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A banda paulista de stoner/rock alternativo Hiënaz entra em outubro com um pacote de novidades. Continua um quarteto, mas com dois novos músicos, e tem duas canções recém-gravadas que serão lançadas como um EP. Aliás, o já intitulado ‘Spaghetti Stoner’ marca a estreia no selo da Abraxas.

O EP é o primeiro trabalho do Hiënaz com formação pós-Ulular (novembro de 2019). Pedro Kerr (guitarra) e Thomas Omarsson (bateria) ganham o reforço de Julio Cezar (vocal e outra guitarra) e Felipe Dhelomme (baixo).

São duas faixas em um formato acústico, Febre do Ouro, do disco de estreia Ulular, e Suspiria, uma versão da música do Goblin, banda de rock progressivo italiana que fez sucesso na década de 1970. A capa, criada por Bruno Bigh, tem tudo a ver com ambas as músicas, como se as unisse por um conceito.

A letra de Febre do Ouro é inspirada na época da exploração do minério no Oeste dos Estados Unidos e nas minas gerais do Brasil. “Fazendo ela acústica, com essa letra, o clima de faroeste veio na hora”, conta Pedro Kerr, um fissurado por filmes de western de Sergio Leone e Corbucci.

“E absolutamente apaixonado pelas trilhas do Ennio Morricone – que se foi esse ano – e aí pensamos em colocar uma pitada da inspiração disso no arranjo”, ele revela.

Por isso Spaghetti Stoner, um nome alusivo aos filmes de bangue-bangue, ou faroeste macarrônico, e à sonoridade do Hiënaz, também calcada no stoner.

Tedesco Comunicação & Mídia

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O primeiro material derivado do potente disco de estreia da Hiënaz, Ulular (lançado em novembro de 2019), é um videoclipe para a música “Selva Sideral”, já totalmente gravado. A previsão é que a produção, que dialoga com conceitos de saúde mental e ansiedade urbana, seja oficialmente lançada nas primeiras semanas de fevereiro.

Com roteiro e direção do quarteto paulistano de stoner rock junto a Victor Gorgatti e o Victor Cutrale, da Domínio Media Craft, o clipe trabalha com estruturas subjetivas, oníricos. Onirismo, em medicina, refere-se a um estado mental que costuma ocorrer em síndromes confusionais e é constituído por um conjunto de alucinações visuais, interagindo entre si e com o ‘sonhador’ enquanto está acordado.

Entre momentos de ansiedade, adrenalina e alucinações, o videoclipe mostra a jornada do protagonista em busca de legitimação da existência. A complexidade e seriedade do assunto, no entanto, são ilustradas nesta produção em cenas dinâmicas e cortes inteligentes, contrapostos a momentos da Hiënaz tocando em um grande galpão.

O lançamento do videoclipe de ‘Selva Sideral’ será especial. A banda prepara um evento na capital paulista para a première, seguida de show. A ideia, conta Kerr, é ampliar a experiência da divulgação da música e, consequentemente, do álbum Ulular: mostrar uma interpretação da canção a partir do audiovisual e, em seguida, executá-la ao vivo, levando o peso e psicodelia à exaustão.

Ulular, gravado no Inhame Stúdio e produzido no M6 Studio, ambos em São Paulo, é um álbum conceitual. Aborda enfrentamentos do indivíduo na juventude e sugere ideais e conceitos destes eventuais escolhas na fase adulta, a partir de temas como paranoia, estresse, libertação, entre outros, tudo em uma ordem cronológica pensada pela própria banda.

Ouça Ulular aqui: https://spoti.fi/2OdQ8TP