Posts com Tag ‘Gangrena Gasosa’

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Em 1987, quatro brasilienses resolveram misturar os dois estilos que mais curtiam: o forró pé se serra de Zenilton com o punk melódico dos Ramones. Assim surgia os Raimundos e o rock brasileiro nunca mais foi o mesmo. Agora chegou a hora de homenagear a banda que deu origem a tudo com um show especialmente dedicado ao melhor do cancioneiro ramônico. No sábado, dia 12, o Circo traz o Raimundos Rock Fest, com Raimundos tocando um set especial só de músicas do Ramones – além de seus maiores sucessos –, a maior banda de Saravá Metal de todos os tempos, o Gangrena Gasosa, e uma lenda do rock candango pela primeira vez no Circo, o Galinha Preta.

Não dá pra dimensionar a influência dos Ramones na música mundial. Estima-se que duas em cada duas bandas boas ouviram alguma música dos protopunks nova-iorquinos antes de resolver tocar. Poucas, porém são tão ligadas a obra dos Ramones quanto os Raimundos. A começar pelo nome, seguindo pela pegada, melodia, rapidez e distorção. É possível ouvir nitidamente a vibe ramoniana em cada nota emitida pelos Raimundos. Músicas como ‘Pequena Raimunda’ reforçam ainda mais a devoção pelos quatro cabeludos do apocalipse. Já era hora de um show dedicado a essa instituição do rock mundial.

No repertório, clássicos como ‘Sheena is a Punk Rocker’, ‘Rockaway Beach’, ‘Blitzkrieg Bop’, ‘Teenage Lobotomy’ e ‘I Wanna Live’ serão metralhados sem dó nem piedade naquela velocidade créu 5. Músicas mais melodiosas como ‘Strenght to Endure’, ‘I Believe in Miracles’ e ‘Poison Heart’ ganham versões mais fiéis à gravação, de um jeito que nem os originais tocavam ao vivo. E ainda tem ‘California Sun’, ‘Bonzo Goes to Bitburg’ e muito mais.

Para compôr a primeira e insana edição do Raimundos Rock Fest, Digão, Canisso, Marquin e Caio convidaram duas bandas que, como eles, souberam reinventar um gênero gringo misturando estilos genuinamente brazucas para criar algo totalmente novo e absolutamente foda. O Gangrena Gasosa surgiu como uma resposta ao metal gringo, que cultuava entidades demoníacas estrangeiras ao invés de dar valor ao diabo nacional. Na ativa desde 1990, a banda carioca foi responsável por algumas obras primas da zoação headbanger como “Se Deus é Dez, Satanás é 666”, “Smells Like Tenda Espírita”, “Troops of Olodum” e “Welcome to Terreiro”. Nesse show, a Gangrena lança seu fanzine “Amputação” e mostra algumas novidades que farão parte do próximo disco.

Já os Galinha Preta são uma verdadeira lenda do rock candango, na ativa desde 2002, com um hardcore direto e agudo como uma bicuda nos bagos. Formado por Frango Kaos (vocal, samplers, guitarra), Bruno Tartalho (baixo), Japonês (guitarra) e Guilherme Tanner (bateria), eles abordam temáticas positivas em canções super do bem como “Ninguém Nesse Mundo é Porra Nenhuma”, “Sodomizaram Kadafi” e “Roubaram meu Rim”.

Se você acha que o mundo está muito coxinha, curte um som rápido e pesado, enfim, se você quer ver o oco, o Raimundos Rock Fest é a noite que vai restaurar sua fé na humanidade! Gabba Gabba Hey cabra da peste!

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Raimundos Rock Fest
Raimundos toca Ramones + Gangrena gasosa + Galinha Preta

1º Lote:*
R$ 50 (meia-entrada para estudantes, menores de 21 anos e maiores de 60 anos)
R$ 50 (cliente Odeon que apresentar ingresso de algum filme do cinema ou cliente Clube Sou + Rio)**
R$ 50 (ingresso solidário válido com 1kg de alimento)
R$ 100 (inteira)


*Lote sujeito à alteração sem aviso prévio

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Em 1987 quatro brasilienses resolveram misturar os dois estilos que mais curtiam: O forró pé de serra de Zenilton com o punk melódico dos Ramones. Surgia os Raimundos e o rock brasileiro nunca mais foi o mesmo.

Agora chegou a hora de homenagear a banda que deu origem a série com um show especialmente dedicado ao melhor do cancioneiro ramônico. Nesse sabado, dia 12/03, o Circo traz o Raimundos Rock Fest, com o Raimundos tocando um set especial só de músicas do Ramones, além de seus maiores sucessos. E ainda a maior banda de Saravá Metal de todos os tempos, o Gangrena Gasosa e uma lenda do rock candango pela primeira vez no Circo, os Galinha Preta!

Não dá pra dimensionar a influência dos Ramones na música mundial. Estima-se que duas a cada duas bandas boas ouviram alguma música dos protopunks novaiorquinos antes de resolver tocar. Poucas porém estão ligadas a obra dos Ramones quanto os Raimundos.

A começar pelo nome, seguindo pela pegada, melodia, rapidez e distorção, ouve-se nitidamente a vibe ramoniana em cada nota emitida pelos Raimundos. Músicas como Pequena Raimunda reforçam ainda mais a devoção pelos quatro cabeludos do apocalipse. Já era hora de um show dedicado a essa instituição do rock mundial.

No repertório, clássicos como Sheena is a Punk Rocker, Rockway Beach, Blitzkrieg Bop, Teenage Lobotomy e I Wanna Live serão metralhados sem dó nem piedade naquela velocidade Créu 5. Músicas mais melodiosas como Straight to Endure, I Believe in Miracles e Poison Heart ganham versões mais fiéis a gravação, de um jeito que nem os originais tocavam ao vivo. E ainda tem California Sun, Bonzo Goes to Bitburgh e muito mais.

Para compôr a primeira e insana edição do Raimundos Rock Fest, Digão, Canisso, Marquin e Caio convidaram duas bandas que como eles, souberam reinventar um gênero gringo misturando estilos genuinamente brazucas para criar algo totalmente novo e absolutamente foda!

O Gangrena Gasosa surgiu como uma resposta ao metal gringo, que cultuava entidades demoníacas estrangeiras ao invés de dar valor ao diabo nacional. Na ativa desde 1990, a banda carioca cometeu algumas obras primas da zoação headbanger como “Se Deus é Dez, Satanás é 666”, “Smells Like Tenda Espirita”, “Troops of Olodum” e “Welcome to Terreiro”. Nesse show, a Gangrena lança seu fanzine “Amputação” e mostra algumas novidades que farão parte do próximo disco.

Os Galinha Preta são uma verdadeira lenda do rock candango, na ativa desde 2002 com um hardcore direto e agudo como uma bicuda nos bagos. Formado por Frango Kaos (vocal, samplers, guitarra), Bruno Tartalho (baixo), Japonez (guitarra) e Guilherme Tanner (bateria), eles abordam temáticas positivas em canções super do bem como “Ninguém Nesse Mundo é Porra Nenhuma”, “Sodomizaram Kadafi” e “Roubaram meu Rim”.

Se você acha que o mundo tá muito coxinha, curte som rápido e pesado, enfim, se voce quer ver o oco, o Raimundos Rock Fest é a noite que vai restaurar sua fé na humanidade! Gabba Gabba Hey cabra da peste!

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Raimundos Rock Fest
Raimundos toca Ramones + Gangrena gasosa + Galinha Preta

1º Lote:*
R$ 50 (meia-entrada para estudantes, menores de 21 anos e maiores de 60 anos)
R$ 50 (cliente Odeon que apresentar ingresso de algum filme do cinema ou cliente Clube Sou + Rio)**
R$ 50 (ingresso solidário válido com 1kg de alimento)
R$ 100 (inteira)
*Lote sujeito à alteração sem aviso prévio

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Behemoth no palco do Circo Voador

Uma chuva fina depois de um dia de Sol, clima abafado, sufocante. E neste clima infernal é que os cariocas receberam pela primeira vez os poloneses do Behemoth. A banda vinha de uma apresentação arrasadora em São Paulo no sábado e segundo informações, no Rio não seria diferente. O evento contou também com mais duas bandas, a debutante Tellus Terror e a infame Gangrena Gasosa.

As portas do Circo Voador abriram no horário, o público teve a oportunidade de adquirir merchandising das bandas, além de uma variedade de camisas e material novo da Unearthly, que eu indico a aquisição. A primeira banda a subir ao palco foi a Tellus Terror, banda que vem divulgando o surpreendente debut – Ez Life DV8.

O som da casa estava excepcional e alto como sempre; a Tellus Terror aproveitou a oportunidade para a gravação do show para um lançamento futuro. A banda portou-se muito bem no palco, mesmo com pouco tempo de formação, teve uma postura muito madura e espero vê-los usando um espaço maior para tirar minha dúvida sobre a movimentação de palco dos integrantes.

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Zé Pelintra a frente da Gangrena Gasosa

Depois da primeira boa impressão causada pela Tellus Terror, era hora de uma das bandas mais infames e adoradas do underground carioca, a Gangrena Gasosa. No momento em que a banda subiu ao palco, o público já poderia ser considerado mediano e agitou sem parar ao som do Saravá Metal do Gangrena.

Clássicos como “Centro do Pica Pau Amarelo”, “A Supervia Informa”, “Vem Nariz”, “Eu Não Entendi Matrix” foram desferidos. A banda dominou o palco e fez a galera cantar e curtir, a frase do vocalista Zé Pelintra – “Satan vai ser depois, agora aqui é Satanás!” – parecia ter surtido efeito, a Gangrena Gasosa se portou como dona da casa e mandou muitíssimo bem.

Terminado o set da Gangrena Gasosa, era hora dos poloneses do Behemoth adentrarem ao palco. Divulgando seu último trabalho, ‘The Satanist’ (2014), e com incensos posicionados vem a execução da introdução “Blow Your Trumpets Gabriel”. Para quem não sabe, o anjo (que não é o mesmo que arcanjo) Gabriel soará suas trombetas e anunciará a chegada dos quatro cavaleiros do apocalipse no fim dos tempos e esse era o prenúncio da entrada dos quatro cavaleiros do Behemoth.

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Adam Nergal

O baterista Inferno foi o primeiro a assumir seu posto, logo em seguida Seth (Guitarra) e Orion (Baixo) assumiram suas posições como dois pilares ao lado da bateria e pareciam uma espécie de escolta para a entrada de Nergal, com o grande público gritando seu nome. Nergal sobe ao palco e incita os fãs.

A banda começa o show com “Ora Pro Nobits Lucifer” (The Satanist, 2014) e faz com que todos se agitem. Os poloneses sabiam bem o que fazer para a platéia: “Conquer All” (Demigod, 2004), Decade Of Therion (Satanica, 1999) e As Above So Below (Zos Kia Cultus (Here And Beyond), 2002) deram sequência ao show.

A banda se mostrava muito simpática e receptiva com o público, a satisfação era notória nos olhares dos membros da banda, alguns sorrisos de contentamento no canto das bocas dos integrantes poderiam ser vistos, e o Behemoth mostrou como uma grande banda deve se portar. Como pode-se notar com as faixas apresentadas, a banda decidiu mostrar seu total poderio de fogo conquistado em sua carreira em sua primeira passagem pelo Rio de Janeiro.

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Orion, braços abertos para os fãs do Rio

O Behemoth conta com dois grandes nomes a sua frente: Nergal e Orion dominam o palco como poucos. Nergal carrega chamas, passa defumador no palco, rasga páginas da Bíblia, vocifera blasfêmias mas sabe comandar um show como ninguém. A banda manteve o ritmo da apresentação para o prazer, e a dor, dos pescoços do público. Terminado o set principal, o coro gritando pelos poloneses era alto, e a banda volta mascarada para a execução da excepcional e nova O Father O Satan O Sun.

Noite excepcional para os cariocas e certamente um dos melhores shows que passaram pelo Brasil em 2014. Simplesmente excepcional.

 

Setlist Behemoth: Blow Your Trumpets Gabriel / Ora Pro Nobis Lucifer / Conquer All / Decade of Therion / As Above So Below / Slaves Shall Serve / Christians to the Lions / The Satanist / Ov Fire and the Void / Furor Divinus / Ludzie Wschodu (Siekiera cover) / Alas, Lord Is Upon Me / At the Left Hand ov God / Chant for Eschaton 2000 / Bis: O Father O Satan O Sun!