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Mais uma biografia devidamente lida. Agora foi a vez da autobiografia de Rex Brown, baixista da banda Pantera e ex-baixista do Down.

Como ficou óbvio no primeiro parágrafo, o livro trata da passagem de Rex pelas duas bandas e a vida pré e pós Pantera de Rex. O músico em várias passagens diz que esse livro, não é a verdade absoluta da história, apenas o seu ponto de vista dos fatos dentro das bandas.

Rex fala abertamente sobre sua infância, como se juntou aos irmãos (Abbott) para formar o Pantera, como foi aprendendo a trabalhar em estúdio ao mesmo tempo que ia aprimorando seu conhecimento legal sobre a indústria da música, mesmo que isso o levasse a confrontar o pai dos irmãos, responsável pela gravação dos três primeiros registros da banda pré Cowboys From Hell.

O livro também traz algumas citações de pessoas relacionadas a banda como produtores, roadies, a “esposa” de Dimebag, a irmã de Rex e a ex-esposa de Rex, só pra citar alguns, o que as vezes mostra uma contraposição de idéias sobre algumas determinadas passagens do livro, mostrando que o que Rex expõe é realmente seu ponto de vista e não uma unanimidade sobre os fatos.

Sem querer dar spoiler, peço desculpas se soar como tal, o livro aborda o início dos problemas de saúde de Anselmo, que culminou em um dos pontos mais delicados da carreira do Pantera, os excessos de Vinnie Paul e a morte (assassinato) prematura de Dimebag. 

O envolvimento com o Down também é dissecado até a saída de Rex da banda, o lançamento e turnê do álbum, Down III: Over The Under (2007).

A linguagem do livro é bastante sutil e leve, o que faz com que você, se gostar do tema, consiga ler relativamente rápido. Temos sete páginas com fotos bem bacanas de Rex e banda. O livro flui como se fosse um bate papo com Rex, o que nos deixa com o desejo que a história não acabe e que ela ganhe novos capítulos. Altamente recomendado.

 

Down, a aclamada banda de New Orleans estrelando o guitarrista Pepper Keenan (Corrosion Of Conformity), o baterista Jimmy Bower (Eyehategod, Superjoint Ritual), o baixista Patrick Bruders (Crowbar), o guitarrista Kirk Windstein (Crowbar), e o vocalista Philip Anselmo (Superjoint Ritual, Pantera) entrou em estúdio em Outubro para iniciar a gravação de uma série de quatro EP’s.

O primeiro EP contendo seis músicas, mostrará as raízes da banda e suas influências como Black Sabbath, Saint Vitus e Witchfinder General, é descrito por Anselmo como “uma pura gravação de doom metal.”

O provável track-list do primeiro EP foi divulgado (ainda sem nome e podendo ter alterações nas ordens das músicas):

01. Levitation

02. Witchtripper

03. The Misfortune Teller

04. The Curse Is A Lie

05. Open Coffins

06. This Work Is Timeless

Fonte: Blabbermouth.net

Após a longa jornada de ida e volta a Paulínia – SP vou contar para vocês como foi o último dia do SWU 2011. Saímos do Rio por volta de 2h e depois de cerca de 8 horas de viagem chegamos a Paulínia, numa manhã chuvosa.

Depois de uma visita ao shopping center da cidade, onde aproveitamos para almoçar, saímos em direção ao evento, que ocorria perto dali. Abaixo, vou comentar sobre a estrutura do evento e sobre os shows que assisti, que, infelizmente, não foram todos.

Entrada: Logo na entrada via-se separação entre as filas para mulheres e homens, além de uma entrada diferenciada para a área vip do evento. O número de filas destinadas as mulheres era muito inferior ao de homens, o que causou certo transtorno na entrada. A fiscalização e revista deixaram passar muitas das coisas ditas proibidas no site do evento. Como exemplo, camisas de times de futebol, garrafas e até latas.

Segurança: Aqui, infelizmente, tivemos os mesmos problemas do Rock In Rio. Muitos furtos de celulares, bolsas sendo rasgadas, etc. Assim como no Rock In Rio, no dia do rock mais pesado a quantidade de furtos diminuiu, mas não deixou de existir. Uma pena.

Estrutura: Se não fosse a chuva estragar teria sido espetacular. O SWU tinha 2 palcos principais, um palco alternativo e tenda eletrônica para as atrações musicais. Além disso, havia locais oferecendo massagens, vídeo game e até Jam sessions para a galera! O evento também contava com uma arquibancada grande e coberta de onde podia-se ver os shows dos dois palcos principais.

A área de alimentação tinha várias opções de comida e contava com um espaço com cadeiras e mesas. Os ambulantes, porém, fizeram feio no evento. Mesmo com os preços padronizados de cerveja, refri e água estampados nas camisas, os mesmos estavam vendendo bebida ao público perto dos palcos a preços abusivos. Uma falha grande de organização a meu ver.

Os banheiros, químicos, estavam em muito bom estado. Havia cestos de lixo para coleta seletiva, mas, o público não ajudou muito e mesmo com um número grande de garis, se viu um mar de lixo no evento. Como disse antes, a chuva castigou e o gramado todo virou lama. Nem as áreas dos palcos, que era asfaltada, se livrou da sujeira.

Os palcos eram um espetáculo a parte. Os dois principais (Energia e Consciência) eram bem grandes e contavam com dois telões cada um em sua estrutura. O som também estava impecável e as bandas puderam ser muito bem ouvidas por quem estava perto do palco assim como por quem estava na arquibancada.

Shows: Vamos aos shows. Não vou comentar todos, apenas os que assisti. Mas já adianto que foram incríveis! Vale também deixar um elogio quanto a organização e pontualidade, todas as bandas entraram no palco no horário previsto, mostrando que a idéia de dois palcos principais funciona muito bem para esse tipo de evento. Parabéns aos organizadores.

Duff McKagan’s Loaded: Por conta da longa fila de mulheres, entrei no evento um pouco tarde e perdi a apresentação dos Raimundos. Cheguei ao palco Energia bem no começo do show do Loaded e tive um grata surpresa! Confesso que não esperava muito da banda, até porque não sou grande fã de Guns’n’Roses, mas Duff – guitarra/voz e sua banda formada por Mike Squires –guitarra, Jeff Rouse – baixo e Isaac Carpenter – bateria fizeram um grande show! Em 1h, tocaram seus hits e ainda entoaram canções do GNR como Attitude. Valeu à pena!

Down: ao fim do show do Loaded, preferi ficar no palco energia para conferir o Down do lendário vocalista Phil Anselmo (Pantera) enquanto o Black Rebel Motorcycle Club tocava no palco Consciência. A banda, formada por Phil Anselmo – voz, Jimmy Bower – bateria, Pepper Keenan – guitarra, Kirk Windstein – guitarra e Pat Bruders – baixo mostrou todo seu peso no palco! O ponto alto do show foi quando Anselmo “perguntou” ao público o que queria ouvir e recebeu um coro pedindo algum som do Pantera. Depois de se emocionar com um fã, que tinha o logo do Pantera tatuado no peito, Phil puxou um pedacinho de Walk, clássico da sua extinta banda para agradar a galera, que foi a loucura! Vale também comentar a espetacular performance dos caras, tocando muito bem. A surpresa ficou por conta da entrada dos membros do Loaded para tocar a última música com a banda. Um dos melhores shows desse último dia de evento!

Megadeth: Depois das apresentações do 311, Sonic Youth e Primus eis que surge no palco Energia uma das bandas mais esperadas na noite: Megadeth! Depois da boataria de que Dave Mustaine cancelaria os shows na América Latina, por conta de uma cirurgia no pescoço a banda formada por ele – Voz/Guitarra, David Ellefson – Baixo, Chris Broderick – Guitarra e Shawn Drover – Bateria mostrou o real significado da palavra peso! Com um repertório mesclando sons mais novos com todos os grandes clássicos da carreira, o Megadeth não deixou ninguém respirar nem ficar parado com um setlist que beirou a perfeição! A surpresa ficou por conta da interação de Mustaine com a galera, já que sabemos que ele não é o tipo de cara que fala muito. Visivelmente emocionado, o vocalista e guitarrista agradeceu muito aos fãs e retribuiu com um Heavy Metal da melhor qualidade. A única reclamação que cabe é: foi pouco!

Stone Temple Pilots: Já no palco Consciência, depois da porrada que foi o show do Megadeth, fomos agraciados por uma apresentação impecável do STP, uma das principais atrações dessa edição do festival. Não sou grande fã da banda, nem conheço profundamente o repertório, mas não tinha como não curtir o show deles! A banda formada por Scott Weiland – voz, Dean DeLeo – guitarra, Robert DeLeo – baixo e Eric Kretz – bateria mostrou muita competência, justificando os milhares de fãs que tem por aqui. O destaque vai para o vocalista Scott Weiland que tem um carisma e uma presença de palco incríveis! Com repertório cheio de sucessos o STP fez um show contagiante e nem a chuva, que já começava a apertar, foi capaz de desanimar a galera.

Alice In Chains: De volta ao palco Energia veríamos o show de uma das maiores bandas do grunge dos anos 90! A expectativa para esse show era muito grande, e no curto intervalo entre o show do SPT e o deles via-se uma multidão migrando de um palco ao outro. E o Alice In Chains não decepcionou quem esperava há anos para vê-los! A banda, formada por Jerry Cantrell — guitarra, backing-vocal, Sean Kinney — bateria, Mike Inez — baixo, backing-vocal e William DuVall — vocal, guitarra base envolveu o público no clima de suas músicas mesclando momentos de emoção e euforia. Tocando seus grandes hits e clássicos, o Alice In Chains encantou o público presente, que nem se incomodou com a forte chuva que não dava descanso. O destaque, pra mim, fica para o vocalista William DuVall  que cantou com precisão todas as músicas que ficaram imortalizadas na voz do finado Layne Staley.

Faith No More: A grande atração da noite eram eles. Todas as atenções de todos os quase 70.000 presentes no festival estavam focadas no palco Consciência para assistir a esse show épico! Ícone dos anos 90, o Faith No More voltou a subir aos palcos em 2009 e estava prestes a dar o ar de sua graça aos fãs brasileiros. Antes do show, um artista nordestino entrou no palco para anunciar a entrada do Faith No More. E a banda, formada por Mike Patton – voz, Billy Gould – baixo, Mike Bordin – bateria, Roddy Bottum – teclados e Jon Hudson – guitarra, não fez feio! Um show empolgante, com um Mike Patton extremamente inspirado que fez toda a galera esquecer que caía uma forte chuva no local. Com um repertório ousado e influencias de candomblé a banda fez um show sensacional com direito até a presença do coral infantil de Higienópolis. Sem dúvida, o destaque foi Patton, que interagiu intensamente com a galera falando um português fluente e bem descontraído. Um show que entrou pra história, fechando o festival em grande estilo.

No fim do evento, fogos de artifício fecharam a noite com chave de ouro, e os telões já anunciavam que ano que vem haverá mais uma edição do festival. Passando a sua mensagem, o SWU contou com bandas sensacionais levando ao delírio as milhares de pessoas presentes! Valeu a pena se desbancar do Rio pra Paulínia e conferir o festival. Ano que vem, tem mais!

Down Preparando Novo Álbum

Publicado: 05/11/2011 por Tamara Barcelos em News
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O vocalista Philip Anselmo entrou em seu estúdio, apelidado de Nodferatu’s Lair, para começar a trabalhar nos vocais para o próximo lançamento da banda.

O vocalista Philip Anselmo entrou em seu estúdio, apelidado de Nodferatu’s Lair, para começar a trabalhar nos vocais para o próximo lançamento da banda.

O guitarrista do Down, Kirk Windsteintold disse que o grupo estava planejando lançar quatro EPs separados ao longo dos próximos dois anos. “Nós vamos fazer quatro EPs, e eles vão ser todos diferentes. Temos muitos elementos no nosso som, de modo que cada um terá suas próprias características. Como, por exemplo, este que estamos escrevendo agora e que estamos prestes a iniciar a gravação”, diz Kirk.

Vamos aguardar.