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Tendo acompanhado, até 1993, shows e gravações de artistas como Ivan Lins, Hermeto Pascoal, Lulu Santos e Heróis da Resistência, dentre outros, baterista carioca lança novo CD, marcadamente jazzístico e brasileiro, na contramão do“JAM”, lançado no ano passado com pegada jazz rock

Pode-se afirmar, com absoluta certeza, que Alfredo Dias Gomes é, no mínimo, um músico realizado e (bastante!) inquieto. O filho baterista de Janete Clair e Dias Gomes alcança a marca de onze discos solos, lançando agora o CD “Solar”, gravado em seu próprio estúdio, na Lagoa, nas plataformas digitais – download e streaming no iTunes, Spotify, Napster e CD Baby – e em CD físico. Desta vez, o baterista carioca surpreende reunindo oito faixas autorais e inéditas, revelando-se um exímio compositor também nas harmonias mais brasileiras, regionais. Aliás, “Solar” é justamente o oposto do que Alfredo Dias Gomes apresentou em “Jam” – lançado no ano passado e muito bem recebido pelo público – um disco agressivo, com o característico volume do jazz rock. Importante ressaltar que, ainda em 2018, o baterista lançou, também nas plataformas digitais, o CD “Ecos”, um resgate de gravações realizadas em 2000.

Tendo iniciado sua carreira com Hermeto Pascoal, com quem gravou o icônico “Cérebro Magnético”, e, posteriormente, acompanhando e gravando com Sérgio Dias, Lulu Santos, Kid Abelha, dentre muitos outros, foi a partir de 1993, ao se desligar da banda de Ivan Lins, que o baterista decidiu se dedicar aos próprios projetos e realizar-se também enquanto compositor e entusiasmado virtuose das baquetas. O CD “Solar” não apenas ressalta tais motivações embrionárias, assim como revela um lado mais “brasileiro”: “quando comecei a compor esse novo trabalho, pensei numa proposta diferente: decidi tocar, além da bateria, os teclados e os baixos do disco, dando ênfase à forma como crio minhas composições. Adicionei somente um solista, meu grande amigo e super instrumentista Widor Santiago, no sax tenor, sax soprano e flauta. “Solar” é um disco autoral e nele misturo ritmos e melodias brasileiras com jazz e jazz-fusion”, afirma o músico.

A jornada começa com “Viajante”, composta em 1980 a pedido da própria mãe, Janete Clair: “minha mãe me pediu uma música para um personagem de uma novela – Coração Alado (1980/81), sobre um nordestino que vinha ganhar a vida no Rio de Janeiro, interpretado por Tarcísio Meira. Nessa época, eu tocava na banda do Hermeto Pascoal e estava ‘respirando’ música brasileira, então compus para a trilha sonora da novela o baião “Viajante”, gravado pelo Dominguinhos. Agora, gravado em versão instrumental inédita”, revela o baterista. Música que dá nome ao disco, “Solar” foi composta em 7/4, com pegada pesada de bateria e melodia abrasileirada. Já “Trilhando” traz o andamento rápido do Jazz, o característico “walking bass”. Em “Corais”, o baterista apresenta seu lado mais doce e suave, com uma balada de melodia bem brasileira. Em “Smoky”, um jazz climático traz a bateria participando da melodia, dobrando juntamente com o sax. Outro grande momento do disco, a faixa “El Toreador” – composta por Alfredo Dias Gomes em 1993 para a trilha sonora da peça teatral de mesmo nome, escrita por sua mãe – traz tinturas hibéricas, fortemente espanholada. Já “Alta Tensão” é fusion inédito, com clima tenso e destaque, no final, para a bateria bem solta e improvisada. De nome sugestivo, a última faixa “Finale” continua na atmosfera fusion, terminando com duo de bateria e sax em ritmo de samba.

 ALFREDO DIAS GOMES

Nascido no Rio de Janeiro, em 1960, Alfredo Dias Gomes estreou profissionalmente na Música instrumental aos 18 anos, tocando na banda de Hermeto Pascoal. Gravou o disco “Cérebro Magnético” e tocou em inúmeros shows, com destaque para o II Festival de Jazz de São Paulo e o Rio Monterrey Festival.  Alfredo tocou e gravou com grandes nomes da música instrumental como Márcio Montarroyos, Ricardo Silveira, Torcuato Mariano, Arthur Maia, Nico Assumpção, Guilherme Dias Gomes, Luizão Maia, entre outros.  Na MPB e no Rock, tocou com Ivan Lins, participou do grupo Heróis da Resistência, tocou e gravou com Lulu Santos, Ritchie, Kid Abelha e Sergio Dias, entre outros.

Completam sua discografia os CDs ECOS (2018), JAM (2018), Tributo a Don Alias (2017), Pulse (2016), Looking Back (2015), Corona Borealis (2010), Groove (2005), Atmosfera (1996, com participações de Frank Gambale e Dominic Miller); Alfredo Dias Gomes (1991, com a participação especial de Ivan Lins) e o single Serviço Secreto, de 1985.

CD SOLAR – Alfredo Dias Gomes – Links para download ou streaming

https://open.spotify.com/album/1pPImAQLFf6gYBjbwPGTXJ?si=TPWipv0zQJGJhbOt-ECAkw

https://alfredodiasgomes.hearnow.com/solar

 FICHA TÉCNICA

Alfredo Dias Gomes

Bateria, Teclados e composições

 Widor Santiago

Sax tenor, sax soprano e flauta

 Gravado e mixado por

Thiago Kropf no ADG STUDIO

 Masterizado por

Alex Gordon no ABBEY ROAD STUDIOS 

 Produzido por

Alfredo Dias Gomes

 Programação Visual

Rec Design 

 

Cezanne Comunicação – Assessoria de Imprensa em Cultura e Arte

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Gravado em 2000 com Norman Sharp (guitarra) e Igor Araújo (baixo), baterista disponibiliza seu décimo CD solo, focado nas composições, melodias e grooves, contrastando com o improviso do CD JAM, lançado no início do ano

Na esteira do elogiado CD JAM, lançado em janeiro deste ano, o baterista Alfredo Dias Gomes resolveu sacodir a poeira de seus antigos arquivos e disponibiliza, a partir deste mês nas plataformas digitais (iTunes, Spotify, Napster e CD Baby), seu nono CD solo, ECOS, gravado em 2000, porém nunca lançado. Assim como o CD JAM, o disco traz composições do baterista e foi gravado em trio, com Norman Sharp na guitarra (já tocou com Baby do Brasil, Eduardo Dusek, Léo Gandelman, dentre outros) e Igor Araújo no baixo (integrante do Vitória Régia durante a última turnê do Tim Maia, de 1997 a 1998), porém com profundas diferenças estilísticas e conceituais. Ao contrário da performance mais espontânea e do improviso que nortearam seu último disco, ECOS manteve seu foco nas composições, nas melodias, acentos e grooves mais definidos.

Gravado e mixado naquele ano, o disco precisava de distribuição e prensagem, mas devido à percalços pessoais, o baterista não pôde levar adiante e concluir todas as etapas. “Passou o tempo, mudanças de equipamento, tecnologia e o disco ficou esquecido. Cheguei a pensar que tinha perdido as sessões do disco”, lembra. “Até que agora, em 2018, meu sobrinho Arthur me mandou uma música em que ele estava tocando baixo em cima…era a minha música “Ecos”, gravada só com teclados por mim quando fiz a composição. Levei um susto, a música era legal e lembrei da gravação com a banda, tinha que recuperar isso!”. A partir daí, foi um pulo para que o baterista procurasse em mídias diferentes e em diversos back-ups antigos até reencontrar o disco. “Agora, num mundo de streaming e download, remixei o disco, mandei masterizar online nos Estados Unidos, e lanço, neste momento, do meu estúdio direto para distribuição nas plataformas digitais.Viva as novas tecnologias!”, conclui.

O disco abre com “Norman’s Funk”, composição do guitarrista que despertou em Dias Gomes a ideia de gravar o disco todo. A faixa-título “Ecos” é inédita e foi composta baseada no groove do baixo e um refrão bem melódico. Já “Renata”, também autoral, foi dedicada à filha, gravada no seu primeiro dico solo (de 1991), e muito tocada na época na Globo FM. A música foi gravada para esse disco com um arranjo bem intimista da banda. Originalmente em ritmo de afoxé no disco Atmosfera (1996), “Ladeira da Fonte” ganhou aqui uma versão rock/instrumental. Também inédita, “Starlight” foi composta na mesma época da música Ecos e se apresenta como um poprock instrumental, de melodia com muito “feeling”. O super groove “Copa 79” é uma composição do baixista Igor Araújo, com destaque para o solo do autor. O funk/rock “Camaleão”, inédita na época, foi mais tarde gravada no disco Corona Borealis (2010), porém com arranjo mais jazzístico. Em homenagem à casa de shows dos anos 80, no Alto da Boa Vista, onde montou sua primeira banda instrumental, “Existe um Lugar” foi gravada no primeiro disco solo do baterista, mas aqui ganhando uma versão jazz-rock, com destaque para o solo de bateria.

ALFREDO DIAS GOMES

Nascido no Rio de Janeiro, em 1960, Alfredo Dias Gomes estreou profissionalmente na Música instrumental aos 18 anos, tocando na banda de Hermeto Pascoal. Gravou o disco “Cérebro Magnético” e tocou em inúmeros shows, com destaque para o II Festival de Jazz de São Paulo e o Rio Monterrey Festival. Alfredo tocou e gravou com grandes nomes da música instrumental como Márcio Montarroyos, Ricardo Silveira, Torcuato Mariano, Arthur Maia, Nico Assumpção, Guilherme Dias Gomes, Luizão Maia, entre outros. Na MPB e no Rock, tocou com Ivan Lins, participou do grupo Heróis da Resistência, tocou e gravou com Lulu Santos, Ritchie, Kid Abelha e Sergio Dias, entre outros.

Completam sua discografia os CDs JAM (2018), Tributo a Don Alias (2017), Pulse (2016), Looking Back (2015), Corona Borealis (2010), Groove (2005), Atmosfera (1996, com participações de Frank Gambale e Dominic Miller); Alfredo Dias Gomes (1991, com a participação especial de Ivan Lins) e o single Serviço Secreto, de 1985.

cd ecos - capa

CD ECOS – Alfredo Dias Gomes – Links para download ou streaming

https://open.spotify.com/album/4OWfiHNlQwKbCJE0vjE5OB?si=BQCXRnocRJClakAJWWp0RA

https://itunes.apple.com/br/album/ecos-feat-norman-sharp-igor-ara%C3%BAjo/1396863122

http://store.cdbaby.com/cd/alfredodiasgomes8

https://br.napster.com/artist/alfredo-dias-gomes/album/ecos-feat-norman-sharp-and-igor-araujo

capa_JAM_simplesCD JAM – Alfredo Dias Gomes – Links para download ou streaming

https://open.spotify.com/album/7h8bvSNrmKr0aU0b65Gnv3

https://itunes.apple.com/br/album/jam/1321749461

https://store.cdbaby.com/cd/alfredodiasgomes9

 

Fonte: Cezanne Comunicação – Assessoria de Imprensa em Cultura e Arte