Cavalera Conspiracy & Krisiun: Metal Nacional Não Está Morto

Publicado: 20/09/2014 por Pedro Mello em News, Resenhas Shows
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Dia 11 de Setembro. Desta vez ao invés de pensarmos em ataques terroristas, a cidade do Rio de Janeiro recebeu um ataque sonoro no Circo Voador. Uma mescla de bandas de peso que unem o antigo e o novo dentro do cenário da música pesada brasileira.

Infelizmente, nossa equipe não conseguiu assistir a banda Confronto. Os cariocas foram o “open act” da noite.

O Circo Voador estava com pouco público quando o som do Confronto estava acabando. Para o deleite dos presentes, existia um local reservado para stands de produtos como cd’s e camisas. Mas, o melhor foi ouvir o Test, a banda paulista com sua famosa Kombi branca estacionada no pátio do Circo Voador se apresentava entre as atrações do palco principal.

Test

O duo formado por João Kombi (Guitarra / Vocal) e Thiago Barata (Bateria) animou os presentes com seu Death Metal. Os presentes ficaram ao entorno dos músicos e recepcionaram muito bem a banda, que aliás, fez com que fossem abertas “rodas” no pátio do circo.

O Test mostrou qualidade no que faz e uma das surpresas é ver a velocidade com que Barata toca bateria. O cara é um monstro.

Retirado o equipamento da Confronto, era hora do trio sulista Krisiun, subir ao palco. Imprimindo um ataque feroz, o Krisiun levantou a galera logo com os primeiros acordes.

O Circo Voador, a esta altura contava com um bom público. Com o som beirando a perfeição, o Krisiun não poupou elogios aos cariocas e afirmou que a cena Metal no Brasil não estava morta.

Krisiun

Contando desde o início de seu surgimento com Alex Camargo (Vocal / Baixo), Moyses Kolesne (Guitarra) e Max Kolesne (Bateria), a banda fez o que sabe de melhor.

A banda executou músicas que representavam bem sua história, uma espécie de “best of” ao vivo. Fica difícil escolher uma para ser o destaque. Todas as músicas foram cantadas pelos fãs e a receptividade do público foi espetacular.

Conquerors of Armageddon (Conquerors of Armageddon, 2000), Bloodcraft (AssassiNation, 2006), Descending Abomination, Blood Of Lions (The Great Execution, 2011) foram matadoras.

Fechando o show, Black Force Domain, presente no álbum de mesmo nome, e o primeiro oficial da banda, lançado em 1995, pedida pelos fãs desde o início do show.

Fim do Krisiun, hora de voltar novamente a atenção para o pátio externo do Circo Voador e ouvir um pouco mais do Test.

Passadas algumas músicas, começa a ser ouvida a afinação dos instrumentos no palco principal, era a deixa de que o Cavalera Conspiracy estava a caminho.

Mesmo com todas as histórias relacionadas a banda Sepultura, boas ou nem tanto assim, a verdade é que o nome Cavalera se tornou referência de um estilo no Brasil e no exterior.

Dito isto, o Circo Voador fora tomado por fãs, um excelente público agora se formava e chamava pelos irmãos Igor e Max.

A banda sobe ao palco e após uma rápida saudação de Max, a primeira música do Cavalera Conspiracy é desferida Inflikted que abre o primeiro álbum da banda levanta os presentes.

Confronto, Test e Krisiun haviam mexido o caldeirão, agora era hora do Cavalera Conspiracy ferver os presentes. Juntamente com Max (Vocal / Guitarra) e Igor (Bateria), o Cavalera Conspiracy conta com os norte-americanos Marc Rizzo (Guitarra) e Nate Newton (Baixo) mandaram porrada após porrada e os presentes respondiam a  altura.

Cavalera Conspiracy e João Kombi. Circo Voador Lotado.

Músicas entoadas a plenos pulmões, rodas se abriam e o semblante de satisfação em Max Cavalera. O material apresentado percorreu boa parte da carreira dos irmãos, mesclando músicas antigas e novas. Para dar um ar mais especial a noite a banda ainda contou com a participação de João Kombi (Test) em Arise/Dead Embryonic Cells e Richie Cavalera em Black Arch.

Músicas como Sanctuary, Black Ark (ambas do primeiro debut da banda, Inflikted de 2008) e Warlord (Blunt Force Trauma, 2011) unidas aos clássicos do Sepultura como  Arise, Refuse/Resist e Roots Bloody Roots são uma combinação matadora para os fãs.

A banda também executou as novas Babylonian Pandemonium e Banzai Kamikaze, presentes no álbum Pandemonium – 2014, além de Wasting Away do projeto Nailbomb encabeçadopor Max e o cover imortal para Orgasmatron do Motorhead.

Saldo final de uma noite especial mostrando a velha e a nova safra da música pesada no Brasil e a certeza de que o metal nacional ainda tem muita e boa lenha para queimar.

 

Max Cavalera

 

 Setlist Krisiun: Ominous / Combustion Inferno / The Will to Potency / Vicious Wrath / Ravager / Descending Abomination / Vengeance’s Revelation / Blood Of Lions / Bloodcraft / Conquerors of Armageddon / Black Force Domain.

Setlist Cavalera Conspiracy: Inflikted / Warlord / Torture / Beneath the Remains / Desperate Cry / Troops of Doom (Sepultura cover) / Sanctuary / Terrorize / The Doom Of All Fires / Wasting Away (Nailbomb cover) / Babylonian Pandemonium / Arise – Dead Embryonic Cells (Sepultura cover) / Killing Inside / Refuse – Resist (Sepultura cover) / Territory (Sepultura cover) / Black Ark / Banzai Kamikaze / Inner Self (Sepultura cover) / Attitude (Sepultura cover) / Orgasmatron (Motörhead cover) / Roots Bloody Roots (Sepultura cover).

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