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Accept: Interview With Wolf Hoffmann

Publicado: 19/04/2015 por Pedro Mello em Entrevistas, News
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Hello guys, it’s a great pleasure to talk to you.

Well, on the eve of some shows in Brazil, including one at the Monsters Of Rock Festival – SP, how are the preparations for the band to face upcoming shows in South America?

WOLF: Hi…nice to meet you! The pleasure is mine!  We are thrilled to come back to BRAZIL and to perform at this prestigious festival is a great honor. We have new guys in the band and that requires a lot of work and rehearsing. We have been prepared having this change  one day, ,so we did always have a second Live Brigade ready to go.

Although you are in full tour of the album Blind Rage (2014), is there the possibility of a surprise on the set list of the band?

WOLF: We are on our second leg of the BLIND RAGE tour and will be out on the road until December 2015… How can I surprise you…when I tell you everything we want to surprise you J   Come and see us!

Changing focus, Blind Rage is the third album by the current Accept’s lineup. How has been the receptivity of the fans to the album?

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Accept: Uwe Lulis, Peter Baltes, Mark Tornillo, Wolf Hoffmann and Christopher Williams.

WOLF:  # 1 in Germany and Finland as chart positions AND  sold out shows in many countries – I would call that an excellent response! We are thrilled – believe me!

How was the beautiful art of the new album’s cover developed? Undoubtedly one of the most significant in 2014.

WOLF: Gaby will be pleased to hear that. she is the one  responsible for covers and I know that she has been sitting on this idea for a long time. She is working with British artist and we wanted to reflect the ANGRY TIMES we live in, where we see Anger, Hate and Terror everywhere…..

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Blind Rage (2014)

The band released the first album in 1979 and the musicians are on the road for much more time, with Accept or other bands. Where does this energy from that persists until today? And we hope that continues for much longer.

WOLF: You know, Peter & I who are joint on our hips since we were 16 & 17 years old have had this long time out – nearly 15 years and it is safe to say,that ACCEPT is known for their powerful stage presence since we turned Professionals in 1980 . We had the audacity to come back BECAUSE  we were in best shape and pumped up to the hilt!  And we are always 100% dedicated to move up and up. We are ready for anything and – we believe  where all this is coming from – there is more….much more! So, count us in! 

The music industry is currently very confused. Nevertheless, how this has reflected in the band? The several types of packaging offered to fans have been successful?

WOLF: The record industry will say yes … it is a trend of our ties and all companies are doing it. We are looking in to it for the future…. I understand exactly what you re saying,. There are a lot of politics involved. 

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 Wolf Hoffman

With three successful albums, what are the further plans of Accept?

WOLF: MORE successful Albums!!!!!  We can only keep our energy level that high, because I believe the Best Album of ACCEPT has not even been written yet. So, let’s see what the next one  will do and the next tour! We sure are ready! 

It was a huge honor to speak with a true legend of heavy metal. Please leave a message to the Brazilian fans:

WOLF: We love you and please come and see us. We can’t wait to come to BRAZIL and Rock the Place – can’t do it without you!

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 Helmuth Lehner

A poucos dias de realizarem shows no Brasil, os austríacos do Belphegor separaram um tempinho para conversar com a equipe do RioMetal e falar sobre problemas de saúde, o último álbum “Conjuring The Dead”, o aniversário de 20 anos da banda e muito mais.

Confira a mais esta exclusiva do RioMetal:

Acredito que a primeira pergunta é inevitável. Como está a saúde de Helmuth Lehner? Como este problema ocorreu?

Helmuth: Ave, Pedro. Obrigado por perguntar pela minha saúde. Eu tomei a péssima decisão de beber água de um hotel na América Latina há poucos anos atrás e acabei com Tifo.

Eu estou bem agora. Estou contente por estar apto a tocar guitarra e ficar à frente da minha banda novamente. Me sinto ótimo e estou agradecido por isto. Levei quase 8 meses para voltar e ser capaz de tocar novamente. Os primeiros meses após a operação foram difíceis. Eu sempre fui muito ativo minha vida toda, treinava, fazia tudo que era proibido – várias memórias de excessos gravadas na minha cabeça que poderiam encher livros. O pior foi que eu não podia tocar, eu nunca fiquei tanto tempo sem tocar guitarra. Aquilo foi frustrante e novo pra mim e meu corpo me mostrou muitas fronteiras. Eu odiei ter que ficar calmo mas eu logo percebi que eu não poderia vencer uma corrida com 3 malditas rodas, então sim, eu tive que esperar e o tempo passou vagarosamente. Erguer-se para cair e cair para erguer-se, como diz uma das faixas do álbum BLOOD MAGICK NECROMANCE (2011).  O importante é, BELPHEGOR está de volta, ainda consistente e rodando o mundo inteiro como um tanque de guerra mundial.

É ótimo saber que já está bem novamente. A poucos meses de visitar a América do Sul novamente, pensam em tomar algum tipo de precaução especial?

Helmuth: Eu não beberei água de torneira novamente, isto é certo. Atualmente, eu sempre serei mais cuidadoso em minhas viagens…

Humanos são cheios de merda, nós envenenamos a raça, destruímos a Terra, a água, o clima, a natureza, quase tudo em nome da ganância e poder… é por isso que eu escrevi uma música com este conteúdo, na letra de GASMASK TERROR. É uma vergonha… nós deveríamos ser uma espécie superior, cuidadores do planeta, não destruidores.

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Conjuring The Dead, último lançamento do Belphegor

Como tem sido a receptividade do álbum ‘Conjuring The Dead’?

Helmuth: O retorno é incrível, cara. Foi uma jornada difícil, montes de contratempos que me forçaram a atrasar de novo e de novo, demorou mais de 3 anos até CONJURING THE DEAD ser lançado. No início foi meio frustrante. Eu pensei: Eu nunca consigo terminar esse disco filho da puta, e então um monte de ódio e agressão estavam em mim e eu canalizei tudo aquilo pra dentro de novas músicas. Eu estou muito orgulhoso deste lançamento, ele é muito especial pra mim, nosso álbum mais maduro até agora e um dos mais fortes. Nós gravamos na Florida com Erik Rutan. Ele nos impulsionou a sermos os melhores que poderíamos e esta foi uma excelente decisão por escolhe-lo para ser o produtor deste LP brutal.

O álbum traz faixas rápidas e outras mais cadenciadas, mas sem perder a agressividade e peso. A adversidade pela qual Helmuth passou, influenciou as composições?

Helmuth: As questões da minha saúde e recuperação afetaram tudo em relação ao novo álbum, o processo de composição, a banda, minha vida. Existiram muitos atrasos e contratempos assim como eu tive que me submeter as minhas novas limitações. Eu nunca trabalhei tão duro em outro lançamento. Eu sempre tive no fundo da mente, e temi depois da minha doença com risco de vida, que este poderia ser o último ábum do BELPHEGOR.

Então eu não queria fuder com tudo, eu queria fazer as coisas absolutamente certas. Eu procurei ter uma abordagem mais Death Metal neste LP, mais irritado, mais cru e é claro brutal. Foi tempo de retornar às nossas raízes mas com o aprimoramento musical que nós temos em 2014. Também, um bocado de NWOBHM, que eu ainda adoro, flui no novo “slasher”.

Aqui vão umas pistas abaixo, nós tentamos novos elementos e experimentamos por dentro do nosso estilo, que é importante para a evolução da banda, sem trair nossas raízes.

CONJURING THE DEAD fala por si mesmo. Um som forjado no inferno!

IN DEATH é sobre meu retorno aos palcos e à frente da minha banda novamente, minha experiência de dançar com a morte. É uma música de avanço rápido de Thrash/Death Metal com muita influência de NWOBHM.

THE EYES  é um intervalo, ela acalma após os primeiros cinco sons de  colagens brutais. Eu toquei a guitarra acústica clássica e durante isso você escuta a guitarra principal gritando. Poderia ser quase também um pedaço de música da engenhosa New Wave Of British Heavy Metal. 

Após THE EYES, nós começamos com este monstro técnico do Death entitulado LEGIONS OF DESTRUCTION.

Para o exaltado REX TREMENDAE MAJESTATIS nós adicionamos um monte de sonoridade clássica na guitarra. O título foi retirado da última composição de WOLFGANG AMADEUS MOZART, REQUIEM. Ele escreveu em seu leito de morte. Ele sabia que morreria cedo. A música tem influências desta composição quando se trata da intensidade da atmosfera. Eu tenho que ser cuidadoso com este tipo de declaração, eu não sou um compositor como MOZART, ele era um gênio. Mas esta música é exatamente o que eu senti, quais eram meus objetivos, como eu comecei a criar REX TREMENDAE MAJESTATIS e quando eu escuto REQUIEM.

Em FLESH, BONES AND BLOOD nós também tocamos em um novo terreno. A faixa vem com um sentimento industrial e guitarras com uma pegada Death Metal, com um atmosfera ritual no refrão.

A introdução de PACTUM IN AETERNUM, toda tocada com  instrumentos naturais, quase feitos pela própria natureza, com um monte de partes que são tocadas com ossos reais (humanos e animais…), ameaçadoras e escuras! Elas foram criadas por KRAMATACH, uma banda arcaica de caverna da Áustria.

Enquanto os massacres de alta velocidade como BLACK WINGED TORMENT e GASMASK TERROR são faixas típicas do BELPHEGOR, BLACK WINGED TORMENT é, juntamente com nossa amada LUCIFER INCESTUS a música mais rápida que nós já escrevemos. BLACK WINGED TORMENT será apresentada durante a próxima turnê na América Latina.

Quais outros fatores ou elementos influenciaram as letras de ‘Conjuring The Dead’?

Helmuth: Ele também tem a ver com a declínio de toda humanidade. Um monte de merda está acontecendo perigosamente no planeta neste momento… o tempo está correndo. E no topo disto, como sempre, nós enaltecemos a blasfêmia. Anti-deus – anti-vida, os versos são o caminho mais sério desta vez, assim como o projeto todo é, devo dizer. Eu não quero descrever qualquer coisa demais para evitar concepções erradas. Eu encorajo as pessoas com o CD a ler as letras e formar suas próprias interpretações.

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Helmuth e Serpenth

Em 2015, o primeiro álbum do Belphegor, ‘The Last Supper’, fará 20 anos. Pensam em fazer algo para celebrar esta marca?

Helmuth: É surreal que nós duramos tanto, nunca nos separamos ou mudamos nossa atitude… o legado – a música brutal, você sabe. Nós celebramos o álbum criando ainda músicas extremas e praticando nossos rituais ao vivo ao redor do mundo, para glorificar a magia em nome do Metal.

A capa de ‘Conjuring The Dead’ foi novamente feita pelo artista Seth. Como foi o processo de criação da arte?

Helmuth: Eu curto o estilo artístico dele e trabalhar com ele. Ele também fez a arte de PESTAPOKALYPSE (2006). Eu estou puta orgulhoso das novas impressões. Seth fez um trabalho marcante e trouxe idéias incríveis para o projeto. Nós trabalhamos por meses em detalhes pequenos, complexos. O time era sensacional. Eu ainda fico deslumbrado quando eu olho o pôster com a arte da capa, com todos aqueles símbolos que tem tantos significados.

Foi uma honra falar com vocês. O que os fãs brasileiros podem esperar dos shows que serão realizados no Brasil?

Helmuth: Obrigado pelo espaço. Eu prefiro chamar as pessoas que nos apoiam simplesmente de “Soldados da morte”, “Maniakks”, e “Demônios”. Eu não aprecio a palavra “fã”, de verdade.

Veja as datas abaixo:

05.12.2014 BR Natal Armazém Hall
06.12.2014 BR Rio de Janeiro Espaco Acustica
07.12.2014 BR São Paulo Extreme Hate Festival
       

As legiões do Brasil podem esperar uma intensa performance no palco e puta música brutal até os ossos. Junte-se aos rituais em Dezembro e vá ao inferno conosco…

 

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 Helmuth Lehner

I believe that firts question is inevitable. How is the health of Helmuth Lehner? How this problem occurred?

Helmuth: Ave, Pedro. Thanks asking about my health. I had made a poor decision to drink the water from a hotel in Latin America a few years ago and ended up with Typhus. 

I’m doing good now. I’m pleased that I am allowed to play guitar, front my band again. It feels just great, and I am thankful for it. It took me almost 8 months to come back and be able to perform again. First months after the operation were tough. I was always very active my whole life, trained, did everything that was forbidden – many excessive memories stuck in my head where I could fill books. Worst was, I couldn’t play music, I never had such a long break from playing guitar. That was frustrating and new to me that my body showed me so many borders. I hated it to calm down, but I soon realized I can’t win races with only 3 damn wheels, so yeah I had to wait and time went by slowly. RISE TO FALL AND FALL TO RISE, as one of our tracks from the album BLOOD MAGICK NECROMANCE (2011) says. The important thing is, BELPHEGOR is back, still consistent and rolling in worldwide like a world war tank.

It’s great to know that he’s fine again. Few months after visit South America again, you guys think in to take some kind of special precautions?

Helmuth: I will not drink water from the sinks again, that’s certain. Nowadays, I will always be more careful in my travels…

Humans are full of shit, we poison the race, destroy the earth the water the nature, almost everything in the name of greed and power…that’s why I wrote the song with this lyrical content for GASMASK TERROR.  It’s a shame…we should be the superior species, caretakers of the planet, not destroyers. 

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Conjuring The Dead, Belphegor’s last album.

How has been the receptivity of “Conjuring The Dead”?

Helmuth: Feedback is amazing, man. It was a tough ride, lots of setbacks forced me delay again and again, it lasted over 3 years til CONJURING THE DEAD been unleashed. At beginning it was kinda frustrating. I thought, I never can finish this motherfukking record, then a lot of hate and aggression was in me and I channeled all that into the new songs. I’m very proud of this release, it is a very special one to me, our most mature album to date and one of our strongest. We recorded in Florida with Erik Rutan  He pushed us to be the best we could and it was a great decision to choose him to be the producer of this brutal Lp.

The album gives us some fast tracks and others more rhythmic, but without losing aggressiveness and force. Did Helmuth’s adversity influenced the compositions?

Helmuth: My health issues and recovery affected everything regarding the new album, the writing process, the band, my life. There were many delays and setbacks as I had to submit to my new limitations. I never worked so hard on another release. I always had in the back of my mind, and feared after my life-threatening illness, it could be the last BELPHEGOR album. So I didn’t want to fukk around, I wanted do things absolutely right.

I wanted to have a more Death Metal approach on this Lp, more edgy, raw and  of course brutal. It was time to return to our roots but with musical ability what we have 2014. Also a lot of NWOBHM, which I still adore, flows in the new slasher.

Here’s a kinda track break down, we tried new elements and experimented within our style, which is important for the band´s evolution, without betraying our roots.

CONJURING THE DEAD speaks for itself. A sound wall forged in hell!

IN DEATH is about my return on stage and front my band again, my experience with dancing with the dead. It’s a fast forward Thrash/ Death Metal track with a lot of NWOBHM influences.

THE EYES is an intermezzo, it calms everything down after the first five brutal sound collages. I played the classic acoustic guitar and over that, you hear a lead guitar screaming. Could be almost also a piece of musick from the ingenious New Wave Of British Heavy Metal. 

After THE EYES, we start with this technical Death monster entitled LEGIONS OF DESTRUCTION.

For the exalted REX TREMENDAE MAJESTATIS we added a lot classical tones in the guitar department. The title is taken from WOLFGANG AMADEUS MOZART’s last composition, REQUIEM. He wrote it in his deathbed. He knew he would die soon. The song has influences by this composition when it comes to the intensity of the atmosphere. I have to be careful with such statements I’m not a composer like MOZART, he was a genius. But this track is exactly what I felt, which my aim was, as I started creating REX TREMENDAE MAJESTATIS and when I listen to REQUIEM.

On FLESH, BONES AND BLOOD we also touched a new territory. The track comes with an industrial feeling and Slam Death Metal guitars, with an ritual atmosphere in the chorus.

The outro/ epilogue of PACTUM IN AETERNUM, all played with nature instruments, most self made, a lot of parts there are played with real bones ( humans and animals…), menacing and dark! They were created by KRAMATACH, an archaic cave band from Austria.

While high speed massacres like BLACK WINGED TORMENT and GASMASK TERROR are typical BELPHEGOR tracks, BLACK WINGED TORMENT is with our beloved LUCIFER INCESTUS our fastest song we ever wrote. BLACK WINGED TORMENT will get premiered during the upcoming Latin America tour.

Which other factors or elements had influenced the lyrics of “Conjuring The Dead”?

Helmuth: It also has to do with the downfall of all humanity. A lot of dangerous shit is happening on the planet right now…time is running out. On top, as always, we praise blasphemy. Anti-god – anti-life, the verses are way more serious this time, also the whole project is, I should say.

I don’t want to describe anything too much to avoid misconceptions. I encourage people with the CD to read the lyrics and form their own interpretations, as well.

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Helmuth And Serpenth.

In 2015, Belphegor’s first album “The Last Supper” will make 20 years. Do you guys think about doing something to celebrate this mark?

Helmuth: It’s unreal that we latested that long, never split up nor changed our attitude…the legacy – the brutal Musick, you know. We celebrate the album by still creating extreme musick and practicing our live rituals all around the world, to glorify magick in the name of Metal.

The cover of “Conjuring The Dead” was made again by the artist Seth. How was the art creation process?

Helmuth: I enjoy his art style and working with him. He also did the art for PESTAPOKALYPSE (2006). I’m damn proud of the new impressions. Seth did an outstanding job and brought amazing ideas to the project. We worked for months on small, intricate details. The teamwork was great. I’m still blown away when I look at the poster with the cover artwork, with all these symbols that have so many meanings.

It was an honor to talk to you, guys. What can brazilian fans expect from the shows that will be performed in Brazil?

Helmuth: Thank you for the space. I prefer to call the people who support us simply “Death-soldiers”, “Maniakks”, and “Demons. I’m not fond of the word “fan”, really.

See the dates below:

05.12.2014 BR Natal Armazém Hall
06.12.2014 BR Rio de Janeiro Espaco Acustica
07.12.2014 BR São Paulo Extreme Hate Festival
       

Legions from Brazil can expect an intense stage performance and skullfukking brutal Musick. Join the rituals in December and go to hell with us..

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A frontwoman Sharon den Andel recentemente concedeu uma entrevista à produtora Dark Dimensions, quando falou sobre a turnê do WITHIN TEMPTATION deste mês na América Latina, em especial no que diz respeito aos três concertos no Brasil, a saber:
 
28/11 – Clube Português no Recife
29/11 – Circo Voador no Rio de Janeiro
30/11 – Audio SP em São Paulo
 
Os temas da conversa também incluíram curiosidades acerca do novo álbum “Hydra”, o vindouro DVD/Blu-Ray “Elements”, sua relação com os fãs, a ousadia em percorrer outros caminhos criativos e muito mais.
 
Caros jornalistas, publiquem esta entrevista em seus veículos e redes sociais, por gentileza, nos passando os links em seguida e dando os créditos correspondentes. 
 
Aos veículos os quais já possuem suas exclusivas, peço que me sinalizem a data de publicação de suas entrevistas respondendo a esta mensagem.  
 
 
por Durr Campos [assessoria de imprensa Dark Dimensions]
 
 
– Ao contrário do que era apenas uma idolatria, hoje as redes sociais e, consequentemente, as inúmeras ‘fan pages’ criadas exercem um papel fundamental na promoção de um grupo ou artista. Como você analisa este advento?
 
Sharon den Andel – As coisas tem se desenvolvido bastante. Antes havia o que chamamos ‘street teams’, apesar de que em alguns países isto continua bastante forte, o que inclui certos privilégios de nossa gravadora, por exemplo. Eu pessoalmente acho tudo isso maravilhoso! Nossa base de fãs na América Latina tem feito muito pelo Within Temptation, não podemos reclamar [risos].
 
– Há algum tempo você respondeu questionamentos no twitter acerca do set-list nesta turnê e a possibilidade de mudanças no mesmo quando viessem para a América Latina.
 
Sharon – O que ocorre é que não queremos tocar exatamente o mesmo repertório todas as noites, entende? Há pelo menos três categorias em quem colocamos nossas canções: as que pensamos realmente funcionar no palco; as que o público de fato esperam que toquemos – os clássicos, por assim dizer – e as rotativas, isto é, itens que vamos experimentando aqui e acolá e podemos trocá-las sem aquele peso de termos mudado algumas coisas. Naturalmente estamos promovendo o álbum “Hydra” e pelo menos 1/4 do nosso set acaba sendo baseado nele. Perguntamos aos garotos e garotas e estamos realmente curiosos para saber as opções que virão deles. Após tantos discos lançados, confesso, esta tarefa da escolha do que tocar vai ficando cada vez mais complicada.
 
– Vamos falar um pouco sobre o “Hydra”. Este trabalho traz provavelmente a maior diversidade musical em um mesmo álbum da banda. Entretanto, você consideraria ‘resgatar’ algo da sonoridade mais antiga e sinfônica do Within Temptation ou esta nova dinâmica irá ditar o caminho de agora em diante?
 
Sharon – Adoramos o que fizemos em “Hydra” e ainda estamos orgulhosos dele. Além do mais, comprovamos o poder deste novo material ao vivo. Há muita energia e positividade quando executamos algumas dessas músicas, mas baseado no que temos composto nessas últimas semanas – e isto eu estou apenas supondo a você – haverá elementos sinfônicos, porém em um nível jamais realizado por nós. Há diversos caminhos para chegarmos em um mesmo ponto, portanto todos os elementos que compõem um trabalho do Within Temptation desde o começo acompanhará esta banda de alguma maneira.
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– A primeira vez em que estiveram no país foi em 2009, quando tocaram apenas em São Paulo. Três anos após, o Rio de Janeiro fora incluído e desta vez, Recife, representando a primeiríssima visita da banda no nordeste do Brasil, região onde o Within Temptation é também bastante popular. Você acha que as mudanças no som e a pegada mais acessível tenham ajudado nisto?
 
Sharon – Vou te contar. Há inúmeras reclamações dos demais países da América Latina, pois eles ficam enciumados por tocarmos mais no Brasil, sabia dessa? [risos] Na real, precisamos ter as melhores pessoas ao nosso lado trabalhando juntas para fazermos a ‘besta’ cair na estrada e mantermos nosso padrão, que é alto! Infelizmente não são todos os promotores que conseguem tal façanha, mas com a Dark Dimensions tem funcionado muito bem. Sobre o papel do “Hydra” neste quesito, observamos que mundialmente tem havido uma ótima aceitação, em especial se nos basearmos no anterior, “The Unforgiving” [2011]. Além disso, há o advento da crise na indústria fonográfica, que reduziu as vendas físicas consideravelmente. Mesmo assim, até o momento, este está superando em números de compras. Estamos muito felizes!
 
– Você ficará surpresa quão longe seus fãs irão viajar para vê-los em um desses três shows. Lembremos do tamanho deste país…
 
Sharon – [risos] O Brasil é incrivelmente grande, uau! Ao mesmo tempo que me surpreende, o que você disse não me causa estranheza. Estando na estrada por tanto tempo, você vê coisas como grupos de pessoas viajando da Austrália para nos ver na Holanda. Também da América Latina, principalmente quando se trata de um concerto especial, gravação de DVD, comemorações, etc. Quer dizer, ainda me espanto quando encontro os fãs e eles me contam suas histórias de aventura por nossa causa. Respeitamos isto demais!
 
– A banda tem feito versões atípicas das obras de artistas atípicos aos fãs, tais quais Lana Del Rey e Bruno Mars. Como surgiu esta ideia? Se quiser, mencione outros nomes que chamam sua atenção atualmente.
 
Sharon – A ideia veio de uma estação de rádio na Bélgica a qual escutamos bastante na estrada [Nota do entrevistador: Trata-se da Q-Music, umas das mais populares emissoras de rádio nos Países Baixos]. Em nenhum momento partiu dos integrantes, mas resolvemos considerar o convite. Eles estavam tão entusiasmados em nos ouvir fazendo isto, que nos empolgamos também. Foi um grande desafio, até porque estávamos sem tempo algum, haja vista que “Hydra” estava em pleno processo de gravação. A cada semana enviávamos um cover gravado ao staff da Q. Aprendemos tanto fazendo aquelas versões, pois quando se observa a composição alheia, percebe-se muito sobre o próprio trabalho, ainda mais em um estilo diferente do nosso. Quanto ao track-list, recebemos diversas opções para escolhermos as que mais gostávamos. A Q-Music é uma difusora nacionalmente conhecida, não tocam heavy metal diariamente, mas dance e pop music. Fazermos isto acaba sendo deveras mais interessante do que coverizar clássicos do metal, como Iron Maiden e Slayer, por exemplo. Bem, seria muito bacana fazermos isto também [risos], mas pensamos transformar uma canção genuinamente distinta de nosso mundo ser mais revigorante. Ah! Você me entendeu [risadas gerais].
– Isto me leva a perguntar sobre uma canção como ‘And We Run’, totalmente ‘fora da caixa’ mesmo para o Within Tempation. Vocês chegaram a temer a reação geral por trazerem Xzibit, ícone do hip-hop nos EUA, para um álbum da banda?
 
Sharon – Consideramos bastante, pode acreditar. Até nosso empresário disse que estávamos malucos [risos]. Com todo respeito, nós não nos importamos com o pavor ao redor e apostamos na arte e no quão interessante seria nos desafiar novamente. Há algumas doutrinas no heavy metal que tentam ditar como ele deve ou não soar. É bem mais divertido quebrar regras assim do que obedecê-las [risos]. Quando anunciamos a presença de Xzibit houve uma comoção forte, inicialmente de desapontamento, mas fizeram aquilo sem ao menos dar uma chance de ouvir primeiro a música. Felizmente, hoje percebemos a imensa maioria nos apoiando e apontando ‘And We Run’ como uma de suas favoritas em “Hydra”. Em cada lugar que a tocamos, bastavam as primeiras notas para o público aplaudir efusivamente, nos enchendo de orgulho por termos fãs tão simpáticos e receptivos.
 
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– Continuando sobre o tema, vocês já considerava ter os demais convidados [Nota do entrevistador: Howard Jones, Tarja Turunen e Dave Pirner] quando aquelas canções eram escritas?
 
Sharon – Na verdade não. De fato foi após finalizarmos todo o processo, incluindo as gravações dos vocais, que sentamos e discutimos sobre trazermos pessoas as quais todos admiravam para fazer parte do álbum. Exceção feita à ‘And We Run’, pois já sabíamos que haveria um rap ali e gostaríamos que o Xzibit improvisasse o que ele bem entendesse para soar genuíno e honesto. Quando definimos os demais convidados, enviamos as demos e o que recebemos nos deixou maravilhados!
 
– Houve algo realmente único durante o processo de composição em “Hydra”?
 
Sharon – Na verdade as mudanças no processo veio desde “The Heart of Everything” [2007], quando chegamos ao ponto de pensarmos se poderíamos fazer algo melhor que nele em termos de combinação das partes sinfônicas ao tipo de metal tocado desde que iniciamos esta jornada. Ali de fato nos encontramos e conectamos literalmente o que realizávamos no estúdio com o que executávamos nos palcos. Sentimos que a partir dali teríamos que encontrar outras fontes de inspiração para manter a criatividade e relevância de nossa música, especialmente a nós mesmos. Desde então, o que fazemos é não pensarmos demais: Simplesmente sentamos e começamos a compor sem impor limites ou regrinhas. Outra coisa é quebrar a tensão tocando em festivais ou shows esporádicos durante a estadia em estúdio. Temos nos divertido bastante desde que tomamos esta decisão.
 
– Vamos falar um pouco sobre o novo DVD/Blu-Ray intitulado “Let Us Burn”, o qual celebra o aniversário de 15 anos da banda.
 
Sharon – A ideia central, lógico, veio da celebração pelos nossos 15 anos. Queríamos trazer os ex-membros do Within Temptation para a festa ficar ainda mais bela e demos ao momento o nome de ‘Elements’, para conectar nosso passado ao presente e indicar o futuro. Resgatamos diversos ‘elementos’ de toda nossa carreira e resumimos ali o que a banda é nos dias atuais. Caprichamos na produção deste material, sem falsa modéstia [risos]. Trabalhamos com os melhores profissionais possíveis no intuito de unirmos imagem e sons em alta qualidade a uma performance única e inspirada de todos.
 
– O trailer disponível no site da banda me deixou bem curioso.
 
Sharon – Tenho certeza que sim [risadas gerais]. Olha, a abertura do show é qualquer coisa de espetacular. Aguarde e confie!
 
– E você acha possível alguns ‘elementos’ espetaculares desses virem para os shows no Brasil?
 
Sharon – Aquele foi o que chamamos de shows de arena, o que o difere dos concertos em clubes, como os que faremos na América Latina. Se nos tornarmos realmente grandes no Brasil, certamente levaremos o pacote completo ao público. Para o momento, o formato será o mesmo que fazemos em todo o planeta considerando os tamanhos das casas, mas são bem legais também [risos].
 
– Se esquecemos de perguntar algo, fique a vontade para acrescer.
 
Sharon – Creio que falamos sobre todos os pontos importantes e atuais como o álbum “Hydra”, a turnê, o DVD/Blu-Ray, etc. Estou satisfeita com o papo. Só tenho a agradecê-lo, aos nossos fãs brasileiros e à produtora Dark Dimensions por nos proporcionar este novo encontro. Esperamos ver todos nos concertos agora em novembro. Se me permite, gostaria de finalizar dizendo que já iniciamos o processo de composição de novas músicas e até o momento soa tudo bastante vigorante e novo, mas ainda teremos muito trabalho pela frente [risos].
 
 
Sites relacionados
http://bit.ly/1pnZztM [trailer do DVD/Blu-ray/2CD-set ‘Let Us Burn – Elements & Hydra Live In Concert’]
Que o Rock nunca morreu, embora muitos o quisessem, estamos cansados de saber. Mas de tempos em tempos um subgênero deste estilo de vida se levanta um pouco mais e mostra seu poder. Ao que tudo indica, o Hard Rock tem recobrado suas forças após as novas ondas de Heavy Tradicional e Thrash, ondas que abrandam e não passam realmente e felizmente.
Com várias bandas retornando e várias novas aparecendo nas mídias especializadas, trazendo a volta daquela sonoridade de Los Angeles, já era de se esperar que bandas da América do Sul começassem a ganhar mais espaço como em outros subgêneros. E desta nova safra vem a Exxocet, uma banda chilena com coração brasileiro que está preparando seu álbum de estréia.
Confira o papo que tivemos com o fundador e guitarrista Richie Love em mais uma exclusiva para o RioMetal.
Richie em show no Oxido Bar na cidade de BellaVista. Foto por Sebastián Domínguez.
Richie, nos conte um pouco mais da história da Exxocet?
O nome “Exxocet” deve ter  aproximadamente uns 8 anos. A banda existe desde quando eu era menino, por volta de meus 16 anos e morava na minha cidade natal, Antofagasta no Deserto de Atacama – Chile (onde eu nasci). Em 2013 depois de morar no Rio de Janeiro eu voltei pra Santiago do Chile com a idéia de fazer a banda de novo, então podemos dizer que esta encarnação da banda Exxocet tem um ano, consideramos o 6 do Dezembro como nosso aniversário oficial pois foi a primeira vez que tocamos.
 
Bem, você saiu do Brasil e foi para o Chile buscando formar sua banda, quem são os membros da Exxocet e como você chegou a esses caras?
Quando eu fui para o Brasil já era amigão de Lukky Sparxx (guitarrista) & Tom Azzter (bateria) , já tínhamos combinado de fazer uma banda, eles quase foram pra o Brasil. A Exxocet quase foi brasileira mesmo. Mas aí quando voltei a gente conseguiu contatar Chris Lion (vocal) pela internet, ele tinha outra banda de Hard Rock, tipo o Matanza, aqui no Chile e depois de testarmos 3 baixistas, Edd Savagge  foi escolhido, ele veio de uma banda tributo ao Megadeth.
Ouvindo o som da banda é inevitável não notarmos traços de bandas clássicas de Hard/Heavy como também algo renovado, principalmente da cena sueca. Quais as influências que moldaram o som da Exxocet?
Cada um de nós vêm com uma influência musical diferente, Lukky é amante do power metal, Edd vem do thrash e power também, Chris adora a New Wave of British Heavy Metal, e eu também. O Tom é quem sempre foi só do Glam Rock. Mas todos nós somos amantes dos anos 80. Danger Danger, Whitesnake, Warrant são referências que a gente curte muito, mas tenho que dizer que Crashdiet tem sido uma influência forte também, além de Judas Priest e Iron Maiden (a banda favorita que a gente tem em comum). 
Exxocet
 
Residindo no Chile, onde a banda finalmente alçou voo, quais seriam as diferenças entre o público brasileiro e o chileno?
A gente aqui tem um recebimento ótimo, só que falta mais tempo, começamos tocar no ano passado apenas, mas a gente quer o Brasil, porque o pessoal daí valoriza muito mais o trabalho do músico, vocês têm a sorte de ser um país com muita cultura musical, o apoio da galera brasileira é muito forte, vocês podem ver isso em bandas como Angra, Sepultura e Violator, bandas que eu já conhecia bem antes de chegar aí. Pode ver também que o Rio e São Paulo são destinos infalíveis de bandas internacionais como Edguy e Helloween por exemplo. E eu pessoalmente, tenho muitos amigos no Rio, gente boa pra caralho só quero fazer um puta show pra eles, é o meu sonho, tá ligado??! Sacou??! Haha tenho boas histórias vividas lá.
 
 
Acho que o mercado fonográfico chileno e argentino são mais receptivos a este tipo de musicalidade. Tanto é que a banda em pouco tempo acabou assinando contrato com uma gravadora. Nos conte um pouco mais. (nome da gravadora, como ocorreu o contato com eles, como surgiu o interesse da gravadora)
Pode ser que seja mas receptivo porque tem menos bandas, pelo mesmo não dá pra ficar aqui mais de um ano, O selo da gente “PINBALL RECOARDINGS” nunca teve antes uma banda de hard rock/heavy metal, eles assistiram casualmente um show da gente e gostaram, eles querem fazer de nós uma banda de exportação, eles sabem que só no Chile não dá pra ficar muito tempo (que é exatamente o que a gente pensa) mas obviamente também querem a gente tocando no Chile como país base.
 
O Exxocet está com um contrato assinado e preparando o seu primeiro álbum. Como está sendo o processo de composição do material?
O álbum “Rock & Roll Under Attäck” vem com 14 músicas que já estavam prontas, a maioria feitas por mim e Lukky Sparxx, as baterias já estão gravadas. O álbum tem data de lançamento para o final de Novembro.
 
 
A banda tem recebido vários elogios em seus canais na internet. O que sentem com a repercusão positiva?
Eu nunca pensei que ia ser assim em tão pouco tempo, a gente tem ganho muitos Fan Arts (desenhos, fotos, etc) vindos da Europa e Chile,  a gente ao final do ano vai escolher o melhor deles e enviar um álbum e uma blusa de graça pra aquela pessoa que fizer a melhor Fan Art. É um sentimento que gosto de compartilhar com os mesmos fans cada vez que  finalizo um show e desço do palco, vamos bebeeeer!
 Richie Love. Foto por Sebastián Domínguez.
Já existem planos para uma turnê de promoção do álbum? Planos para uma volta ao Brasil
A gente quer ir tocar no Rio de Janeiro em Janeiro, estamos fazendo os contatos, São Paulo está por confirmar também. Se eu pessoalmente tivesse a grana para bancar os shows e as passagens,  já estaria tocando por aí, mesmo não sendo famoso.
 
O que podemos esperar da Exxocet nos palcos?
A gente está ensaiando 4 horas por semana, além das gravações do “R&UA”, vocês podem esperar um show com muita energia, movimento e Rock & Roll, o resto vocês irão julgar.
 
Richie, foi uma enorme satisfação conversar com você, esperamos ansiosos pelo álbum e por uma futura visita da Exxocet, por favor deixem uma mensagem aos nossos leitores:
Primeiro de tudo, “muchas gracias” pela entrevista, força e espaço que me deram aqui. Só vou falar que vocês têm que fazer o que realmente sentem, assim a vida dói menos, acreditem nos seus sonhos, só assim que conseguem mesmo, lutem e não abaixem os braços na briga. O mundo precisa de Rock & Roll, por isso o nosso álbum vai ser intitulado “R&R Under Attäck”. Eu pessoalmente amo o povo brasileiro, tenho muitas saudades de muita gente e vou demonstrar isso no palco quando for tocar aí. E não deixem de conferir nossa demo em http://www.youtube.com/exxocetofficial/videos Obrigado.

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A banda Sonata Arctica completa 15 anos de carreira em 2014 e anunciou várias datas de uma turnê comemorativa. Com vários fãs no Brasil, a banda passará por 4 cidades em março para uma série de apresentações (Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo). RioMetal tem o prazer de anunciar uma parceria com a Nuclear Blast e traz para você um bate-papo rápido e divertido com o tecladista Henrik Klingenberg. Confira:

Olá Henrik, é um grande prazer falar com você!

A banda está comemorando 15 anos e vai premiar os fãs com uma turnê. Ainda contando com dois dos membros originais, Tony Kakko (vocal) e Tommy Portimo (Bateria), gostaria de saber como você olha para a evolução da banda depois de todos esses anos.

Henrik : Bem, eu acho que começou como uma banda de power metal, fortemente influenciado por Stratovarius. Ficamos dentro desse estilo mais ou menos pelos quatro primeiros álbuns. O nosso 5 º álbum, Unia, foi um divisor de águas e nós saltamos para um estilo progressivo depois que fizemos algumas experiências com elementos sinfônicos ( em The Days of Grays) e com o nosso sétimo álbum, Stones Grow Her Name, fizemos um álbum de rock bastante direto. Então agora depois de 15 anos temos mais ou menos um círculo completo, o nosso novo álbum Pariah’s Child está mais perto do estilo de como começamos com alguma dimensão adicional usando as coisas que aprendemos ao longo do caminho.

Com o sucesso de “Stones Grow Her Name”, a banda tocou em 2013 pela primeira vez na cidade do Rio de Janeiro (Brasil) e vai voltar este ano, contando com duas apresentações. O que vocês sentiram sobre a recepção dos fãs? Vocês puderam ver um pouco da cidade ou vai ficar para a próxima vez ?

Henrik : Alguns de nós foram à praia de Copacabana então desta vez vamos tentar conferir outra coisa 😉 É sempre muito agitado em turnê, por isso muitas vezes nós realmente não temos a possibilidade de conferir muita coisa ao nosso redor. Eu acho que o show no Rio foi muito bom e parecia que os fãs estavam esperando por nós há muito tempo, então eu estou realmente feliz que nós já podemos voltar em poucos meses.

Ainda falando sobre a última turnê, a “Stones Grow Her Name Tour” foi a última a contar com Marko Passikoski (Bass) na banda, que mais tarde foi substituído por Pasi Kauppinen (que trabalhou com a banda durante a gravação de “Stones Grow Her Name”). Como a banda encarou a saída de Marko e como foi o processo de decisão para a entrada de Pasi na banda?

Henrik : Bem, Marko não queria tocar mais, ele não estava nessa agenda de shows pesado que mantemos e nós conversamos sobre isso por um ano ou algo assim, Ele concordou em terminar a turnê e agora está fazendo algo completamente diferente do negócio da música. Quanto a vinda do Pasi, eu tenho tocado com ele desde quando éramos adolescentes e ele tem uma história com o Sonata também. Ele mixou os nossos dois DVD’s ao vivo e nós gravamos diferentes coisas em seu estúdio desde o Unia, então todos o conheciam e nós realmente não tivemos que pensar duas vezes. Ele também nos deu suporte em uma turnê européia com uma de suas outras bandas: Winterborn. Então, nós sabemos que ele pode lidar com isso na estrada também.

Além da turnê de aniversário, o Sonata Arctica se prepara para lançar seu oitavo álbum, ” Pariah’s Child”. O que os fãs podem esperar ?

Henrik : Eu acho que isso é muito perto de como o Sonata Arctica deve soar, o material power metal, uma balada, alguns elementos progressivos e assim por diante. Nós incorporamos todas as coisas boas sobre essa banda e tenho certeza que os fãs vão apreciar isso. Pelo menos estamos muito felizes com o álbum, ficou ótimo e ele vai voltar a ser totalmente incrível para chegar em turnê e tocar estas novas músicas ao vivo.

Henrik Klingenberg, Tommy Portimo, Tony Kakko, Pasi Kauppinen e Elias Viljanen

Como é o processo de composição da banda? Neste novo álbum, teremos contribuições de Pasi?

Henrik : O processo de banda sempre foi mais ou menos o mesmo. Tony traz algumas demos e daí nós juntos escolhemos o que vamos começar a trabalhar. Nós organizamos as coisas juntos como uma banda e todo mundo tem opinião sobre a forma como as coisas tem que andar.

O que os fãs podem esperar do set list da turnê de aniversário? Alguma surpresa que você pode revelar para nós?

Henrik : Bem, não seria uma surpresa então, não é? Nós vamos tocar um monte de coisas mais antigas dos primeiros quatro álbuns e uma ou outra músicas raras que nunca tocamos ao vivo em qualquer lugar antes. O objetivo é fazer um dos melhores setlists, vamos ver como vamos nos sair 😉

Obrigado pela sua atenção e tempo. Gostaria de deixar uma mensagem para os fãs?

Henrik : No momento está um frio infernal aqui em casa, então eu mal posso esperar para chegar e aproveitar o sol. Vou ver todos vocês nos shows em março e então podemos tomar algumas caipirinhas… ou pelo menos eu posso. Valeu!

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Sonata Arctica completes 15 years of career in 2014 and has announced several dates of a commemorative tour. With a lot of fans in Brazil, the band will cover 4 cities in March for a series of presentations (Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro and São Paulo). RioMetal is glad to announce a partnership with Nuclear Blast and brings to you a quick and fun chat with the keyboardist Henrik Klingenberg. Check it out:

Hello Henrik, it’s a great pleasure to talk to you!

The band is celebrating 15 years and will reward fans with a tour. Still counting with two of the original members, Tony Kakko ( Vocals) and Tommy Portimo (Drums ), I would like to know how you look at the evolution of the band after all these years .

Henrik: Well, I think we started out as a power metal band, heavily influenced by Stratovarius. We stayed within that style more or less for the first 4 albums. Our 5th album Unia was a gamechanger and we jumped into a progressive style after that we did some experiments with symphonic elements (on The Days of Grays) and with our 7th album, Stones Grow Her Name we did a pretty straight forward rock album. So now after 15 years we’ve more or less come full circle, our new album Pariah’s Child is closer to how we started out stylistically with some added dimension using the things we’ve learned along the way.

With the success of “Stones Grow Her Name”, the band played in 2013 for the first time in the city of Rio de Janeiro ( Brazil ) and will return this year, counting with two presentations. What did you feel about the reception from the fans? Could you see a little bit of the city or are you going to leave it for the next time?

Henrik: Some of us got to got to the Copacabana beach so this time we’re gonna try to check out something else 😉 It’s always very hectic on tour so a lot of times we don’t really have the possibility to check out too much stuff around us. I think the show in Rio was really great and it seemed like the fans had been waiting for us for a long time, so I’m really happy that we can come back already in a few months.

Still talking about the last tour, the “Stones Grow Her Name Tour” was the last to feature Marko Passikoski (Bass) in the band, who was later replaced by Pasi Kauppinen (who worked with the band during the recording of “Stones Grow Her Name”). How did the band face Marko leaving and how was the decision process for the entry of Pasi in the band?

Henrik: Well Marko didn’t want to play any more, he was not into this heavy touring schedule that we keep and we talked about it for a year or so, he agreed to finish the tour and is now doing something completely different from the music business. As far as Pasi goes, I’ve been playing with him since we where teenagers and he has a history with Sonata as well. He mixed both our live DVD’s and we have recorded different stuff at his studio since Unia, so everyone knew him and we didn’t really have to think about it twice. He also supported us on an European tour with one of his other bands:Winterborn, so we know he can handle it on the road as well.

Beyond the anniversary tour, Sonata Arctica is preparing to release its eighth album, “Pariah’s Child”. What can fans expect?

Henrik: I think this is pretty close to what Sonata Arctica should sound like, the power metal stuff, a ballad, some progressive elements and so on. We have incorporated all the good stuff about this band and I’m sure fans will appreciate that. At least we’re really happy about the album, it turned out great and it will once again be totally awesome to get on tour and play these new songs live.

Henrik Klingenberg, Tommy Portimo, Tony Kakko, Pasi Kauppinen e Elias Viljanen

 How is the band’s songwriting process? In this new album, will we have contributions from Pasi?

Henrik: The band process has always been more or less the same. Tony brings out some demos and from there we together choose what  we will start working on. We arrange the stuff together as a band and everyone has input on how the things turn out.

What can fans expect from the set list of the anniversary tour? Any surprises that you can reveal to us?

Henrik: Well it wouldn’t be a surprise then would it ? We gonna play a lot of older stuff from the first 4 albums, and a couple of rare tracks that we’ve never played live anywhere before. The goal is to make a best of setlist, let’s see how we succeed 😉

Thank you for your attention and time. Would you like to leave a message to the fans?

Henrik: At the moment it’s cold as hell here at home so I can’t wait to get over and enjoy the sun, I’ll see you all at the shows in March and then we can have some caipirinhas…or at least I can. Cheers !