Hellbound: A improvável e fulminante fusão sueca de filmes de Terror, Southern Rock e Heavy/Industrial Metal

Publicado: 13/11/2021 por Pedro Mello em News
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A Hellbound é uma banda sueca de Heavy Metal fundada em 2011 na cidade de Umeå, província de Västerbotten, que em 2012 lançou seu álbum de estreia “Through Hell and Muddy Waters”, tendo sua musicalidade descrita como “o filho bastardo de Rob Zombie com Dolly Parton”. Mais recentemente a banda retornou à estúdio onde registrou e lançou o excelente “Overlords”, confirmando as expectativas daqueles que esperavam um álbum ainda mais impactante que seu avassalador debut.

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Vindos de um país que tornou-se uma fonte inesgotável e referência máxima em bandas de melodic death metal, a Hellbound dirige na contramão desta vertente que ganhou o mundo, e nos mostram que a competência dos artistas do seu país transcendem a barreira dos rótulos. Não intimidados pelo frio extremo do norte da Suécia, a Hellbound nos brinda com sua música calorosa, vibrante e cheia de uma energia contagiante e convidativa, forjada a partir de uma improvável combinação que passa por Rob Zombie, Motörhead, Ministry, Metallica, Black Label Society, Southern Music e Horror Movies, mas que nas mãos talentosas dos cinco músicos que compõe a banda, funciona como se esses elementos tivessem sido originalmente criados para trabalharem juntos, resultando em algo entre o Heavy, o Groove e o Metal Industrial.

A Hellbound foi fundada em 2011 pelo guitarrista Nils Norberg (ex-Nocturnal Rites) e pelo vocalista Miika Rudin. A formação tornou-se completa com a chegada do baixista Nicklas Bäckström (Moloken) e do baterista David Ekevärn (ex-Ghamorean, ex-Apostasy). Em 2013, Nils deixou a banda e foi substituído por Henrik Mikaelsson e Mathias Nylén (ambos do Live Elephant), formação que foi à estúdio registrar o álbum mais recente da banda, “Overlords”, que ainda contou com a participação ilustríssima de Ralf Scheepers (Primal Fear) e Anders Engberg (Sorcerer).

“Overlords”, que também saiu em vinil numa belíssima edição na cor roxa, possui dois videoclipes, um para a faixa título e outro para a empolgante “Too Fast to Die”, que funcionam como uma introdução ao som praticado pela banda, mas que não resumem a totalidade do que encontramos no disco, que apesar de ter uma sonoridade bastante direta, é cheio de nuances e elementos que merecem uma atenção especial. Mesmo as canções mais pesadas possuem partes mais elaboradas de uma construção artística e um trabalho de composição competentíssimo, com melodias cheias de feeling e solos memoráveis, arranjos grandiosos e com uma cozinha poderosa, que não se faz coadjuvante mesmo quando do protagonismo das guitarras e do vocal, mostrando uma banda completamente preparada para ganhar o mundo, tal qual já fizeram muitos dos seus conterrâneos.

O disco abre com “Too Fast to Die”, faixa atual de trabalho do disco e uma das mais empolgantes do álbum, tal qual seu bombástico videoclipe. “Seven Seas of Pain” é mais elaborada, inclusive tendo algumas passagens mais épicas e trabalhadas, com melodias e solos que beiram a comoção.

A faixa título apresenta a veia Southern da banda, com um ritmo eufórico e vibrante, carregado de riffs pesadíssimos e com um refrão que fica imediatamente na memória, seguida de “Out of Time”, que vai numa direção completamente oposta, com um ritmo cadenciado e arranjos magistrais.

“Towers Burning” mostra elementos industriais e uma música bastante moderna, mas ainda assim muito orgânica e cheia de feeling. “Screaming in the Dark” tem a já citada participação do vocalista do Primal Fear, Ralf Scheepers, sendo uma das músicas mais diretas e avassaladoras do disco e que recentemente também recebeu um videoclipe com participação do vocalista alemão.

O encerramento fica a cargo das dançantes “Atlantis Rise” e “Hand of Death”, com seu clima ao mesmo tempo industrial e cheio de groove, fechando o álbum de maneira excelente e deixando grandes expectativas pela sequência da carreira da banda.

Recentemente a banda também anunciou o lançamento de um novo single e videoclipe cantados em sua língua nativa,

“Och Regnet Föll”, para o dia 19 de Novembro, com participação de um renomado artista local.

Hell Yeah! Music Company

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