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O ano de 2016 será um ano para os bangers cariocas guardarem na memória. Se antes havia a reclamação de que eventos não eram realizados na cidade, 2016 mostrou o potencial para o Rock e suas vertentes. Nomes consagrados, bandas clássicas, novos nomes emergentes, bandas cariocas de qualidade surgindo, tudo isso abrilhantou o ano.

Mas a chamada “cereja do bolo” ainda está por vir. No mês de Novembro (dias 05 e 06), acontecerá o Rio Rock Festival: Hell In Rio. O Terreirão do Samba (Centro-RJ) será invadido pelo bloco da “camisa preta” e consolidará que o Rio, é sim, uma cidade Rock.

Conversamos com o produtor Eduardo Chamarelli sobre a confecção do evento, atrações e lógico… o cast matador do evento. Confira a mais esta exclusiva.

Bem, o Hell In Rio provavelmente é o maior festival dedicado ao Rock pesado e Heavy Metal que a cidade já abrigou. Como foi o desenvolvimento dessa idéia?

Se considerarmos um festival desse porte com bandas nacionais, sem dúvida este é um dos maiores do Brasil. A ideia nasceu da vontade de mudar a cara das coisas. Hoje está tudo com o mesmo formato, as mesmas bandas, o mesmo preço, os mesmos locais, o mesmo público.  Ou são shows nas casas já tradicionais ou festivais gigantes, caros, que não tem o metal nacional como foco. Queríamos mudar isso, tirar a galera da zona de conforto, levar o rock para lugares onde o público não está acostumado.

Outra vontade era de que os fãs produzissem o festival junto com a gente. Fizemos uma consulta na página da rede social do evento onde mais de 20 mil pessoas sugeriram mais de 200 bandas. Dessas sugestões saiu nosso Line Up. Perguntamos ainda qual seria o valor justo para o ingresso de um grande festival, e o menor preço sugerido no período da pesquisa foi R$ 80. Lutamos muito para poder manter este valor, ajustando à ideia da meia social, com doação de 1kg de alimento. Mesmo assim, querendo melhorar, estamos vendendo o passaporte para os 2 dias a R$ 120,00 no primeiro lote.

Existiram muitos entraves burocráticos?

O mais difícil foi conseguir um local para o evento na data que queríamos por conta do calendário olímpico na cidade. Isso acabou jogando o festival mais para o final do ano.

Mas a ajuda da RioTur e da Associação dos Barraqueiros do Terreirão do Samba foi fantástica. Mesmo com a olimpíada vimos muita boa vontade deles em ajudar o evento a acontecer.

Serão dois dias de música no Terreirão do Samba. Como se deu a escolha do local, visto que é uma área historicamente voltada a outros estilos musicais e eventos?

Um dos shows mais famosos que produzimos foi o Kreator, em 92, na quadra da Estácio de Sá, e foi uma experiência que entrou para a história do RJ. No Rio aconteceram shows fantásticos em locais inusitados. Daí a ideia do Terreirão do Samba, que é um lugar fantástico e com uma estrutura maravilhosa, cravado no centro do Rio de Janeiro. Com acesso fácil vindo de qualquer lugar do mundo! Vemos muitos eventos grandes em São Paulo com este formato em lugares como o Sambódromo de lá.

Fugindo de qualquer tendência mais comercial, o cast do Hell In Rio só contará com bandas nacionais. Como chegaram a esta decisão?

Primeiro que o Rio Rock Festival – HELL IN RIO não nasceu para ser apenas um festival, mas para definir um novo conceito. Queremos incentivar as bandas, cariocas e de outros estados, a fazer rock. Movimentar e fomentar a cena cultural. Isso aconteceu muito bem na época de nascimento do Circo Voador. Todo mundo queria tocar ali.  Acreditamos nisso e queremos valorizar de fato o que temos de bom no país. Este cast que montamos conta com as melhores bandas do país na atualidade e ainda abriu espaço para grandes revelações.  A nova geração sofre com um paradoxo que é ter informação em excesso, mas buscar de forma cada vez mais superficial se aprofundar nas coisas. Queremos envolver esse público, faze-los participar e se envolverem com a cena. Quanto às bandas gringas todo mundo adora, chama a atenção para o evento, mas não era a nossa prioridade neste projeto. Nossa prioridade é mostrar que podemos fazer um festival gigante sem nenhum nome de fora, mostrar que temos nomes tão grandes quantos os das bandas gringas. E acredito que temos até melhores!!!

Quanto a ir contra as tendências comerciais isso não se resume só com o line up. O preço do ingresso se fosse pra ser “comercial” seria, no mínimo, o dobro. Implantamos o ingresso social onde a pessoa doa 1 kh de alimento e paga meia entrada. A bebida será tabelada com valor baixo, nada de preço desses grandes festivais que cobram uma fortuna por cerveja e água.

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Paulo Motta (Garibaldi Produções), Cristina (THC Produções), Flavio Pascarillo (HR Estúdio), Themys Barros (THC Produções), Felipe Barcelos (Barcelos Produções), Eduardo Chamarelli (THC Produções) e Marcio Barroso (THC Produções).

 

Um outro ponto interessante é a variedade de estilos das bandas que estão sendo escaladas no cast do festival. Temos bandas de Rock/Blues a bandas de Thrash/Death. Como foram escolhidas as atrações do Hell In Rio? Pelo que vi no cast apresentado, houve uma preocupação em unir novos nomes as bandas mais clássicas. Estou certo?

Exato. Queríamos unir o atual com o consagrado. Misturar estilos. A galera está muito segmentada. O rock tem várias vertentes e todas são muito legais. Não tem limitação nenhuma em curtir o show do sepultura e do velhas virgens. O importante é a galera se divertir. Este line up é quase que a história da música pesada no país nas últimas décadas. Alí tem punk, blues, hardcore, metal, heavy metal, e mais que qualquer rotulo desses, tem qualidade musical, diversão, atitude, e tudo mais o que se procura em um evento de rock.

Antes do evento ganhar a proporção que tem atualmente, foram feitas algumas votações sobre as bandas no Facebook. O quanto isso influenciou nas escolhas?

100 por cento!!! Todas as bandas convidadas, sem nenhuma exceção, foram sugeridas naquela pesquisa. Como dissemos, a idéia era que o festival fosse construído pelo público, e assim foi feito! Cada um que participou das pesquisas, ou que vai aos shows, pode se considerar produtor de uma parcela do HELL IN RIO. É uma festa construída por várias mãos e pensada por várias cabeças. O resultado só é bom quando o trabalho é coletivo.

O cartaz do evento traz uma imagem forte e que dá margem a várias interpretações. Como ela foi concebida e qual o significado dela para vocês?

O rock tem a tendência de chocar, chamar a atenção. Não tem nada ali que os filmes de Hollywood já não fizeram dezenas de vezes, e com a mesma ideia: chamar a atenção do público!

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Além das bandas, que outras atrações os fãs irão ter?

Haverá o lançamento exclusivo de um grande projeto musical, que é o clipe do REC/ALL, banda formada pelo carioca Rod Ross com integrantes de bandas como Angra, Almah e Tribuzzi. Podemos fazer o mesmo com algumas outras bandas, estamos avaliando. Haverá estandes para entretenimento, mas ainda estamos negociando isso. O apresentador do festival será um grande nome da cena rock nacional, o que também é uma atração à parte. Mas o que a galera mais está elogiando é a ideia de ter cerveja e comida barata no evento. Todo mundo está cansado de ir a shows e pagar caro pela cerveja. Estamos negociando com os possíveis patrocinadores para ter uma cerveja com preço quase de custo, o mais barato possível.

Senhores, esperamos que o evento seja um enorme sucesso e parabenizamos vocês pela iniciativa. O Hell In Rio já pode ser considerado um divisor de águas na cidade. Por favor deixem suas mensagens aos fãs que esperam ansiosos por novembro. Nos vemos lá!

O que mais está nos motivando neste projeto é a resposta do público, das bandas, da cena local. A galera do RJ pedia a muito tempo por um show desses. Já consideramos uma grande vitória chegar a organizar algo assim com a ajuda da galera. Então esperamos que, para fechar com chave de ouro, a galera que curte um bom rock’n roll compareça nos dias 05 e 06 de novembro para podermos consolidar este festival no calendário de eventos do Rio de Janeiro. Contamos com vocês. Nos vemos no HELL!!!!!!

Para conferir os valores de ingressos, onde comprar e a lista de atrações acesse: Hell In Rio

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Após dez anos desde o lançamento de “A Dream At The Sun”, a banda carioca Endless tem seu aguardado retorno com “The Truth, The Chaos,The Insanity”. Conversamos com Sergio Sanchez (Bateria), Rey Araujo (Baixo), Marcio Brito (Teclado) e Vitor Veiga (Vocalista) sobre o lançamento na Europa e Japão, a procura de uma parceria para o lançamento no Brasil, o porque desta lacuna da banda e muito mais. Confira a mais esta exclusiva do RioMetal Press.

“The Truth, The Chaos,The Insanity” é o terceiro álbum do Endless e vem após um hiato de 10 anos desde o lançamento de “A Dream At The Sun”. O que ocasionou esta lacuna entre os dois álbuns?
Sergio Sanchez: Na verdade tivemos 2 grandes hiatos de tempo entre o primeiro e segundo álbum, e o segundo e o terceiro álbum.
Falando desse último, depois do lançamento do A DREAM AT THE SUN (Japão) “parte da banda” não manifestou muito interesse em dar continuidade, e “desistimos” na época, sem quem não queria participar mais, mas o tempo passou e a vontade de voltar a compor e tocar juntos estava lá “congelada no tempo”.

Um fato interessante é que a banda traz quase em sua totalidade a formação do primeiro álbum, “Eternal Winds”. Com exceção de Leandro Monteiro substituído por Luciano de Souza. Como foi esse reencontro?
Sergio Sanchez: Exatamente, temos nesse álbum então todos os integrantes que queriam muito fazer parte da “VOLTA”. Leandro Monteiro (Pimenta) chegou a fazer parte no inicio das gravações, mas não deu continuidade.

Como se deu a escolha de Luciano?
Sergio Sanchez: Vitor e Eu, iniciamos as composições desse álbum 3 anos antes de ser lançado, precisávamos de um guitarrista que substituísse nosso antigo compositor. Sabíamos do talento e potencial dele, fizemos o convite, que foi aceito imediatamente. Nós conversamos sobre o conceito das músicas e rapidinho ele já estava no comando dos riffs (risos). Hoje Luciano é o maior compositor do ENDLESS.

Aproveitando este retorno dos antigos membros da banda, do que se recordam da gravação de “Eternal Winds”?
Sergio Sanchez: Na época do ETERNAL WINDS éramos garotos de 20 e poucos anos, com muitos sonhos e pouco dinheiro e tecnologia. Gravamos o álbum nós mesmos em casa.
Nossa gravadora na época nos deu (risos) 100 horas de gravação pagas em um estúdio. Resultado? Gravamos 2 musicas e o resto tivemos que aprender a fazer sozinhos. 

Foi nossa primeira experiência com produção! Por isso temos um álbum deficiente, mas com ótimas musicas…
Foi um grande aprendizado.
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Luciano de Souza, Sergio Sanchez, Marcio Brito, Vitor Veiga, Cristiano Moura, Rey Araujo.

Muita coisa mudou no processo de se fazer música entre “The Eternal Winds” e “The Truth, The Chaos, The Insanity”?
Sergio Sanchez: Sim, na época do ETERNAL WINDS não existia a internet, fazíamos música em ensaios, depois no A DREAM AT THE SUN foi composto praticamente todo pelo ex guitarrista da banda. 
THE TRUE THE CAOS THE INSANITY foi composto cada um na sua casa, enviando os arquivos pela internet para o outro completar suas partes, são outros tempos, a vida agora está mais fácil (risos).
Ao meu ver esse novo álbum é o que mais chega perto das nossas raízes.

O novo trabalho, se trata de um álbum conceitual. Como foi elaborada a história de “The Truth, The Chaos, The Insanity”?

Marcio Brito: A temática do álbum envolve as escolhas que cada um de nós faz e os caminhos aos quais elas nos levam, o que queremos realizar em nossas vidas e muitas vezes somos forçados a desistir mesmo que momentaneamente. A personagem principal é um menino que se vê dividido entre esses questionamentos, mas representa cada um de nós que tenta alcançar o equilíbrio entre alcançar um sonho e viver a realidade tal como ela é.

O álbum saiu primeiramente na Europa e Japão. Como tem sido o retorno das mídias e do público?
Rey Araujo: As distribuidoras do Japao e da Europa tem trabalhado num ritmo médio. Com poucos investimentos em Marketing. Mas ainda assim, houve algumas avaliações muito positivas em países da Europa… Do japão não sei se foram positivas ou negativas, pois tudo que achamos lá estava escrito em japonês e nem o tradutor do Google conseguiu traduzir… (risos).
Mas no geral as criticas foram positivas.
Aqui nas Américas é que a coisa não anda muito. A mídia  só fala das grandes bandas lá de fora, e das grandes daqui, não dão muito espaço para bandas de menor expressão. O que, particularmente, considero um tiro no pé…

Existe previsão para o mercado nacional? Já ouvi muita queixa sobre não haver uma maior disponibilidade do “A Dream At The Sun” (risos).
Rey Araujo: Então… Estamos negociando com duas distribuidoras para as Américas, mas não há nada definido ainda. A previsão é de se ter algo apenas para o primeiro semestre de 2017.
Marcio Brito: Estamos percorrendo todos os caminhos possíveis para que o lançamento nacional ocorra dentro das melhores condições possíveis, dando visibilidade a banda dentro do nosso país.
Sergio Sanchez: Estamos sempre recebendo pedidos de Cd dos nossos fãs Brasileiros, sabemos bem como é essa “queixa”, inclusive se alguém tiver interesse em lançar o THE TRUE THE CAOS THE INSANITY , no Brasil , entrem em contato.


A sonoridade do álbum traz uma banda um pouco mais agressiva mas sem perder os elementos melódicos que consagraram a banda. Algo em particular ocasionou isso?
Sergio Sanchez: Sim, ao meu ver dois fatores:
A entrada de um novo guitarrista com seu estilo próprio somado ao nosso, e a forma de compor as músicas, um contribuindo na música do outro, coisa que não havíamos feito no álbum anterior, mas como foi dito, mantemos a assinatura ENDLESS nas composições novas.

A banda encontra-se em fase de produção de um clipe. Podem adiantar qual a música escolhida? E como está sendo o processo de confecção do vídeo?
Rey Araujo: A música escolhida foi “BLACK VEIL OF MADNESS”. Escolhemos um parque aquático abandonado no Rio de Janeiro e gravamos na madrugada pra dar um clima sombrio. Atualmente o clipe está em fase final de edição e a previsão de lançamento é segunda quinzena de outubro.

Sergio e Vitor, como membros permanentes desde o início da banda, como veem a evolução do ENDLESS desde seu primeiro lançamento ao momento atual?
Vitor Veiga: No primeiro álbum, “ETERNAL WINDS”, éramos muito novos e inexperientes, mas tínhamos muita vontade.
Cometemos erros e acertos. As canções salvaram o trabalho e muita gente se identificou com o som apesar da qualidade sonora e da execução estar prejudicada. No segundo álbum há claramente um salto na qualidade, traz um conceito, letras mais profundas. Foi também um álbum distante do primeiro que, se não me engano, tem distância de 5 anos entre eles. Ele também só foi lançado depois de 3 anos. No “THE TRUTH” já voltamos com uma outra energia mais renovada, buscando fazer aquilo que gostaríamos de ouvir no ENDLESS. É também um trabalho conceitual (particularmente tanto eu quanto o Marcio gostamos de criar histórias e críticas à sociedade). Acho que ele reflete a soma desse time que temos agora. Cada qual com seu talento.
Essa soma dá essa liga que temos agora.  Eu costumo repetir que esse último álbum tem um pouco da alma do primeiro com a qualidade do segundo. Mas sonoramente está com mais punch e mais vibrante. E já tem muita coisa boa nova vindo por aí. Já estamos discutindo terrenos novos a explorar na sonoridade da banda.

Pra fechar, quais os próximos passos da banda, o que os fãs podem aguardar do Endless?
Sergio Sanchez: Estamos tentando licenciar o “THE TRUTH, THE CHAOS, THE INSANITY”  no Brasil mas até agora não fechamos lançamento nacional, somente Japão e Europa. Acabamos de filmar nosso primeiro vídeo clipe, que deve ser lançado em novembro de 2016. Ainda pretendemos gravar outro clipe com música desse álbum em 2017 e já estamos compondo e gravando o quarto álbum. Já temos aproximadamente 5 músicas gravadas, e prometemos não deixar tanto tempo entre o terceiro e quarto álbum.
Rey Araujo: Além disso, estamos buscando uma maior divulgação nas Américas via meios digitais como Spotify e Soundcloud. quem quiser conhecer o novo álbum pode procurar lá, além do nosso site.
Conseguindo alcançar um nível maior de audiência, vamos iniciar uma série de shows. 
Para ter acesso a tudo do ENDLESS, a galera pode acessar www.endlessmetal.com.

Com 13 anos acumulados, desde o primeiro registro, “The Phantom Agony”, e de constante evolução, os holandeses do Epica, estão prestes a lançar seu oitavo álbum de inéditas, “The Holographic Principle”, e trazer para o Brasil o cultuado “Epic Metal Fest”, que acontecerá em São Paulo no dia 15 de Outubro.

Em meio a este turbilhão de acontecimentos, tivemos a oportunidade de bater um papo com o baterista, Ariën van Weesenbeek, para saber um pouco mais destas novidades.

Confira a mais esta exclusiva do RioMetal Press.
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Ariën van Weesenbeek.

No próximo mês de Outubro, acontecerá no Brasil o EpicMetalFest. Um festival capitaneado pela banda Epica. O evento terá sua primeira edição no Brasil. Acho que muitos devem se perguntar: “porque no Brasil”?

Ariën: Sim, correto. Imagino que as pessoas podem se perguntar por que organizamos o EMF no Brasil. Pareceu ser uma grande oportunidade para nós, e tenho certeza que os fãs brasileiros do Epica estão felizes por haver um festival organizado pela sua banda favorita. O Brasil é um grande país para fazer shows, e estamos realmente ansiosos para tocar em São Paulo!

Como foi a escolha das bandas que estarão no evento?

Ariën: A escolha foi um bocado difícil, mas depois de algumas reuniões para discutir as ideias, nós chegamos a uma lista legal de nomes que nós gostaríamos de ter em nosso festival. Estou certo de que haverá algo para todos os gostos de música.

O evento também marcará o lançamento de “The Holographic Principle”, oitavo álbum de estúdio da banda. Antes de falarmos sobre a música, gostaria de saber como foi definida a escolha da arte de Stefan Heilemann para ilustrar o álbum?

Ariën: Primeiramente, ficou claro para nós que queríamos trabalhar com Stefan novamente, já que ele é um artista e designer extraordinário. O que fizemos foi apresentar-lhe algumas ideias básicas, e ele começou a trabalhar a partir daí. Ele tentou várias versões e direções, e depois de algum tempo, ele espantou a todos nós com o resultado final! A melhor capa de nossos álbuns até agora, eu acho!

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“The Holographic Principle”

O que representa o título “The Holographic Principle”?

Ariën: O significado é que estamos vivendo neste mundo, mas pode muito bem ser possível que nós estejamos vivendo em uma grande ilusão, um holograma, e nós não estamos cientes de nossa vida real ou existência. Nós nos fazemos acreditar que este mundo é o real, mas podemos estar enganados e poderíamos estar em qualquer outro lugar. Esse é o princípio holográfico – um pouco de ficção cientifica, (risos).

Não posso deixar de pensar no conceito do filme “Matrix” em relação ao conceito de “The Holographic Principle”. Existe algum tipo de influência entre o filme e o que é retratado no álbum?

Ariën: Sim eu também! É um conceito legal, e eu mesmo sou um grande fã de Matrix! O filme não tem uma influência direta, mas é claro que os assuntos estão fortemente relacionados uns com os outros. É meio cruel; imaginar que nós estamos tocando no nosso show no EMF, e os fãs estão aproveitando bastante o show, mas na verdade estamos todos conectados em um computador na vida real … Seria uma droga! Quero dizer; a cerveja que você está bebendo não seria uma verdadeira cerveja !! Nós não podemos ter isso!

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Ariën van Weesenbeek.

A primeira faixa disponibilizada foi “Universal Death Squad”. Como foi a receptividade da faixa pelos fãs?

Ariën: Muito positiva! Eu acho que um monte de gente não estava esperando isso, (risos).

Acredito que é uma faixa bem forte e traz todos os elementos que a banda vem explorando em sua carreira. Como foi o processo de composição do álbum?

Ariën: Todos nós começamos a escrever músicas em casa para virmos com as ideias básicas. Em seguida, nós tocamos todos os tipos de ideias e músicas um para o outro, e tentamos tornar as músicas e ideias cada vez melhores.
Eventualmente, o nosso produtor Joost Van den Broek aparecia e juntos, organizamos todas as boas músicas de uma forma básica. Então nos reunimos e começamos a tocar e ensaiar, melhorando as canções. Todo este processo foi muito inspirador e eu, pessoalmente, aproveitei bastante para colocar minhas canções, riffs de guitarra, e partes de bateria juntos!

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Rob Van Der Loo, Ariën van Weesenbeek, Coen janssen, Simone Simons, Mark Jansen, Isaac Delahaye.

O Epica completa 13 anos desde o lançamento de seu primeiro álbum, “The Phantom Agony”. Na minha opinião, um álbum marcante.Com tantas mudanças no mercado fonográfico, qual o combustível que alimenta a chama do Epica?

 

Ariën: Nós apenas amamos o que fazemos. A música é a nossa paixão, tocar a nossa música é o que nos move. Claro, é além disso, maravilhoso que nós temos tantos fãs em todo o mundo, o que é muito gratificante e encorajador. Isso é o que fazemos, e nós amamos isso!

Muito obrigado pela entrevista. Poderia deixar um recado para os fãs que esperam ansiosamente pelo retorno do Epica ao Brasil:

Ariën: Estamos muito ansiosos para ver todos vocês, apoiadores brasileiros do Epica novamente! Vejo todos vocês no EMF Brasil 2016 !!!!

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Com o primeiro álbum lançado em 2015, intitulado ‘To Beyond’, a banda gaúcha Burn The Mankind. A banda é tida como uma das promessas do cenário metal mundial e vem angariando muitos elogios da mídia especializada nacional e internacional.

Confira agora a entrevista concedida por Pedro Webster (Vocal, baixo), Marcos Moura (guitarra) e Rafael Barros (guitarra) do Burn the Mankind ao RioMetal Press:

Acredito que é impossível falar com vocês na primeira vez e não perguntar sobre o nome da banda. Como chegaram a concepção de “Burn The Mankind”? É um nome bem forte.

Pedro Webster: Burn the Mankind é um nome que simboliza a nossa concepção niilista e destrutiva atrelada ao nosso som. O “Mankind” aqui tem um sentido subjetivo que representa toda carga cultural de um sistema dominante, imposta na formação de nosso caráter e que atingem diretamente nossas escolhas e julgamentos. Queremos quebrar isso, todas as amarras que restringem nossa liberdade e obrigam-nos a aderir à uma ética de vida vazia e fraca.

Em dezembro de 2015 foi lançado mundialmente o primeiro full lenght da banda – ‘To beyond’. Como foi o processo de gravação do álbum?

Marcos Moura: Foi um processo longo, iniciado em 2010. Fizemos as partes da bateria com Matheus Montenegro, que deixou o grupo em 2012, no estúdio do Fábio Lentino (ex-Nephasth). Gravamos o álbum três vezes, até chegarmos a uma sonoridade satisfatória, principalmente nas guitarras. A produção ficou por conta de Henrique López e contamos ainda com a participação nos backing vocals de Rafael Barros (ex-Nephasth), que assumiu a segunda guitarra em 2013 depois que Raissan Chedid assumiu as baquetas.

Rafael Barros: Contribuí também na produção final, mixagem e artwork do CD. Apesar de não ter feito parte da banda desde seu nascimento, me sinto como estivesse lá desde o início, pois trabalhei muito junto a banda pra que esse disco fosse lançado. Trouxe também uma forte visão de trabalho profissional e foco oriundo da minha experiência com o Nephasth.

A banda tem como foco de suas músicas a existência humana, e esse é o tema abordado em ‘To Beyond’. Podemos considerá-lo um álbum conceitual?

Pedro: Sim, “To Beyond” é um álbum conceitual que direciona um personagem à quebrar com as amarras impostas subjetivamente pela sociedade. Tais amarras são o medo, o ouro, o poder que escravizam e condenam. Através de conceitos sobre-humanos que superam o mundo físico, tal personagem encontra forças para romper com este mundo humano, ralo e doentio e parte para um plano extra físico em prol da liberdade.

Rafael: …em prol da liberdade e de uma nova era!

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Pedro Webster, Marcos Moura, Rafael Barros e Raissan Chedid

Um fato bem grave aconteceu com a banda em Janeiro deste ano. Vocês foram assaltados e Rafael Barros (Guitarras) acabou sendo mantido como refém e agredido por ladrões. O que aconteceu e o que representou este fato para vocês?

Rafael: Voltávamos de um ensaio e ao chegarmos na casa do baterista para largar nosso equipamento, fomos interceptados por um carro e três caras armados nos obrigaram a sair do nosso veículo. Eu estava no banco de trás com o restante de instrumentos e não consegui abrir a porta, os ladrões entraram e arrancaram comigo dentro. Percorri alguns quilômetros sob ameaças de morte e agressões na cabeça, tendo duas armas coladas com força na testa. Depois me largaram. Muitas reflexões vieram após o acontecimento. A violência está cada vez mais próxima e isso pode acontecer de novo ou com alguém próximo a você. Tive a sensação real de que iria morrer, pois a qualquer instante uma daquelas armas poderia disparar. Foi chocante! Então, ter saído disso apenas com um pequeno trauma e um corte na cabeça foi como um renascimento.

Conseguiram reaver ou localizar alguns dos equipamentos?

Rafael: Sim, conseguimos recuperar algumas coisas da bateria. Estamos tendo apoio da polícia, mas é tudo muito difícil e burocrático. As investigações estão rolando… é isso que podemos falar até o momento.

Acredito que estes indivíduos devam ser o lado da humanidade a ser queimado.

Rafael: Num primeiro instante, claro! Dá vontade de queimar todos, exterminar! É difícil adquirir bons equipamentos em nosso país. É muito complicado lidar com a situação de ser agredido, ameaçado e roubado, de se sentir um mero produto descartável dentro de um processo criminoso. O pior é o sentimento de impotência, de que as coisas ficarão sem solução. Mas depois vem a dúvida… matar resolve? Pra mim é como colocar a sujeira embaixo do tapete ou tapar olhos e ouvidos.

Pedro: Não pretendo queimar indivíduo A ou B, mas sim, a concepção de humanidade como um todo, que, organizada no molde que está, acaba fomentando a formação destes indivíduos, e condiciona-os à agirem desta forma.

Marcos: Na minha opinião essas pessoas são parte de um problema ainda maior. O sistema que causa um vazio enorme nas pessoas, induz a um padrão de vida insustentável de consumo. O que deve ser “queimado” é a forma de pensar, valorizar não o que se tem, mas o que se é. Somos todos semelhantes, porém não iguais.

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To Beyond – 2015

Como tem sido o retorno de mídia e público a ‘To Beyond’ pelo globo? Pelo que andei lendo parece que o trabalho tem sido bastante elogiado.

Marcos: A receptividade tem sido excelente tanto fora como dentro do país. Estamos muito felizes em receber críticas e elogios de um álbum composto e gravado com muita dedicação.

Rafael: A revista inglesa Metal Hammer fez uma excelente resenha do disco. Para o crítico, a banda se revelou uma grande promessa vinda do continente sul americano. Isso com certeza nos deixou bastante orgulhosos, nos mostrou que estamos no caminho certo.

Com uma receptividade assim, já devem ter aparecido alguns convites para eventos. Como está a agenda da banda?

Marcos: Fizemos alguns shows desde o lançamento até o fatídico evento em que perdemos nossos equipamentos. Recentemente, voltamos aos ensaios e fizemos nosso primeiro show após o assalto no Obscure Faith em Santa Maria/RS. Tivemos a grande ajuda de amigos de outras bandas que nos emprestaram boa parte do equipamento. Os convites estão surgindo, nossa vontade é de tocar em todos os lugares possíveis.

Voltando ao álbum, o trabalho de capa ficou bastante coeso com o direcionamento musical da banda, como foi confeccionada a arte?

Marcos: A concepção de arte é da artista plástica Luciana Kingeski. Conversamos muito sobre o conceito do álbum, as dificuldades que tivemos ao longo do processo de gravação. A finalização ficou a cargo de Rafael Giovanoli, tatuador e guitarrista do In Torment . O projeto gráfico foi feito pelo Rafael, guitarrista da banda. Ficamos satisfeitos com todo o resultado.

Rafael: Ótimo saber que o trabalho está sendo assimilado dessa forma. A arte está diretamente ligada ao som e proposta lírica da banda.

Gostaria de parabenizar vocês pelo álbum, ficou um trabalho forte e de muita personalidade. Por favor deixem uma mensagem aos que já são e aos que virão a ser ouvintes da Burn The Mankind:

Marcos: Muito obrigado pelas palavras, isso nos incentiva a acreditar e seguir melhorando sempre. Obrigado pelo espaço, e obrigado por estarem ativos e juntos nessa, precisamos cada vez mais de espaços como este. Quem quiser conhecer o nosso trabalho pode acessar o Spotify que estaremos lá, bem como outros serviços de streaming. Grande abraço!

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Rafael Barros, Raissan Chedid, Pedro Webster e Marcos Moura

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Wolf Hoffman

A poucos dias de uma série de shows no Brasil, o sempre simpático Wolf Hoffmann, guitarrista e membro fundador da lenda alemã Accept, conseguiu um tempo para um bate papo rápido com o RioMetal Press.

Confira a mais esta exclusiva…

Olá Wolf! Novamente é uma grande satisfação falar com você. Em 23 de3 Abril de 2015, o Accept tocou no Rio de Janeiro juntamente com o Judas Priest e o MetalMania. Do que se recorda daquele show?

WOLF: Foi muito especial para nós, porque esse foi nosso primeiro festival na América do Sul. Nós temos uma conexão histórica com o Judas Priest. Eles foram o primeiro super grupo internacional que nós demos apoio no Reino Unido. Nós não tínhamos nenhum indício antes disso, o que isso significava. Nós chegamos com ingenuidade e saímos conhecendo muito bem o que queríamos. Nossa administração soube como trazer o mundo para nós e nós para o mundo e o Priest foi um evento enorme para nós. Foi uma experiência de mudança de vida.

Os fãs que estiveram naquela noite elogiaram muito a apresentação do Accept naquela noite. Você chegou a ouvir a banda Metalmania? Se sim, qual a impressão que a banda lhe passou?

WOLF: Obrigado por dizer isso – nós amamos os fãs da América do Sul por causa do seu entusiasmo fascinante. Nos surpreendeu que nossa performance – como nos foi dito – foi o assunto do dia… Como eu sempre digo, nós somos muito dependentes dos fãs – se nós captarmos a energia deles – nós com certeza devolveremos e é esta dinâmica que faz uma proximidade entre nós e os fãs. Se funciona – funciona 110%…. muito legal! Não, desculpe, não estou familiarizado com MetalMania. Eu raramente vejo outras bandas, o que é triste – pois estou dando entrevistas até os últimos minutos antes do nosso show….

No próximo dia 9 de Abril o Accept tocará no Imperator (Rio de Janeiro) e dará continuidade a Blind Rage Tour. Desta vez, o Accept estará sozinho. O que os fãs podem esperar quanto ao setlist que a banda apresentará?

WOLF: Nós temos um programa extenso – que nós não pudemos apresentar no festival… nós esperamos ter uma boa mistura de nossas muitas músicas pra escolher…

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Wolf Hoffman

A Blind Rage Tour está próxima de completar um ano e passou por diversos países. Muitas bandas tem sido digamos “econômicas” na quantidade de shows. No entanto o Accept segue a todo vapor. Qual o combustível do Accept?

WOLF: Nós começamos a turnê BLIND RAGE no verão de 2014 e ficar em turnê sempre requer muitas decisões estratégicas. Nós continuaríamos, se nós não precisássemos escrever outro álbum. Nós nunca previmos rodar ao redor do mundo e ter álbum atrás de álbum – mas duas coisas deram início a isso: 1 – a demanda dos fãs e 2 – nós estamos sempre tão bombardeados depois de uma turnê – que nós temos medo de perder algo se nós não começarmos a escrever imediatamente. É completamente fora no nosso controle – simplesmente acontece desse jeito. Peter e eu estamos juntos desde que tínhamos 16 anos e nosso trabalho em equipe no palco e fora dele estabeleceu as bases desde o primeiro dia para o que se pode chamar da característica musical do Accept… Levou alguns anos e o incentivo de Gaby para encontrar minha paixão por música clássica e trabalhar nesta mistura… isso nunca me abandonou desde então.

Em 2016, temos um álbum do Accept completando trinta anos de lançamento e outro completando vinte anos. Falamos respectivamente de Rusian Roulette (1986) e Predator (1996). Poderia nos falar um pouco sobre o período de composição e criação destes dois álbuns?

WOLF: Hoje define-se o tempo que os álbuns são vistos através das lentes de décadas. Eu não tenho ideia de onde isso veio. Nós estamos vendo que mais e mais bandas estão celebrando aniversários. Re-Relançamentos e turnês de – 5 – 10 – 15 – 20 – 25 – 30… aniversários e por aí vai. Incrível… Eu imagino que isto tem muito a ver com a indústria… e não tanto com os fãs. Hoje, parece que se tornou um valor ter estado por aí por muito tempo – como um artista de arte séria, para artistas que deixaram pegadas na história – isso é bem merecido. Mas longevidade é suficiente agora para celebrar aniversários? Ok, então… mas eu tenho minhas dúvidas as vezes sobre isso. Eu não quero julgar os outros… mas pra nós – esta não é a forma que nós pensamos neste momento. Russian Roulette foi um álbum escrito e produzido no ritmo que tínhamos na época, bem como Predator e Death Row, são documentos do início sendo confrontados – Onde diabos estamos indo agora? Eu conecto nosso retorno com Blood Of The Nations – quase 15 anos depois – diretamente a esse confronto. Com o encontro totalmente inesperado e não planejado do Peter, eu e Mark Tornillo encontramos nossas pegadas de novo – num nível completamente diferente e seguro. E por dizer isto – Eu quero me certificar que os fãs entendam isso direito: as dinâmicas e o tempo onde a pronúncia correta é primordial. Isto não tem nada a ver com ex-integrantes não tiveram o seu lugar e não tiveram suas dinâmicas conosco. É como um casamento – alguns trabalham e outros não e isso é raramente uma questão de bom ou ruim! Eu acredito que é mais uma questão de timing – e a essa altura da vida – quem está encontrando quem. É tão fácil de entender!

 

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Mark Tornillo e Wolf Hoffman

Existe alguma chance da banda incluir alguma música de um desses dois álbuns para uma homenagem?

WOLF: Os set lists são feitos até certo ponto antes da turnê e nós temos o nosso agora. Eu tenho certeza que nós vamos repassar vários álbuns através do tempo…

Wolf, mais uma vez muito obrigado pela oportunidade de entrevistá-lo. Por favor, deixe uma mensagem aos fãs que estão aguardando ansiosos o dia 09 de Abril.

WOLF: Vamos DETONAR JUNTOS… nós estamos prontos! Até mais!

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Banda carioca de punk/hardcore Malvina, formada por Vinicius Dias (vocal e baixo) e Bernardo Dias (Guitarra e Vocal), e com Renato Avellar (bateria), fala em entrevista sobre o novo EP “Nankeen”, suas influências, processo de composição e mostram que apostam no metal e nas experimentações no novo trabalho, mas sem deixar punk/hardcore raiz de lado.
 
O novo trabalho da banda foi gravado, mixado e co-produzido por Davi Baeta, no Estudio DQG em Cabo Frio e masterizado em em Nova Jersey, no West West Music Studios pelo consagrado Alan Douches. Previsão de lançamento do novo álbum para o segundo semestre de 2015.
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Qual é a principal diferença do EP NANKEEN para os dois primeiros registros da banda, o Claustro (Full 2010) e Vomit (EP 2011)?

A mistura de uma maior gama de influencias, experimentações em que o punk, o metal e o progressivo se encontram, que é algo que tem sido trabalhado pela banda ao longo desses anos.

O Claustro é um álbum bem marcado pelo hardcore melódico, e apesar de ser um disco bem técnico, não cruza linhas como estamos fazendo agora.

O Vomit foi algo bem espontâneo, despretensioso, em que registramos composições mais cruas em todos os aspectos, e é o que mais distoa em termos de proposta da banda.

 

O nome do EP e a capa são bem peculiares . Qual é a ideia por trás disso?

Recorremos sempre à um designer/ilustrador o qual admiramos e nos identificamos desde cedo. O Rodrigo Rezende (RWR2) tem seus traços muito característicos, assim como a forma como se expressa na coloração, também é bem própria. Todos os conceitos que pensamos, temáticas até agora, foram repassadas pra ele, que assimiladas por sua ótica autêntica, resultaram nas artes de “Claustro”, “Nankeen” e no feto mascote do Malvina.

No “Claustro” ele representou a reação de claustrofobia, que serve como uma analogia para as delimitações do cenário independente brasileiro, na própria capa do disco.

O personagem aprisionado e contorcido, com as marcas das mãos contra a superfície. A peculiaridade dessa ilustração que carrega cores impactantes fez com que esta capa esteja sendo comentada até os dias de hoje. O logo da banda, o feto, foi mais uma sacada genial da parte dele. Um feto velho, consternado, em lágrimas.

Em “Nankeen”, através do semblante desfigurado de desilusão, o personagem expressa as perpectivas dessa era virtual expelindo de suas vias aéras um líquido negro, como parte do seu âmago, ou parte do âmago de qualquer ser contemporâneo. Esse vazio que tem densidade, se relaciona com a forma efêmera e vã como as coisas são produzidas e projetadas hoje, nesse frenesi tecnológico. Isso é bastante tratado na letra da faixa-título do single, e mais uma vez de forma bastante peculiar, captada e expressa na ilustração do Rodrigo Rezende.

 

Existe uma relação entre as letras e o conceito do álbum? E como funciona o processo de composição da banda?

Normalmente as temáticas que decidimos pros trabalhos, é relacionada à alguma musica do respectivo set. Pensamos sempre em como podemos abranger certo tema, e então decidimos a partir disso.

Quanto ao processo de composição, normalmente riffs, melodias surgem bem espontaneamente, e vamos lapidando com calma e até fecharmos todos os elementos de que dependem a música.

 

O Malvina tem uma base de vários gêneros musicais.E quanto a bandas? Quais são as grandes influências?

Sim, à cada dia agregamos mais ao nosso vocabulario, e esperamos que isso seja sempre mutável e inconstante.

Dentre as principais influencias, constam Bad Religion, Nirvana, Ramones, Propagandhi, Opeth, NOFX, Voivod, entre outras.

 

Quais são os próximos passos da banda para este ano?

Estamos trabalhando com precisão e minúcia no novo álbum. Tem exigido muito do nosso tempo já que pra nós mesmos é algo muito novo, uma nova experiência e um desafio, apesar dos anos de entrosamento. Como meta, temos a conclusão desse novo disco, e algumas turnês que temos em mente.
Fonte: Collapse Agency

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Faltando poucos dias para a apresentação no Rio de Janeiro e a menos de uma semana do festival Monsters Of Rock. O RioMetal teve a oportunidade de um bate papo rápido com o guitarrista Wolf Hoffmann da lenda alemã Accept. Confira a mais esta exclusiva:

Olá amigos, é uma enorme satisfação em poder conversar com vocês.

Bem, as vésperas de alguns shows no Brasil, inclusive um no festival Monsters Of Rock – SP, como estão os preparativos da banda para encarar os próximos shows na América do Sul?

WOLF HOFFMANN: Oi! Prazer em conhecê-los! O prazer é meu! Nós estamos empolgados em voltar ao Brasil e nos apresentarmos neste prestigiado festival é uma grande honra. Nós temos novos caras na banda e isto requer muito trabalho e ensaio. Nós estivemos preparados para esta mudança um dia, então nós sempre tivemos uma segunda Live Brigade para ir.

Embora estejam em plena turnê do álbum Blind Rage (2014), existe a possibilidade de alguma surpresa no setlist da banda?

WOLF: Nós estamos na nossa segunda etapa da turnê Blind Rage e estaremos na estrada até dezembro de 2015… Como eu posso surpreendê-los… quando eu disser que tudo que nós  queremos é surpreendê-los J Venha e nos veja!

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Accept: Uwe Lulis, Peter Baltes, Mark Tornillo, Wolf Hoffmann e Christopher Williams.

Mudando o foco, Blind Rage é o terceiro álbum da atual formação do Accept. Como tem sido a receptividade dos fãs ao álbum?

WOLF: Número 1 na Alemanha e Finlândia como posição de destaque e shows esgotados em muitos países – Eu chamaria isto de uma resposta excelente! Estamos muito empolgados – acreditem!

Como foi desenvolvida a belíssima arte da capa do novo disco? Sem dúvidas umas das mais expressivas no ano de 2014.

WOLF: Gaby ficará agradecida de ouvir isso. Ela é a única responsável por capas e eu sei que ela tem trabalhado nesta ideia por um longo tempo. Ela está trabalhando com artista britânico e queríamos refletir os TEMPOS DE IRA em que vivemos, onde vemos Raiva, Ódio e Terror em todos os lugares…

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Blind Rage (2014)

A banda lançou seu primeiro álbum em 1979 e os músicos estão na estrada a bem mais tempo, sendo ao lado do Accept ou de outras bandas. De onde vem essa energia que persiste até hoje? E que espero que persista por muito mais tempo.

WOLF: Você sabe, Peter e eu, que juntamos nossos quadris desde que tínhamos 16 e 17 anos de idade tivemos esse longo tempo fora – quase 15 anos e é seguro dizer, que o ACCEPT é conhecida por sua poderosa presença de palco desde que viramos profissionais em 1980. Tivemos a audácia de voltar PORQUE estávamos em melhor forma e bombando até o punho! E estamos sempre 100% dedicado a nos movermos mais e mais. Estamos prontos para qualquer coisa e – acreditamos de onde tudo isso está vindo – há mais … .muito mais! Então, conte conosco!

A indústria musical atualmente está muito confusa, mesmo assim, como isto tem refletido na banda? Os diversos tipos de embalagem oferecidos aos fãs tem obtido sucesso?

WOLF: A indústria musical vai dizer que sim … é uma tendência dos nossos vínculos e todas as empresas estão fazendo isso. Nós estamos olhando isto para o futuro …. Eu entendo exatamente o que você está dizendo,. Há um monte de política envolvida.

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 Wolf Hoffmann

Com três álbuns bem sucedidos, quais os próximos planos do Accept?

WOLF: MAIS álbuns de sucesso !!!!! Nós só podemos manter o nosso nível de energia tão alto, porque eu acredito que o Melhor Álbum do ACCEPT nem sequer foi escrito ainda. Então, vamos ver o que o próximo vai fazer e a próxima turnê! Temos certeza que estaremos prontos!

Foi uma enorme honra falar com uma verdadeira lenda do Heavy Metal. Por favor, deixem uma mensagem aos fãs brasileiros:

WOLF: Nós amamos vocês e por favor, venham nos ver. Nós mal podemos esperar para ir ao BRASIL e sacudir o lugar – não podemos fazer isso sem vocês!