Shows: MAIO Report

Publicado: 13/10/2018 por Pedro Mello em News, Resenhas Shows, Uncategorized
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Daniel revelando talentos em meio ao público

06-05 – Daniel Cavanagh

O inglês, Daniel Cavanagh, conhecido por seu trabalho junto ao Anathema, passou pelo Brasil promovendo seu mais novo álbum solo, “Monochrome”. O show do Rio foi trazido pela parceria da MGB Produções com a No Class Agency, uma dobradinha que tem dado muito certo em terras cariocas.

Mesmo com disco novo, Daniel trouxe aos fãs mais fervorosos um show repleto de canções que fizeram sucesso em seu período com o Anathema e alguns covers. De “Monochrome”, apenas fora executada ‘The Exorcist’, uma das mais legais do novo material do vocalista e guitarrista.

O público era pequeno mas caloroso, só não entendi o porque de Daniel não utilizar nada que deixasse seu sampler com melhor acesso, ao invés disso, o músico preferiu se exercitar em uma série de agachamentos a meu ver, desnecessários.

Um show intimista onde não faltaram clássicos como: ‘Springfield’, ‘Fragile Dreams’, ‘Anathema’ e as duas partes de ‘Untouchable’. E os covers para ‘Enjoy The Silence’ do Depeche Mode, ‘Another Brick In The Wall – Part 2’ e ‘High Hopes’ do Pink Floyd. Os fãs curtiram e saíram felizes.

 

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Ozzy em sua despedida

20-05 – Ozzy

E o Mestre das Trevas comedor de morcegos anuncia sua aposentadoria. Ok, ok, não é a primeira vez. E os fãs já foram avisados de que é a última turnê mundial e que Ozzy ainda permanecerá no mundo da música, fazendo eventos especiais.

A Jeunnese Arena estava com um excelente público para receber Ozzy e sua trupe. Com músicos experientes ao seu lado, o inveterado Madman contou com nomes bem conhecidos no cenário da música pesada, Zakk Wylde retorna as guitarras, Rob “Blasko” Nicholson no baixo, Tommy Clufetos na bateria e Adam Wakeman, filho de Rick Wakeman, nos teclados e guitarras adicionais.

Ozzy estava completamente solto no palco e junto com a banda tomaram conta e incendiaram o grande público. Os efeitos visuais das telas que compunham o background do palco eram um show a parte.

O show foi intenso e lógico, com o tempo de estrada de Ozzy, era impossível termos todas as canções no set, mas mesmo assim, foi um belo apanhado da carreira solo de Ozzy. Mas tivemos canções icônicas como ‘Bark At The Moon’, ‘No More Tears’, ‘Mr. Crowley’, ‘Suicide Solution’ entre outras.

Mas o maior pecado da noite foram ter executado apenas a introdução de ‘Perry Mason’, em um medley instrumental onde Zakk passeou pelo pit debulhando sua guitarra.

Despedida bem mais animada do que a do Sabbath.

 

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Carl Palmer mantendo o legado do ELP no Vivo Rio

25-05 – Carl Palmer

Ícone do Rock Progressivo, Carl Palmer, lendário baterista do trio, Emerson, Lake & Palmer, se apresentou no Rio de Janeiro no final do mês de Maio.

O baterista veio promover um show ao lado dos excepcionais, Paul Bielatowicz (Guitarra) e Simon Fitzpatrick (Baixo), comemorando e celebrando sua carreira junto ao trio que levara seu nome. Palmer é o único membro ainda vivo da banda, Greg Lake e Keith Emerson vieram a óbito no ano de 2016. O primeiro,vítima de um câncer, e o segundo, cometendo suicídio em sua casa, Keith apresentava um quadro de depressão devido a um problema grave em um nervo em sua mão direita que limitava suas performances, o músico não suportou ao se ver limitado e sendo constantemente criticado por suas finais apresentações.

Bem, voltemos a falar de coisas boas agora. Carl Palmer está em plena forma, aos 68 anos de idade, o britânico ainda demonstra um vigor invejável enquanto surra suas peles e pratos, já a escolha dos músicos que o acompanham, não poderia ser mais acertada, Simon e Paul são dois prodígios das cordas e fizeram uma exemplar apresentação.

A apresentação ainda contou com Ritchie, sim, aquele de ‘Menina Veneno’, nos vocais de ‘Lucky Man’ e Tony Platão em ‘C’est la vie’. Os caras mandaram bem.

Palmer estava feliz em estar ali, celebrando o ELP com seus amigos. Como backdrop, várias ilustrações criadas por Palmer, muitas delas, usadas pelo ELP, como Tarkus e Manticore. Uma apresentação cheia de nuances delicadas, detalhes apoteóticos, simplesmente de tirar o fôlego.

 

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Angra, lançando 0mni no Circo Voador

31-05 – Angra

Com nova formação, o Angra retorna ao Circo Voador para o lançamento do álbum 0mni.

Rafael Bittencourt (Guitarra), Felipe Andreoli (Baixo), Bruno Valverde (Bateria) e Fabio Lione (Vocal), agora contam com Marcelo Barbosa (Guitarra), assumindo a posição anteriormente ocupada por Kiko Loureiro.

A alteração não foi nenhuma grande surpresa, Marcelo já substituíra Kiko em algumas ocasiões, sem comprometer a banda, o que fez com que sua escolha para o cargo fosse mais que acertada. Para quem não lembra, Kiko agora faz parte do Megadeth. 

A banda estava empolgada, e parece que depois de alguns altos e baixos na carreira da banda, os fãs voltaram a apoiá-los. 0mni é o primeiro álbum sem Kiko, na verdade ele aparece com uma pequena participação, no solo de ‘War Horns’. Outras participações no disco são a cantora Sandy, sim, aquela que cantava com o irmão Júnior, e a vocalista do Arch Enemy, Alissa White-Gluz, ambas na faixa ‘Black Widow’s Web’.

O set focou bem as músicas desta nova fase com Lione, mostrando que aos poucos, a banda vai adquirindo uma nova identidade. Praticamente 50% de novas composições e 50% de clássicos.

Com uma bela iluminação e muita garra, a banda subiu ao palco animada. Andreoli, para mim, continua sendo o músico mais técnico da banda,o cara é realmente um monstro.

Entre as novas, destaque para, ‘Black Widow’s Web’, ‘Insania’, ‘Travelers of Time’, ‘Newborn Me’ e ‘Storm of Emotions’, já para as viúvas de plantão, destacamos, ‘Holy Land’,  ‘Nothing to Say’, ‘Rebirth’, ‘Running Alone’ e ‘Angels and Demons’.

Apesar do público estar ansioso, e a banda empolgada, algumas falhas no som da casa tiraram a paciência de Fabio Lione, sua voz não saiu em vários momentos, e a banda não obtinha retorno em algumas ocasiões. Lione fazia caras bravas e cobrava respostas da produção, culminando ao término do show com o italiano arremessando o microfone na parede.

Claro, o público cantou tudo e mesmo com as falhas, não deixou em nenhum momento, a moral da banda cair. Noite um pouco tumultuada, mas com sorrisos ao fim da noite.

 

 

 

 

 

 

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