Pedro Salvador: agressividade e urgência em novo EP, “Traste”

Publicado: 02/07/2020 por Pedro Mello em News, Uncategorized
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Agressividade roqueira antigoverno e anti-capital é o que traz Pedro Salvador (Necro, Messias Elétrico) em “Traste”, seu novo EP solo. Dialogando com a raiva e a revolta que brotam na sociedade contemporânea, Pedro grava todos os instrumentos e apresenta uma sonoridade hard/blues/psicodélica sem floreios. Com 4 canções, inclui uma releitura de “Cheiro de Gasolina”, composta por Carmen Cunha (Lammia, Carmen Blues), músicas de compositores do underground alagoano (Roberto Teodósio e Holanda Jr), e uma composição de Pedro.

Lançamento dia 10 de julho no bandcamp (pedro-salvador.bandcamp.com) e nas demais plataformas de streaming via Voragem.

Para ouvir: 

https://www.youtube.com/watch?v=ir-jAULJlwE&feature=youtu.be  

https://soundcloud.com/pedro_salvador/sets/pedro-salvador-traste-ep-2020/s-h7gtLi4Ws6B 

instagram e twitter: @pedrivus

https://voragem.bandcamp.com/  

“Num mundo tão ruidoso, faz falta parar pra ouvir.

Sempre acreditei que músicas falam conosco, contam histórias, guardam nossas memórias, registram opiniões, eternizam amores e também gritam revoltas. Em meio a uma pandemia, onde olhar pro outro é repensar nossas prioridades individuais, eis que calhou de um trabalho de produção “tão solo” falar e pensar o coletivo.

Solo, mas falando conversando com os sentimentos de um monte de gente, “Traste” é o novo EP do Pedro, um álbum – segundo ele mesmo – curto e mais agressivo.

As versões soam Pedro, embora somente a última música – “Na sujeira da cidade deixarei o meu penar até morrer” – seja de sua autoria.

As quatro faixas soam como uma revolução dançada, cada uma num ritmo, uma  hora jogando energicamente pra cima tanto pesar que guardamos ao longo de nossas caminhadas individuais e sociais, falando sobre expectativas e talvez mantendo uma versão até otimista de que haverá um tempo a se curtir pós-tempestade. É importante lembrar, sobretudo em 2020, que vandalismo é valorizar vidraças, bancos e economia frente à existência das pessoas e que nenhuma revolução será pacífica.

“Traste” como um todo, parece ser sobre pessoas, parece sobre a vida de muita gente, parece sobre mim, parece sobre você. A verdade é que o mundo tá acabando e felizmente sendo recriado todos os dias. Junto a ele, nós também estamos passando, então não vale muito a pena assistir sem participar de tudo isso.

Por isso posicionem-se, mas também tome um fôlego. Acolha – ao menos com o olhar – não só quem caminha ombro a ombro a sua caminhada, mas todas as pessoas que precisam urgentemente serem vistas em nosso bairro, cidade, estado ou país. Cuide-se, mantenha-se vivo, faça você mesmo, mas sempre que precisar peça ajuda.

Pra mim e pra muitas pessoas, seria muito mais difícil entender e participar disso tudo sem música.
Portanto, pare um pouco pra ouvir sempre que possível e escolha bem sua trilha sonora para o fim do mundo.”

(Bárbara Oliveira, enfermeira obstétrica, professora e ouvidora de música)

“De certa forma, “Traste” é uma continuação das explorações que fiz em “Glitch Witch”. Uma busca pelo equilíbrio entre agressividade e lirismo através dos caminhos sonoros do que se chamava antigamente “hardão setentista” – um amálgama de blues, funk, jazz e r&b tocado com instrumentos distorcidos em alto volume, a música negra do norte atravessando a eletricidade. Mas enquanto “Glitch Witch” foca, liricamente,  nas fronteiras da percepção e cognição humanas, “Traste” pisa no chão com pés descalços. São canções urgentes, que transpiram raiva e frustração. A 3 primeiras, de Holanda Jr, Carmen Cunha e Roberto Teodósio, respectivamente, foram compostas há anos, no entanto dialogam perfeitamente com o Agora. E até que consigamos deter a marcha destruidora do capital sobre nossas sobrevivências e afetos, estas músicas continuarão poderosas e necessárias.”
(Pedro Salvador)

Voragem Discos

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