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Mopho: 5º disco em comemoração aos 25 anos de carreira

Publicado: 25/06/2021 por Pedro Mello em News
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De volta com a formação do Volume 3 e à peculiar habilidade em entregar canções com alta carga emotiva e melódicas, a lendária banda alagoana de música psicodélica, Mopho, chega ao quinto registro de estúdio, o EP Que Fim Levou Meu Sorriso, exatamente no ano em que completa 25 anos de carreira.

O álbum, com seis faixas, está nas plataformas digitais: https://orcd.co/erv85mk.

A Mopho é uma banda de músicos com influências plurais, que transitam entre o rock dos anos 60/70 com um pouco de hard e psicodelia, e especialmente a música brasileira de Mutantes a Zé Ramalho.

Que Fim Levou Meu Sorriso resgata o cancioneiro popular das influências radiofônicas, principalmente nordestinas, de artistas como Ednardo, Fagner, Belchior, mas tudo embalado a singular forma do Mopho de fazer música – a verve melancólica e camadas lisérgicas. Esta aura também é perceptível pelo canto mais enraizado do vocalista João Paulo.

O lançamento marca o retorno de Júnior Bocão (baixo e voz) e Hélio Pisca (bateria), membros originais, que novamente se juntam a João Paulo (guitarra e voz) e Dinho Zampier (teclado). A produção teve início no final de 2019, mas foi finalizada somente em 2020, quando a aguardada reunião foi sacramentada.

O quarteto, reunido em estúdio – em breve nos palcos – , significa a essência do Mopho mais uma vez exaltada, uma formação que já brindou a música psicodélica com o disco autointitulado de 2000, hoje um clássico absoluto do gênero.

Quatro faixas de Que Fim Levou Meu Sorriso são de autoria de João Paulo, composições cujas primeiras ideias e arranjos surgiram ainda na produção do quarto álbum, Brejo (2017), e mais duas de Júnior Bocão, estas que fariam parte do segundo álbum do Mopho, Sine Diabolo Nullus Deus (2004).

Como revela o baixista sobre as suas composições, devido à ruptura da formação original, as faixas foram lançadas no álbum da banda Casa Flutuante, projeto de Bocão e Pisca, que finalmente ganharam arranjos do Mopho.

A única participação do álbum é em Mundo Sem Fim, que tem vocais de Júlia Guimarães, filha do João Paulo, vocalista do projeto Ladybug. É, aliás, a primeira música com um feat na história do Mopho.

Que Fim Levou Meu Sorriso também sairá em CD, pelo selo Psico Br (@psicobroficial). A data será anunciada em breve.

Comentário sobre Que Fim Levou Meu Sorriso de Fernando Coelho, jornalista e mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Pernambuco:

“Ao mergulhar na melancolia e no desalento existencial – a começar pelo título –, o disco reafirma a assinatura singular dos alagoanos, que arrebata os apreciadores do rock (e da boa música!) desde a estreia, há mais de 20 anos.

Forjada sob o talho da maturidade, a inédita coleção de canções entrega o que antigos fãs desejam ouvir, mas com os ingredientes obrigatórios para conquistar novos seguidores: melodias elaboradas, arranjos esmerados e o superlativo talento individual dos integrantes sempre em favor das composições. ‘Imaginação’ é um clássico atemporal.”


Opinião de Júlio Andrade, o Julico do The Baggios:

“Acompanho Mopho desde os primeiros discos e a considero uma das mais sensacionais bandas brasileiras. Nesse novo álbum, a banda reforça tudo que curto neles: lindas melodias com arranjos vocais certeiros, nuances e texturas que reforçam o fio condutor da banda que é a música psicodélica com ótimos timbres e referências. Vida longa ao Mopho!”

Lançamento: 25 de junho de 2021 nas plataformas digitais

Gravado e mixado por Joaquim Prado no Estúdio Panda
Gravações adicionais no Divina Home. Masterizado por Brendan Duffey.

Projeto gráfico

Direção de arte: Júnior Bocão
Designer gráfico e arte finalista: Victor Caesar

Este trabalho foi financiado com recursos da Lei Aldir Blanc através de Edital público da Secretaria de Cultura (Secult) de Alagoas.

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