Malvina: Experimentações no Novo EP e Projetos Futuros

Publicado: 27/05/2015 por Pedro Mello em Entrevistas, News
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Banda carioca de punk/hardcore Malvina, formada por Vinicius Dias (vocal e baixo) e Bernardo Dias (Guitarra e Vocal), e com Renato Avellar (bateria), fala em entrevista sobre o novo EP “Nankeen”, suas influências, processo de composição e mostram que apostam no metal e nas experimentações no novo trabalho, mas sem deixar punk/hardcore raiz de lado.
 
O novo trabalho da banda foi gravado, mixado e co-produzido por Davi Baeta, no Estudio DQG em Cabo Frio e masterizado em em Nova Jersey, no West West Music Studios pelo consagrado Alan Douches. Previsão de lançamento do novo álbum para o segundo semestre de 2015.
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Qual é a principal diferença do EP NANKEEN para os dois primeiros registros da banda, o Claustro (Full 2010) e Vomit (EP 2011)?

A mistura de uma maior gama de influencias, experimentações em que o punk, o metal e o progressivo se encontram, que é algo que tem sido trabalhado pela banda ao longo desses anos.

O Claustro é um álbum bem marcado pelo hardcore melódico, e apesar de ser um disco bem técnico, não cruza linhas como estamos fazendo agora.

O Vomit foi algo bem espontâneo, despretensioso, em que registramos composições mais cruas em todos os aspectos, e é o que mais distoa em termos de proposta da banda.

 

O nome do EP e a capa são bem peculiares . Qual é a ideia por trás disso?

Recorremos sempre à um designer/ilustrador o qual admiramos e nos identificamos desde cedo. O Rodrigo Rezende (RWR2) tem seus traços muito característicos, assim como a forma como se expressa na coloração, também é bem própria. Todos os conceitos que pensamos, temáticas até agora, foram repassadas pra ele, que assimiladas por sua ótica autêntica, resultaram nas artes de “Claustro”, “Nankeen” e no feto mascote do Malvina.

No “Claustro” ele representou a reação de claustrofobia, que serve como uma analogia para as delimitações do cenário independente brasileiro, na própria capa do disco.

O personagem aprisionado e contorcido, com as marcas das mãos contra a superfície. A peculiaridade dessa ilustração que carrega cores impactantes fez com que esta capa esteja sendo comentada até os dias de hoje. O logo da banda, o feto, foi mais uma sacada genial da parte dele. Um feto velho, consternado, em lágrimas.

Em “Nankeen”, através do semblante desfigurado de desilusão, o personagem expressa as perpectivas dessa era virtual expelindo de suas vias aéras um líquido negro, como parte do seu âmago, ou parte do âmago de qualquer ser contemporâneo. Esse vazio que tem densidade, se relaciona com a forma efêmera e vã como as coisas são produzidas e projetadas hoje, nesse frenesi tecnológico. Isso é bastante tratado na letra da faixa-título do single, e mais uma vez de forma bastante peculiar, captada e expressa na ilustração do Rodrigo Rezende.

 

Existe uma relação entre as letras e o conceito do álbum? E como funciona o processo de composição da banda?

Normalmente as temáticas que decidimos pros trabalhos, é relacionada à alguma musica do respectivo set. Pensamos sempre em como podemos abranger certo tema, e então decidimos a partir disso.

Quanto ao processo de composição, normalmente riffs, melodias surgem bem espontaneamente, e vamos lapidando com calma e até fecharmos todos os elementos de que dependem a música.

 

O Malvina tem uma base de vários gêneros musicais.E quanto a bandas? Quais são as grandes influências?

Sim, à cada dia agregamos mais ao nosso vocabulario, e esperamos que isso seja sempre mutável e inconstante.

Dentre as principais influencias, constam Bad Religion, Nirvana, Ramones, Propagandhi, Opeth, NOFX, Voivod, entre outras.

 

Quais são os próximos passos da banda para este ano?

Estamos trabalhando com precisão e minúcia no novo álbum. Tem exigido muito do nosso tempo já que pra nós mesmos é algo muito novo, uma nova experiência e um desafio, apesar dos anos de entrosamento. Como meta, temos a conclusão desse novo disco, e algumas turnês que temos em mente.
Fonte: Collapse Agency

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