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Sabaton: Grande Noite no Rio de Janeiro

Publicado: 26/09/2014 por Pedro Mello em News, Resenhas Shows
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Uma das mais aguardadas atrações da nova safra do metal aporta no Teatro Rival, os suecos do Sabaton.

O Sabaton é uma banda relativamente nova, visto que seu primeiro álbum de estúdio foi lançado no ano de 2005, e que vem conquistando e ampliando seu espaço turnê após turnê, álbum após álbum.

Com temáticas bélicas, pequenas aulas da história mundial podem ser ouvidas nas canções do Sabaton, recentemente a banda lançou o álbum “Heroes” que se baseia em histórias heróicas da 2ª Guerra Mundial.

Uma curiosidade interessante, e porque não gratificante?, foi o fato da banda destinar uma de suas músicas à FEB (Força Expedicionária Brasileira), com refrão cantado em português e lembrando heróis nacionais esquecidos pela maior parte da população.

Outro fato a destacar é que o Teatro Rival fica bem próximo ao museu de ex-combatentes das Forças Armadas (Rua das Marrecas). Fica aqui a dica para vocês.

Sabaton e seus fãs no Teatro Rival.

Voltando ao show. A introdução para a entrada da banda foi com “The Final Countdown” da banda Europe,cantada por todos os presentes, seguida pela introdução, “The March To War”.

Para um show realizado em um dia de semana, e por ser uma banda nova, o público foi excelente. Mostrando que o power metal ainda carrega fãs aonde quer que passe e que o Sabaton já possui sua leva de fãs brasileiros e que serão sempre bem vindos em nosso solo.

Próximo ao fim da música de introdução a banda sobe ao palco e logo Hannes Van Dahl assume seu lugar na bateria e incita os presentes, assim como Pär Sundström (Baixo), Thobbe Englund e Chris Rörland (Guitarras).

O último a entrar no palco foi o vocalista Joakim Brodén. A primeira da noite foi “Ghost Division” (The Art Of War, 2008), a banda se mostrava empolgada e estava bem animada no palco.

Contando com sete álbuns de estúdio já lançados, o Sabaton tentou mesclar um pouco de tudo em sua primeira apresentação no Rio de Janeiro, o fato de que o público cantou todas as músicas, desde as mais antigas até as mais novas, deve tê-los surpreendido.

Seguindo tivemos a nova “To Hell And Back” e uma das clássicas da banda, Carolus Rex (homônimo de 2012), a banda se mostrou bem a vontade no palco. Os integrantes ocupam bem os espaços e circulam a todo momento pelo palco.

As faixas seguem com algumas pausas para Joakim conversar com o público, contando histórias e casos desta passagem pelo Brasil, menções ao calor da cidade, belezas típicas e inclusive piadas sobre o zíper de sua calça estar com mal funcionamento foram bem recebidas pelos presentes.

O trio de cordas: Thobbe, Pär e Chris

Surpreendendo a banda, o público cantou junto a música “Gott Mit Uns” em sueco, uma prova de que o Sabaton está crescendo bem fora da Europa. 

Além da simpatia dos músicos, outro fato que marcou a apresentação foi o fato de que Pär, Thobbe e Chris conseguem realizar de maneira perfeita as partes das músicas com vocais dobrados e coros, assim, pôde-se ouvir tudo como está no álbum.

O ritmo não caiu em momento algum no show, músicas rápidas e pesadas, sem espaço para baladas, deixaram o público se movimentando do início ao fim, uma aula de power metal.

“Attero Dominatus” (homônimo de 2006), “Resistand and Bite” (Heroes, 2014), “The Art Of War” (homônimo de 2008), “Primo Victoria” (homônimo de 2005) e a homenagem já comentada a FEB, a música “Smoking Snakes” (mais uma do novo álbum Heroes) podem ser citadas como destaques da apresentação.

Um set curto, porém enérgico, de uma banda nova. Uma excelente receptividade dos fãs cariocas e que deixou aquele famoso gostinho de “quero mais”, que retornem o mais breve possível aos palcos do Rio.

Joakim.

 

Sabaton Setlist: Europe – The Final Countdown (Intro) /The March To War / Ghost Division / To Hell and Back / Carolus Rex / Gott Mit Uns (Swedish Version) / Uprising / Attero Dominatus / Resist and Bite / The Art of War / Far from the Fame / Soldier of 3 Armies / Swedish Pagans / Bis: Night Witches / Smoking Snakes / Primo Victoria / Metal Crüe / Dead Soldier’s Waltz – Masters of the World.

Quatro anos se passaram desde “The Formation Of Damnation” (2008), dos thrashers do Testament, agora a banda surpreende os fãs com “Dark Roots Of Earth”.

 Sucesso em vendas logo em sua primeira semana de venda o novo álbum traz mudanças na formação, sai o experiente baterista Paul Bostaph (conhecido por seu trabalho ao lado da banda Exodus e que está lesionado) e entra o absurdo chamado Gene Hoglan, o resto do line-up vocês conhecem: Chuck Billy (Vocals), Greg Christian (Bass), Alex Skolnick (Guitars), e Eric Peterson (Guitars).

 O trabalho conta com vários formatos disponíveis, CD Jewel Case (caixa de acrílico), Cd Digipack, LP, Limited Edition (com DVD e 4 faixas bônus), para variar um pouco, a edição japonesa traz uma faixa bônus: “Practice What You Preach (2012 Version])” e a Nuclear Blast lançará também uma Box. Ufa!!! Sofrei Colecionadores.

 Bem, vamos nos prender neste momento a versão em Digipack que traz 13 faixas e o DVD que dará um panorama completo do novo trabalho dos caras.

 Como é de praxe, falemos do trabalho gráfico, a capa está belíssima, um excelente trabalho de Eliran Kantor que retrata bem a atmosfera do disco, as fotos e todo encarte estão muito bem elaborados e trazem um trabalho elaborado para os fãs.

 Mas o que falar do Testament? Uma banda que soube como levar 30 anos de carreira de forma linear, sabendo alternar as sonoridades sem se distanciar de suas raízes como outras fizeram e “Dark Roots Of Earth” não foge a regra.

 Diferente do trabalho anterior o destaque fica para Gene Hoglan que adicionou uma batida mais pesada a banda lembrando os tempos de “Demonic” (1997), não que Paul Bostaph seja fraco, mas é unânime que Hoglan é um monstro em seu instrumento de trabalho.

O álbum se inicia com “Rise Up” e seguida por “Native Blood” e a faixa título “Dark Roots Of Earth”, cadência e peso nas medidas certas, destas três iniciais, as três já estão sendo executadas ao vivo na recente turnê, assim como “True American Hate”.

Inegável é química dos guitarristas Alex Skplnick e Eric Peterson, riffs e solos matadores do início ao fim do álbum. “A Day In The Death” segue dando tom ao álbum, a balada “Cold Embrace” tem passagens que nos remetem a algumas músicas da década de 80, um belo presente aos fãs.

Chuck Billy está fiado e “Man Kills Mankind” é responsável pela volta do peso e agressividade, possuindo um refrão pegajoso, “Man Kills Mankind”  e “Throne Of Thorns” poderiam ser incluídas nos shows, possuem um excelente refrão e soam muito bem. O álbum fecha com “Last Stand For Independence”, mais uma que cairá no gosto dos fãs do Testament.

No fim parece que Greg Christian e Gene Hoglan tocam juntos a décadas, tão qual é o entrosamento dos dois músicos. Vamos aos bônus, as versões de Queen, Scorpions e Iron Maiden ganharam uma roupagem pesada, mas sem fugir de suas origens, algo iteressante de se ouvir.

O DVD bônus traz “Making Of” das gravações do álbum, algumas músicas ao vivo (“Disciples Of The Watch”, Practice What You Preach”, “Over The Wall”, “Souls Of Black”), além de um “passeio” com os guitarristas Eric Peterson e Alex Skolnick.

Sem dúvidas um grande trabalho e que com certeza figurará entre os melhores de 2012.

 

“Dark Roots Of Earth”  Set – List:

 01- Rise Up

02- Native Blood

03- Dark Roots of Earth

04- True American Hate

05- A Day in the Death

06- Cold Embrace

07- Man Kills Mankind

08- Throne of Thorns

09- Last Stand For Independence

10- Dragon Attack (Bônus – Queen Cover)

11- Animal Magnetism (Bônus – Scorpions Cover)

12- Powerslave (Bônus – Iron Maiden Cover)

13- Throne of Thorns (Bônus)

O Box da nuclear Blast.

Sexta-feira, 16 de Março de 2012 e rumamos para o Rio Rock & Blues Bar, localizado na Lapa, Centro do Rio de Janeiro. A casa conta com vários ambientes. Com uma decoração bem organizada e aconchegante, foi o palco da apresentação do vocalista Zak Stevens, ex-Savatage e líder da Circle II Circle.

Nesta sua mais recente passagem pelo país, Zak, optou por um formato acústico, o que transformou a apresentação em algo emotivo e intimista.

O público presente era de mais ou menos cento e cinquenta pessoas, dados não oficiais. Em um pequeno palco, Zak, acompanhado pelos músicos Maurício Del Bianco e Paul Michael Stewart (Circle II Circle), iniciou a apresentação praticamente as 22:00 hs e a abertura se deu com “The Ocean” e “Welcome”, do álbum Wake Of Magellan lançado em 1997 pelo Savatage, último registro com Zak a frente do Savatage, nada mais oportuno para dar as boas vindas aos presentes.

O show prosseguiu com “Take Back Yesterday”, a primeira do Circle II Circle a ser apresentada na noite, “Watching Your Fall” do álbum Handful Of Rain de 1994, seguida por “Believe” da banda Trans Siberian Orchestra, projeto capitaneado pelo líder do Savatage, Jon Oliva,  e “All That I Bleed” do álbum Edge Of  Thorns, entoadas por todos os presentes.

Os músicos se mostraram simpáticos e pareciam apreciar a recepção dos fãs, com muita interação e talvez o momento que todos esperavam, veio a execução de “Edge Of Thorns”, clássico do álbum homônimo de 1993, lançado pelo Savatage e que levou os presentes ao delírio.

“Handful Of Rain” de 1994, seguida por “Into The Wind” e “Watching In Silence, ambas presentes em Watching In Silence, primeiro álbum da Circle II Circle lançado em 2003, dando seqüência ao show, foram executadas “Desiree”, “Alone You Breathe” mais uma presente no álbum Handful Of Rain, um dos momentos mais emocionantes foi a execução de “Gutter Ballet”, música que Zak ofereceu ao guitarrista Criss Oliva, fechando o set principal.

Obviamente a banda voltaria para um bis, com todos os presentes gritand0 “Zak, Zak, Zak…” a banda retorna para a execução de  “Sleep”, faixa bõnus de Edge Of Thorns, “Sarajevo” e  “This Is The Time” do álbum Dead Winter Dead de 1995 fecharam a noite. Talvez a única coisa que ficou meio estranha foi quando Zak disse que sabia que a cena Heavy Metal no Rio de Janeiro estava crescendo.

No fim, a banda atendeu a todos os presentes, batendo papo, tirando fotos e autografando itens, sempre com um sorriso no rosto e com disposição todos os músicos causaram uma ótima impressão aos fãs. Saldo Final: uma saraivada de clássicos do Savatage, excelentes músicas das bandas que Zak Stevens atua e com o fechamento do show com a música “This Is The Time” fica clara que é a hora do Savatage retornar a ativa e presentear os fãs.

Riode Janeiro, 04 de Setembro de 2011.

Mais uma vez, felicidade pra uns, falta de sorte para outros. Depois do cancelamento de duas datas na América do Sul, Uruguai e Peru para sermos mais precisos, o Rio de Janeiro acabou contemplado com um show do Blind Guardian.

Os alemães eram esperados com euforia pelos cariocas depois da morna apresentação realizada em 2007 na turnê do álbum A Twist In The Myth . Desta vez, apresentando seu novo trabalho, At The Edge Of Time.

A banda formada por Hansi Kürsh (Vocals), André Olbrich (Guitars), Marcus Siepen (Guitars), Frederik Ehmke (Drums)contando com o tecladista Michael Schüren e o baixista Oliver Holzwarth de apoio, chegou na Fundição Progresso por volta das 19:30hs. A esta hora, a fila para entrar na casa estava grande e muitos fãs perambulavam pelos arredores locais.

Hansi A Frente do Blind Guardian.

Com um pouco de atraso, os portões se abriram um pouco após as 20:00hs, os fãs adentraram a casa de maneira ordeira. Sem banda de abertura e por volta das 22:hs a introdução é iniciada nos PAs, diferentemente da ausência de qualquer material de palco de 2007, desta vez, tivemos um pano de fundo por detrás da bateria com a belíssima capa do novo álbum.

Com o término da introdução, o Blind Guardian sobe ao palco e é recebido em uníssono pela casa quase cheia, realmente o Blind Guardian desfruta de bons fãs no Rio de Janeiro, visto que foi talvez o melhor público de uma banda em apresentação indoor este ano.

O show se iniciou com Sacred Worlds, música do novo álbum e que foi muito bem recebida pelos fãs. Na seqüencia os alemães executam dois clássicos de sua carreira de 25 anos, Welcome To Dying e Nightfall, cantadas por todos os presentes.

 Blind Guardian.

 Depois deste início o clima já era de festa e êxtase, Hansi e companhia tinham o público nas mãos. A seguinte foi Fly, música com tons árabes presente em A Twist In The Myth, a única deste álbum a ser tocada no show.

O Blind Guardian sempre foi famoso por fazer músicas baseadas nas obras de J. R. R. Tolkien e o vocalista Hansi Kürsh fez questão de explicar as passagens de seus contos que serviram de inspiração para as músicas, com isso, mais clássicos foram entoados, Time Stands Still (At The Iron Hill), Traveler In Time, Mordred’s Song seguida da nova e empolgante Tanelorn (Into The Void).

Marcus Siepen.

A banda estava empolgada e sua movimentação no palco era intensa, a energia do público era retribuída da mesma forma pela banda o que deixou um clima especial durante o show, os sorrisos dos fãs e da banda eram evidências disto, o baixista Oliver Holzwarth, se mostrava impressionado.

Mas o show ainda não tinha acabado e a cadenciada Lord Of The Rings fez uma base perfeita para que todos fossem levados ao Paraíso, sendo assim, Valhalla é a próxima do set, sendo cantada por todos e levada pelo público por mais tempo que o normal, a Fundição Progresso inteira se uniu em uma única voz: “…Valhalla – Deliverance, Why’ve you ever forgotten me?…”

Fechando o set regular mais uma clássica, Imaginations From The Other Side, a galera ia ao delírio, ao término da execução vários gritos por Majesty e I’m Alive eram ouvidos.

Frederik Ehmke.

A banda retorna como esperado e mais uma das novas é executada, Whell Of Time, o novo álbum parece ter agradado em cheio ao público, seguindo com o programa, a balada eterna do Blind Guardian, The Bard’s Song – In The Forest, celulares e isqueiros (deram uma volta bonita nos seguranças) foram empunhados e deram aquele ar de romantismo a música.

Mas uma banda de Heavy Metal da Alemanha que se preze não poderia terminar o show com uma balada e a pesada Mirror Mirror fez o fechamento da apresentação.

Enquanto a banda se despedia, os gritos por Majesty do álbum do álbum Battalions Of Fear, primeiro álbum da banda lançado em 1988, tornou-se absurdo e a banda não teve escolha, voltaram para a execução da mesma. O público que estava ordeiro e extasiado foi a loucura e o Blind Guardian, exorcizava de vez os maus comentários e a meia má impressão de 2007.

Com certeza todos saíram satisfeitos na noite de domingo, público, banda e produtores. Uma verdadeira celebração aos bardos alemães.

André Olbrich Com Oliver Holzwarth Ao Fundo.