Velhas Virgens: “O Bar me chama” é indicado ao Grammy latino

Publicado: 08/10/2021 por Pedro Mello em News
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O trabalho foi concebido antes da pandemia e teve seu lançamento inicialmente adiado devido ao cancelamento dos eventos públicos e a imprevisibilidade da volta à normalidade social.

Mesmo com o prolongamento das medidas de quarentena e isolamento e à despeito de todas as dificuldades, o disco acabou sendo colocado no mercado sob uma intensa inspiração do rock’n’roll dos anos 70, sem abandonar o estilo simples que a banda cultivou durante sua vitoriosa trajetória iniciada em 1986. “Conseguimos criar um clima orgânico nas gravações e recuperamos o viés de festa de quando ainda estávamos na garagem. Um recomeço explosivo para uma banda de 35 anos”.

Algumas mudanças aconteceram. A primeira foi na produção, que recaiu em Gabriel Fernandes, cuja carreira se destacou gravando pop, sertanejo e vertentes eletrônicas, mesmo tendo suas raízes ligadas ao rock. Durante as gravações, Gabriel revelou uma admiração toda especial pela banda, tendo participado como músico da abertura de alguns shows das Velhas Virgens em meados dos anos 2000. Como o produtor tinha a intenção de voltar a gravar rock e a banda queria experimentar uma linguagem sonora mais contemporânea e diferente para esse disco, uniu-se o útil ao agradável. O resultado tem um pé no rock clássico setentista com nuances de modernidade.

“As artes do disco também mudaram: ao invés de trabalharmos uma ilustração como na maioria dos lançamentos anteriores, resolvemos usar o desenho icônico de um copo americano (que pasmem, foi inventado no Brasil), um símbolo forte e elementar que, para nós, representa “O Bar” e toda liberdade e camaradagem que este ambiente evoca. As cores emanam de uma gaita e entram no copo, significando diversão, entretenimento, enfim, a alegria de se encontrar com os amigos para comemorações boemias”.

A escolha do repertório foi feita com muito cuidado. “Queríamos o clima do começo de carreira, porém sem exaltar atitudes excessivamente sexistas que caracterizaram a banda nos anos 90 e que ficaram datadas. A intenção era levar para a gravação a garra, a alegria e o vigor de uma banda iniciante temperados pela experiência de músicos rodados. Colocar, enfim, a banda no contexto da década de 2020!”

A indicação ao Grammy coroa  a iniciativa de renovação do espírito do grupo, buscando num passado bem-sucedido a ressignificação de suas referências artístico-musicais, sem perder as raízes, resultando num ótimo disco de rock’n’roll.

“No fim é só rock’n’roll, mas a gente gosta!”

Ficha técnica:

Produção Musical, Mixagem e Masterização de Gabriel Fernandes.

Design e Concepção Visual de Ju Vechi.

Produção executiva de “74 Entretenimento”, (by Júlio Quattrucci e Carol Pozzani) e Gabaju Records (Alexandre Cavalo Dias).

Fotos e Vídeos de Sol Santos, Rafa Rezende e Vini Burghetti

Velhas Virgens:

Alexandre Cavalo Dias – guitarra

Filipe Cirilo – guitarra e violão

Juliana Kosso – voz

Paulão de Carvalho – voz e gaita

Simon Brow – bateria

Tuca Paiva – baixo

Ana Paula Romeiro

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