhuma em curtir o show do sepultura e do velhas virgens. O importante é a galera se divertir. Este line up é quase que a história da música pesada no país nas últimas décadas. Alí tem punk, blues, hardcore, metal, heavy metal, e mais que qualquer rotulo desses, tem qualidade musical, diversão, atitude, e tudo mais o que se procura em um evento de rock.

Antes do evento ganhar a proporção que tem atualmente, foram feitas algumas votações sobre as bandas no Facebook. O quanto isso influenciou nas escolhas?

100 por cento!!! Todas as bandas convidadas, sem nenhuma exceção, foram sugeridas naquela pesquisa. Como dissemos, a idéia era que o festival fosse construído pelo público, e assim foi feito! Cada um que participou das pesquisas, ou que vai aos shows, pode se considerar produtor de uma parcela do HELL IN RIO. É uma festa construída por várias mãos e pensada por várias cabeças. O resultado só é bom quando o trabalho é coletivo.

O cartaz do evento traz uma imagem forte e que dá margem a várias interpretações. Como ela foi concebida e qual o significado dela para vocês?

O rock tem a tendência de chocar, chamar a atenção. Não tem nada ali que os filmes de Hollywood já não fizeram dezenas de vezes, e com a mesma ideia: chamar a atenção do público!

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Além das bandas, que outras atrações os fãs irão ter?

Haverá o lançamento exclusivo de um grande projeto musical, que é o clipe do REC/ALL, banda formada pelo carioca Rod Ross com integrantes de bandas como Angra, Almah e Tribuzzi. Podemos fazer o mesmo com algumas outras bandas, estamos avaliando. Haverá estandes para entretenimento, mas ainda estamos negociando isso. O apresentador do festival será um grande nome da cena rock nacional, o que também é uma atração à parte. Mas o que a galera mais está elogiando é a ideia de ter cerveja e comida barata no evento. Todo mundo está cansado de ir a shows e pagar caro pela cerveja. Estamos negociando com os possíveis patrocinadores para ter uma cerveja com preço quase de custo, o mais barato possível.

Senhores, esperamos que o evento seja um enorme sucesso e parabenizamos vocês pela iniciativa. O Hell In Rio já pode ser considerado um divisor de águas na cidade. Por favor deixem suas mensagens aos fãs que esperam ansiosos por novembro. Nos vemos lá!

O que mais está nos motivando neste projeto é a resposta do público, das bandas, da cena local. A galera do RJ pedia a muito tempo por um show desses. Já consideramos uma grande vitória chegar a organizar algo assim com a ajuda da galera. Então esperamos que, para fechar com chave de ouro, a galera que curte um bom rock’n roll compareça nos dias 05 e 06 de novembro para podermos consolidar este festival no calendário de eventos do Rio de Janeiro. Contamos com vocês. Nos vemos no HELL!!!!!!

Para conferir os valores de ingressos, onde comprar e a lista de atrações acesse: Hell In Rio

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Após dez anos desde o lançamento de “A Dream At The Sun”, a banda carioca Endless tem seu aguardado retorno com “The Truth, The Chaos,The Insanity”. Conversamos com Sergio Sanchez (Bateria), Rey Araujo (Baixo), Marcio Brito (Teclado) e Vitor Veiga (Vocalista) sobre o lançamento na Europa e Japão, a procura de uma parceria para o lançamento no Brasil, o porque desta lacuna da banda e muito mais. Confira a mais esta exclusiva do RioMetal Press.

“The Truth, The Chaos,The Insanity” é o terceiro álbum do Endless e vem após um hiato de 10 anos desde o lançamento de “A Dream At The Sun”. O que ocasionou esta lacuna entre os dois álbuns?
Sergio Sanchez: Na verdade tivemos 2 grandes hiatos de tempo entre o primeiro e segundo álbum, e o segundo e o terceiro álbum.
Falando desse último, depois do lançamento do A DREAM AT THE SUN (Japão) “parte da banda” não manifestou muito interesse em dar continuidade, e “desistimos” na época, sem quem não queria participar mais, mas o tempo passou e a vontade de voltar a compor e tocar juntos estava lá “congelada no tempo”.

Um fato interessante é que a banda traz quase em sua totalidade a formação do primeiro álbum, “Eternal Winds”. Com exceção de Leandro Monteiro substituído por Luciano de Souza. Como foi esse reencontro?
Sergio Sanchez: Exatamente, temos nesse álbum então todos os integrantes que queriam muito fazer parte da “VOLTA”. Leandro Monteiro (Pimenta) chegou a fazer parte no inicio das gravações, mas não deu continuidade.

Como se deu a escolha de Luciano?
Sergio Sanchez: Vitor e Eu, iniciamos as composições desse álbum 3 anos antes de ser lançado, precisávamos de um guitarrista que substituísse nosso antigo compositor. Sabíamos do talento e potencial dele, fizemos o convite, que foi aceito imediatamente. Nós conversamos sobre o conceito das músicas e rapidinho ele já estava no comando dos riffs (risos). Hoje Luciano é o maior compositor do ENDLESS.

Aproveitando este retorno dos antigos membros da banda, do que se recordam da gravação de “Eternal Winds”?
Sergio Sanchez: Na época do ETERNAL WINDS éramos garotos de 20 e poucos anos, com muitos sonhos e pouco dinheiro e tecnologia. Gravamos o álbum nós mesmos em casa.
Nossa gravadora na época nos deu (risos) 100 horas de gravação pagas em um estúdio. Resultado? Gravamos 2 musicas e o resto tivemos que aprender a fazer sozinhos. 

Foi nossa primeira experiência com produção! Por isso temos um álbum deficiente, mas com ótimas musicas…
Foi um grande aprendizado.
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Luciano de Souza, Sergio Sanchez, Marcio Brito, Vitor Veiga, Cristiano Moura, Rey Araujo.

Muita coisa mudou no processo de se fazer música entre “The Eternal Winds” e “The Truth, The Chaos, The Insanity”?
Sergio Sanchez: Sim, na época do ETERNAL WINDS não existia a internet, fazíamos música em ensaios, depois no A DREAM AT THE SUN foi composto praticamente todo pelo ex guitarrista da banda. 
THE TRUE THE CAOS THE INSANITY foi composto cada um na sua casa, enviando os arquivos pela internet para o outro completar suas partes, são outros tempos, a vida agora está mais fácil (risos).
Ao meu ver esse novo álbum é o que mais chega perto das nossas raízes.

O novo trabalho, se trata de um álbum conceitual. Como foi elaborada a história de “The Truth, The Chaos, The Insanity”?

Marcio Brito: A temática do álbum envolve as escolhas que cada um de nós faz e os caminhos aos quais elas nos levam, o que queremos realizar em nossas vidas e muitas vezes somos forçados a desistir mesmo que momentaneamente. A personagem principal é um menino que se vê dividido entre esses questionamentos, mas representa cada um de nós que tenta alcançar o equilíbrio entre alcançar um sonho e viver a realidade tal como ela é.

O álbum saiu primeiramente na Europa e Japão. Como tem sido o retorno das mídias e do público?
Rey Araujo: As distribuidoras do Japao e da Europa tem trabalhado num ritmo médio. Com poucos investimentos em Marketing. Mas ainda assim, houve algumas avaliações muito positivas em países da Europa… Do japão não sei se foram positivas ou negativas, pois tudo que achamos lá estava escrito em japonês e nem o tradutor do Google conseguiu traduzir… (risos).
Mas no geral as criticas foram positivas.
Aqui nas Américas é que a coisa não anda muito. A mídia  só fala das grandes bandas lá de fora, e das grandes daqui, não dão muito espaço para bandas de menor expressão. O que, particularmente, considero um tiro no pé…

Existe previsão para o mercado nacional? Já ouvi muita queixa sobre não haver uma maior disponibilidade do “A Dream At The Sun” (risos).
Rey Araujo: Então… Estamos negociando com duas distribuidoras para as Américas, mas não há nada definido ainda. A previsão é de se ter algo apenas para o primeiro semestre de 2017.
Marcio Brito: Estamos percorrendo todos os caminhos possíveis para que o lançamento nacional ocorra dentro das melhores condições possíveis, dando visibilidade a banda dentro do nosso país.
Sergio Sanchez: Estamos sempre recebendo pedidos de Cd dos nossos fãs Brasileiros, sabemos bem como é essa “queixa”, inclusive se alguém tiver interesse em lançar o THE TRUE THE CAOS THE INSANITY , no Brasil , entrem em contato.


A sonoridade do álbum traz uma banda um pouco mais agressiva mas sem perder os elementos melódicos que consagraram a banda. Algo em particular ocasionou isso?
Sergio Sanchez: Sim, ao meu ver dois fatores:
A entrada de um novo guitarrista com seu estilo próprio somado ao nosso, e a forma de compor as músicas, um contribuindo na música do outro, coisa que não havíamos feito no álbum anterior, mas como foi dito, mantemos a assinatura ENDLESS nas composições novas.

A banda encontra-se em fase de produção de um clipe. Podem adiantar qual a música escolhida? E como está sendo o processo de confecção do vídeo?
Rey Araujo: A música escolhida foi “BLACK VEIL OF MADNESS”. Escolhemos um parque aquático abandonado no Rio de Janeiro e gravamos na madrugada pra dar um clima sombrio. Atualmente o clipe está em fase final de edição e a previsão de lançamento é segunda quinzena de outubro.

Sergio e Vitor, como membros permanentes desde o início da banda, como veem a evolução do ENDLESS desde seu primeiro lançamento ao momento atual?
Vitor Veiga: No primeiro álbum, “ETERNAL WINDS”, éramos muito novos e inexperientes, mas tínhamos muita vontade.
Cometemos erros e acertos. As canções salvaram o trabalho e muita gente se identificou com o som apesar da qualidade sonora e da execução estar prejudicada. No segundo álbum há claramente um salto na qualidade, traz um conceito, letras mais profundas. Foi também um álbum distante do primeiro que, se não me engano, tem distância de 5 anos entre eles. Ele também só foi lançado depois de 3 anos. No “THE TRUTH” já voltamos com uma outra energia mais renovada, buscando fazer aquilo que gostaríamos de ouvir no ENDLESS. É também um trabalho conceitual (particularmente tanto eu quanto o Marcio gostamos de criar histórias e críticas à sociedade). Acho que ele reflete a soma desse time que temos agora. Cada qual com seu talento.
Essa soma dá essa liga que temos agora.  Eu costumo repetir que esse último álbum tem um pouco da alma do primeiro com a qualidade do segundo. Mas sonoramente está com mais punch e mais vibrante. E já tem muita coisa boa nova vindo por aí. Já estamos discutindo terrenos novos a explorar na sonoridade da banda.

Pra fechar, quais os próximos passos da banda, o que os fãs podem aguardar do Endless?
Sergio Sanchez: Estamos tentando licenciar o “THE TRUTH, THE CHAOS, THE INSANITY”  no Brasil mas até agora não fechamos lançamento nacional, somente Japão e Europa. Acabamos de filmar nosso primeiro vídeo clipe, que deve ser lançado em novembro de 2016. Ainda pretendemos gravar outro clipe com música desse álbum em 2017 e já estamos compondo e gravando o quarto álbum. Já temos aproximadamente 5 músicas gravadas, e prometemos não deixar tanto tempo entre o terceiro e quarto álbum.
Rey Araujo: Além disso, estamos buscando uma maior divulgação nas Américas via meios digitais como Spotify e Soundcloud. quem quiser conhecer o novo álbum pode procurar lá, além do nosso site.
Conseguindo alcançar um nível maior de audiência, vamos iniciar uma série de shows. 
Para ter acesso a tudo do ENDLESS, a galera pode acessar www.endlessmetal.com.

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Ariën van Weesenbeek.

Next October will take place in Brazil the EpicMetalFest. A festival lined up by Epica, will have its first edition in Brazil. I think many may ask: “Why in Brazil?”

Ariën: Yes, correct. I can imagine people might wonder why we organized EMF in Brazil. It seemed like a great opportunity for us, and I’m sure that the Brazilian Epica-fans are happy that there will be a festival organized by their favorite band. Brazil’s a great country to play shows, and we’re really looking forward to play in Sao Paulo!

How was the choice of the bands that will be at the event?

Ariën: The choice was kinda difficult, but after some brainstorming, eventually we came up with a cool list of names that we’d like to have on our festival. I’m pretty positive that there’s something for everybody’s taste of music.

The event will also mark the release of “The Holographic Principle,” eighth studio album of the band. Before we talk about the musics, we would like to know how was defined the Stefan Heilemann’s art to illustrate the album?

Ariën: First of all, it was clear to us that we wanted to work with Stefan again, since he’s an extraordinary artist and designer. What we did was present him some basic ideas, and he started working from there. He tried several versions and directions, and after some time he amazed everyone of us with the final result! Best of our album covers so far I think!

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“The Holographic Principle”

What is the meaning of the title “The Holographic Principle”?

 

Ariën: The meaning is that we’re living in this world, but it could very well be possible that we’re living in a big illusion and hologram, and we’re not aware of our real life or existence. We make ourselves believe that this world is the real one, but we might be mistaken and might be somewhere else. That’s the holographic principle – bit science fictional, haha.

I can’t stop thinking about the concept of the film “The Matrix” in relation to the concept of “The Holographic Principle.” There is some kind of influence between the film and what is expressed on the album?

Ariën; Yeah, me too! It’s a cool concept, and I’m a big Matrix-fan myself! The movie doesn’t have a direct influence, but of course the subjects are in strong relation to each other. It’s kinda wicked; imagine we’re playing our show on EMF, and the fans are having a great time enjoying the show, but actually we’re all plugged in a computer in real life… damn that would be something! I mean; the beer you’re drinking wouldn’t be a real beer!! We can’t have that!

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Ariën van Weesenbeek.

The first track released was “Universal Death Squad”. How was the receptivity of the band by the fans?

Ariën: Very positive! I think that a lot of people weren’t expecting this, haha.

I think it’s a very strong song and brings all the elements that the band has been exploring in his career. How was the album’s songwriting process?

Ariën: We all started writing songs at home to come up with the basic ideas. Then we threw all kinds of ideas and music to each other, and try to make the songs and ideas better every time.
Eventually, our producer Joost Van den Broek came in the picture and together we arranged all the songs to a good basic form. Then we got together and started jamming and rehearsing, improving the songs. This whole process was very inspiring and I personally had a great time putting my songs, guitar riffs, and drum parts together!

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Rob Van Der Loo, Ariën van Weesenbeek, Coen Janssen, Simone Simons, Mark Jansen, Isaac Delahaye.

Epica have 13 years since the release of the first album, “The Phantom Agony”. In my opinion, a remarkable album. With so many changes in the music market, what is the fuel that feeds Epica’s flame?

Ariën: We just love what we do. The music and our passion for playing our music is what drives us. OF course, it’s beyond great that we have got so many fans worldwide, which is very rewarding and encouraging. This is what we do, and we love it!

Thanks a lot for this interview. Could you please leave a message for the fans who anxiously await the return of Epica to Brazil:

Ariën: We are looking very much forward to see all you Brazilian Epica-supporters back again! See you all at EMF Brazil 2016!!!!

 

Com 13 anos acumulados, desde o primeiro registro, “The Phantom Agony”, e de constante evolução, os holandeses do Epica, estão prestes a lançar seu oitavo álbum de inéditas, “The Holographic Principle”, e trazer para o Brasil o cultuado “Epic Metal Fest”, que acontecerá em São Paulo no dia 15 de Outubro.

Em meio a este turbilhão de acontecimentos, tivemos a oportunidade de bater um papo com o baterista, Ariën van Weesenbeek, para saber um pouco mais destas novidades.

Confira a mais esta exclusiva do RioMetal Press.
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Ariën van Weesenbeek.

No próximo mês de Outubro, acontecerá no Brasil o EpicMetalFest. Um festival capitaneado pela banda Epica. O evento terá sua primeira edição no Brasil. Acho que muitos devem se perguntar: “porque no Brasil”?

Ariën: Sim, correto. Imagino que as pessoas podem se perguntar por que organizamos o EMF no Brasil. Pareceu ser uma grande oportunidade para nós, e tenho certeza que os fãs brasileiros do Epica estão felizes por haver um festival organizado pela sua banda favorita. O Brasil é um grande país para fazer shows, e estamos realmente ansiosos para tocar em São Paulo!

Como foi a escolha das bandas que estarão no evento?

Ariën: A escolha foi um bocado difícil, mas depois de algumas reuniões para discutir as ideias, nós chegamos a uma lista legal de nomes que nós gostaríamos de ter em nosso festival. Estou certo de que haverá algo para todos os gostos de música.

O evento também marcará o lançamento de “The Holographic Principle”, oitavo álbum de estúdio da banda. Antes de falarmos sobre a música, gostaria de saber como foi definida a escolha da arte de Stefan Heilemann para ilustrar o álbum?

Ariën: Primeiramente, ficou claro para nós que queríamos trabalhar com Stefan novamente, já que ele é um artista e designer extraordinário. O que fizemos foi apresentar-lhe algumas ideias básicas, e ele começou a trabalhar a partir daí. Ele tentou várias versões e direções, e depois de algum tempo, ele espantou a todos nós com o resultado final! A melhor capa de nossos álbuns até agora, eu acho!

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“The Holographic Principle”

O que representa o título “The Holographic Principle”?

Ariën: O significado é que estamos vivendo neste mundo, mas pode muito bem ser possível que nós estejamos vivendo em uma grande ilusão, um holograma, e nós não estamos cientes de nossa vida real ou existência. Nós nos fazemos acreditar que este mundo é o real, mas podemos estar enganados e poderíamos estar em qualquer outro lugar. Esse é o princípio holográfico – um pouco de ficção cientifica, (risos).

Não posso deixar de pensar no conceito do filme “Matrix” em relação ao conceito de “The Holographic Principle”. Existe algum tipo de influência entre o filme e o que é retratado no álbum?

Ariën: Sim eu também! É um conceito legal, e eu mesmo sou um grande fã de Matrix! O filme não tem uma influência direta, mas é claro que os assuntos estão fortemente relacionados uns com os outros. É meio cruel; imaginar que nós estamos tocando no nosso show no EMF, e os fãs estão aproveitando bastante o show, mas na verdade estamos todos conectados em um computador na vida real … Seria uma droga! Quero dizer; a cerveja que você está bebendo não seria uma verdadeira cerveja !! Nós não podemos ter isso!

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Ariën van Weesenbeek.

A primeira faixa disponibilizada foi “Universal Death Squad”. Como foi a receptividade da faixa pelos fãs?

Ariën: Muito positiva! Eu acho que um monte de gente não estava esperando isso, (risos).

Acredito que é uma faixa bem forte e traz todos os elementos que a banda vem explorando em sua carreira. Como foi o processo de composição do álbum?

Ariën: Todos nós começamos a escrever músicas em casa para virmos com as ideias básicas. Em seguida, nós tocamos todos os tipos de ideias e músicas um para o outro, e tentamos tornar as músicas e ideias cada vez melhores.
Eventualmente, o nosso produtor Joost Van den Broek aparecia e juntos, organizamos todas as boas músicas de uma forma básica. Então nos reunimos e começamos a tocar e ensaiar, melhorando as canções. Todo este processo foi muito inspirador e eu, pessoalmente, aproveitei bastante para colocar minhas canções, riffs de guitarra, e partes de bateria juntos!

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Rob Van Der Loo, Ariën van Weesenbeek, Coen janssen, Simone Simons, Mark Jansen, Isaac Delahaye.

O Epica completa 13 anos desde o lançamento de seu primeiro álbum, “The Phantom Agony”. Na minha opinião, um álbum marcante.Com tantas mudanças no mercado fonográfico, qual o combustível que alimenta a chama do Epica?

 

Ariën: Nós apenas amamos o que fazemos. A música é a nossa paixão, tocar a nossa música é o que nos move. Claro, é além disso, maravilhoso que nós temos tantos fãs em todo o mundo, o que é muito gratificante e encorajador. Isso é o que fazemos, e nós amamos isso!

Muito obrigado pela entrevista. Poderia deixar um recado para os fãs que esperam ansiosamente pelo retorno do Epica ao Brasil:

Ariën: Estamos muito ansiosos para ver todos vocês, apoiadores brasileiros do Epica novamente! Vejo todos vocês no EMF Brasil 2016 !!!!

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O baixista e fundador da banda “Rising” concedeu uma entrevista ao apresentador do programa Roadie Metal, Gleison Junior, na entrevista, o músico comenta sobre a mudança de direcionamento da música executada pela banda, o time de estrelas que ele conseguiu reunir e sobre os planejamentos para o futuro da banda. Confira:

 Gleison Junior: Primeiramente, gostaria que contasse como surgiu a ideia de formar a banda Rising?

ZÉLÃO BAAL: Em 2013, na cidade de Itaí, interior de São Paulo, eu vinha de diversas tentativas de montar uma banda séria, com proposta de música autoral em primeiro lugar, e tínhamos conseguido isso com uma banda de Heavy tradicional. Chegamos a nos apresentar em alguns festivais da região. Paralelamente, comecei a ouvir muitas bandas da dita cena “Stoner” da Europa. Bandas como Graveyard, Kadavar, Rival Sons, que fazem um resgate da sonoridade setentista do Rock, e comecei a sentir vontade de criar um projeto semelhante. Foi assim, como uma banda autoral de sonoridade “vintage”, que a Rising nasceu.

Gleison Junior: O que foi determinante, na sua opinião, para escolha do estilo que a banda executa?
ZÉLÃO BAAL: Hoje, a Rising é uma banda de Heavy Metal tradicional. O que foi determinante para isso foi, com toda a certeza, a paixão que cada um dos membros da banda tem por esse estilo, e o quanto ele molda o que fazemos e gostamos, e o quanto está presente nas nossas vidas!

Gleison Junior: A banda lançou ainda com a formação antiga uma música que se chama “Hexencraft”. Nela percebemos uma linha mais voltada ao Classic Rock com fortes influências de Rock Progressivo. Recentemente, a banda lançou a música “Road of Metal” com uma roupagem totalmente diferente, mais limpa e um Hard/Heavy bem mais envolvente. Qual o motivo dessa mudança?

ZÉLÃO BAAL: A “Hexencraft” tem uma história própria. Ela foi composta por mim em 2011 para a banda Speed/Heavy que tínhamos em Itaí. A primeira versão dela é bem Speed Metal, e chegamos a tocar muito ela naqueles anos naquela “cara” que ela. Quando passei ela para a Rising, nosso primeiro guitarrista, um goiano chamado Angelo Conceição – que também estava bastante envolvido na época com a sonoridade clássica da cena Stoner -, rearranjou ela comigo para o Classic, mantendo a mesma letra, e o vocalista Riq a interpretou de forma muito particular, muito boa. Então foi uma soma que terminou resultando naquele arranjo. Pois bem, passou-se o tempo e o Angelo retornou, por motivos particulares, para Goiás, e eu e o Riq nos reunimos e decidimos que faríamos Heavy Metal nesta nova fase da Rising. Foi algo que estava “gritando”, brother! Estava na nossa vontade em comum! Recrutamos membros de São Paulo seguindo essa lógica de se fazer Heavy autoral, e a “Road of Metal” surgiu para mostrar a todos que acompanham a banda que estamos fazendo o que verdadeiramente gostamos e ansiamos fazer! Heavy puro! Tradicional! Oitentista!

Gleison Junior: A banda hoje é formada por um time de peso; muitos músicos que fazem parte da Rising possuem outras bandas e outros projetos. Como foi chegar até eles e como fez essa escolha?

ZÉLÃO BAAL: Eu segui alguns critérios. Primeiro: ser um verdadeiro headbanger do Underground, amar Heavy Metal de forma real e tradicional; Segundo: ser experiente, estar nessa busca já há algum tempo, forjado na cena e nas batalhas que consequentemente enfrentamos por fazer Heavy Metal; por fim: ser residentes de São Paulo, capital, pois depois de tanto tentar em Itaí sem alcançar os resultados que eu esperava, pois sempre quis solidificar uma banda de música autoral que conseguisse lançar nossos materiais. Levar o trabalho pra São Paulo foi algo lógico que fiz, pois aí tudo começou a andar. Entrei em contato com eles e compreenderam o que eu almejava, e juntaram forças comigo e com o Riq, que já vinha desde o ano passado trabalhando comigo na Rising. O Jean Praelli eu já conhecia, pois tocamos juntos num festival em Itaí em 2013. O Carlos Kippes e o Rodolfo fui conversar com eles depois de aceitarem a parada. Nisso, outro critério foi importante: o que eles fazem na banda que tocam. O trabalho deles! Eles são ótimos músicos, e me orgulho de tê-los nessa banda! Todos eles!

Gleison Junior: Por muitos dos músicos da Rising possuírem outras atividades com outras bandas, você acredita que isso pode atrapalhar o processo criativo da banda?

ZÉLÃO BAAL: Não atrapalha, pois sabemos concatenar bem as coisas! Eles tocam em bandas autorais também, mas cada qual tem sua “cara”, seu jeito de fazer Rock e Metal. Outra, nosso trabalho tem um dinamismo muito bom, não sofremos pressão também de prazo ou coisa parecida. Tudo tem fluído muito bem!

 

Gleison Junior: Falando sobre o futuro, vocês têm alguma previsão para lançar o primeiro álbum?

ZÉLÃO BAAL: Estamos trabalhando dia após dia para que isso ocorra em breve. Mas vamos seguir passo a passo sem afobação, seguindo a lógica de todas as bandas independentes da cena verdadeira do Metal underground. Lançamos a single “Road of Metal”, e vamos lançar um EP até agosto, com cinco músicas. Elas já estão prontas, porém ocorreu um imprevisto com o Carlos: ele fraturou um dedo da mão direita dele, e estamos aguardando a recuperação dele. Depois, a gravação vai ocorrer com força total! O álbum, obviamente, se tornará inevitável. Mas acho que podemos pensar nisso lá pelo ano que vem! Queremos gravar esse EP e tocar! Tocar bastante, em eventos e festivais! O passo a passo tradicional de uma banda de Metal com pés no chão!


Rising

Gleison Junior: Qual a principal característica das letras da banda Rising? O que a banda quer passar ao público em suas letras??

ZÉLÃO BAAL: Neste momento temos abordado muito a luta que é o underground. A “Road of Metal” fala sobre isso, inspirada na sua própria história, Gleison, em frente ao programa Roadie Metal, e o quanto isso é importante para divulgarmos a cena que está ocorrendo! Chega a fomentar a cena! Tem outras que falam da vida urbana, da noite, e por aí vai. Quem está escrevendo as novas letras é o Riq. Ele tem sido neste momento o nosso letrista. A “Hexencraft” fala sobre a aparição de um ser evocado, e fui eu que escrevi… Enfim, não acho que ficaremos presos a algum assunto. Acho que seremos bem dinâmicos, mantendo sempre fiel aos temas do Metal.

Gleison Junior: O Hard Rock vem crescendo com várias bandas novas. Vivemos um dos melhores momentos em se tratando de criatividade e renovação do estilo. Qual o grande diferencial da banda Rising nesse meio que está tão em alta?

ZÉLÃO BAAL: Eu vejo a cena, principalmente a nacional, como um caldeirão fervilhando de coisas boas ocorrendo, de bandas boas, ótimos álbuns, e excelentes eventos. Claro, tem toda a dificuldade inerente, mas tem sido gratificante. A Rising nasceu no Hard mas evoluiu para o Heavy tradicional, e acho que nosso diferencial pode ser o quão fiel somos às raízes do que consideramos Heavy tradicional, principalmente tudo que ocorreu de bom nos anos 80, NWOBHM e semelhantes. Em nossa música, isto tudo está no nosso DNA! É sinceridade acima de tudo!

Gleison Junior: Para finalizar, deixe um recado ao leitor dessa entrevista em nome da banda Rising!

ZÉLÃO BAAL: Eu queria agradecer imensamente a vocês, leitores deste site, por tudo que fazem pela cena, pois antes de tudo somos e formamos uma irmandade pela música que curtimos! Todos nós que estamos envolvidos com o Metal temos que nos tratar como irmãos, sermos unidos, pois nossa realidade não é fácil, principalmente aqui no Brasil. Ninguém está nessa por dinheiro, e sim pela boa música e para enaltecer o Metal. Essa é nossa vida, e somos todos parte disso. Muito obrigado, e quero pedir que acompanhem a Rising, que sairá muita música nos próximos meses, e em breve nos vemos em algum fest fodido por aí! Vida longa ao Metal!!!

 

A banda pode ser acompanhada pelas redes sociais:

Facebook: https://www.facebook.com/risingrock/?fref=ts

Roadie Metal Press: http://roadie-metal.com/press/rising/

Fonte: Roadie Metal

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Com o primeiro álbum lançado em 2015, intitulado ‘To Beyond’, a banda gaúcha Burn The Mankind. A banda é tida como uma das promessas do cenário metal mundial e vem angariando muitos elogios da mídia especializada nacional e internacional.

Confira agora a entrevista concedida por Pedro Webster (Vocal, baixo), Marcos Moura (guitarra) e Rafael Barros (guitarra) do Burn the Mankind ao RioMetal Press:

Acredito que é impossível falar com vocês na primeira vez e não perguntar sobre o nome da banda. Como chegaram a concepção de “Burn The Mankind”? É um nome bem forte.

Pedro Webster: Burn the Mankind é um nome que simboliza a nossa concepção niilista e destrutiva atrelada ao nosso som. O “Mankind” aqui tem um sentido subjetivo que representa toda carga cultural de um sistema dominante, imposta na formação de nosso caráter e que atingem diretamente nossas escolhas e julgamentos. Queremos quebrar isso, todas as amarras que restringem nossa liberdade e obrigam-nos a aderir à uma ética de vida vazia e fraca.

Em dezembro de 2015 foi lançado mundialmente o primeiro full lenght da banda – ‘To beyond’. Como foi o processo de gravação do álbum?

Marcos Moura: Foi um processo longo, iniciado em 2010. Fizemos as partes da bateria com Matheus Montenegro, que deixou o grupo em 2012, no estúdio do Fábio Lentino (ex-Nephasth). Gravamos o álbum três vezes, até chegarmos a uma sonoridade satisfatória, principalmente nas guitarras. A produção ficou por conta de Henrique López e contamos ainda com a participação nos backing vocals de Rafael Barros (ex-Nephasth), que assumiu a segunda guitarra em 2013 depois que Raissan Chedid assumiu as baquetas.

Rafael Barros: Contribuí também na produção final, mixagem e artwork do CD. Apesar de não ter feito parte da banda desde seu nascimento, me sinto como estivesse lá desde o início, pois trabalhei muito junto a banda pra que esse disco fosse lançado. Trouxe também uma forte visão de trabalho profissional e foco oriundo da minha experiência com o Nephasth.

A banda tem como foco de suas músicas a existência humana, e esse é o tema abordado em ‘To Beyond’. Podemos considerá-lo um álbum conceitual?

Pedro: Sim, “To Beyond” é um álbum conceitual que direciona um personagem à quebrar com as amarras impostas subjetivamente pela sociedade. Tais amarras são o medo, o ouro, o poder que escravizam e condenam. Através de conceitos sobre-humanos que superam o mundo físico, tal personagem encontra forças para romper com este mundo humano, ralo e doentio e parte para um plano extra físico em prol da liberdade.

Rafael: …em prol da liberdade e de uma nova era!

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Pedro Webster, Marcos Moura, Rafael Barros e Raissan Chedid

Um fato bem grave aconteceu com a banda em Janeiro deste ano. Vocês foram assaltados e Rafael Barros (Guitarras) acabou sendo mantido como refém e agredido por ladrões. O que aconteceu e o que representou este fato para vocês?

Rafael: Voltávamos de um ensaio e ao chegarmos na casa do baterista para largar nosso equipamento, fomos interceptados por um carro e três caras armados nos obrigaram a sair do nosso veículo. Eu estava no banco de trás com o restante de instrumentos e não consegui abrir a porta, os ladrões entraram e arrancaram comigo dentro. Percorri alguns quilômetros sob ameaças de morte e agressões na cabeça, tendo duas armas coladas com força na testa. Depois me largaram. Muitas reflexões vieram após o acontecimento. A violência está cada vez mais próxima e isso pode acontecer de novo ou com alguém próximo a você. Tive a sensação real de que iria morrer, pois a qualquer instante uma daquelas armas poderia disparar. Foi chocante! Então, ter saído disso apenas com um pequeno trauma e um corte na cabeça foi como um renascimento.

Conseguiram reaver ou localizar alguns dos equipamentos?

Rafael: Sim, conseguimos recuperar algumas coisas da bateria. Estamos tendo apoio da polícia, mas é tudo muito difícil e burocrático. As investigações estão rolando… é isso que podemos falar até o momento.

Acredito que estes indivíduos devam ser o lado da humanidade a ser queimado.

Rafael: Num primeiro instante, claro! Dá vontade de queimar todos, exterminar! É difícil adquirir bons equipamentos em nosso país. É muito complicado lidar com a situação de ser agredido, ameaçado e roubado, de se sentir um mero produto descartável dentro de um processo criminoso. O pior é o sentimento de impotência, de que as coisas ficarão sem solução. Mas depois vem a dúvida… matar resolve? Pra mim é como colocar a sujeira embaixo do tapete ou tapar olhos e ouvidos.

Pedro: Não pretendo queimar indivíduo A ou B, mas sim, a concepção de humanidade como um todo, que, organizada no molde que está, acaba fomentando a formação destes indivíduos, e condiciona-os à agirem desta forma.

Marcos: Na minha opinião essas pessoas são parte de um problema ainda maior. O sistema que causa um vazio enorme nas pessoas, induz a um padrão de vida insustentável de consumo. O que deve ser “queimado” é a forma de pensar, valorizar não o que se tem, mas o que se é. Somos todos semelhantes, porém não iguais.

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To Beyond – 2015

Como tem sido o retorno de mídia e público a ‘To Beyond’ pelo globo? Pelo que andei lendo parece que o trabalho tem sido bastante elogiado.

Marcos: A receptividade tem sido excelente tanto fora como dentro do país. Estamos muito felizes em receber críticas e elogios de um álbum composto e gravado com muita dedicação.

Rafael: A revista inglesa Metal Hammer fez uma excelente resenha do disco. Para o crítico, a banda se revelou uma grande promessa vinda do continente sul americano. Isso com certeza nos deixou bastante orgulhosos, nos mostrou que estamos no caminho certo.

Com uma receptividade assim, já devem ter aparecido alguns convites para eventos. Como está a agenda da banda?

Marcos: Fizemos alguns shows desde o lançamento até o fatídico evento em que perdemos nossos equipamentos. Recentemente, voltamos aos ensaios e fizemos nosso primeiro show após o assalto no Obscure Faith em Santa Maria/RS. Tivemos a grande ajuda de amigos de outras bandas que nos emprestaram boa parte do equipamento. Os convites estão surgindo, nossa vontade é de tocar em todos os lugares possíveis.

Voltando ao álbum, o trabalho de capa ficou bastante coeso com o direcionamento musical da banda, como foi confeccionada a arte?

Marcos: A concepção de arte é da artista plástica Luciana Kingeski. Conversamos muito sobre o conceito do álbum, as dificuldades que tivemos ao longo do processo de gravação. A finalização ficou a cargo de Rafael Giovanoli, tatuador e guitarrista do In Torment . O projeto gráfico foi feito pelo Rafael, guitarrista da banda. Ficamos satisfeitos com todo o resultado.

Rafael: Ótimo saber que o trabalho está sendo assimilado dessa forma. A arte está diretamente ligada ao som e proposta lírica da banda.

Gostaria de parabenizar vocês pelo álbum, ficou um trabalho forte e de muita personalidade. Por favor deixem uma mensagem aos que já são e aos que virão a ser ouvintes da Burn The Mankind:

Marcos: Muito obrigado pelas palavras, isso nos incentiva a acreditar e seguir melhorando sempre. Obrigado pelo espaço, e obrigado por estarem ativos e juntos nessa, precisamos cada vez mais de espaços como este. Quem quiser conhecer o nosso trabalho pode acessar o Spotify que estaremos lá, bem como outros serviços de streaming. Grande abraço!

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Rafael Barros, Raissan Chedid, Pedro Webster e Marcos Moura