Epica: Entrevista Com o Baterista Ariën van Weesenbeek

Publicado: 29/08/2016 por Pedro Mello em Entrevistas
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Com 13 anos acumulados, desde o primeiro registro, “The Phantom Agony”, e de constante evolução, os holandeses do Epica, estão prestes a lançar seu oitavo álbum de inéditas, “The Holographic Principle”, e trazer para o Brasil o cultuado “Epic Metal Fest”, que acontecerá em São Paulo no dia 15 de Outubro.

Em meio a este turbilhão de acontecimentos, tivemos a oportunidade de bater um papo com o baterista, Ariën van Weesenbeek, para saber um pouco mais destas novidades.

Confira a mais esta exclusiva do RioMetal Press.
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Ariën van Weesenbeek.

No próximo mês de Outubro, acontecerá no Brasil o EpicMetalFest. Um festival capitaneado pela banda Epica. O evento terá sua primeira edição no Brasil. Acho que muitos devem se perguntar: “porque no Brasil”?

Ariën: Sim, correto. Imagino que as pessoas podem se perguntar por que organizamos o EMF no Brasil. Pareceu ser uma grande oportunidade para nós, e tenho certeza que os fãs brasileiros do Epica estão felizes por haver um festival organizado pela sua banda favorita. O Brasil é um grande país para fazer shows, e estamos realmente ansiosos para tocar em São Paulo!

Como foi a escolha das bandas que estarão no evento?

Ariën: A escolha foi um bocado difícil, mas depois de algumas reuniões para discutir as ideias, nós chegamos a uma lista legal de nomes que nós gostaríamos de ter em nosso festival. Estou certo de que haverá algo para todos os gostos de música.

O evento também marcará o lançamento de “The Holographic Principle”, oitavo álbum de estúdio da banda. Antes de falarmos sobre a música, gostaria de saber como foi definida a escolha da arte de Stefan Heilemann para ilustrar o álbum?

Ariën: Primeiramente, ficou claro para nós que queríamos trabalhar com Stefan novamente, já que ele é um artista e designer extraordinário. O que fizemos foi apresentar-lhe algumas ideias básicas, e ele começou a trabalhar a partir daí. Ele tentou várias versões e direções, e depois de algum tempo, ele espantou a todos nós com o resultado final! A melhor capa de nossos álbuns até agora, eu acho!

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“The Holographic Principle”

O que representa o título “The Holographic Principle”?

Ariën: O significado é que estamos vivendo neste mundo, mas pode muito bem ser possível que nós estejamos vivendo em uma grande ilusão, um holograma, e nós não estamos cientes de nossa vida real ou existência. Nós nos fazemos acreditar que este mundo é o real, mas podemos estar enganados e poderíamos estar em qualquer outro lugar. Esse é o princípio holográfico – um pouco de ficção cientifica, (risos).

Não posso deixar de pensar no conceito do filme “Matrix” em relação ao conceito de “The Holographic Principle”. Existe algum tipo de influência entre o filme e o que é retratado no álbum?

Ariën: Sim eu também! É um conceito legal, e eu mesmo sou um grande fã de Matrix! O filme não tem uma influência direta, mas é claro que os assuntos estão fortemente relacionados uns com os outros. É meio cruel; imaginar que nós estamos tocando no nosso show no EMF, e os fãs estão aproveitando bastante o show, mas na verdade estamos todos conectados em um computador na vida real … Seria uma droga! Quero dizer; a cerveja que você está bebendo não seria uma verdadeira cerveja !! Nós não podemos ter isso!

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Ariën van Weesenbeek.

A primeira faixa disponibilizada foi “Universal Death Squad”. Como foi a receptividade da faixa pelos fãs?

Ariën: Muito positiva! Eu acho que um monte de gente não estava esperando isso, (risos).

Acredito que é uma faixa bem forte e traz todos os elementos que a banda vem explorando em sua carreira. Como foi o processo de composição do álbum?

Ariën: Todos nós começamos a escrever músicas em casa para virmos com as ideias básicas. Em seguida, nós tocamos todos os tipos de ideias e músicas um para o outro, e tentamos tornar as músicas e ideias cada vez melhores.
Eventualmente, o nosso produtor Joost Van den Broek aparecia e juntos, organizamos todas as boas músicas de uma forma básica. Então nos reunimos e começamos a tocar e ensaiar, melhorando as canções. Todo este processo foi muito inspirador e eu, pessoalmente, aproveitei bastante para colocar minhas canções, riffs de guitarra, e partes de bateria juntos!

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Rob Van Der Loo, Ariën van Weesenbeek, Coen janssen, Simone Simons, Mark Jansen, Isaac Delahaye.

O Epica completa 13 anos desde o lançamento de seu primeiro álbum, “The Phantom Agony”. Na minha opinião, um álbum marcante.Com tantas mudanças no mercado fonográfico, qual o combustível que alimenta a chama do Epica?

 

Ariën: Nós apenas amamos o que fazemos. A música é a nossa paixão, tocar a nossa música é o que nos move. Claro, é além disso, maravilhoso que nós temos tantos fãs em todo o mundo, o que é muito gratificante e encorajador. Isso é o que fazemos, e nós amamos isso!

Muito obrigado pela entrevista. Poderia deixar um recado para os fãs que esperam ansiosamente pelo retorno do Epica ao Brasil:

Ariën: Estamos muito ansiosos para ver todos vocês, apoiadores brasileiros do Epica novamente! Vejo todos vocês no EMF Brasil 2016 !!!!

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