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A frontwoman Sharon den Andel recentemente concedeu uma entrevista à produtora Dark Dimensions, quando falou sobre a turnê do WITHIN TEMPTATION deste mês na América Latina, em especial no que diz respeito aos três concertos no Brasil, a saber:
 
28/11 – Clube Português no Recife
29/11 – Circo Voador no Rio de Janeiro
30/11 – Audio SP em São Paulo
 
Os temas da conversa também incluíram curiosidades acerca do novo álbum “Hydra”, o vindouro DVD/Blu-Ray “Elements”, sua relação com os fãs, a ousadia em percorrer outros caminhos criativos e muito mais.
 
Caros jornalistas, publiquem esta entrevista em seus veículos e redes sociais, por gentileza, nos passando os links em seguida e dando os créditos correspondentes. 
 
Aos veículos os quais já possuem suas exclusivas, peço que me sinalizem a data de publicação de suas entrevistas respondendo a esta mensagem.  
 
 
por Durr Campos [assessoria de imprensa Dark Dimensions]
 
 
– Ao contrário do que era apenas uma idolatria, hoje as redes sociais e, consequentemente, as inúmeras ‘fan pages’ criadas exercem um papel fundamental na promoção de um grupo ou artista. Como você analisa este advento?
 
Sharon den Andel – As coisas tem se desenvolvido bastante. Antes havia o que chamamos ‘street teams’, apesar de que em alguns países isto continua bastante forte, o que inclui certos privilégios de nossa gravadora, por exemplo. Eu pessoalmente acho tudo isso maravilhoso! Nossa base de fãs na América Latina tem feito muito pelo Within Temptation, não podemos reclamar [risos].
 
– Há algum tempo você respondeu questionamentos no twitter acerca do set-list nesta turnê e a possibilidade de mudanças no mesmo quando viessem para a América Latina.
 
Sharon – O que ocorre é que não queremos tocar exatamente o mesmo repertório todas as noites, entende? Há pelo menos três categorias em quem colocamos nossas canções: as que pensamos realmente funcionar no palco; as que o público de fato esperam que toquemos – os clássicos, por assim dizer – e as rotativas, isto é, itens que vamos experimentando aqui e acolá e podemos trocá-las sem aquele peso de termos mudado algumas coisas. Naturalmente estamos promovendo o álbum “Hydra” e pelo menos 1/4 do nosso set acaba sendo baseado nele. Perguntamos aos garotos e garotas e estamos realmente curiosos para saber as opções que virão deles. Após tantos discos lançados, confesso, esta tarefa da escolha do que tocar vai ficando cada vez mais complicada.
 
– Vamos falar um pouco sobre o “Hydra”. Este trabalho traz provavelmente a maior diversidade musical em um mesmo álbum da banda. Entretanto, você consideraria ‘resgatar’ algo da sonoridade mais antiga e sinfônica do Within Temptation ou esta nova dinâmica irá ditar o caminho de agora em diante?
 
Sharon – Adoramos o que fizemos em “Hydra” e ainda estamos orgulhosos dele. Além do mais, comprovamos o poder deste novo material ao vivo. Há muita energia e positividade quando executamos algumas dessas músicas, mas baseado no que temos composto nessas últimas semanas – e isto eu estou apenas supondo a você – haverá elementos sinfônicos, porém em um nível jamais realizado por nós. Há diversos caminhos para chegarmos em um mesmo ponto, portanto todos os elementos que compõem um trabalho do Within Temptation desde o começo acompanhará esta banda de alguma maneira.
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– A primeira vez em que estiveram no país foi em 2009, quando tocaram apenas em São Paulo. Três anos após, o Rio de Janeiro fora incluído e desta vez, Recife, representando a primeiríssima visita da banda no nordeste do Brasil, região onde o Within Temptation é também bastante popular. Você acha que as mudanças no som e a pegada mais acessível tenham ajudado nisto?
 
Sharon – Vou te contar. Há inúmeras reclamações dos demais países da América Latina, pois eles ficam enciumados por tocarmos mais no Brasil, sabia dessa? [risos] Na real, precisamos ter as melhores pessoas ao nosso lado trabalhando juntas para fazermos a ‘besta’ cair na estrada e mantermos nosso padrão, que é alto! Infelizmente não são todos os promotores que conseguem tal façanha, mas com a Dark Dimensions tem funcionado muito bem. Sobre o papel do “Hydra” neste quesito, observamos que mundialmente tem havido uma ótima aceitação, em especial se nos basearmos no anterior, “The Unforgiving” [2011]. Além disso, há o advento da crise na indústria fonográfica, que reduziu as vendas físicas consideravelmente. Mesmo assim, até o momento, este está superando em números de compras. Estamos muito felizes!
 
– Você ficará surpresa quão longe seus fãs irão viajar para vê-los em um desses três shows. Lembremos do tamanho deste país…
 
Sharon – [risos] O Brasil é incrivelmente grande, uau! Ao mesmo tempo que me surpreende, o que você disse não me causa estranheza. Estando na estrada por tanto tempo, você vê coisas como grupos de pessoas viajando da Austrália para nos ver na Holanda. Também da América Latina, principalmente quando se trata de um concerto especial, gravação de DVD, comemorações, etc. Quer dizer, ainda me espanto quando encontro os fãs e eles me contam suas histórias de aventura por nossa causa. Respeitamos isto demais!
 
– A banda tem feito versões atípicas das obras de artistas atípicos aos fãs, tais quais Lana Del Rey e Bruno Mars. Como surgiu esta ideia? Se quiser, mencione outros nomes que chamam sua atenção atualmente.
 
Sharon – A ideia veio de uma estação de rádio na Bélgica a qual escutamos bastante na estrada [Nota do entrevistador: Trata-se da Q-Music, umas das mais populares emissoras de rádio nos Países Baixos]. Em nenhum momento partiu dos integrantes, mas resolvemos considerar o convite. Eles estavam tão entusiasmados em nos ouvir fazendo isto, que nos empolgamos também. Foi um grande desafio, até porque estávamos sem tempo algum, haja vista que “Hydra” estava em pleno processo de gravação. A cada semana enviávamos um cover gravado ao staff da Q. Aprendemos tanto fazendo aquelas versões, pois quando se observa a composição alheia, percebe-se muito sobre o próprio trabalho, ainda mais em um estilo diferente do nosso. Quanto ao track-list, recebemos diversas opções para escolhermos as que mais gostávamos. A Q-Music é uma difusora nacionalmente conhecida, não tocam heavy metal diariamente, mas dance e pop music. Fazermos isto acaba sendo deveras mais interessante do que coverizar clássicos do metal, como Iron Maiden e Slayer, por exemplo. Bem, seria muito bacana fazermos isto também [risos], mas pensamos transformar uma canção genuinamente distinta de nosso mundo ser mais revigorante. Ah! Você me entendeu [risadas gerais].
– Isto me leva a perguntar sobre uma canção como ‘And We Run’, totalmente ‘fora da caixa’ mesmo para o Within Tempation. Vocês chegaram a temer a reação geral por trazerem Xzibit, ícone do hip-hop nos EUA, para um álbum da banda?
 
Sharon – Consideramos bastante, pode acreditar. Até nosso empresário disse que estávamos malucos [risos]. Com todo respeito, nós não nos importamos com o pavor ao redor e apostamos na arte e no quão interessante seria nos desafiar novamente. Há algumas doutrinas no heavy metal que tentam ditar como ele deve ou não soar. É bem mais divertido quebrar regras assim do que obedecê-las [risos]. Quando anunciamos a presença de Xzibit houve uma comoção forte, inicialmente de desapontamento, mas fizeram aquilo sem ao menos dar uma chance de ouvir primeiro a música. Felizmente, hoje percebemos a imensa maioria nos apoiando e apontando ‘And We Run’ como uma de suas favoritas em “Hydra”. Em cada lugar que a tocamos, bastavam as primeiras notas para o público aplaudir efusivamente, nos enchendo de orgulho por termos fãs tão simpáticos e receptivos.
 
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– Continuando sobre o tema, vocês já considerava ter os demais convidados [Nota do entrevistador: Howard Jones, Tarja Turunen e Dave Pirner] quando aquelas canções eram escritas?
 
Sharon – Na verdade não. De fato foi após finalizarmos todo o processo, incluindo as gravações dos vocais, que sentamos e discutimos sobre trazermos pessoas as quais todos admiravam para fazer parte do álbum. Exceção feita à ‘And We Run’, pois já sabíamos que haveria um rap ali e gostaríamos que o Xzibit improvisasse o que ele bem entendesse para soar genuíno e honesto. Quando definimos os demais convidados, enviamos as demos e o que recebemos nos deixou maravilhados!
 
– Houve algo realmente único durante o processo de composição em “Hydra”?
 
Sharon – Na verdade as mudanças no processo veio desde “The Heart of Everything” [2007], quando chegamos ao ponto de pensarmos se poderíamos fazer algo melhor que nele em termos de combinação das partes sinfônicas ao tipo de metal tocado desde que iniciamos esta jornada. Ali de fato nos encontramos e conectamos literalmente o que realizávamos no estúdio com o que executávamos nos palcos. Sentimos que a partir dali teríamos que encontrar outras fontes de inspiração para manter a criatividade e relevância de nossa música, especialmente a nós mesmos. Desde então, o que fazemos é não pensarmos demais: Simplesmente sentamos e começamos a compor sem impor limites ou regrinhas. Outra coisa é quebrar a tensão tocando em festivais ou shows esporádicos durante a estadia em estúdio. Temos nos divertido bastante desde que tomamos esta decisão.
 
– Vamos falar um pouco sobre o novo DVD/Blu-Ray intitulado “Let Us Burn”, o qual celebra o aniversário de 15 anos da banda.
 
Sharon – A ideia central, lógico, veio da celebração pelos nossos 15 anos. Queríamos trazer os ex-membros do Within Temptation para a festa ficar ainda mais bela e demos ao momento o nome de ‘Elements’, para conectar nosso passado ao presente e indicar o futuro. Resgatamos diversos ‘elementos’ de toda nossa carreira e resumimos ali o que a banda é nos dias atuais. Caprichamos na produção deste material, sem falsa modéstia [risos]. Trabalhamos com os melhores profissionais possíveis no intuito de unirmos imagem e sons em alta qualidade a uma performance única e inspirada de todos.
 
– O trailer disponível no site da banda me deixou bem curioso.
 
Sharon – Tenho certeza que sim [risadas gerais]. Olha, a abertura do show é qualquer coisa de espetacular. Aguarde e confie!
 
– E você acha possível alguns ‘elementos’ espetaculares desses virem para os shows no Brasil?
 
Sharon – Aquele foi o que chamamos de shows de arena, o que o difere dos concertos em clubes, como os que faremos na América Latina. Se nos tornarmos realmente grandes no Brasil, certamente levaremos o pacote completo ao público. Para o momento, o formato será o mesmo que fazemos em todo o planeta considerando os tamanhos das casas, mas são bem legais também [risos].
 
– Se esquecemos de perguntar algo, fique a vontade para acrescer.
 
Sharon – Creio que falamos sobre todos os pontos importantes e atuais como o álbum “Hydra”, a turnê, o DVD/Blu-Ray, etc. Estou satisfeita com o papo. Só tenho a agradecê-lo, aos nossos fãs brasileiros e à produtora Dark Dimensions por nos proporcionar este novo encontro. Esperamos ver todos nos concertos agora em novembro. Se me permite, gostaria de finalizar dizendo que já iniciamos o processo de composição de novas músicas e até o momento soa tudo bastante vigorante e novo, mas ainda teremos muito trabalho pela frente [risos].
 
 
Sites relacionados
http://bit.ly/1pnZztM [trailer do DVD/Blu-ray/2CD-set ‘Let Us Burn – Elements & Hydra Live In Concert’]
Que o Rock nunca morreu, embora muitos o quisessem, estamos cansados de saber. Mas de tempos em tempos um subgênero deste estilo de vida se levanta um pouco mais e mostra seu poder. Ao que tudo indica, o Hard Rock tem recobrado suas forças após as novas ondas de Heavy Tradicional e Thrash, ondas que abrandam e não passam realmente e felizmente.
Com várias bandas retornando e várias novas aparecendo nas mídias especializadas, trazendo a volta daquela sonoridade de Los Angeles, já era de se esperar que bandas da América do Sul começassem a ganhar mais espaço como em outros subgêneros. E desta nova safra vem a Exxocet, uma banda chilena com coração brasileiro que está preparando seu álbum de estréia.
Confira o papo que tivemos com o fundador e guitarrista Richie Love em mais uma exclusiva para o RioMetal.
Richie em show no Oxido Bar na cidade de BellaVista. Foto por Sebastián Domínguez.
Richie, nos conte um pouco mais da história da Exxocet?
O nome “Exxocet” deve ter  aproximadamente uns 8 anos. A banda existe desde quando eu era menino, por volta de meus 16 anos e morava na minha cidade natal, Antofagasta no Deserto de Atacama – Chile (onde eu nasci). Em 2013 depois de morar no Rio de Janeiro eu voltei pra Santiago do Chile com a idéia de fazer a banda de novo, então podemos dizer que esta encarnação da banda Exxocet tem um ano, consideramos o 6 do Dezembro como nosso aniversário oficial pois foi a primeira vez que tocamos.
 
Bem, você saiu do Brasil e foi para o Chile buscando formar sua banda, quem são os membros da Exxocet e como você chegou a esses caras?
Quando eu fui para o Brasil já era amigão de Lukky Sparxx (guitarrista) & Tom Azzter (bateria) , já tínhamos combinado de fazer uma banda, eles quase foram pra o Brasil. A Exxocet quase foi brasileira mesmo. Mas aí quando voltei a gente conseguiu contatar Chris Lion (vocal) pela internet, ele tinha outra banda de Hard Rock, tipo o Matanza, aqui no Chile e depois de testarmos 3 baixistas, Edd Savagge  foi escolhido, ele veio de uma banda tributo ao Megadeth.
Ouvindo o som da banda é inevitável não notarmos traços de bandas clássicas de Hard/Heavy como também algo renovado, principalmente da cena sueca. Quais as influências que moldaram o som da Exxocet?
Cada um de nós vêm com uma influência musical diferente, Lukky é amante do power metal, Edd vem do thrash e power também, Chris adora a New Wave of British Heavy Metal, e eu também. O Tom é quem sempre foi só do Glam Rock. Mas todos nós somos amantes dos anos 80. Danger Danger, Whitesnake, Warrant são referências que a gente curte muito, mas tenho que dizer que Crashdiet tem sido uma influência forte também, além de Judas Priest e Iron Maiden (a banda favorita que a gente tem em comum). 
Exxocet
 
Residindo no Chile, onde a banda finalmente alçou voo, quais seriam as diferenças entre o público brasileiro e o chileno?
A gente aqui tem um recebimento ótimo, só que falta mais tempo, começamos tocar no ano passado apenas, mas a gente quer o Brasil, porque o pessoal daí valoriza muito mais o trabalho do músico, vocês têm a sorte de ser um país com muita cultura musical, o apoio da galera brasileira é muito forte, vocês podem ver isso em bandas como Angra, Sepultura e Violator, bandas que eu já conhecia bem antes de chegar aí. Pode ver também que o Rio e São Paulo são destinos infalíveis de bandas internacionais como Edguy e Helloween por exemplo. E eu pessoalmente, tenho muitos amigos no Rio, gente boa pra caralho só quero fazer um puta show pra eles, é o meu sonho, tá ligado??! Sacou??! Haha tenho boas histórias vividas lá.
 
 
Acho que o mercado fonográfico chileno e argentino são mais receptivos a este tipo de musicalidade. Tanto é que a banda em pouco tempo acabou assinando contrato com uma gravadora. Nos conte um pouco mais. (nome da gravadora, como ocorreu o contato com eles, como surgiu o interesse da gravadora)
Pode ser que seja mas receptivo porque tem menos bandas, pelo mesmo não dá pra ficar aqui mais de um ano, O selo da gente “PINBALL RECOARDINGS” nunca teve antes uma banda de hard rock/heavy metal, eles assistiram casualmente um show da gente e gostaram, eles querem fazer de nós uma banda de exportação, eles sabem que só no Chile não dá pra ficar muito tempo (que é exatamente o que a gente pensa) mas obviamente também querem a gente tocando no Chile como país base.
 
O Exxocet está com um contrato assinado e preparando o seu primeiro álbum. Como está sendo o processo de composição do material?
O álbum “Rock & Roll Under Attäck” vem com 14 músicas que já estavam prontas, a maioria feitas por mim e Lukky Sparxx, as baterias já estão gravadas. O álbum tem data de lançamento para o final de Novembro.
 
 
A banda tem recebido vários elogios em seus canais na internet. O que sentem com a repercusão positiva?
Eu nunca pensei que ia ser assim em tão pouco tempo, a gente tem ganho muitos Fan Arts (desenhos, fotos, etc) vindos da Europa e Chile,  a gente ao final do ano vai escolher o melhor deles e enviar um álbum e uma blusa de graça pra aquela pessoa que fizer a melhor Fan Art. É um sentimento que gosto de compartilhar com os mesmos fans cada vez que  finalizo um show e desço do palco, vamos bebeeeer!
 Richie Love. Foto por Sebastián Domínguez.
Já existem planos para uma turnê de promoção do álbum? Planos para uma volta ao Brasil
A gente quer ir tocar no Rio de Janeiro em Janeiro, estamos fazendo os contatos, São Paulo está por confirmar também. Se eu pessoalmente tivesse a grana para bancar os shows e as passagens,  já estaria tocando por aí, mesmo não sendo famoso.
 
O que podemos esperar da Exxocet nos palcos?
A gente está ensaiando 4 horas por semana, além das gravações do “R&UA”, vocês podem esperar um show com muita energia, movimento e Rock & Roll, o resto vocês irão julgar.
 
Richie, foi uma enorme satisfação conversar com você, esperamos ansiosos pelo álbum e por uma futura visita da Exxocet, por favor deixem uma mensagem aos nossos leitores:
Primeiro de tudo, “muchas gracias” pela entrevista, força e espaço que me deram aqui. Só vou falar que vocês têm que fazer o que realmente sentem, assim a vida dói menos, acreditem nos seus sonhos, só assim que conseguem mesmo, lutem e não abaixem os braços na briga. O mundo precisa de Rock & Roll, por isso o nosso álbum vai ser intitulado “R&R Under Attäck”. Eu pessoalmente amo o povo brasileiro, tenho muitas saudades de muita gente e vou demonstrar isso no palco quando for tocar aí. E não deixem de conferir nossa demo em http://www.youtube.com/exxocetofficial/videos Obrigado.

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A banda Sonata Arctica completa 15 anos de carreira em 2014 e anunciou várias datas de uma turnê comemorativa. Com vários fãs no Brasil, a banda passará por 4 cidades em março para uma série de apresentações (Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo). RioMetal tem o prazer de anunciar uma parceria com a Nuclear Blast e traz para você um bate-papo rápido e divertido com o tecladista Henrik Klingenberg. Confira:

Olá Henrik, é um grande prazer falar com você!

A banda está comemorando 15 anos e vai premiar os fãs com uma turnê. Ainda contando com dois dos membros originais, Tony Kakko (vocal) e Tommy Portimo (Bateria), gostaria de saber como você olha para a evolução da banda depois de todos esses anos.

Henrik : Bem, eu acho que começou como uma banda de power metal, fortemente influenciado por Stratovarius. Ficamos dentro desse estilo mais ou menos pelos quatro primeiros álbuns. O nosso 5 º álbum, Unia, foi um divisor de águas e nós saltamos para um estilo progressivo depois que fizemos algumas experiências com elementos sinfônicos ( em The Days of Grays) e com o nosso sétimo álbum, Stones Grow Her Name, fizemos um álbum de rock bastante direto. Então agora depois de 15 anos temos mais ou menos um círculo completo, o nosso novo álbum Pariah’s Child está mais perto do estilo de como começamos com alguma dimensão adicional usando as coisas que aprendemos ao longo do caminho.

Com o sucesso de “Stones Grow Her Name”, a banda tocou em 2013 pela primeira vez na cidade do Rio de Janeiro (Brasil) e vai voltar este ano, contando com duas apresentações. O que vocês sentiram sobre a recepção dos fãs? Vocês puderam ver um pouco da cidade ou vai ficar para a próxima vez ?

Henrik : Alguns de nós foram à praia de Copacabana então desta vez vamos tentar conferir outra coisa 😉 É sempre muito agitado em turnê, por isso muitas vezes nós realmente não temos a possibilidade de conferir muita coisa ao nosso redor. Eu acho que o show no Rio foi muito bom e parecia que os fãs estavam esperando por nós há muito tempo, então eu estou realmente feliz que nós já podemos voltar em poucos meses.

Ainda falando sobre a última turnê, a “Stones Grow Her Name Tour” foi a última a contar com Marko Passikoski (Bass) na banda, que mais tarde foi substituído por Pasi Kauppinen (que trabalhou com a banda durante a gravação de “Stones Grow Her Name”). Como a banda encarou a saída de Marko e como foi o processo de decisão para a entrada de Pasi na banda?

Henrik : Bem, Marko não queria tocar mais, ele não estava nessa agenda de shows pesado que mantemos e nós conversamos sobre isso por um ano ou algo assim, Ele concordou em terminar a turnê e agora está fazendo algo completamente diferente do negócio da música. Quanto a vinda do Pasi, eu tenho tocado com ele desde quando éramos adolescentes e ele tem uma história com o Sonata também. Ele mixou os nossos dois DVD’s ao vivo e nós gravamos diferentes coisas em seu estúdio desde o Unia, então todos o conheciam e nós realmente não tivemos que pensar duas vezes. Ele também nos deu suporte em uma turnê européia com uma de suas outras bandas: Winterborn. Então, nós sabemos que ele pode lidar com isso na estrada também.

Além da turnê de aniversário, o Sonata Arctica se prepara para lançar seu oitavo álbum, ” Pariah’s Child”. O que os fãs podem esperar ?

Henrik : Eu acho que isso é muito perto de como o Sonata Arctica deve soar, o material power metal, uma balada, alguns elementos progressivos e assim por diante. Nós incorporamos todas as coisas boas sobre essa banda e tenho certeza que os fãs vão apreciar isso. Pelo menos estamos muito felizes com o álbum, ficou ótimo e ele vai voltar a ser totalmente incrível para chegar em turnê e tocar estas novas músicas ao vivo.

Henrik Klingenberg, Tommy Portimo, Tony Kakko, Pasi Kauppinen e Elias Viljanen

Como é o processo de composição da banda? Neste novo álbum, teremos contribuições de Pasi?

Henrik : O processo de banda sempre foi mais ou menos o mesmo. Tony traz algumas demos e daí nós juntos escolhemos o que vamos começar a trabalhar. Nós organizamos as coisas juntos como uma banda e todo mundo tem opinião sobre a forma como as coisas tem que andar.

O que os fãs podem esperar do set list da turnê de aniversário? Alguma surpresa que você pode revelar para nós?

Henrik : Bem, não seria uma surpresa então, não é? Nós vamos tocar um monte de coisas mais antigas dos primeiros quatro álbuns e uma ou outra músicas raras que nunca tocamos ao vivo em qualquer lugar antes. O objetivo é fazer um dos melhores setlists, vamos ver como vamos nos sair 😉

Obrigado pela sua atenção e tempo. Gostaria de deixar uma mensagem para os fãs?

Henrik : No momento está um frio infernal aqui em casa, então eu mal posso esperar para chegar e aproveitar o sol. Vou ver todos vocês nos shows em março e então podemos tomar algumas caipirinhas… ou pelo menos eu posso. Valeu!

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Sonata Arctica completes 15 years of career in 2014 and has announced several dates of a commemorative tour. With a lot of fans in Brazil, the band will cover 4 cities in March for a series of presentations (Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro and São Paulo). RioMetal is glad to announce a partnership with Nuclear Blast and brings to you a quick and fun chat with the keyboardist Henrik Klingenberg. Check it out:

Hello Henrik, it’s a great pleasure to talk to you!

The band is celebrating 15 years and will reward fans with a tour. Still counting with two of the original members, Tony Kakko ( Vocals) and Tommy Portimo (Drums ), I would like to know how you look at the evolution of the band after all these years .

Henrik: Well, I think we started out as a power metal band, heavily influenced by Stratovarius. We stayed within that style more or less for the first 4 albums. Our 5th album Unia was a gamechanger and we jumped into a progressive style after that we did some experiments with symphonic elements (on The Days of Grays) and with our 7th album, Stones Grow Her Name we did a pretty straight forward rock album. So now after 15 years we’ve more or less come full circle, our new album Pariah’s Child is closer to how we started out stylistically with some added dimension using the things we’ve learned along the way.

With the success of “Stones Grow Her Name”, the band played in 2013 for the first time in the city of Rio de Janeiro ( Brazil ) and will return this year, counting with two presentations. What did you feel about the reception from the fans? Could you see a little bit of the city or are you going to leave it for the next time?

Henrik: Some of us got to got to the Copacabana beach so this time we’re gonna try to check out something else 😉 It’s always very hectic on tour so a lot of times we don’t really have the possibility to check out too much stuff around us. I think the show in Rio was really great and it seemed like the fans had been waiting for us for a long time, so I’m really happy that we can come back already in a few months.

Still talking about the last tour, the “Stones Grow Her Name Tour” was the last to feature Marko Passikoski (Bass) in the band, who was later replaced by Pasi Kauppinen (who worked with the band during the recording of “Stones Grow Her Name”). How did the band face Marko leaving and how was the decision process for the entry of Pasi in the band?

Henrik: Well Marko didn’t want to play any more, he was not into this heavy touring schedule that we keep and we talked about it for a year or so, he agreed to finish the tour and is now doing something completely different from the music business. As far as Pasi goes, I’ve been playing with him since we where teenagers and he has a history with Sonata as well. He mixed both our live DVD’s and we have recorded different stuff at his studio since Unia, so everyone knew him and we didn’t really have to think about it twice. He also supported us on an European tour with one of his other bands:Winterborn, so we know he can handle it on the road as well.

Beyond the anniversary tour, Sonata Arctica is preparing to release its eighth album, “Pariah’s Child”. What can fans expect?

Henrik: I think this is pretty close to what Sonata Arctica should sound like, the power metal stuff, a ballad, some progressive elements and so on. We have incorporated all the good stuff about this band and I’m sure fans will appreciate that. At least we’re really happy about the album, it turned out great and it will once again be totally awesome to get on tour and play these new songs live.

Henrik Klingenberg, Tommy Portimo, Tony Kakko, Pasi Kauppinen e Elias Viljanen

 How is the band’s songwriting process? In this new album, will we have contributions from Pasi?

Henrik: The band process has always been more or less the same. Tony brings out some demos and from there we together choose what  we will start working on. We arrange the stuff together as a band and everyone has input on how the things turn out.

What can fans expect from the set list of the anniversary tour? Any surprises that you can reveal to us?

Henrik: Well it wouldn’t be a surprise then would it ? We gonna play a lot of older stuff from the first 4 albums, and a couple of rare tracks that we’ve never played live anywhere before. The goal is to make a best of setlist, let’s see how we succeed 😉

Thank you for your attention and time. Would you like to leave a message to the fans?

Henrik: At the moment it’s cold as hell here at home so I can’t wait to get over and enjoy the sun, I’ll see you all at the shows in March and then we can have some caipirinhas…or at least I can. Cheers !

Há algum tempo acompanhamos a trajetória da banda As Dramatic Homage no cenário carioca. A banda, que é a pioneira e talvez a única no Rio de Janeiro a fazer o que conveniou-se chamar de Avant Garde Metal, em 2012 deu um importante passo e lançou seu primeiro full lenght. E é com o capitão da banda – Alexandre Pontes que o RioMetal teve a oportunidade de bater um papo. Confira!


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Alexandre Pontes (Vocalista / Guitarrista)

Salve Alexandre! Primeiramente, parabéns pelo excelente trabalho apresentado em “Crown”. Bem, conte-nos um pouco mais sobre o início da banda, como surgiu a idéia de formá-la e suas influências.

Alexandre Pontes – Saudações meu amigo! Agradeço pela oportunidade e atenção ao trabalho do As Dramatic Homage. Em 98 eu estava desistindo de uma banda que havia formado em 94 e conheci dois integrantes de uma banda local e eu queria buscar novos patamares dentro da música, eles queriam criar um projeto paralelo da sua banda oficial, então resumindo, a banda seria um projeto paralelo e com o fim das bandas oficiais tornou-se nossa prioridade. Desde o início sempre houve a idéia de envolver diversas vertentes em nosso som, porém era nítido que nós tínhamos uma “atmosfera” muito pessoal em torno da proposta musical, mas tudo foi bem natural e as coisas foram fluindo de uma maneira positiva e nova. Bem, influências, eu prefiro citar referências, musicalmente não estou apenas focado no gênero Metal, gosto de estilos variados e sempre me identifico com a qualidade de cada um, mas existe também outras formas de arte que me interessam para compor, a natureza em sua plenitude, viver é uma arte que precisa ser bem conduzida e traçada, como qualquer obra, o expressionismo sem palavras é algo que me atrai também, assim como algumas filosofias, boa leitura, filmes, esporadicamente as vezes faço algumas situações sobre coisas que me deixam indignado como determinadas atitudes do “Homem”, ignorante de conhecimentos e conduta própria e suas crenças religiosas, sou muito atento e observador, tudo o que consideravelmente desperta uma atenção pode ser uma referência, até um olhar de um animal doméstico, parece simples , mas isso as vezes é muito profundo , então a plena certeza que tenho é que a música da banda está conectada a esses sentidos e valores, talvez para algumas pessoas isso possa ser fútil, mas optei por ser leal e coerente com os temas que envolvem nossos interesses em comum, obviamente não é uma regra abordar assuntos desse tipo porém prefiro focar no que considero importante e abordar temas de forma mais interessantes, que venham a considerá-los assim, meio incomuns nos dias atuais, tudo também é analisado e interpretado por cada pessoa de uma maneira diferente, acredito que certas idéias e expressões tem uma dimensão profunda em cada um..

A As Dramatic Homage teve algumas formações apresentadas nas primeiras demos mas no entanto você foi o único a figurar em “Crown”. A que se deve essa decisão?

Alexandre Pontes – O tempo passou, muita coisa aconteceu, pessoas vieram e foram por questões de objetivos e descoberta de que esse ramo da música não é pra qualquer um, mesmo não vivendo financeiramente de música eu permaneci mantendo esse ideal, mesmo pensado em abandonar isso certa época mas eu acabei aceitando que essa é a minha escolha, mesmo que inconsciente faz parte  de mim, então, eu jamais poderia me abandonar por quaisquer outras questões que não me trouxessem tamanha liberdade e bem-estar, mesmo as vezes pagando caro, mas como tudo na vida é assim, então é melhor viver se realizando em algo do que morrer frustrado – simples. Vamos lá, havia uma “formação” na banda no período que antecedeu ao cd só que durante o processo de gravação as pessoas envolvidas foram se dispersando e priorizando atividades pessoais e deixando o envolvimento e compromisso com a banda e o cd em segundo, terceiro plano e eu não podia desistir porque alguns abandonavam a jornada. Então eu tive convicção de que tudo o que estava acontecendo só dependia exclusivamente da minha força para concluir e chegar ao ponto que queria alcançar e felizmente tudo deu certo, Crown é uma extensão da minha vontade e personalidade e tenho um orgulho muito nobre de ter conseguido ter dado vida e expressão a essa obra.

Como foi trabalhar praticamente sozinho para a elaboração da obra?

Alexandre Pontes – O processo foi longo e durou uns 2 anos mais ou menos, porém foi muito instrutivo e me deu novas possibilidades de chegar aonde eu realmente jamais tinha acreditado que poderia, falo isso sobre um  contexto artístico de ir além de suas próprias expectativas, também estava em um nível de inspiração bastante radiante, eu elaborava, filtrava as músicas ,alterava letras, linhas de voz, enfim eu me entreguei muito as músicas, e mesmo depois de já ter gravado algumas linhas de guitarra e vocais, eu parava, e retornava dias depois com as idéias mais claras, não me contentava se estava bom , teria que estar de uma maneira que me deixasse “tranqüilo”, digamos assim, e claro que hoje, talvez  eu mudasse algumas coisas, porém eu sou de um tempo em que algumas bandas , a música ,mesmo que fosse técnica ou não, tinha muito feeling e até erros eram  perceptíveis mas não se perdia a magia, porque havia muita honestidade com o real sentido da expressão musical, não gosto de produções muito pomposas que mecanizam a música porque alguém acha que esse é o padrão atual, alguns podem até dizer que estou em contradição pelo fato de ter gravado com bateria programada, mas se a pessoa estiver conectada com a música em um contexto geral, isso se torna um detalhe que não deturpa o trabalho,acredito que o padrão da produção deve ser de acordo com a proposta musical da banda, claro que precisa ser realmente muito bom, mas dentro dos parâmetros de uma determinada proposta musical.

Você além de tocar ainda produziu o álbum ao lado de Rômulo Pirozzi. Como foi o processo de produção do álbum?

Alexandre Pontes –  Minucioso demais, toda  a gravação e sessão de mixagem eu levava pra casa, ouvia ,apontava os pontos que poderiam melhorar, o Rômulo também, de fato o seu trabalho teve um grau de importância fundamental na obra, porque ele entendeu bem a proposta que  cada música representava, adicionou algumas idéias, enfim, acho ele um cara que tem um bom futuro nesse ramo se souber conduzir bem seu trabalho, ele tem muito talento e visão musical.

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As Dramatic Homage 2013.

Ainda falando de formações, a banda está prestes a realizar o seu primeiro show após o lançamento de “Crown”. Nos diga quem o acompanhará nesta empreitada e como chegou a esses nomes.

Alexandre Pontes –  Sim, o ano de 2012 foi marcado por essa grande conquista que foi o lançamento do cd e agora é a hora de realizar alguns shows para divulgar a banda , depois de algumas experiências ruins decidimos realizar shows apenas sob determinadas condições , isso apenas é uma postura de ter e manter o respeito por nosso trabalho e nome, então quase não realizamos apresentações, porém acho que o momento é propício para fazer essa atividade e dependendo, o maior número de vezes em regiões diferentes. As pessoas que atualmente estão comigo de certa forma fazem parte da banda desde 2011 que foi o ano que retornamos a fazer shows, sobre os integrantes atuais são: Evanildo Gouveia (Bateria), Antony Vinco (Teclado) e recentemente Alexandre Martins ( Contra-baixo)  veio em um momento de extrema necessidade e está nos acompanhando para os shows, ele por sinal gravou as linhas de baixo no cd. Evanildo e eu já tivemos uma banda no começo dos anos 90, depois nós seguimos rumos diferentes na música e depois de 12 anos eu o convidei para realizar alguns shows com o ADH como músico convidado ele aceitou e com o tempo acabou por se identificar com o trabalho e resolveu fazer parte da banda e estamos juntos tocando novamente depois de alguns anos. Com o Antony Vinco foi uma surpresa pois apenas nos conhecíamos em ocasiões distintas e certa vez estávamos conversando sobre a banda, disse que gostaria de ter um tecladista na banda novamente para os shows futuros , mas não sabia que ele tocava, então ele disse que tinha o instrumento  e perguntei se ele queria fazer um teste, ele aceitou e depois de alguns ensaios, perguntei  se ele queria fazer parte ou não, se iria participar apenas como convidado para shows e  ele decidiu que gostaria de fazer parte da banda, a função dele como integrante tem sido muito importante dentro do grupo e nosso som voltou a ter um “ambiente” mais completo em determinadas passagens. Recentemente tivemos que ter uma atitude acima de nossas necessidades que foi fazer uma mudança de integrante por questões profissionais, éticas e bom senso, então o Alexandre Martins pelo fato de já ter sido um integrante, conhecer as músicas e estar sempre próximo veio para cobrir as sessões de shows, então essa situação da retirada de uma pessoa da banda foi a brecha, digamos, pra que ele estivesse com a banda novamente, porém houve uma conversa sobre inúmeras questões para esse possível retorno, as coisas hoje em dia não são como antes, as condições e postura precisam sempre ir melhorando e deve haver um bom senso e objetivo em comum entre um grupo, Todos temos algumas prioridades pessoais e é realmente necessário haver um equilíbrio pelo fato de alguns termos família, trabalho, porém a banda precisa também ser uma das prioridades, se alguém não “quer” fazer parte dessa idéia e atitude , se não existir ajuda mútua e verdade entre os integrantes de um grupo essa pessoa não serve para estar ao meu lado em uma banda., nada pessoal contra ninguém,  é uma questão também de lógica e respeito com seu companheiro e o primeiro respeito eu tenho por mim mesmo.

Crown – Full Lenght Lançado em 2012.

Voltando ao álbum “Crown”, como foi a elaboração da bela arte da capa?

Alexandre Pontes –  A idéia da capa envolve diferentes tempos e situações, dou créditos a minha esposa pela idéia, na verdade foi uma visão que ela teve quando nos conhecemos há uns anos atrás, ela disse que quando me conheceu  viu exatamente  uma luz que fluía  e fiquei meio preocupado (risos), achei bem curioso e com o tempo fui procurando estudar o assunto, e assim os tópicos foram se expandindo e abrindo novas possibilidades de conhecimento,  fui trabalhando a idéia com o designer André Guimarães  e a idéia visual foi captada, então percebi que as letras também tinham uma conexão direta com essa idéia de arte, resumindo, ela representa fielmente o que as letras passam, a libertação dos limites de conhecimento, a conquista de si mesmo, a busca por um determinado nível de evolução mental e espiritual, força interior…etc.

O álbum abre com a faixa “Lessons”, um breve e bonito solo de piano e depois entra a pesada “Monumental”. Como foi a escolha de “Lessons” para abrir o álbum?

Alexandre Pontes –  “Lessons” não é uma criação minha porém a pessoa que criou estava envolvida no processo do cd então lhe pedi permissão para usá-la porque achei que ela tinha uma atmosfera suave para abrir o cd, eu apenas moldei algumas coisas, a versão original eram 2 violões mas durante a mixagem foi alterada uma das linhas para o piano que deu um clima melhor e também dei nome a faixa. O verdadeiro significado desse tema “intro” tinha a finalidade de expressar que o que iria vir á seguir (no caso cada música) seriam reflexos das “Lições” que foram  aprendidas ao decorrer dos anos, das situações e todo aprendizado. Sobre a Monumental eu consideravelmente acho uma faixa completa, que tem todos os elementos que definem nossa identidade, acho que essa é uma das melhores músicas que já criei.

O som de “Crown” se mostra denso e ao mesmo tempo transborda sentimentos. Nos diga Alexandre, quais seus sentimentos embutidos no álbum? O que representa para você a obra como um todo?

Alexandre Pontes –  Posso afirmar que todos sentimentos contidos neste trabalho são os de uma pessoa comum que evoluiu em alguns aspectos , que passou por dificuldades como qualquer outra pessoa que batalha por seus objetivos e que tinha um sonho em poder concluir seu trabalho, então foi uma grande conquista  como músico e  sinto um orgulho próprio muito grande por não ter desistido de nada que eu quis realizar , acho que fiz a minha parte e sem dúvida alguma esse material é o símbolo de um significado especial.

A banda assim como o álbum tem tido excelente resposta pela Internet, como você tem recebido estas críticas?

Alexandre Pontes –  Todo tipo de reconhecimento é importante então tem sido muito gratificante e motivador cada bom comentário, resenhas , até os pontos consideráveis fracos nos servem de aprendizado, não faço música com intenções de ser o centro de todas as  atenções ou de agradar um público restrito dentro do termo metal, assim o foco não seria a música e sim aparecer sobre uma imagem que as vezes não é sua personalidade musical, visando apenas o lado “bonito” da coisa, o trabalho segue normalmente , com os pés no chão todo dia e é uma tarefa muito árdua manter uma banda com objetivos mas quando acontecem situações boas, mesmo que em níveis mais suaves e simples é como uma luz no fim do túnel, acontece uma energia renovadora e o que realmente almejo é que mais e mais pessoas conheçam nosso trabalho e o resto é conseqüência do empenho e qualidade que pode ser considerada por cada um , algumas pessoas tem uma impressão diferente de nosso trabalho e gosto disso. Percebo que alguns têm sua preferência musical um pouco oposta a nossa, porém tem apreciado o nosso trabalho, é um sinal de que as pessoas estão se identificando com nossa música e isso me deixa convicto que o caminho que segui e optei foi o correto.

Alexandre em Ação.

Alguma música ficou de fora do álbum?

Alexandre Pontes –  Sim, duas músicas, achei que não tinham o mesmo segmento das músicas que entraram no repertório do cd, mas atualmente fizemos algumas melhorias nos arranjos e inclusive hoje em dia tocaremos ao vivo uma delas já para um futuro lançamento. .

Alexandre, como está a agenda da banda para este ano? Há planos para alguns shows?

Alexandre Pontes –  Iremos começar a fazer alguns shows esporádicos, talves em 3 meses seguidos, estamos tentando viabilizar novas oportunidades e dar sequência  as apresentações em outros estados e expandir nosso trabalho de maneira mais direta com o público, o momento me parece favorável e estamos entusiasmados porém isso depende de algumas condições tanto nossa quanto da produção, do contato com quem possa estar organizando o evento, a verdade é que a situação e condição  entre banda e produção precisa ser de respeito e benefícios mútuo, inclusive também para o público que a partir do momento que paga para comparecer em um show eu considero que essa pessoa precisa ser respeitada e merece algo de boa qualidade, se isso não pode ocorrer, geralmente não participamos. Entenda bem, não quero passar a idéia de que o ADH é melhor ou merece algo a mais que outras bandas, longe desse pensamento, até porque existem bandas muito mais destacadas no Rio de Janeiro e demais Estados que merecem muito o respeito pelos trabalhos super profissionais que andam fazendo, porém todos sabemos que se não nos respeitarmos, alguns tendem a “pintar” a sua imagem como alguém arrogante ou não é “underground” e demais adjetivos, acho que o tempo de afobações para tocar ao vivo sem pensar nas conseqüências já passou, e de certa forma nós também temos que ter algum retorno positivo nessa atividade, não é só subir em um palco, ligar seu instrumento e tocar, a coisa não funciona mais dessa maneira, só estamos preservando o que é nosso. Bem, se ter orgulho “underground” é ficar tomando prejuízo, gastando e dando dinheiro para produtores sem ganhar às vezes nem uma garrafa de água no palco só pra dizer que fez um show, preferimos nos manter com a mesma postura.

Mudemos um pouco o foco do nosso papo agora. Como você vê a cena para o Metal no Rio de Janeiro?

Alexandre Pontes –  Mesmo não conhecendo algumas pessoas e bandas aqui no Rio de Janeiro, é incontestável a qualidade e variedade de bandas boas cada uma em sua proposta musical que representam bem o estado até fora do país, apesar de saber e não ser de acordo com algumas coisas que acontecem  de ruim em um aspecto geral que engloba nossa “cena”  e que não depende apenas da consciência e respeito de poucos e sim de muitos, eu vejo que aqui tem um dos cenários do heavy metal e suas vertentes mais fortes e importantes do país.

Quais as barreiras que uma banda como a As Dramatic Homage enfrenta no cenário musical nacional?

Alexandre Pontes – Existem as comuns e que não são poucas, mas acho que a pior de todas é a ignorância musical, não critico o gosto musical pessoal de cada um e muito menos acho que todos tem que gostar do nosso trabalho mas quando isso acaba por influenciar em certas oportunidades, respeito e atenção, me questiono se é porque o que fazemos é tão ruim, ou porque eu deveria SER mais social, sair mais pra beber as noites e falar somente de música( especialmente metal) com muitas pessoas que tem possibilidades de fazer isso de sexta á domingo todo mês. Se é porque eu não coloco inúmeras fotos no facebook, não falo pra onde vou ou  estou, não dou o meu “curtir” em postagens que consideravelmente acho dispensáveis, etc. Claro, a lei do marketing diz que se você não aparece não é lembrado, então pago um certo preço por ser reservado em muitas coisas. Uso a internet e as redes sociais para estar um pouco atualizado, ser uma ferramenta de contatos e as vezes ter  entretenimento com amigos, colegas e conhecidos, mas nem sempre, então a questão também é que hoje em dia não é tão difícil aparecer, porém deve haver um foco e eu tenho me preocupado mais com isso, em ter qualidade em alguns aspectos que direciono minha música e pessoas também, e assim não tendo a tal “popularidade” as coisas caminham lentas mas continuam caminhando e isso é o que importa, vejo uma “auto-exposição” em grande escala e as vezes de maneira tão infantil que sinceramente prefiro ficar quieto do que ter algum tipo de manifestação e ser mau-interpretado, não tenho interesse em comprometer a minha imagem para ser o “fodão” da “CENA UNDERGROUND VIRTUAL” do facebook.

Alexandre fica aqui o espaço para que você mande um recado aos fãs da As Dramatic Homage e para os nossos leitores que virão a conhecer a banda. É com você:

 Alexandre Pontes –  Agradeço novamente pela oportunidade em divulgar nosso trabalho em especial o nosso cd Crown que foi muito bem recebido no excelente site RioMetal e aos leitores que ainda não conhecem a banda , entrem em contato através das redes sociais para que possamos interagir e através de alguns links vocês podem conferir nossos trabalhos disponíveis para audição, espero que vocês venham a se identificar com a nossa música, um grande abraço e sucesso em seus ideais!

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Com menos de dois anos de existência, a banda Reckoning Hour vem chamando atenção do underground carioca. Formada por J.P (voz), Philip Leander (guitarra), Haquim (bateria), Yan Marks (baixo) e Mikhail Gritlet (guitarra), o grupo trabalha na divulgação dos seus web singles ”Darkness Remains” e “Ten Steps”, enquanto finaliza o EP “Rise of the fallen” com previsão de lançamento nesse semestre. Conversamos com vocalista J.P, considerado uma das grandes revelações do metal carioca, sobre planos futuros, suas influências e o cenário underground.
 
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1. Desde sua entrada no Reckoning Hour, alguma coisa mudou em você como vocalista?
 Sim. Muitas coisas mudaram, na verdade eu me superei e continuo aprendendo muito no Reckoning e pretendo atingir novos patamares.
Acho que com o passar do tempo eu me reencontrei e descobri o meu verdadeiro timbre. Como nós sempre tentamos fazer coisas diferentes em cada música, isso acaba sendo um desafio pra mim, no entanto é algo que me inspira e me motiva.
 
2. Vocês dizem que suas musicas ou grande parte delas seguem um fato ou experiencia ocorrida por alguém da banda, existe alguma musica que fala sobre alguma experiencia sua?
Sim. Na verdade 2 delas, Confront The Storm e A Moment Of Defiance respectivamente.
 
3. Como você se sente com o lançamento dos web singles e o futuro EP?
Foram essenciais e a resposta do público é surpreendente! Ten Steps e Darkness são o olho da tempestade. Duas músicas extremas de maneiras diferentes na minha opinião, nós não esperávamos que a aceitação fosse tão boa!
Têm pessoas que já conhecem os nossos refrões e cantam junto e isso na minha opinião é muito gratificante.
 
4. O que você acha do cenário underground carioca?
O cenário carioca vêm mudando em muitos aspectos mas eu acho que o principal agora, é que, temos grandes bandas, bandas realmente talentosas fazendo parte disso e sem tanto preconceito quanto antigamente, os grupinhos e as panelas estão se desfazendo e hoje em dia você não precisa tanto de produtores no cenário pra mostrar o seu trabalho e com a evolução da internet tudo fica mais fácil.

5. O que você tem escutado atualmente?
Das bandas nacionais tenho ouvido muito Handsaw, Khaos Inside, No Trauma, Maieuttica, Cervical, Syren e Painside.
Das internacionais o de sempre (huauhauha sim eu sou muito saudosista) Pantera, BLS, Killswitch, All That Remains, Lamb Of God, Cavalera Conspiracy e Hatebreed.
 
 
Fonte: Sylvia Von Sussekind

 Nando Mello entrou na banda Hangar em 1998 nas sessões finais de gravação do primeiro registro da banda “Last Time”, daí para frente a banda alçou voos maiores. Com o segundo trabalho “Inside Your Soul” e a participação da banda no projeto “Hamlet” a banda tomou seu espaço e se tornou um enorme sucesso.

Depois vieram “TheReason Of Your Conviction”, “Infallible”, “Acoustic, But Plugged In!”  culminando com o primeiro registro oficial em DVD “Haunted By Your Ghosts In Ijuí”.

Confira agora o bate papo. Com vocês … Nando Mello.

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Nando, como está sendo a receptividade do DVD da banda, “Haunted By Your Ghosts In Ijuí”?

Tem sido excelente. O lançamento foi em setembro e tivemos respostas surpreendentes de divulgação e vendas. Foi bem interessante ver que o público do Hangar cresceu com esse lançamento.

O Hangar é uma banda que tem vários discos de qualidade e shows excepcionais, a que se deve esta demora para o lançamento do DVD?

Bom , entre a gravação e lançamento foram somente 9 meses, então o tempo foi bem curto. Dvds são produções caras e nem sempre tudo esta de acordo para um investimento desses.Tudo tem que ser bem planejado.

O Hangar está terminando o ano com a Infallible Tour que traz a formação considerada clássica de volta aos palcos. como tem sido esta turnê?

Excelente. Estamos completando 15 anos de banda e voltamos um pouco aos nossos primeiros CDs para relembrá-los. Foi muito bom ter velhos colegas de volta ao palco.

Nando, como está sendo para você tocar novamente com Michael Polchowicz a frente da banda, e a volta de Cristiano Wortmann?

Sensacional. Tem sido muito inspirador e emocionante te-los lado a lado depois de tanto tempo.Nos divertimos muito lembrando do inicio da banda e os primeiros anos. No palco foi emocionante ver o Cristiano e o Mike junto conosco.

O último trabalho do hangar é um disco  acústico que conta ainda com o vocalista André Leite, como foi o processo de gravação deste álbum?

No inicio foi um pouco preocupante porque começamos ainda com o Humberto na banda. Depois que ele saiu não tínhamos como voltar atras então demos sequencia chamando o André. Foi um processo um pouco menos trabalhoso que um disco elétrico , mas mesmo assim tivemos muitos cuidados porque era uma dinamica nova.

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Como foi o processo de adaptação das musicas para esse formato? Alguma em especial foi um grande desafio?Nós temos o set acústico desde 2008 , então estávamos acostumados a tocá-lo. Praticamente todas as músicas ja estavam preparadas, mesmo assim fizemos uma pré produção para repassar tudo e acabamos mudando algumas coisas.

Nando, explique para os nossos leitores o que é o Hangar Day e como foi o realizado em 2012?

O Hangar Day é uma festa onde o propósito é aproximar o fan da banda e colocá-lo no palco junto conosco. Já são duas edições de muito sucesso onde dividimos o palco com nossos amigos e fans.

Qual o saldo final deste evento para o Hangar?

O saldo final é termos essas amizades para sempre. São momentos especiais onde conhecemos pessoas que gostam da banda e que as vezes superam obstáculos para estarem ali, como foi o caso do batera Jarlissom Jaty que veio de Santarém no estado do Para  e tocou conosco. Isso foi demais.

Alguns fãs puderam atuar com a banda. Alguém em especial chamou a atenção de vocês?

São todos amigos e ótimos músicos,seria injusto citar mas tenho uma admiração pelo  Rafa Dachary , pelo Jarlysson Jaty, G Morazza e o  Thiago Bonga que sao os que mantenho contato mais costumeiramente.

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O Hangar possui 5 álbuns e contou com 4 vocalistas, como esta constante troca de vocalistas interfere na banda?Nós todos sabemos o quanto isso é ruim, porém o que podemos fazer a não ser continuar a tocar. É muito mais fácil um entendimento entre pessoas que estão tocando juntas a 13 anos do que com um recém chegado. Eu não isento nenhuma das partes, tivemos problemas sim com alguns, mas não posso negar que tentamos sempre salvar a situação conversando, oferecendo condições e não fomos bem sucedidos pela falta de entendimento no momento ou por ser tarde demais para salvar a situação. Infelizmente ocorreu e hoje  falando por mim e não pela banda tenho certeza que poderia ter revertido algumas situações de momento ou até mesmo ter escolhido melhor com quem trabalhar.Hoje só posso olhar para o futuro.

Você acredita que estas alterações possam trazer aos fãs, dúvidas sobre uma continuidade/qualidade do material da banda?

Sempre mantivemos a mesma qualidade, quanto a isso não vejo razão para preocupação. Faremos o possível para que isso não se perca.

Gostaríamos que você fizesse uma análise dos vocalistas que fizeram e de algum modo alguns ainda fazem parte do Hangar.

Não há como analisar cada um. São pessoas que fizeram parte da minha vida e não importa o que aconteceu guardo muito carinho por várias histórias que passamos juntos.Tenho contato direto com o Mike e já tive com o Nando e o Humberto. Todos seguem na carreira musical e são excepcionais vocalistas e fico feliz com isso.

Quais os projetos do hangar e os seus para o ano de 2013?

Gravar um novo disco.

Nando, obrigado por sempre nos receber bem, tanto pela internet quanto nos shows aqui no Rio, com simpatia e educação. Por favor mande uma mensagem aos nossos leitores e fãs da banda:

Um muito obrigado pelo apoio de sempre e fiquem ligados as novidades que estao por vir…

Interview With Mike Lepond (Symphony X)

Publicado: 02/10/2012 por Pedro Mello em Entrevistas
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Hello Mike! First of all, we’d like to say that’s a big pleasure to talk to you.

We want to start this conversantion getting to know a little more about Mike as a person, not only the musician. How did your interest in music started?

My interest in music began when I turned 13. I went to see “KISS” with my dad and from that day on I wanted to be a rock star.

Do you still have a study routine on your instrument? What’s that?

I don’t have a set routine with my instrument. I practice heavily before a recording and before a tour. I sometimes warm up before a show as well.

He heard that you’re a classical music lover. What kind of music are you used to listen on your free time? Is there any musician or band that called you attention recently?

I like classical music but I’m actually a big fan of Celtic and Renaissance music. Over the past 10 years, I have become a big fan of “Blackmore’s Night”.

 Mike, before you join Symphony X, you were a member of Rattlebone. Is that your first band? What are your memories from that time?

Rattlebone was not my first band, but I have great memories playing with them. We used to open for all the hair bands that would play our home state of New Jersey. It was a great training ground for when I joined Symphony X.

How would you discribe the sound of the band?

Rattlebone was a hard rock band in the style of Tesla and Skid Row.

In 1997 you joined Simphony X during the “The Divine Wings Of Tragedy” recordings. How do you see the band’s evolution since then?

I joined Symphony X just before the recording of the “V” CD in 1999. In those days we were much more neo-classical. Since then, we have gotten much heavier. Some fans like this and some want us to return to the old sound.

Nowadays, SX is one of the most respected bands on what they call “prog metal” scenario. What would you say that inspires and influences you the most on making music?

Yes, we are lucky enough to be a very popular band in the Prog genre. To get inspiration, we will listen to some of our favorite classic bands. We will also listen to new metal bands and even different styles of music for inspiration.

With all the technological evolution we have nowadays almost everyone can make some music at home. What do you think about it? Is there any new artist/band that calls your attention? 

I think most of the new technology is great for bands. Now you can save huge amounts of money by recording at home instead of expensive studios. The only problem is that the technology can make some people sound much better than they really are.

In 2011 SX came to Brasil on tour. How did you guys fell about the shows in our country? What kind of memory do you have about them? Is there plans for another tour over here soon?

I have always felt that the Brazilian fans are the best in the world. There is so much passion in this country. I have never played a country that loves their music more than Brazil. We have no plans to come there this year, but we hope to return soon.

In 2007 SX released “Paradise Lost” that brings a heavier sound, comparing to the others. This elements were kept in the newest release, “Iconoclast”. Did you guys mean to create something heavier? How did you come out with this sound?

Yes, with Paradise Lost and Iconoclast we have gotten heavier. This was not planned. It was just a natural progression for the band. We never know what a CD will sound like until we actually begin writing.

Mike, we heard that during “Paradise Lost” recordings you have changed you equipment. Why was that? Did you keep this new set up on Iconoclast’s recordings?

Yes, I changed my equipment during Paradise Lost. Prior to that CD, I felt my bass was not being heard enough on the recordings. For Paradise Lost and Iconoclast, I used a tech 21 sansamp to get more of a growl in my sound. I think it’s working well. I am happy with the new tone.

Russel Allen is one of the most required musicians in heavy metal, he’s involved in many projects and bands. What do you think about it? Does it have any impact on SX schedule? 

Yes, Russell does many side projects but it does not interfere with the schedule of Symphony X. He knows and understands how important our career is and he won’t mess with that.

Michael Lepond on bass - Symphony X live in Paris France

The art of SX’s albums are always amazing and Iconoclast isn’t different. How did you conceive the art of the 2 versions of the album?

We work with an amazing artist from Canada named Warren Flannagan. He has done many projects in Hollywood and is very well respected.  We just tell him what the songs are about and he creates art that is beyond our wildest dreams. He is a genious and we are excited to work with him.

What’s the difference between the 2 Iconoclast versions? What can we expect on a future SX release? Is there any plans for it, maybe a DVD?

One version of Iconoclast has less songs than the other. This is what our record label wanted. We wanted to just release the double CD. We will begin writing songs for a new CD very shortly. We are not sure how it will turn out just yet. We want to do a DVD, we are just waiting for the right time.

Mike, we all know that the musical industry has been experiencing hard times. Some of the problems are frequently assigned to the bad use of the internet tools. What do you think about it and how does it affect a band like SX?

The music industry has been experiencing problems mainly due to the bad economy and illegal downloading. Bands mostly make money by touring. Sales of CD’s are down.

Recently SX was on the line up of Metal Open Air festival in Maranhão here in Brasil. We heard that there was several problems over there. Did you know anything about what was going on with the fans?

At the Metal Open Air festival, we were actually very lucky because we played on day one. The worst thing that happened to us is that we went on late. Day 2 and 3 were cancelled due to lack of security and bad organization.

How was SX received by the production team and the fans over there?

The production team treated us well and the fans were amazing. They stayed awake all night and rocked with us.

What’s you impression about the hole festival? Can it have any influence on a future return of the band to Brasil?

We understand that the festival went bad NOT because of the fans. The promoters screwed everything up. We want to come back as soon as possible. We love Brazil.

Recently, you’ve been part of Daniel Fries’ Affector and recorded the “Harmaggedon” (2012) album. How did it happen? And how did you guys come with the idea of this album?

I met Daniel Fries about 5 years ago in Germany. He had these great songs and asked me to play bass for him. It was a pleasure to play on these songs and be a part of a project with such great musicians.

Affector is being very well received all aroud the world. It started as a side project, do you still intend to keep it this way? Can we expect a world tour and maybe a show down here in Brasil?

We have been talking about an Affector tour since the beginning. It all will depend on if there is enough fan interest to put us out there. I hope we can make it happen.

Mike, we want to thank you very much for this interview. It was a big pleasure for us. Please, leave a message for all SX’s Brazilian fans:

To our Brazilian fans and friends: Thank you for your incredible love and support for Symphony X. We will be back soon. We love and miss you very much !!!

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Olá Mike, é uma enorme satisfação entrevistá-lo.

Comecemos as perguntas falando um pouco da pessoa que é Mike Lepond e não o artista que todos conhecem. Mike, como começou seu interesse pela música?

Meu interesse na música começou aos 13 anos. Eu fui ver o “KISS” com meu pai e a partir daquele dia eu queria ser um rock star.

Qual sua rotina diária de estudos?

Eu não tenho uma rotina com meu instrumento. Eu pratico muito antes de uma gravação e antes de uma tour. As vezes eu faço um aquecimento antes do show também.

Pelo que sabemos você é apreciador de música erudita e celta. O que você ouve nas horas vagas?

Eu gosto de música clássica mas atualmente sou um grande fã de música celta e renascentista. Nos últimos 10 anos me tornei muito fã do  “Blackmore’s Night”.

Mike, antes de você entrar para o Symphony X em 1997, você fez parte de uma banda chamada Rattlebone, até então pelo que sabemos é sua primeira banda. O que você se lembra desta época?

Rattlebone não foi a minha primeira banda, mas tenho ótimas memórias da época que tocava com eles. Nós abríamos para todas as “hair bands” que tocavam no nosso Estado

Como você descreveria a sonoridade da banda?

Rattlebone era uma banda de hard, no estilo do Tesla e Skid Row.

Mike, você entrou no Symphony X em 1997 nas gravações do álbum “The Divine Wings Of Tragedy” (1997). Como você vê a evolução da banda deste ponto até o lançamento de “Iconoclast” (2011)?

Eu entrei no SX logo antes da gravação do álbum “V” em 1999. Nessa época éramos muito mais neo-clássicos. Desde então, nos tornamos muito mais pesados! Alguns fãs gostam outros querem que retornemos para o som antigo.

O Symphony X é uma das bandas mais cultuadas do que se conveniou chamar de “prog-Metal”. Quais suas influências e o que te inspira ainda nos dias de hoje?

Sim, temos sorte por sermos uma banda, muito popular no cenário Prog. Para nos inspirarmos, nós ouvimos algumas das nossas bandas clássicas favoritas. Também ouvimos bandas novas de metal e até de outros estilos musicais para nos inspirar.

Atualmente com as evoluções tecnológicas, praticamente qualquer um consegue gravar algum material em casa. O que você pensa sobre isso?  Existe alguma nova banda ou artista solo que tenha chamado sua atenção?

Acho que a maior parte da nova tecnologia é ótima para as bandas. Agora podemos economizar uma fortuna gravando em casa ao invés de gravar em estúdios caros. O único problema é que a tecnologia pode fazer as pessoas soarem muito melhor do que elas realmente são.

Em 2011 a banda passou pelo Brasil e realizou alguns shows. Qual o saldo desta passagem por nosso país? Quais as lembranças que você possui destes shows? Há planos para uma tour por aqui em breve?

Sempre senti que os fãs brasileiros são os melhores do mundo. Há muita paixão nesse país. Nunca toquei num país que ama tanto sua música quanto o Brasil. Não temos planos para voltarmos esse ano, mas esperamos voltar em breve.

No ano de 2007, o Symphony X lançou o álbum “Paradise Lost”, para muitos o álbum mostrou uma face mais pesada da banda, a sonoridade permaneceu em “Iconoclast”. O que fez a banda caminhar por esta direção?

Sim, com “Paradise Lost” e “Iconoclast” nos tornamos mais pesados! Isso não foi planejado. Foi uma progressão natural para a banda. Nunca sabemos como um cd irá soar até começarmos a escrevê-lo.

Mike, segundo algumas informações durante as gravações de “Paradise Lost”, você realizou uma troca em seu equipamento habitual. O que motivou a troca? Esta mudança permaneceu em “Iconoclast”?

Sim, eu mudei meu equipamento durante as gravações de “Paradise Lost”. Antes desse CD, eu já sentia que meu baixo não estava sendo bem ouvido nas gravações. Para o “Paradise Lost” e “Iconoclast” eu usei um Tech 21 Sansamp para obter mais peso no meu som. Acho que funcionou bem. Estou feliz com o novo som.

Russel Allen é um cara muito atarefado no meio musical, ele participa de vários projetos e bandas, isso chega a afetar a agenda do Symphony X?

Sim, Russell tem vários projetos paralelos mas isso não interfere na agenda do SX. Ele sabe e entende a importância da nossa carreira e não vai mexer com isso.

 

Michael Lepond on bass - Symphony X live in Paris France

O material gráfico do Symphony X sempre foi de um bom gosto incrível e “Iconoclast” não fugiu destas características. Como foram concebidas as artes das versões do último álbum?

Nós trabalhamos com um artirsta fantástico do Canadá, chamado Warren Flannagan. Ele faz vários projetos em Hollywood e é muito respeitado. Nós apenas dissemos a ele sobre o que as músicas falavam e ele criou a arte que é além dos nossos sonhos mais loucos. Ele é um gênio e estamos empolgados para trabalhar com ele novamente.

Qual a diferença entre as duas versões do álbum? E o que podemos esperar para um próximo lançamento? Há planos para um novo lançamento, talvez um dvd?

Uma versão do “Iconoclast” tem menos músicas que a outra. Foi o que a nossa gravadora quis. Nós queríamos apenas lançar o CD duplo. Vamos começar a escrever as músicas para um novo CD em breve. Não temos certeza de como será ainda. Queremos fazer um DVD, estamos apenas esperando pelo momento certo.

Mike, a indústria musical hoje passa por diversas dificuldades, muitas destas são atribuídas ao mal uso da internet, como isso afeta uma banda do porte do Symphony X?

A indústria da música tem enfrentando problemas devido principalmente à crise econômica e download ilegal. As bandas ganham a maior parte do seu dinheiro com turnês. Vendas de CD’s estão em baixa.,

Recentemente a banda foi escalada para participar do festival “Metal Open Air” na cidade do Maranhão no Brasil. No entanto, parece que houve uma série de incidentes por lá. A banda ficou a par do que acontecia com o público?

No MOA nós tivemos sorte porque tocamos no primeiro dia. A pior coisa que nos aconteceu foi que entramos no palco atrasados. Os dias 2 e 3 forma cancelados por falta de seguraça e uma organização ruim.

Como foi o tratamento da produção e do público com os membros do Symphony X?  

A produção nos tratou muito bem e os fãs foram incríveis. Eles ficaram acordados a noite toda e curtiram muito com a gente.

Qual a impressão que ficou do evento e em que isso pode interferir numa possível volta da banda ao Brasil?

Entendemos que o festival fracassou mas não por culpa dos fãs. A produção estragou tudo. Queremos voltar o mais breve possível. Amamos o Brasil.

Recentemente você participou da gravação do álbum da banda Affector, “Harmaggedon” (2012), idealizado por Daniel Fries. Como aconteceu o convite para ingressar na banda? Como foi desenvolvida a idéia do álbum?

Conheci o Daniel Fries há uns 5 anos na Alemanha. Ele tinha essas músicas excelentes e me chamou para tocar baixo. Foi um prazer tocar essas músicas e fazer parte de um projeto com tantos bons músicos.

A repercussão sobre a banda está sendo fantástica pelo mundo, com isso, queremos saber, a banda será uma banda regular ou apenas um projeto?

Conversamos sobre uma tour com o Affector desde o início. Isso só vai depender de termos fãs o suficiente interessados para nos levar. Espero que possa acontecer!

Mike, foi uma enorme satisfação realizar esta entrevista, por favor deixe uma mensagem aos fãs: 

 Para todos os fãs e amigos brasileiros: obrigado pelo incrível amor e suporte para o SX. Estaremos de volta em breve. Nós amanos e sentimos muito a falta de vocês!!!

Imagens: Internet

A banda Ayam foi fundada em 2002 em São Gonçalo (RJ) pelo guitarrista Gustavo Marinho. Tocando em shows pelo underground do Rio de Janeiro, a banda amadureceu sua sonoridade e hoje busca a gravação de seu primeiro full-lenght.

A banda atualmente formada por Thiago Frasão (vocal), Gustavo Marinho e Lucas Brum (guitarras), Felipe Damasceno (bateria), e Phill Lima (baixo) estão se destacando no Myspace e já receberam até menção na conceituada revista Guitar Player do mês de Abril de 2011. Realmente uma galera que veste a camisa e corre atrás de seus sonhos e que temos a satisfação de acompanhar o trabalho a algum tempo.

Confira agora o bate papo descontraído que o RioMetal  teve com o guitarrista e fundador da banda, Gustavo Marinho:

 

Gustavo, a primeira pergunta que podemos fazer, é o que significa o nome da banda, qual o significado de “Ayam”?

R: Ayam, na verdade tem vários significados o que mais gosto é Deus como todas as formas de vida ou o que tem de mais luminoso dentro de cada ser (alma, espírito ).

Ouvi dizer que em uma língua que não me recordo agora, a palavra significa “granja” é verdade isso?

R: (Risos) Eu acho que foi um fã da banda na Malásia  que disse que Ayam é um tipo de frango de granja ou algo do tipo. Nós da banda achamos isso muito engraçado e certamente vai ter muitas brincadeiras com isso no futuro, porém não pensamos em mudar de nome.

A sonoridade da banda além de trazer a tipicalidade do Heavy Metal também traz algo de moderno, não se tornando algo datado ou que já tenhamos ouvido antes. Quais as influências da banda?

R: O que eu acho mais legal da banda é que nós viemos de um estilo que estava praticamente morto que é o metal melódico, porém na vida nós vamos tendo várias fases e com essas fases vamos ouvindo coisas diferentes. Eu sempre fui fã de Rock Alternativo desde quando era muito novo então eu sempre acabei tendo mente aberta pra ouvir qualquer estilo sem preconceito e tirar o que fosse de mais interessante pra compor as canções da banda.

Cada integrante também veio de um lado do Metal ou do Rock, Lucas por ser o mais novo tem a mente mais aberta como eu e curte Metal Core, Metal Tradicional, bandas alternativas e tudo que tenham bons riffs de guitarra, Frasão gosta mais de um som antigo e progressivo tanto que ele também tem uma excelente banda de Metal Progressivo (INTO). Felipe Damasceno já tem influências de rock setentista (Ele é o coroa da banda …rsss) e o mais novo integrante PHill Lima ele curte mais  Hard Rock oitentista fazendo com que a banda tenha uma variedade de estilos.

“It will be great to see you bleed” foi a música que vocês adotaram como single, ultimamente vocês tem apresentado 03 canções autorais e alguns covers no shows. Como tem sido a recepção desta música?

R: Nós temos apresentado em nossos shows o total de 6 músicas , e essas músicas têm uma recepção absurda pelo público, mesmo que todas as vezes eles fiquem paradinhos ouvindo  e assimilando os riffs, e as músicas novas outrora agitando e vibrando com a nossa presença de palco que é frenética (Risos). Porque nós somos ainda uma banda underground, somos ainda estagiários no Metal profissional, então ficamos testando coisas ao vivo, músicas novas, formas de se lidar e comunicar com o público cada vez melhor. Como nunca desistimos de fazer o que amamos esperamos sempre fazer os shows cada vez melhores e mais dinâmicos.

Qual a história desta música?

R: “It Will be great to see you bleed” … Todas as músicas são exatamente o que o artista passa  até  compor, ela se trata de uma vingança pessoal.  Às vezes amigos nossos de igreja ficam apavorados com o título da música e falam uma porção de coisas (Risos). Eles são do mau ou coisas do tipo, mas essa musica na verdade se trata de uma vingança pessoal de todas as pessoas que te colocam pra baixo falando que você não vai conseguir nada na vida só porque você foge do normal, dizem que você  não é bom o bastante ou coisas do tipo, o sangue da música na verdade representa  o sofrimento dessas pessoas em verem que elas estão totalmente erradas. Nós somos a Ayam  e “ You can Wait for me , It Will be great to see you bleed”.

Hoje, músicos de bandas que ainda estão no underground, infelizmente têm no “tempo” um grande limitador, como vocês driblam essa questão? Qual a rotina que seguem de estudo, gravação, ensaios, enfim?

R: Isso realmente é complicado, tempo, dinheiro e vários fatores. Nós somos obcecados por tocar nosso som, mostrar novas músicas, e isso faz da Ayam uma força diferente destas bandas do underground. A prioridade da banda é, sempre foi, e sempre será, a qualidade. Mesmo que esperemos mais um pouco pra fazer algo, nós vamos segurando até fazer, até saber que estamos fazendo o melhor pra banda.

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Lucas Brum, Thiago Frasão, e Gustavo Marinho em Ação.

 Em abril de 2011 vocês foram mencionados na revista Guitar Player como uma das revelações daquele mês pela revista. Como a banda recebeu esta notícia?

R: No ano de 2010 e 2011 eu estava trabalhando bastante em uma pesquisa sobre a aceitação do público pelas músicas da banda. Logo que fizemos o nosso Myspace eu adicionava várias pessoas tanto no Myspace como no Orkut e mostrava a música para que estas ouvissem e criticassem. Dentro disso eu estava em um trabalho muito firme sendo que quase não tinha vida própria (Risos). Um dia o Thiago Frasão estava na minha casa pela manhã e o Lucas estava on-line pelo e-mail e nos disse que alguém tinha escrito algo da banda na revista, eu tomei um grande susto, pois eu não tinha falado com ninguém da Guitar Player. Fomos correndo para a banca de jornal compramos a revista e fiquei procurando, quando eu e Frasão encontramos a crítica, foi uma coisa muito boa e agradável ver o seu trabalho sendo reconhecido por uma grande revista brasileira.

“Escape” e “Walking Like Machines” são as outras músicas de apresentação do trabalho da banda, como está sendo a repercussão delas no MySpace?

R: Nós temos muita felicidade em dizer que todas são vista como músicas incríveis por todo o mundo. Uma pequena Demo, fazendo uma grande diferença nas nossas vidas como músicos.

De ponta a ponta todos falando coisas muito boas das músicas, fomos convidados para uma entrevista em Londres em uma revista de moda (eu também não entendi mas eu acho que eles acharam nosso som Hype – Risos). Tocamos em rádios em lugares como Espanha, Portugal, Uruguai, EUA, Japão e Argentina. Com isso, começamos a negociar em tocar em festivais de outros países  mas ainda não posso falar exatamente o que está acontecendo até que aconteça.

Falando neste assunto, para uma banda que está querendo mostrar a cara, o que vocês acham do advento da internet e as redes sociais como MySpace, Facebook, entre outras?

R: Cara, eu não vou te dizer que esses são as gravadoras do novo milênio porque não são. Eles são novas ferramentas para artistas conseguirem popularidade e depois conseguirem recursos para gravar o Cd ou DVD ou fazer uma tour. O Myspace já foi uma ferramenta melhor, mas ainda é válido, o Facebook tem crescido bastante como propagador de música, mas ainda tem muito a evoluir.

Todas essas ferramentas fazem a diferença para as bandas, porém a banda em si sempre tem que se preocupar com a qualidade das gravações, porque a composição pode ser boa, mas as gravações, tirar fotos profissionais, tentar correr atrás de apoios e patrocínios para fazer um clip bacana sempre vai ser o diferencial. A banda é uma pequena empresa, um investimento de longo prazo se não pensar assim, os músicos com o tempo começam a se desestimular largando o projeto de vez. 

Qual foi a postura da banda quando o MySpace se tornou praticamente apenas uma página de recados? Eu particularmente achei de uma ignorância e desrespeito absurdo pelos artistas que tinham não apenas uma página, mas praticamente um portal sobre seus trabalhos.

R: Cara o Myspace andava de mãos dadas com as bandas fazendo um trabalho incrível, mas quando eles simplesmente iam mudando de formato acabando com a arte que pagamos caro, nisso foi ficando complicado demais. Pra uma banda grande gastar 5 mil ou 2 mil em um layout bacana não é tanto prejuízo mas pra uma banda underground gastar o mesmo dinheiro é  começar a dar pau no site, mudar de formato  é um prejuízo absurdo.

O Que acabou com o Myspace pra mim foi a falta de respeito com nos bandas e clientes do site.

Gustavo Marinho.

A Ayam está praticamente com 10 anos de estrada, a banda já passou por trocas de formação, um breve rompimento, e sempre se manteve de pé. Além dos fatores humanos que permeiam, toda banda, quais as outras dificuldades encontradas pela Ayam?

R: Eu acho que se você namora com alguém você espera casar, se você casa normalmente espera ter filhos e por ai vai. Às vezes com essa idéia de sempre fazer o melhor e esperar pra fazer as coisas, muitas das pessoas foram ficando pelo caminho, casando, tocando em grupos de música popular pra ganhar dinheiro e viver da música, pois são músicos ou desencanando do sonho.

Todos tem o tempo como inimigo mas pelo contrário eu  tenho ele como aliado, Pois se conseguíssemos lançar o nosso álbum em 2002 a banda certamente seria mais uma  porque não tínhamos nem maturidade na composição, ainda estávamos muito crus.  Tudo que fazemos na vida acaba passando pra nossa arte, pra mim arte é comunicação e quanto mais maduro você se encontra mais você se comunica melhor e cria sua própria forma de fazer o mesmo. Eu acho incríveis bandas como Mastodon, pois os caras só foram estourar no mundo todo com o “Crack The Skye”. Tendo um estilo único deles e porrada, não apelam pro visual que normalmente quando você é jovem e faz sucesso tenta parecer bonitinho, eles são feios mesmo e únicos. Você vê um bando de piratas tocando vários vocalistas na mesma banda um som psicodélico muito louco. Pra mim pelo menos isso é um exemplo de que o tempo é um aliado.

Nós da Ayam investimos em nossas músicas, mas principalmente no bem estar de cada integrante da banda, coisa que não fazíamos antes quando éramos mais novos. Quando uma banda começa a fazer sucesso e logo acaba é uma morte muito precoce pro projeto, você vê o Nigthwish, quando eles finalmente fizeram sucesso nos EUA, eles tiram a Tarja e eles voltam pro estado que estavam antes. Temos que pensar no projeto e no bem estar de todos porque senão será um barco muito bonito que vai para o mar e depois se despedaça todo na primeira tempestade pois a estrutura estava toda corrompida.

Atualmente tem se gerado uma imensa discussão sobre a cena Rock / Metal no Brasil. Como vocês vêm a cena do Rio de Janeiro?

R: Eu acho que é um conflito muito grande na cena carioca, pois antes não haviam tantos shows no Brasil de bandas grandes.  Todos criticaram Edu Falaschi com o que ele disse na entrevista, mas na minha opinião, Gustavo Marinho, acredito que ele só pecou na maneira como ele falou com os fãs e nos gestos, ele falou uma coisa clara e certa. O público gasta muito dinheiro para ver os seus heróis e acaba não dando mais atenção as bandas brasileiras.

Eu sei disso porque eu acompanhei toda a fase do Angra no álbum Rebirth, o Shaman no começo com André Matos e outras bandas de outras cidades que quando vinham pro Rio de Janeiro era show lotado. Agora essa nova geração de Bangers é bem diferente, para que possamos ser tão grandes como eles nós temos que usar os mesmos artifícios. Se o produto que você vende não é mais atraente você continua oferecendo o mesmo produto?

Temos que pensar em fazer coisas realmente interessantes para o público e baratas  se não ele não vai mais pagar pra ir em um show do qual o lugar seja feio, o equipamento do show seja ruim a banda pior ainda.

O que deveria mudar para a cena ficar melhor?

R: Quem mais compra instrumentos musicais se tornam músicos e estudam música? Headbangers, roqueiros e afins. É o publico que não morre e sempre vai ser assim. Eu acho que pra cena mudar ela tem que se profissionalizar de vez, conseguindo apoio de lojas de música pra fazer shows, escolas de música e tudo que permeia o universo de quem gosta de rock. Tudo envolve dinheiro e temos que driblar essas situações da maneira mais sábia. Patrocínio. Onde se pode arrumar patrocínio? Pense no que o banger gosta pra correr atrás das pessoas certas.

Uma pergunta que não quer calar, como está o trabalho do full lenght da banda? Soube que estão tentando apoio através da Lei de Incentivo a Cultura, existe muita burocracia?

R:Nós estamos trabalhando aos poucos nas novas músicas que vão aparecendo por  que realmente este projeto da Lei Rounet  tem que ter uma dedicação maior. Tudo que falei na entrevista em si tem haver com esse projeto pois a pesquisa que estava fazendo era pra mostrar pra Lei Rounet que somos uma banda apta ao patrocínio de qualquer empresa.

Na lei de incentivo a cultura existe uma burocracia muito grande, mas eu acho que pelo que aconteceu nos anos 90 sobre o filme “Chatobriand” de Guilherme Fontes do qual foram gastos quase 10 milhões de reais ou mais não sei bem e o filme não saiu.

No Brasil as coisas realmente têm que ser feitas assim quando se envolve  dinheiro porque existem muitas atividades fraudulentas no país e para que projetos com boa fé sejam levados pra frente e consigam patrocínio ele tem que ser bem analisado.  

Inclusive nós ficamos sabendo que fomos aprovados pela Lei Rounet, agora podemos correr atrás de patrocínio. Por isso, quanto mais pessoas pra avaliar a banda melhor, pois cada gota de suor de anos, cada pessoa que gritou, ouviu as nossas músicas e passaram para os amigos e entrou na roda, vão estar juntos conosco para mostrarmos para os patrocinadores como uma banda underground tem força de âmbito mundial.

Apresentação da Ayam no Rio de janeiro

Gustavo, como foi o contato com os caras do Scorpions e o encontro com Edu Falaschi?

R: Essa história daria pano pra manga rapaz (Risos). Eu sou estudante de cinema e acredito que qualquer vida tem histórias interessantes para se fazer um filme, mas essa história do Scorpions daria um bom longa de Rock n Roll. Vou tentar ser sucinto:

Ia acontecer um grande festival de Rock em João Pessoa, cidade onde minha mãe e irmã moraram por muitos anos, nessas indas e vindas de lá eu fiz muitos amigos, inclusive uma mulher, a Rita, do qual morou muitos anos na Alemanha.

A Rita foi convidada por um hotel pra recepcionar a banda. Eu estava no Rio de Janeiro quando fiquei sabendo dessa noticia e eu tendo uma banda de Metal pensei – “cara eu tenho que arrumar um jeito de estar lá”. Muitas coisas aconteceram e acabei conseguindo entregar o material que era uma revista da banda que eu tinha feito na gráfica, uma carta e um Mp3 player com as músicas da banda para os integrantes do Scorpions. No mesmo festival eu encontrei com os integrantes do  Sepultura e do Angra e foi algo fantástico pela maneira que aconteceram as coisas, foi a viagem de trabalho mais prazerosa que tive.

Quando aconteceu isso tudo meses depois fomos convidados para abrir o show do Angra em Duque de Caxias (RJ), e acabei fazendo a mesma coisa para apresentar o material da banda para o Edu que é um excelente produtor musical. A história na verdade é gigantesca com altos e baixos de uma grande história emocionante, mas acabou que conseguimos entregar o material ao Edu e ele gostou do nosso som e vai produzir o nosso álbum.

Quais os planos da Ayam para 2012, caso o mundo não acabe?

R: Bom se o mundo acabar, no além a Ayam vai estar lançando o seu primeiro álbum em 2013.

Senhores, foi muito bom conversar com vocês, espero estar curtindo o álbum de vocês logo e espero revê-los no palco em breve. Mandem um recado aos fãs:

R: Eu gostaria primeiramente de agradecer pela entrevista, eu achei as perguntas muito interessantes e bem formuladas. Vamos eternizar esse momento, fazer uma grande festa.  Logo teremos um vídeo com músicas e depoimentos dos que estavam no show do Espaço Metanoia. Vamos mostrar que uma banda underground pode fazer um estrago nas gringasl! Grande abraço a todos!