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Todos os habitantes se ignoram, apesar de morarem próximo uns dos outros. Eles existem como se fossem invisíveis. Assim como os prédios de plástico transparente ao seu redor. Nesta sociedade, VOCÊ, o indivíduo, não faz mais parte da dela. VOCÊ é só uma propriedade, um produto para ser negociado.

Os habitantes da cidade translúcida são manipulados por garras poderosas que puxam as cordas de cima. São bonecos que se comportam de maneira controlada. Não são conscientes, portanto não são livres. Os pedestres passam, sem prestar atenção uns aos outros. Os músicos não podem tocar livremente, seus movimentos e a maneira como percebem o mundo ao seu redor são controlados pelos poderes da sociedade onde vivem. Ninguém os escuta, ninguém os vê…. até que se tornem autônomos e se libertem da escravidão.

O Poder é caracterizado por uma figura animal-feminina. Um personagem maligno que controla os bonecos acima da cidade transparente. Seu olhar feroz sobre os bonecos encobre a sociedade urbana com toxicidade. Uma característica especial deste mundo vítreo.

A mulher confinada no cubo de vidro lamenta perder a liberdade. Abandonada e largada sozinha ao esquecimento, ela passa por uma metamorfose. Rasgando sua pele, ela transforma-se em um monstro como o Ciclope que vê tudo mas que permanece invisível. Ela alega “jogo da imitação para sobreviver” e aceita a gaiola como uma maneira de elevar seu destino a um alto grau de pureza espiritual.

The City – (Translucent) refere-se à sociedade moderna, estrelando fantoches de conformidade. Alguns se adaptam ao ambiente venenoso, outros se libertam e outros até se atrevem a ver além das paredes invisíveis. Essa música deixa você com a pergunta: De quanta liberdade precisamos ser privados antes de acordar?

 

Menno Kappe – Graviton Music Services