Arquivo da categoria ‘Resenhas Shows’

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Andre Matos

12 anos.

Este foi o período de tempo em que Andre Matos (Vocais), Luis Mariutti (Baixo), Hugo Mariutti (Guitarra) e Ricardo Confessori (Bateria), a formação fundadora do Shaman, não se encontravam juntos em um palco.

O retorno foi marcado para o Audio Club (SP), no dia 22/09, e teve os ingressos esgotados rapidamente, o que fez com que a produção colocasse uma data extra no domingo (23/09). O Shaman, a título de curiosidade, surgiu após a saída de Andre, Luis e Ricardo do Angra. Acrescidos de Hugo, irmão de Luis, nas guitarras.

A banda fez um sucesso estrondoso com o lançamento dos álbuns Ritual (2002) e Reason (2005). Em 2006, a banda rompeu. Ricardo seguiu sozinho com o nome da banda, e renovou o line-up, essa nova formação gravou os álbuns Immortal (2007) e Origins (2010).

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Ricardo Confessori

Com a casa tomada, segundo informações o Audio Club tem capacidade para 3.000 pessoas, a banda subiu ao palco por voltas das 21:00 hs, e começou o set com a execução do álbum Reason na íntegra.

Com um telão de fundo, ótima iluminação e som limpo, o Shaman estava oficialmente de volta. Platéia comovida a primeira nota. O olhar de felicidade compartilhado entre os presentes dizia tudo, músicas sendo cantadas em uníssono e algumas lágrimas puderam ser vistas.

Hugo Mariutti estava solto no palco, convidando o público para perto da banda, que o atendia prontamente, o sempre sério Luis, por várias vezes esbanjava um largo sorriso, mostrando o que aquela noite representava.

Pausa para a banda recuperar o gás, o público pôde ver alguns vídeos dos ensaios e gravações dos álbuns gravados, interessante para uns, desnecessário para outros. Eu particularmente curti ver o ambiente de trabalho e elaboração de dois fantásticos álbuns.

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Luis Mariutti

A banda volta ao palco para a execução do álbum “Ritual”. Com um, Andre Matos, cantando bem acima da média, calando a boca dos céticos, a banda dava início a segunda parte do show. Agora, tocando o primeiro álbum da banda na íntegra.

Indescritível ouvir esses clássicos do Metal nacional serem interpretados ao vivo mais uma vez. Acompanhando a banda no palco tivemos a ilustre presença do tecladista Fábio Ribeiro, que agitou muito durante a apresentação.

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Hugo Mariutti

Fechando a apresentação tivemos, “Pride”, última faixa do álbum Ritual e uma das músicas mais pesadas registradas pela banda. Originalmente, a banda teve como convidado o alemão Tobias Sammet, que dispensa apresentações, porém nesta noite, tivemos o vocalista Bruno Sutter fazendo os duetos com Andre Matos.

Uma noite mágica para os fãs. Se você estava indeciso, na dúvida se vale ou não a pena assistir a essa turnê, siga minha sugestão…VÁ! 

Setlist: Intro / Turn Away / Reason / More (The Sisters Of Mercy Cover) / Innocence / Scarred Forever / In the Night / Rough Stone / Iron Soul / Trail of Tears / Born to Be / Intermission / Ritual / Ancient Winds / Here I Am / Distant Thunder / For Tomorrow / Time Will Come / Over Your Head / Piano Solo (Andre Matos) / Fairy Tale / Blind Spell / Ritual / Pride.

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Tarja Turunen no palco do Circo Voador

Após 04 anos, a primeira dama do Heavy Metal finlandês, Tarja Turunen, retorna ao Rio de Janeiro em apresentação trazida pela Ev7 Live. Tarja que alcançou projeção mundial como vocalista da banda Nightwish, na década de 90, volta ao Brasil com a apresentação, “Act II”, nome de seu mais recente álbum ao vivo.

Abrindo a noite quente, tivemos a honra de receber pela primeira vez no Rio de Janeiro a banda Soulspell. Liderada pelo baterista Heleno Vale, a banda gravou seu primeiro Dvd no último dia 8 de Julho e trouxe para os cariocas um rápido e versátil apanhado de sua história.

Divulgando o álbum “Second Big Bang” (2017), repleto de estrelas nacionais e internacionais, a banda com o line composto pelo já citado Heleno Vale (bateria), ainda traz, Daniel Guirado (baixo), Sérgio Pusep (Guitarra), Leandro Erba (Guitarra), e os vocalistas, Daísa Munhoz, Talita Quintano, Pedro Campos, Victor Emeka, Edney Marques e Jefferson Albert. A banda levantou os fãs com músicas excepcionais, técnicas, apoteóticas e claro, pesadas, demonstrando que o Soulspell pode ser considerado uma das grandes potências no que se conveniou chamar de Metal Opera.

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Tarja Turunen

Após um set primoroso do Soulspell, Tarja e cia entraram no palco com muita disposição. Aclamados por um Circo Voador visivelmente com bom público, a banda iniciou o set com ‘No Bitter End’, música do álbum, “The Shadow Self”, lançado em 2016.

Acompanhando a diva finlandesa, temos uma banda composta pelo violoncelista Max Lilja, o baixista Martin Chown, o guitarrista Alex Scholpp, o tecladista Christian Kretschmar e o baterista Timm Schreiner.

Público e banda estavam devidamente alinhados e a troca de energia era sentida em todos os lugares do Circo Voador. Com muita disposição e sorriso marcante, a banda demonstrou que estava a vontade, mesmo com o forte calor, que fazia na cidade.

Mesmo com carreira solo consolidada, Tarja não poderia deixar sua história com o Nightwish de fora da apresentação, a banda apresentou um medley com as músicas Tutankhamen, Ever Dream, The Riddler e Slaying the Dreamer, levantando de vez os presentes.

Após o entusiasmado medley, era hora do set acústico, onde a vocalista passeou por algumas canções solo, o cover de House Of Wax de Paul McCartney e a execução pela primeira vez, com a ajuda de uma pequena cola, de Lanterna dos Afogados, clássico do Rock nacional gravado pelo grupo, Os Paralamas do Sucesso.

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Tarja e banda durante set acústico

Bem, a execução gerou algumas reações bem contraditórias, mas só pelo esforço da finlandesa cantar a música em português para o público brasileiro, é algo digno de honrarias.

A banda volta ao formato elétrico e desfere mais sete canções, mantendo a empolgação do início da apresentação. Neste bloco do show, duas das mais conhecidas músicas da finlandesa, ‘I Walk Alone’ e ‘Innocence’.

Ao fim da apresentação, a diva finlandesa ainda ficou um bom tempo no palco trocando sorrisos com o público e curtindo um som eletrônico. Uma noite memorável para os fãs.

 

Tarja Setlist: No Bitter End / 500 Letters / Demons in You / Little Lies / Diva (Live premiere) / Calling from the Wild / Supremacy (Muse Cover) / Tutankhamen – Ever Dream – The Riddler – Slaying the Dreamer (Nightwish Medley Cover) / Acoustic: Until Silence / The Reign / Mystique Voyage / House of Wax (Paul McCartney Cover) / Lanterna Dos Afogados (Os Paralamas do Sucesso Cover) / Undertaker / Love to Hate / Victim of Ritual / I Walk Alone / Innocence / Die Alive / Until My Last Breath.

Soulspell Setlist: The Entrance / Labyrinth of Truths / The End You’ll Only Know at the End / Troy / Into the Arc of Time (Haamiah’s Fall) / Father and Son / Dungeons and Dragons / Time to Set You Free / The Second Big Bang / A Secret Compartment.

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Annie Haslam

Com quase 50 anos de carreira, 16 álbuns de estúdio gravados e 5 registros ao vivo, o conjunto Prog, Renaissance, aporta pela primeira vez no Brasil. A banda que conta hoje com Annie Haslam (Vocal), Rave Tesar (Teclados), Tom Brislin (Teclados / Vocal), Mark Lambert (Guitarra / Vocal) , Frank Pagano (Bateria / Percusão / Vocal) e Leo Traversa (Baixo / Vocal) fez o terceiro show da turnê “Songs For All Times” no Vivo Rio.

O responsável pela brilhante iniciativa de trazer a banda foram os produtores da Top Cat Produções, em parceria com o próprio Vivo Rio. As duas entidades planejam trazer uma série de shows memoráveis a cidade e recuperar o sorriso do carioca em poder assistir belas apresentações.

A banda subiu ao palco com um pequeno atraso e sem produção de palco, desnecessária se formos levar em consideração o talento dos músicos. Ovacionados pelos presentes, a banda iniciou seu set com ‘Carpet Of The Sun’, música presente no clássico álbum “Ashes Are Burning” (1973). Na sequência mais um clássico, ‘Ocean Gypsy’ (“Scheherazade And Other Stories” – 1975), e as novas, ‘Grandine Il Vento’ e ‘Symphony Of Light’ do álbum de mesmo nome lançado em 2013.

A banda estava bem animada, Annie muito comunicativa, conversando várias vezes com os presentes. Os destaques do set ficam para as excepcionais: ‘Mother Russia’ (“Turn Of The Cards, 1974), ‘A Song For All Seasons’ (Homônimo de 1978) e ‘The Mystic And The Muse’ (“Sheherazade And Other Stories”).

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Com exceção da bateria, todos os outros instrumentistas tiveram tempo para seus solos, com muita elegância, a banda se divertia. Engraçado foi o fato do guitarrista Mark Lambert só empunhar uma guitarra apenas no momento de seu solo, já que o músico se apresentou o tempo todo acompanhado por um violão. E fez bonito.

Homenageando o país, a banda executou ‘Quiet Nights Of Quiet Stars’, versão em inglês para a música ‘Corcovado’, composta por Tom Jobim.Estava indo tudo muito bem, a emoção tomava conta dos presentes, quando repentinamente um tumulto se formara no meio das cadeiras dispostas no Vivo Rio, dois distintos cavalheiros, completamente embriagados, começaram a se digladiar no início de ‘Ashes Are Burning’. Na confusão, três pessoas foram retiradas do local, mas mesmo com a banda voltando a tocar, o sentimento de tristeza e vergonha já estava instaurado.

Após o incidente, finalmente ‘Ashes Are Burning’ fora tocada. Talvez, o maior clássico do Renaissance e acompanhada pela voz de quase todos os presentes.

Com performance fenomenal, o Renaissance, em pouco mais de uma hora e quarenta de show, descontando o momento vergonhoso,  se despede do Rio de Janeiro. Claro que os músicos envolvidos possuem  uma qualidade muito acima da média, mas não podemos deixar de enaltecer a performance de Annie Haslam, que com seus 69 anos, ainda canta como se estivesse em início de carreira. Se Deus fosse mulher e necessitasse de uma voz, seria a voz de Annie Haslam.

Renaissance Setlist: Prologue / Carpet of the Sun / Ocean Gypsy / Grandine Il Vento / Symphony of Light / Let It Grow / Mother Russia / The Mystic and the Muse / Sounds of the Sea / A Song for All Seasons / Bis: Quiet Nights Of Quiet Stars (Tom Jobim Cover) / Ashes Are Burning.

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Em um dia turbulento, com crise política se agravando, e levando a economia para o mesmo buraco, entre suspeitas de renúncia, não renúncia e manifestações nas ruas do Centro do Rio de Janeiro, os finlandeses do Sonata Arctica retornam ao Circo Voador com a turnê ‘The Ninth Hour Tour’.

Chegando ao local do evento, uma notícia preocupante para os fãs da banda, o vocalista Tony Kakko, teve um breve problema de saúde após o show na cidade de Juiz de Fora – MG. O show no Rio de Janeiro foi a oitava data no calendário de shows no Brasil, em um total de dez apresentações agendadas.

Insta-1-71Insta-4-7Após alguns sustos com barulhos de bombas do lado de fora do Circo Voador e um intenso cheiro de queimado que pegou a todos de surpresa, a banda subiu ao palco no horário pré estabelecido. As 21 horas, Tommy Portimo (Bateria), Pasi Kauppinen (Baixo), Henrik Klingenberg (Teclado), Elias Viljanen (Guitarra) e Tony Kakko (Vocal), subiram ao palco ao som de ‘We Are What We Are (Just The Beginning)’ seguida por ‘Closer To An Animal’, faixa que abre o novo álbum da banda “The Ninth Hour”.

A faixa ganhou velocidade ao vivo e foi muito bem aceita pelo público presente, que aproveitando o gancho, não foi dos maiores, mas também não passou vergonha. Tony conversa rapidamente com o público e ‘The Wolves Die Young’ foi a segunda música a ser tocada. Como de hábito a banda deu ênfase em promover seu novo álbum e intercalou alguns clássicos da banda com o material mais recente.

Tony parecia não sentir mais o mal que lhe acometeu durante o dia e se mostrava bastante empolgado no palco, o vocalista corria e tomava conta do palco. O público estava a mercê da banda e músicas como ‘Tallulah’, e um dos maiores clássicos da banda, ‘Fullmoon’, foram entoadas em uníssono pelo público presente.

Insta-5-4.jpgA banda estava em ritmo acelerado e dava pra sentir a pressão do braço de Tommi Portimo em seu kit de bateria. Elias, mesmo com um curto solo entes da execução de ‘Life’, e Pasi pareciam estar a vontade, enquanto o tecladista Henrik, diferente das outras apresentações no Rio, se mostrou um pouco mais contido.

As músicas do recente álbum, ‘Among The Shooting Stars’, ‘Fairytale’ e ‘We Are What We Are’, assim como as já citadas, ‘Closer To An Animal’ e ‘Life’ soaram agradáveis ao vivo, grande parte do público sabia as letras e cantou junto com a banda. Encerrando o show tivemos, ‘I Have A Right’ (“Stones Grow Her Name”, 2012), a pedrada ‘Don’t Say A Word’ (“Reckoning Night”, 2004) e a festiva ‘Vodka’.Insta-7-4.jpg

Após a apresentação, de quase uma hora e meia, sem percalços, a banda se despediu e foi se preparar para atender a vários fãs no ‘meet and greet’. Comunicativos e bem receptivos, a banda conversou e tirou fotos com os que estavam ali para vê-los.

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Sonata Arctica Setlist: We Are What We Are (Just The Beginning) / Closer To An Animal / The Wolves Die Young / In Black And White / Tallulah / Fairytale / Misplaced / FullMoon / Among The Shooting Stars / No More Silence / Gravenimage (Intro) / Abandoned, Pleased, Brainwashed, Exploited / Intermission / We Are What We Are / Life / Bis: The Power Of One / I Have A Right / Don’t Say A Word / Vodka.

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Em noite véspera de feriado e um VivoRio lotado, Andy Summers, guitarrista da icônica banda The Police se apresentou no Rio de Janeiro acompanhado por Rodrigo Santos (Vocal / Baixo – Barão Vermelho) e João Barone (Bateria – Os Paralamas do Sucesso).

A presença do público foi surpreendente, ainda mais quando víamos a média de idade das pessoas nas mesas, sim, o show teve sua platéia sentada, mas que não tirou o brilho da apresentação. Diferentemente do show ocorrido em 2015, o set list não contou com músicas do Barão Vermelho e foi como ouvir um ‘Greatest Hits’ do The Police.

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Rodrigo Santos

O espetáculo, achei que chamar de show seria pouco, começou com uma das grandes obras do The Police, ‘Synchronicity II’, faixa do último álbum de inéditas da banda, “Synchronicity”, lançado em 1983.  Os músicos visivelmente felizes por estarem no palco, com a casa sold out, emendaram com ‘Walking On The Moon’ (Reggatta de Blanc – 1979).

Andy Summers sobrava no palco, a mistura de rock e reggae deixava espaço para improvisos, que os três músicos souberam aproveitar com maestria. Rodrigo Santos deixou claro nos momentos de comunicação com o público, o quanto estavam emocionados.

Músicas como: ‘Tea In The Saara’, ‘So Lonely’, ‘Roxanne’, ‘Every Breath You Take’ e ‘Message In A Bottle’, foram entoadas por quase todos na platéia. João Barone com um grande kit de bateria deixou a sonoridade redonda, lembrando que o The Police, é uma das maiores, se não a maior, influência do início de carreira da banda Os Paralamas do Sucesso.

Rodrigo Santos por sua vez, exibia um timbre bem parecido com o vocalista original do The Police, Sting. Mesmo que algumas músicas estivessem um, ou meio tom abaixo das originais, não foi algo que comprometesse a execução e a alegria dos presentes e músicos.

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João Barone

Já no meio do show, várias pessoas já se juntavam nas laterais da casa para curtir de pé e agitando ao som de Andy Summers, mas foi na hora de aplaudir o término do set que principal, que todos se levantaram para aplaudir e permanecer de pé durante a execução de Can’t Stand Losing You e Every Little Thing She Does Is Magic.

O The Police possui uma discografia moderada, contando com 5 álbuns de estúdio, a saber: Outlandos d’Amour (1978), Reggatta de Blanc (1979), Zenyattà Mondatta (1980), Ghost in the Machine (1981) e Synchronicity (1983). É claro que todos queriam mais, porém os fãs só serão saciados em uma próxima visita do projeto.

Call The Police Setlist: Synchronicity II / Walking on the Moon / Driven to Tears / Spirits in the Material World / Hole in My Life / Invisible Sun / Tea in the Sahara / So Lonely / Next to You / Roxanne / Every Breath You Take /Message in a Bottle / Bis:
Can’t Stand Losing You – Reggatta de Blanc / Every Little Thing She Does Is Magic.

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7Peles

Domingão, dia de Fla-Flu e véspera de feriado. Rumamos para o Casarão Ameno Resedá no Catete – RJ. A casa que conta com uma boa infra-estrutura, som, iluminação, bares e uma pista espaçosa, recebeu a primeira edição do No Class Festival: Brutal Edition.

O evento que tinha em seu cast inicial a banda norte-americana Angel Corpse, cancelada devido a problemas com os vistos, além da substituição das bandas Woslom (SP) e Cauterization (SP), atraiu um bom público ao segundo ambiente do Casarão.

Devido as baixas sofridas no cast inicial do evento, coube aos cariocas da banda 7 Peles o início dos trabalhos neste domingo negro. A banda é composta por figuras tarimbadas no underground carioca, mas não sou eu quem vai estragar o que envolve a banda, então como eles mesmo se apresentaram, na bateria temos Sete Peles, na guitarra, Sete peles, no baixo, Sete Peles e nos vocais, Sete Peles, todos irmãos, filhos do mesmo pai, Caim.

Apesar de contar com uma bagagem anterior, por parte de seus integrantes, a banda optou por utilizar músicas novas e próprias. Hinos como “Qayin”, “Heylel” e “Abaddon” foram entoados e deram uma mostra do que esperar do 7Peles: um som brutal, conceitual e primoroso.

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Vorgok

A segunda banda a subir no palco foi a Vorgok, a banda conta com Edu Lopez (Vocais / Guitarra), João Wilson (Baixo), Bruno Tavares (Guitarra), Jean Falcão (Baterista da banda Dark Tower) e tem o som calcado no Thrash Metal tradicional.

A banda trata de temas bem interessantes em suas letras. Assuntos como extermínio de espécies, educação e opressão são alguns dos temas abordados, segundo a própria apresentação da banda em seu perfil, Vorgok é  “a coleção de todos os males praticados pela humanidade, passados, presentes e futuros”. A banda divulga seu primeiro álbum “Assorted Evils”, lançado em 2016. Uma banda coesa, que sabe se portar muito bem no palco.

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D.I.E.

O céu já estava escurecendo quando os paulistas do D.I.E. subiram ao palco, bem humorados e com sangue nos olhos, os caras fizeram um Hardcore pesado e com muita atitude. Charles Guerreiro (Vocais), Hell Hound (Guitarra), Roger Vorhees (Baixo) e Mortiz Carrasco (Bateria) não deixaram o cansaço abater, já que a banda vinha de uma apresentação na noite anterior realizada em Petrópolis. Os caras agitaram bastante e mostraram que estão no caminho certo.

Após os paulistas do D.I.E., subiram ao palco, os cariocas do Forceps. A banda contava já com um maior número de pessoas no Casarão e soube aproveitar bem isto a seu favor. A banda desferiu músicas pesadas e foi responsável pelas primeiras rodas da noite.

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Forceps

A banda vem divulgado seu mais recente álbum, “Mastering Extinction” (2017), e conta com um grande prestígio no underground. Doug Murdoch é um vocalista insano e dando vazão a insanidade apresentada por ele, temos o baterista Emmanuel Iván, o guitarrista Bruno Tavares e o baixista Thiago Barbosa.

A banda possui carisma e um público cativo bem forte. A Forceps estava bem a vontade no palco e mostra que tem um caminho de sucesso a trilhar pela frente.

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Funeratus

13 anos. Este era o tempo que o Funeratus não se apresentava no Rio de Janeiro. O trio subiu ao palco e desferiu todo seu Black Metal diante de uma público completamente entregue. A banda conta com André Nálio (Guitarra), Fernando (Vocais / Baixo) e Guru Reis (Bateria). Um show denso, pesado e técnico. 

Após a paulada do Funeratus, tivemos os donos da festa, a LAC. A Lacerated And Carbonized realizava o primeiro show da turnê de divulgação do álbum Narcohell.

Contando com três álbuns de estúdio e muita bagagem, a banda formada por Paulo Doc (Baixo), Caio Mendonça (Guitarra), Jonathan Cruz (Vocais) e Victor Mendonça (Bateria) fizeram uma apresentação contagiante. Os caras souberam usar bem os espaços do palco. Jonathan interagia muito com o público, enquanto Paulo e Caio se revezavam cruzando todo o espaço.

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Lacerated And Carbnized

Apresentação matadora de um dos maiores nomes do underground carioca. Thrash / Death de alto nível.

Com a ausência da banda Angel Corpse, como já citado anteriormente, coube ao Rebaellium encerrar o No Class Festival. A banda estava parada por um hiato de muitos anos e voltara a ativa recentemente.

Lohy Fabiano (Vocais / Baixo), Fabiano Penna (Guitarra) e Sandro Moreira (Bateria) iniciaram o set com um clássico do Morbid Angel, ‘Deception In Disguise’, e depois foram só pedradas autorais da banda. Um verdadeiro massacre sonoro. O público se aproximou do palco para ouvir os gaúchos e não parou de agitar um minuto sequer.

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Rebaellium

Resumo do grande dia: Excelentes bandas nacionais, som pesado, alto e claro, casa com uma infra-estrutura exemplar, local de fácil acesso, bandas bem dispostas, clima bem tranquilo entre os presentes. Aula de civilidade e amor ao verdadeiro metal. Parabéns a todos os envolvidos.

 

7Peles Setlist: Qayin / Heylel / Abaddon.

Vorgok Setlist: Deception in Disguise / Last Nail in Our Coffin / Headless Children / Man Wolf to Man / Hell’s Portrait / Kill Them Dead / Hunger.

D.I.E. Setlist: O Tédio, o Ódio, o Ócio e a Reflexão / Truth like Yourself / Predicted
Religion / Tit for tat / Die / Space / Lost.

Forceps Setlist: Mastering Extinction / Transdiferrentiated Nano-cells / Human Cryptobiosis / Processing Human Brains / Transmutation of Internal Organs / Atrocities.

Funeratus Setlist: Intro / Indian Healing / Storm of Vengeance / Chaos and Death / Echoes in Eternity / Accept the Death  / Asphalt Eaters.

Lacerated And Carbonized Setlist: L.A.C. / Third World Slavery / Spawned in Rage / NarcoHell  / Awake the Thirst / O Ódio e o Caos / Blooddawn / Bangu 3 / Severed Nation / Seeds of Hate / System Torn Apart / Mundane Curse.

Rebaelliun Setlist: Day of Suffering (Morbid Angel Cover) / Affronting the Gods / Legion / Dawn of Mayhem / Crush the Cross / Anarchy / Spawning the Rebellion / Fire and Brimstone / Rebellion / The Path of the Wolf / Unborn Consecration / Killing for the Domain / The Legacy of Eternal Wrath / At War.

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The Pretty Reckless no palco do VivoRio.

Cinco anos após sua primeira passagem pelo Brasil, a banda norte-americana The Pretty Reckless retorna para quatro shows no país. A banda capitaneada pela atriz, modelo e cantora Taylor Michel Momsen, acompanhada pelo guitarrista Ben Phillips, o baixista Mark Damon e o exímio baterista Jamie Perkins, se apresentou no VivoRio no último dia 09 de Março.

O The Pretty Reckless subiu ao palco pontualmente as 21:30 e foi ovacionado logo de cara pelo bom público presente. Este composto em sua grande maioria por cidadãos com faixa etária abaixo dos 25 anos. ‘Follow Me Down’ foi a escolhida para abrir o show, a música também abre o álbum “Going To Hell”, lançado em 2014, seguida por “Since You’re Gone”, presente no debut, “Light Me Up” (2010).

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Taylor passa segurança no palco e o ocupa como poucos. Para os que ainda não estão muito acostumados com o som da banda, o som mescla doses de grunge, punk e um hard rock visceral. O público, talvez pela maioria ser de meninas, não apresentavam cenários de “empurra-empurra” durante as músicas, algumas transmitiram sua agressividade sem blusas e fitas isolantes cobrindo os mamilos.

Um dos pontos altos do show foi a execução de ‘Make Me Wanna Die’, hit da banda desde 2010 e que fora cantada praticamente a capela pelo público presente. Pelas feições de Ben Phillips e Jamie Perkins, a banda ficou realmente surpresa com tamanho retorno.

Além das músicas antigas, músicas novas, como ‘Oh My God’, ‘The Walls Are Closing In / Hangman’, ‘Prisoner’ e ‘Who You Selling For’, todas integrantes do álbum “Who You Selling For”, lançado em 2016, foram cantadas por todos os presentes.

O The Pretty Reckless tem mostrado uma grande evolução desde seu primeiro lançamento em 2010. Se no início da banda, além das músicas, a banda era lembrada pela performance sensual da vocalista Taylor Momsen, podemos dizer que a moça está muito mais comedida e ainda continua fazendo uma grande apresentação.

Outros destaques ficam para ‘Zombie’ e ‘Goin’ Down’ (fechando a apresentação), pedidas em uníssono pelo público. Uma apresentação correta, de uma banda competente e coesa com uma figura central marcante, que teve em uma hora e meia de show toda a platéia em suas mãos. Com certeza uma grande apresentação da The Pretty Reckless.

 

The Pretty Reckless Set List: Follow Me Down / Since You’re Gone / Oh My God / The Walls Are Closing In-Hangman / Make Me Wanna Die / My Medicine / Prisoner / Sweet Things / Light Me Up / Who You Selling For / Just Tonight / Zombie / Heaven Knows / Going to Hell / Take Me Down / Bis: Goin’ Down.