Posts com Tag ‘Resenhas Shows’

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Chris Boltendahl

Quatro anos após a última passagem pelo Rio de Janeiro, os alemães do Grave Digger retornam ao Teatro Odisséia com algumas novidades. A primeira delas logicamente é a presença de músicas do mais novo álbum da banda, The Living Dead (2018). A segunda é a ausência do baterista Stefan Arnold, que saiu da banda após a gravação do álbum.

Sendo assim, a responsabilidade das baquetas ficou a cargo do tecladista, Marcus Kniep, que acompanha a banda já a algum tempo. Já o citado teclado, bem… este fora substituído por um sampler. O restante do time continua o mesmo, a voz inigualável de Chris Boltendahl, o baixo de Jens Becker, e a guitarra de Axel Ritt.

Precisamente no horário marcado, 21:00 Hs, a banda sobe ao palco. Com um bom público presente, a banda mostra que o Power Metal ainda respira e que não precisa de ajuda de aparelhos.

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Axel Ritt

Ovacionada pelos presentes, a banda iniciou o set com a nova composição, Fear Of The Living Dead, também faixa de abertura do novo álbum. A composição funcionou bem diante ao público. A banda apresenta uma trajetória bastante linear. O Grave Digger seguiu o show mesclando músicas de toda a sua carreira, arrancando coros do público presente.

Clássicos como Lionheart, Rebellion, Excalibur, e The Bruce foram entoadas por todos os presentes tirando vários sorrisos de Chris Boltendahl, que se mostrava um tanto quanto orgulhoso. As composições mais recentes mostram sua força e possuem total condição de serem consideradas como clássicos daqui a alguns anos, a única música que soou meio estranha, mas que para o público foi um grande momento de diversão foi Zombie Dance, é para se amar, ou odiar.

Fechando a noite, claro, não poderia faltar o hino, Heavy Metal Breakdown, música que nomeia o primeiro álbum dos alemães, lançado em 1984 e até hoje um dos maiores sucessos da banda.

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Chris Boltendahl

Agora vamos aos detalhes técnicos, visivelmente Marcus Kniep precisa de mais tempo de estrada se realmente quiser assumir de vez o banquinho da bateria, apesar de algum tempo na banda, 10 anos para sermos exatos, o exímio showman Axel Ritt, ainda insiste em tentar mudar, ou talvez ele simplesmente não consiga executar, alguns solos de músicas mais antigas. Jens e Chris já possuem tempo suficiente de estrada e entrosamento para que alguma falha ocorra por conta deles.

Grande parte do público foi embora satisfeita, digo grande, porque com uma carreira tão extensa, fica difícil a banda conciliar tantos clássicos com os sons novos, completamente plausível. Mais uma daquelas noites em que os ponteiros do relógio deveriam correr mais devagar. Hail!!!

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Jens Becker

Setlist: Fear of The Living Dead / Tattooed Rider / The Clans Will Rise Again / Lionheart / Blade of The Immortal / Lawbreaker / The Bruce (The Lion King) / The Dark of the Sun / Call For War / The Curse of Jacques / War God / Season of the Witch / Highland Farewell / Circle of Witches / Excalibur / Rebellion (The Clans Are Marching) / Bis: Healed By Metal / Zombie Dance / The Last Supper / Heavy Metal Breakdown.

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Venom Inc. no palco do Mister Rock Bar (MG)

Texto e Fotos por: Isabela Lopes.

No sábado (02/02), os ingleses do Venom Inc. desembarcaram em Belo Horizonte para mais  um show da turnê “Avé Satanas”, muito aguardado pelos fãs mineiros do Black Metal “old school” da banda.

Infelizmente a casa não estava muito cheia, mas o público presente recebeu com empolgação a banda, cantando de forma calorosa os clássicos do Venom, como “Welcome to Hell”, “Black Metal” e “Witching Hour”.

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Tony “Demolition Man” Dolan

O baterista Jeramie Kling, como de costume, chama atenção pela sua performance agitada e calorosa, mesmo estando lá no fundo do palco, atrás da bateria, o tempo todo fez contato com o público através de caretas e gestos, sempre soltando notas tocadas com muita força, como o estilo exige.Durante toda a apresentação, Tony “Demolition Man” Dolan, esbanjou simpatia, conversando com o público e enfatizando sua satisfação em estar tocando no Brasil. Demolition Man, chegou a mostrar uma tatuagem recém feita em seu braço com o formato do estado de São Paulo, comprovando sua paixão pelo país.

Mas, falando em “chamar atenção”, o que dizer do lendário Jeff Dunn “Mantas”, um dos membros icônicos da banda Venom. As câmeras dos celulares se mantiveram preparadas para não perder nenhum acorde solto pelo guitarrista.

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Mantas

O Venom Inc. manteve a energia em alta durante todo o setlist, esquentando ainda mais a noite dos mineiros que tiveram a felicidade de sair de casa naquele sábado para assistir aos veteranos do Metal. Para quem, por algum motivo, não teve a oportunidade, ou escolheu não ir ao show, fica o sentimento de perda. O belo-horizontino precisa, urgentemente, aprender a valorizar mais os esforços dos produtores que nos dão acesso a shows de bandas tão lendárias e passar a comparecer em peso nos eventos.

Para ver mais fotos do show, acessem: https://www.instagram.com/isabelalopesphoto/

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Jeramie Kling

SETLIST: Metal We Bleed / Die Hard / Welcome to Hell / Live Like an Angel (Die Like a Devil) / Blackened Are the Priests / Carnivorous / Parasite / Warhead / Don’t Burn the Witch / War / Lady Lust / Leave Me in Hell / Temples of Ice / Black n’ Roll / Black Metal / Sons of Satan / Witching Hour.

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O que era impensável se tornou realidade no último dia 9 de Novembro. A data marcou o início da passagem do British Lion pelo Brasil. Para quem não se recorda, a banda é um projeto solo do baixista Steve Harris, nada mais nada menos do que o capitão e fundador da instituição, Iron Maiden.

Contando com um álbum de estúdio, autointitulado, lançado em 2012, Steve se juntou aos músicos Richard Taylor (Vocal), Grahame Leslie (Guitarra), David Hawkins (Guitarra) e Simon Dawson (Bateria) e fez sua primeira apresentação em terras brasileiras na sexta-feira com clima londrino.

A banda chegou cedo ao Circo Voador e atendeu a alguns fãs que estavam no local. No horário definido a banda subiu ao palco e com muita empolgação, animou o público presente.

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Richard Taylor

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British Lion no palco

Com um som um pouco diferente de sua principal banda, Steve Harris e cia fazem algo mais voltado ao Hard n’ Heavy, se distanciando um pouco do Heavy Metal mais tradicionalista da donzela de ferro.

 

O público mediano, talvez devido ao grande número de apresentações que estão ocorrendo na cidade no mês de Novembro, agitou bastante e cantou as músicas não decepcionando. Por sinal, a banda só utilizou faixas autorais, sem nenhum cover de outra bandas que os integrantes fazem ou faziam parte.

Se alguém duvidava da banda em cima do palco, digo que as músicas soam bem mais fortes ao vivo, e que as composições do vindouro álbum, o segundo da banda, apresentam um baixo mais cavalgado do que o primeiro, marca registrada de Mr. Harris. Bom exemplo disto é a faixa ‘Spitfire’, que ganhou clip poucos dias antes da apresentação e foi executada ao vivo pela primeira vez neste show.

This Is My God’, ‘Lost Worlds’ e ‘Bible Black’, soaram muito bem ao vivo e foram recebidas muitíssimo bem pelo público. Um belo início de turnê, que deixou banda e os seguidores de Steve satisfeitos.

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Steve entregue ao Rio

Apesar da qualidade e experiência instrumental da banda, um dos únicos pontos de destaque negativo fica por conta da movimentação de palco de Richard Taylor. O cara tem carisma e até que se comunica, mas falta aquele ritmo de palco que estamos acostumados a ver.

Além da excepcional qualidade do Circo Voador, um outro ponto que chama a atenção foi o valor das camisas da banda, trazidas pela própria produção, os souvenirs custavam bem mais baratos que as camisas feitas no Brasil, e estou falando de bandas nacionais e internacionais. Um excelente atrativo aos fãs.

British Lion Setlist: This Is My God / Lost Worlds / Father Lucifer / The Burning / Spitfire / The Chosen Ones / These Are The Hands / Bible Black / Guineas And Crowns / Last Chance / Us Against The World / Lightning / Judas / Bis: A World Without Heaven / Eyes Of The Young.

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Os irmãos Cavalera celebrando com o Circo Voador

Celebrando dois dos maiores clássicos do Sepultura, “Beneath The Remains” e “Arise”, os irmãos Cavalera, Max e Iggor, chegam ao Rio de Janeiro com a turnê, ’89 – 91 ERA’.

Esses álbuns representaram a solidificação do nome Sepultura mundialmente, culminando posteriormente nos álbuns “Chaos A.D” e “Roots”. Fechando assim a primeira grande fase da banda mineira.

Não vou gastar tempo falando da saída dos irmãos da banda, isso foi amplamente noticiado e todo headbanger que se preze já ouviu essas histórias milhões de veze assim como a troca de farpas entre os irmãos e seus antigos companheiros. Vamos falar de algo que realmente importa, a música.

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Mike Leon

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Marc Rizzo

Praticamente no horário marcado pela produção, 22:30, Iggor Cavalera, Marc Rizzo, Mike Leon e Max Cavalera sobem ao palco do Circo Voador. Ovacionados pelo bom público, a banda já começa o set com  ‘Beneath The Remains’, uma grande roda tomou conta do Circo Voador e não houve piedade para quem estava dentro do turbilhão humano.

Sem tempo para pensar, eram desferidos sons pesados e clássicos, fazendo a cabeça dos que estavam presentes, ‘Inner Self’, ‘Mass Hypnosis’, ‘Arise’, ‘Dead Embryonic Cells’ entre outras fizeram com que a roda fosse constante durante o show.

Vários fãs aproveitaram para praticar ‘stage dive’, subindo ao palco e se atirando contra a platéia depois. A banda estava curtindo o momento, uma verdadeira viagem no tempo aos gloriosos anos de Sepultura. Max não escondia o sorriso e dividiu o microfone com os fãs. O mesmo inclusive realizou seu próprio ‘stage dive’ na galera. 

Yggor, apesar de aparentar um certo cansaço, ainda espanca sua bateria como um animal. Mike Leon é um insano no baixo e o cara curte cada momento, já Rizzo é um pouco mais contido, mas uma máquina nas guitarras.

Um momento dedicado a Lemmy Kilmister do Motorhead fora anunciado por Max e era a hora das imortais ‘Orgasmatron’ e ‘Ace Of Spades’. O Circo veio abaixo. O turbilhão ganhara força e o bicho pegou.

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Os irmãos, Iggor e Max Cavalera

Para encerrar ainda tivemos de “bônus”, ‘Refuse Resist’ e ‘Roots’. Noite inesquecível para os fãs, saudosistas ou não, um show de Metal como deve ser. Grande aula.

Max & Iggor Cavalera Setlist: Beneath the Remains / Inner Self / Stronger Than Hate / Mass Hypnosis / Slaves of Pain / Primitive Future / Arise / Dead Embryonic Cells / 
Desperate Cry / Altered State / Orgasmatron (Motörhead Cover) / Ace of Spades (Motörhead Cover) / Troops of Doom / Refuse-Resist / Roots Bloody Roots / 
Beneath the Remains – Arise

 

Instagram: instagram.com/pedrohmello

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Daniel revelando talentos em meio ao público

06-05 – Daniel Cavanagh

O inglês, Daniel Cavanagh, conhecido por seu trabalho junto ao Anathema, passou pelo Brasil promovendo seu mais novo álbum solo, “Monochrome”. O show do Rio foi trazido pela parceria da MGB Produções com a No Class Agency, uma dobradinha que tem dado muito certo em terras cariocas.

Mesmo com disco novo, Daniel trouxe aos fãs mais fervorosos um show repleto de canções que fizeram sucesso em seu período com o Anathema e alguns covers. De “Monochrome”, apenas fora executada ‘The Exorcist’, uma das mais legais do novo material do vocalista e guitarrista.

O público era pequeno mas caloroso, só não entendi o porque de Daniel não utilizar nada que deixasse seu sampler com melhor acesso, ao invés disso, o músico preferiu se exercitar em uma série de agachamentos a meu ver, desnecessários.

Um show intimista onde não faltaram clássicos como: ‘Springfield’, ‘Fragile Dreams’, ‘Anathema’ e as duas partes de ‘Untouchable’. E os covers para ‘Enjoy The Silence’ do Depeche Mode, ‘Another Brick In The Wall – Part 2’ e ‘High Hopes’ do Pink Floyd. Os fãs curtiram e saíram felizes.

 

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Ozzy em sua despedida

20-05 – Ozzy

E o Mestre das Trevas comedor de morcegos anuncia sua aposentadoria. Ok, ok, não é a primeira vez. E os fãs já foram avisados de que é a última turnê mundial e que Ozzy ainda permanecerá no mundo da música, fazendo eventos especiais.

A Jeunnese Arena estava com um excelente público para receber Ozzy e sua trupe. Com músicos experientes ao seu lado, o inveterado Madman contou com nomes bem conhecidos no cenário da música pesada, Zakk Wylde retorna as guitarras, Rob “Blasko” Nicholson no baixo, Tommy Clufetos na bateria e Adam Wakeman, filho de Rick Wakeman, nos teclados e guitarras adicionais.

Ozzy estava completamente solto no palco e junto com a banda tomaram conta e incendiaram o grande público. Os efeitos visuais das telas que compunham o background do palco eram um show a parte.

O show foi intenso e lógico, com o tempo de estrada de Ozzy, era impossível termos todas as canções no set, mas mesmo assim, foi um belo apanhado da carreira solo de Ozzy. Mas tivemos canções icônicas como ‘Bark At The Moon’, ‘No More Tears’, ‘Mr. Crowley’, ‘Suicide Solution’ entre outras.

Mas o maior pecado da noite foram ter executado apenas a introdução de ‘Perry Mason’, em um medley instrumental onde Zakk passeou pelo pit debulhando sua guitarra.

Despedida bem mais animada do que a do Sabbath.

 

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Carl Palmer mantendo o legado do ELP no Vivo Rio

25-05 – Carl Palmer

Ícone do Rock Progressivo, Carl Palmer, lendário baterista do trio, Emerson, Lake & Palmer, se apresentou no Rio de Janeiro no final do mês de Maio.

O baterista veio promover um show ao lado dos excepcionais, Paul Bielatowicz (Guitarra) e Simon Fitzpatrick (Baixo), comemorando e celebrando sua carreira junto ao trio que levara seu nome. Palmer é o único membro ainda vivo da banda, Greg Lake e Keith Emerson vieram a óbito no ano de 2016. O primeiro,vítima de um câncer, e o segundo, cometendo suicídio em sua casa, Keith apresentava um quadro de depressão devido a um problema grave em um nervo em sua mão direita que limitava suas performances, o músico não suportou ao se ver limitado e sendo constantemente criticado por suas finais apresentações.

Bem, voltemos a falar de coisas boas agora. Carl Palmer está em plena forma, aos 68 anos de idade, o britânico ainda demonstra um vigor invejável enquanto surra suas peles e pratos, já a escolha dos músicos que o acompanham, não poderia ser mais acertada, Simon e Paul são dois prodígios das cordas e fizeram uma exemplar apresentação.

A apresentação ainda contou com Ritchie, sim, aquele de ‘Menina Veneno’, nos vocais de ‘Lucky Man’ e Tony Platão em ‘C’est la vie’. Os caras mandaram bem.

Palmer estava feliz em estar ali, celebrando o ELP com seus amigos. Como backdrop, várias ilustrações criadas por Palmer, muitas delas, usadas pelo ELP, como Tarkus e Manticore. Uma apresentação cheia de nuances delicadas, detalhes apoteóticos, simplesmente de tirar o fôlego.

 

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Angra, lançando 0mni no Circo Voador

31-05 – Angra

Com nova formação, o Angra retorna ao Circo Voador para o lançamento do álbum 0mni.

Rafael Bittencourt (Guitarra), Felipe Andreoli (Baixo), Bruno Valverde (Bateria) e Fabio Lione (Vocal), agora contam com Marcelo Barbosa (Guitarra), assumindo a posição anteriormente ocupada por Kiko Loureiro.

A alteração não foi nenhuma grande surpresa, Marcelo já substituíra Kiko em algumas ocasiões, sem comprometer a banda, o que fez com que sua escolha para o cargo fosse mais que acertada. Para quem não lembra, Kiko agora faz parte do Megadeth. 

A banda estava empolgada, e parece que depois de alguns altos e baixos na carreira da banda, os fãs voltaram a apoiá-los. 0mni é o primeiro álbum sem Kiko, na verdade ele aparece com uma pequena participação, no solo de ‘War Horns’. Outras participações no disco são a cantora Sandy, sim, aquela que cantava com o irmão Júnior, e a vocalista do Arch Enemy, Alissa White-Gluz, ambas na faixa ‘Black Widow’s Web’.

O set focou bem as músicas desta nova fase com Lione, mostrando que aos poucos, a banda vai adquirindo uma nova identidade. Praticamente 50% de novas composições e 50% de clássicos.

Com uma bela iluminação e muita garra, a banda subiu ao palco animada. Andreoli, para mim, continua sendo o músico mais técnico da banda,o cara é realmente um monstro.

Entre as novas, destaque para, ‘Black Widow’s Web’, ‘Insania’, ‘Travelers of Time’, ‘Newborn Me’ e ‘Storm of Emotions’, já para as viúvas de plantão, destacamos, ‘Holy Land’,  ‘Nothing to Say’, ‘Rebirth’, ‘Running Alone’ e ‘Angels and Demons’.

Apesar do público estar ansioso, e a banda empolgada, algumas falhas no som da casa tiraram a paciência de Fabio Lione, sua voz não saiu em vários momentos, e a banda não obtinha retorno em algumas ocasiões. Lione fazia caras bravas e cobrava respostas da produção, culminando ao término do show com o italiano arremessando o microfone na parede.

Claro, o público cantou tudo e mesmo com as falhas, não deixou em nenhum momento, a moral da banda cair. Noite um pouco tumultuada, mas com sorrisos ao fim da noite.

 

 

 

 

 

 

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Kotipelto & Liimatainen

16-04 – Blackoustic

A MGB Entertainment trouxe ao Rio de Janeiro o projeto finlandês, Blackoustic. O projeto é formado por dois grandes nomes do Metal Melódico, Timo Kotipelto, vocalista do Stratovarius, e Jani Liimatainen, mais conhecido por ser o ex-guitarrista do Sonata Arctica.

No show com formato, “um banquinho e um violão”, a dupla tocou alguns clássicos de suas antigas bandas, carreiras solo, da banda Cain’s Offering, no qual Jani e Timo possuem parceria e alguns covers. Com um público bem razoável, mas bem barulhento, os finlandeses fizeram questão de tornar a noite especial e não faltaram interações com o público. Simpatia e esforço, nota 10.

O set foi um dos mais compridos da turnê e contou com 21 músicas. Destaques para ‘My Selene’ (Sonata Arctica), ‘Two Minutes To Midnight’ (Iron Maiden), ‘Out In The Fields’ (Gary Moore) e ‘Black Diamond’ (Stratovarius).

Abrindo a noite especial, tivemos a banda Syren, que adaptou seu Heavy Metal a roupagem acústica. Nem preciso falar da qualidade dos caras, são monstros. A banda sobrou no palco do Teatro Odisséia e fizeram um excelente trabalho. Com certeza o leque de fãs abriu satisfatoriamente. A apresentação ainda contou com participação do vocalista Rod Rossi e deixou um gosto de ‘quero mais’ nos ouvintes.

 

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Premiata Forneria Marconi no palco do Vivo Rio

21-04 – Premiata Forneria Marconi

A Top Cat Produções, em parceria com o Vivo Rio, tem promovido alguns concertos de bandas clássicas do Rock 70 no Rio de Janeiro. Após shows brilhantes de Renaissance, Steve Hackett (Genesis), entre outros, era a hora de uma das mais importantes bandas do Rock Progressivo italiano, a Premiata Forneria Marconi.

O septeto composto por Franz Di Cioccio (único membro fundador da banda até os dias atuais, vocalista e baterista), Patrick Djivas (baixo), Roberto Gualdi (bateria), Alessandro Scaglione (teclado), Lucio Fabbri (violino), Marco Sfogli (guitarra) e Alberto Bravin (teclado), aproveitou a vinda para promover o álbum, Emotional Tattoos, e encantou o público presente com sua música de qualidade.

Com uma disposição de deixar alguns na casa dos 30, 40 anos, boquiabertos, o septuagenário, Di Cioccio, corre, faz ‘air drummer’, canta como um garoto e ainda divide a bateria com Roberto Gualdi.

Músicas ricas em detalhes, com momentos tendendo ao peso, em outros tendendo a técnica e atmosfera. As camadas de teclado juntamente com a “cama” construída pela uma afiada guitarra e um excepcional violino, prenderam a atenção dos presentes fazendo com que ao final a banda fosse merecidamente aplaudida de pé.

 

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Fernando Ribeiro no comando do Moonspell

25-04 – Moonspell

Anunciada a praticamente 2 anos atrás e após uma longa jornada, a MGB Entertainment traz de volta ao Rio de Janeiro, a banda portuguesa Moonspell. A banda conhecida pela mistura de Gótico e Doom, chega em terras cariocas promovendo o aclamado álbum conceitual, “1755”. 

Com o som alto e nítido, apoiado por um belo esquema de luzes, o Moonspell fez uma apresentação memorável que levou o bom público a cantar todas as músicas em alto e bom som.

Mesclando músicas já consagradas aos novos petardos de “1755”, a banda tomou de assalto o Teatro Odisséia e a apresentação facilmente será mencionada como um das melhores do ano.

 

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Pain Of Salvation

26-04 – Pain Of Salvation

O Teatro Rival foi o palco escolhido para a apresentação dos suecos do Pain Of Salvation. A banda veio ao Brasil divulgando o aclamado álbum, “The Passing Light of Day”. Mais uma atração trazida pela MGB Entertainment.

O show contou com um bom público, visto que a banda possui uma vasta gama de fãs. A abertura ficou a cargo dos cariocas da Reckoning Hour. A banda não deixou pedra sobre pedra e fez os presentes agitarem com seu Death Metal Melódico.

A Pain Of Salvation subiu ao palco bem a vontade e deu ênfase ao novo álbum. Metade do set foi composto por músicas de “The Passing Light of Day”. O álbum traz uma perspectiva particular do líder da banda, Daniel Gildenlow que passou por momentos delicados durante uma grave infecção.

Obviamente devido ao fato ocorrido, já era de se esperar que o tom das músicas ficasse um pouco mais dark, aliado a veia progressiva da banda, alguns elementos eletrônicos e doses de peso, o Pain Of Salvation deu aos fãs uma noite memorável.

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Glenn Hughes no Circo Voador

29-04 – Glenn Hughes

Com um concerto baseado em sua experiência junto ao Deep Purple, tendo gravado os espetaculares álbuns, “Burn”, “Stormbringer” e “Come Taste The Band”, o lendário baixista/vocalista fechou o mês de Abril dos cariocas com uma grande apresentação no Circo Voador.

Com um palco iluminado e com uma voz invejável, Hughes, já iniciou o show com a pedrada, ‘Stormbringer’ e desfilou por canções como ‘Sail Away’, ‘You Fool No One’, ‘You Keep On Moving’ e as eternas ‘Smoke On The Water’, ‘Burn’ e ‘Highway Star’.

Contando com uma banda jovem e bem coesa, “The Voice Of Rock”, cantou e tocou como se não houvesse um amanhã. Carismático e com um discurso pacifista, a banda levou o Circo Voador abaixo e emocionou os presentes.

A sensação de se estar dentro de um autêntico show dos anos 70 era inegável, apesar do set aparentemente curto, os momentos de improvisação preencheram os espaços de forma inteligente e arrancaram gritos dos presentes.

Um dos melhores eventos já promovidos pela EV7 no Rio de Janeiro. Produção grandiosa.

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Andre Matos

12 anos.

Este foi o período de tempo em que Andre Matos (Vocais), Luis Mariutti (Baixo), Hugo Mariutti (Guitarra) e Ricardo Confessori (Bateria), a formação fundadora do Shaman, não se encontravam juntos em um palco.

O retorno foi marcado para o Audio Club (SP), no dia 22/09, e teve os ingressos esgotados rapidamente, o que fez com que a produção colocasse uma data extra no domingo (23/09). O Shaman, a título de curiosidade, surgiu após a saída de Andre, Luis e Ricardo do Angra. Acrescidos de Hugo, irmão de Luis, nas guitarras.

A banda fez um sucesso estrondoso com o lançamento dos álbuns Ritual (2002) e Reason (2005). Em 2006, a banda rompeu. Ricardo seguiu sozinho com o nome da banda, e renovou o line-up, essa nova formação gravou os álbuns Immortal (2007) e Origins (2010).

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Ricardo Confessori

Com a casa tomada, segundo informações o Audio Club tem capacidade para 3.000 pessoas, a banda subiu ao palco por voltas das 21:00 hs, e começou o set com a execução do álbum Reason na íntegra.

Com um telão de fundo, ótima iluminação e som limpo, o Shaman estava oficialmente de volta. Platéia comovida a primeira nota. O olhar de felicidade compartilhado entre os presentes dizia tudo, músicas sendo cantadas em uníssono e algumas lágrimas puderam ser vistas.

Hugo Mariutti estava solto no palco, convidando o público para perto da banda, que o atendia prontamente, o sempre sério Luis, por várias vezes esbanjava um largo sorriso, mostrando o que aquela noite representava.

Pausa para a banda recuperar o gás, o público pôde ver alguns vídeos dos ensaios e gravações dos álbuns gravados, interessante para uns, desnecessário para outros. Eu particularmente curti ver o ambiente de trabalho e elaboração de dois fantásticos álbuns.

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Luis Mariutti

A banda volta ao palco para a execução do álbum “Ritual”. Com um, Andre Matos, cantando bem acima da média, calando a boca dos céticos, a banda dava início a segunda parte do show. Agora, tocando o primeiro álbum da banda na íntegra.

Indescritível ouvir esses clássicos do Metal nacional serem interpretados ao vivo mais uma vez. Acompanhando a banda no palco tivemos a ilustre presença do tecladista Fábio Ribeiro, que agitou muito durante a apresentação.

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Hugo Mariutti

Fechando a apresentação tivemos, “Pride”, última faixa do álbum Ritual e uma das músicas mais pesadas registradas pela banda. Originalmente, a banda teve como convidado o alemão Tobias Sammet, que dispensa apresentações, porém nesta noite, tivemos o vocalista Bruno Sutter fazendo os duetos com Andre Matos.

Uma noite mágica para os fãs. Se você estava indeciso, na dúvida se vale ou não a pena assistir a essa turnê, siga minha sugestão…VÁ! 

Setlist: Intro / Turn Away / Reason / More (The Sisters Of Mercy Cover) / Innocence / Scarred Forever / In the Night / Rough Stone / Iron Soul / Trail of Tears / Born to Be / Intermission / Ritual / Ancient Winds / Here I Am / Distant Thunder / For Tomorrow / Time Will Come / Over Your Head / Piano Solo (Andre Matos) / Fairy Tale / Blind Spell / Ritual / Pride.